• @rgpatrickoficial

Vivendo no Escuro - Roseane

[FAIT – Artur]

- Há dias estou querendo acertar a Camila, de hoje não passa. – Falei para Lara, a caminho do estacionamento.

- Relaxa Artur, está muito estressado. – Ela fala.

- Estou falando sério, na boa Lara, já está folgada demais aquela garota. Vai pegar carona com o Kaique? – Pergunto.

- Sim, vou com ele, e vê se pensa melhor em tchau.

- Até.

Fui para casa uma fera, na boa nem me lembro do caminho, ao chegar o carro do Bruno estava lá. Já previa merda, porque ele iria impedir de falar com ela.

Desci do carro, e pensei rapidamente no que fazer, resolvi subir e ver como estavam.

Meu pai estava jantando com minha mãe na mesa, a Camila e o Bruno de pé falando com eles.

Ao me aproximar, disfarcei e sentei, peguei a conversa no meio;

- (...) Não posso Bruno, uma vaga na UTI está fora do que eu posso ajudar. – Responde meu pai.

- Seu pai, aconteceu algo? – Pergunto.

- Ele tem que ser transferido para UTI, e não há vagas nos hospitais públicos da cidade.... Então valeu “seu” Rodrigo. – Cara meu coração quebrou na hora.

- Pai, claro que pode ajudar, o senhor sabe que sim. – Falei levantando da mesa.

- Não Artur eu não posso. - Ele repete olhando para o Bruno.

Mano queria poder falar o que eu sabia, mas não poderia;

- Mãe. – Chamo a atenção dela.

- Não podemos meu filho. – Cara isso era inacreditável.

Bruno e Camila saíram, pessoal ele estava arrasado, era como se meus pais foram suas últimas esperanças;

- Não dá para acreditar COMO PODEM NEGAR ISSO? – Gritei com eles assim que o Bruno saiu.

- Olha como fala com a gente seu...

- Tem uns duzentos mil naquela droga de cofre e vão negar uma vaga no hospital para o genro de vocês. É brincadeira, puta que pariu. – Falei saindo atrás deles.

Mano que raiva.

Bruno estava no carro e Camila despedindo dele;

- Cara, mano vai fazer o que agora? – Falo chegando na janela do passageiro.

- Conversar com o médico, tem que haver outra forma. Não podemos pagar uma UTI em um hospital particular.

- Vou contigo. – Falo entrando no carro.

- Eu também. – Fala Camila.

Ele saiu e a Camila serviu para alguma coisa;

- Artur o Pai da Rose não é deputado? – Fala ela.

- Sim, é sim, até que enfim você serviu para algo né.

Falei pegando meu celular. No caminho para o hospital;

- Gente ela não atende, Bruno vamos na casa dela, acho que pode ajudar. – Falo a ele.

Então mudamos a rota, isso era por volta de oito da noite, chegamos na casa da Roseane e então eu mesmo chamei. Ela atendeu a gente, pediu que entrássemos;

- (...) É você Rose, para ajudar a gente...

- Vou ligar para ele, aguardem aqui ta Artur.

- Ok.

Roseane foi ligar para o seu pai e ficamos na sala aguardando. Ela logo retorna e fala;

- O seu telefone moço. – Fala ela para o Bruno.

Logo ela fala para a gente.

- Ele vai ver o que consegue e vai te retornar nesse número, fique atento tudo bem.

- Certo, muito obrigado viu.

Despedimos e agradeci ela novamente, ao lado de fora, ao entrar no carro o telefone chama;

- Eu dirijo. – Falo pegando a chave.

Trocamos de lugar, Bruno foi durante o caminho com ele no telefone.

Gente o coitado desligou o telefone chorando, ele nem ligou por a gente estar com ele;

- Danilo... Danilo arruma as coisas do papai, estão indo buscar ele.

Ele falando com o irmão;

- Ele conseguiu a vaga, vão pegar ele agora. – Bruno fala, respirando fundo, como se estivesse aliviado.

Pessoal chegamos no hospital e ele entrou para ajudar a preparar tudo, quando saiu agradeceu bastante a gente.

Levaram ele, nós acompanhamos até o hospital, como estava ficando tarde, eu levei a Camila e o Danilo para casa, ao voltar no hospital o Bruno estava ainda la dentro.

Fiquei naquelas cadeiras aguardando, e peguei no sono, sério, estava bem cansado.

Bruno me acorda um tempo depois;

- Artur... Artur.

- Fala.

- Mano, a chave do meu carro estava no chão. – Fala ele assim que abri os olhos.

- Se alguém colocar a mão eu iria ver, rsrs.

- Vamos vou te levar em casa.

No carro, sem querer peguei no sono novamente, ele me acorda na portaria;

- Ei coloca seu dedo ai, se não vamos dormir aqui, rsrs.

- Tem que parar de me acordar, na boa. Que tipo de motorista é você?

Entramos eu peguei meu celular e carteira, ele ao invés de só parar o carro, o Bruno desligou a chave;

- Artur queria te agradecer, de coração, fico te devendo um favorzão cara! – Bruno fala com as mãos no volante.

- Que isso, só fiz o que achei certo. Depois eu cobro, relaxa. – Falo com um sorriso sacana.

- Só pensa em sexo cara? – Ele pergunta.

- Eu? Falei alguma coisa de sexo? Você que tem a mente poluída.

- Rsrsrs.

Ele sorri e fica em silencio, eu coloco a mão na fechadura e ele me segura pela outra mão;

- Espera!

Ao olhar, ele estava soando, respiração ofegante, então eu tentei quebrar o gelo;

- Estou me sentindo uma garota, sendo deixada em casa. Rsrsrs.

Ele chega a dar uma gargalhada, muito gostosa.

Gente ficamos uns segundos em silencio, que estava me matando;

- É mais fácil quando é uma garota né? – Pergunto.

- Rsrsrs, sim, não sei o que fazer e... Ai meu Deus... Você é irmão da minha namorada.

- Isso te impede de alguma coisa?

- Para de me pressionar, cara, rsrsrs.

- Se te acalma, não sei o que dizer tambem, nem o que fazer, mais perdido que você mano. – Falo tentando acalmar ele.

- Beleza. – Bruno fala.

- Posso ir?

- Não, calma.

Ele se vira totalmente para mim, e coloca a mão em meu braço, me aproximo e sinto sua respiração próximo ao rosto, sinto o toque de sua língua primeiro logo seus lábios.

Galera foi um puta beijo, ficamos sem ar, ele tinha uma boca boa pra morder, “cara que era aquilo”, me controlava para não tirar um pedaço.

O massa era que nós segurávamos com força as nucas um do outro, segurando firme no cabelo, as línguas tomavam de conta de tudo.

- Espera. Porra! Se não estivesse nessa ocasião te levaria para casa. – Fala Bruno.

- Cara que boca é essa, vai para a puta que pariu, Caramba. – Falo olhando o volume da minha calça.

Passei a mão no rosto, ele abriu uns botões da camisa;

- Vou descer, antes que desço suas calças. – Falei abrindo a porta.

Bruno fala;

- Calma ai, só pra tirar as dúvidas. – Outro beijo.

Ele segurou na minha camisa, puxando para dentro do carro.

Não me controlava perto dele, daquela forma, ao me afastar os lábios vermelhos o cabelo meio desajeitado, a respiração, e o sorriso safado, cara do céu.

- Falou. – Falo despedindo.

Sai entrando em casa, e subindo para deitar.


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