• @rgpatrickoficial

Vivendo no Escuro - Prisão

[Jardim América – Bruno]

Fui pela manhã em casa, aproveitar o Danilo para me ajudar com minha bagunça, eram coisas como computador de mesa, violão, TV do meu quarto, essas coisas.

Deixei isso em casa e fui para a oficina. Mano tinha trabalho para uma semana naquele lugar, serio o Danilo estava ajudando e meu pai ainda teve que contratar alguém para fazer extra;

- Não entendo de onde vem tanto carro com o mesmo problema. – Comento pegando umas chaves.

- Estão falando do posto no fim da avenida, estavam misturando agua demais no combustível, estou olhando esse Prisma aqui, mas estou desconfiado meu filho.

- Bom para a gente, mas não estamos preparados para tantos fregueses assim né pai.

- Relaxa, vamos conseguir. Rsrs.

- Eu to relaxado mas o Danilo não, rsrs. – Aponto para o pequeno.

Que estava todo sujo.

Semana muito cansativa, como vocês viram trabalho acima da nossa media, o que nos obrigou a ficar sábado e domingo na oficina, trabalhando até tarde, e Artur cheio de trabalhos na faculdade, estávamos bem corridos.

O niver do meu pai finalmente chegou, e seria somente um jantar na casa dele, o Danilo e eu cozinhamos, Gustavo, meu pai e Artur ficaram na mesa, bebendo entre nossas conversas;

- Sim, sim Paulo, agora que as coisas se normalizaram, até comentei com o Bruno, que estou mais tranquilo sabe.

- Entendo Artur, foi bem difícil mesmo, Bruno sempre me contava o que você estava passando! E a faculdade, já está na reta final não é mesmo?

- Sim.

- Vai seguir na profissão?

- Cara eu vou abrir uma academia para mim, quero ela completa, sempre foi meu sonho. Esse ano irei focar no hotel enquanto junto uma boa grana.

- Está certo garoto, não sabe quando sua mãe vai voltar e mesmo que o hotel irá ficar para você e sua irmã, tem que montar seu próprio negócio, como você disse, corre atrás do seu sonho. Estávamos conversando eu e o Bruno sobre isso... Contou a ele meu filho? – Pergunta meu pai da mesa.

- Ainda não pai, não tivemos tempo para conversar... – Falo olhando ao Artur.

- Que foi?

- Bruno vai abrir uma oficina mais para o centro da cidade, ele vai se especializar em customização.

- Serio Bruno?

- Sim Artur, sério.

- Que massa, é uma ótima ideia, afinal ele leva jeito não é mesmo?

- Sim, Artur, e os amigos dele sempre tem que ir na cidade vizinha para rebaixar carro, no turbo, rodas essas coisas, ele teve a ideia.

- É eu sou demais. – Falo alto enquanto corto os legumes.

Pessoal jantamos todos juntos, rindo das histórias do Gustavo, com sua mãe super protetora, rsrs.

Então, o Artur e meu pai estavam lavando a louça, o Gustavo guardando e já preparando para irmos, isso era tarde, estava passando o jornal da meia noite eu acho, quando ouvimos da sala;

“- O Deputado Estadual Rodrigo Barbosa do PSOL, do município de Itapeva, interior de São Paulo, foi preso hoje no Aeroporto de Guarulhos, assim que efetuou o desembarque, ele é acusado de corrupção, formação de quadrilha, falsificação de documentos entre outros crimes, lembrando que a ordem de prisão foi emitida e o Deputado saiu do pais, sendo assim (...)”.

De onde o Artur estava na cozinha ele tinha a visão da TV na sala, ficamos meio que em silencio, eu entrei na cozinha e o meu pai fala;

- Ei, pode deixar, esse aqui eu termino. – Diz fechando a torneira.

- Não, de boa, vou terminar. – Ele responde já com outro semblante.

Eu arrumei as coisas e convenci o Artur a ir embora, despedimos, e saindo de casa eu peguei a chave do carro de sua mão, ele entrou e calado fomos para casa, eu também fui bem devagar, ele estava cabisbaixo.

Logo que entrei na garagem ele desceu do carro, eu fui a cozinha tomar uma agua, e deliguei as luzes da casa, indo para o quarto, ele estava tomando um banho, na boa eu não quis ficar puxando assuntos sabe;

- Ei! Tudo bem? – Pergunto através do box do banheiro.

Ele balança a cabeça que sim, e eu então vou deitar.

Pouco tempo depois ele sai, veste algo e deita, Artur estava “soando” o nariz, fez isso algumas vezes, da mesma forma que fazemos depois de chorar.

No escuro eu me virei ficando de frente a ele, e deitei seu rosto no meu fazendo um cafune para ele pegar no sono com o calor do meu corpo.

Na manhã do sábado eu sai antes de Artur, como não dormi bem, levantei mais cedo e preparei um simples café da manhã para ele, deixei ao lado na cama, todo ajeitado, mas como minha hora chegou, tive que sair antes de vê-lo acordar.

E no caminho para o serviço a Lara avisa estar vindo para Itapeva, chegaram hoje, mas era segredo, ela tinha visto na TV, o que aconteceu e não custava nada vir dar uma “força”.

Abri a oficina, meu pai nem havia chegado, estacionei meu carro e chega uma foto do Artur, acordado, de frente o café, com a legenda, “Poderia ser um boquete né?”. Eu respondi, “Bem difícil de te agradar né”.

Ele todo fofo agradeceu, parece que o Pietro foi em casa ajudar com um trabalho, ou algo do tipo.

Eu fui embora tarde, por volta de três da tarde, e também fui direto para a rodoviária, pegar a Lara. Ai sim, fui para casa;

- Como ele está Bruno?

- Aparentemente bem, sabe que ele se faz de durão, mas não conversamos sobre o assunto, ainda não tive tempo.

- Ai eu fico com pena dele, poxa, é uma atrás da outra.

- Eu que o diga viu Lara.

Entramos calados, pois ele não sabia que ela estava na cidade. Eu entrei na frente, cheguei a chamar ele, mas não respondeu.

A casa estava limpa, tipo que havia recebido uma faxina, gente o Artur estava dormindo na sala, com a TV ligada, todo largado, de calção de futebol sem camisa, quase roncando;

- Amor, amor. Artur. – Isso era a Lara sentada na frente dele.

Ele abriu os olhos e se afastou, assustado;

- Quer me matar de susto. – Artur fala olhando ela.

- Credo não estou tão feia assim né?

Ele sorri e abraça ela, um abraço apertado e confortável;

- Que isso em dona de casa incorporou foi? – Pergunto deixando as chaves e celular na estante.

- Pietro me ajudou, acabei a pouco, deitei esperando você para a gente ir no mercado, mas e você, chegou hoje? Não falou nada.

- Haha era surpresa para você gato, ei vem me mostra meu quarto.

Voltei no carro peguei a mala da Lara, e eles conversando, falando da vida dos outros, é só se juntar.


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