• @rgpatrickoficial

Vivendo no Escuro - O Moreno

[Itapeva – Artur]

Na noite anterior, falei com minha mãe, ela queria saber se essa história de mudar era verdade. Quando contei a ela pediu para eu voltar, mas sem abrir mãos de suas exigências. Eu não aceitei, hoje quando acordei, recebi uma mensagem automática da minha conta no banco, ela efetuou uma transferência de valores, para emergências.

Então é isso, estava deixando tudo para trás, iria recomeçar, apertei o botão de Reset da minha vida, e até o momento eu estava gostando, mesmo não tendo muita ideia do que viria a seguir.

Ficaríamos 6 meses na casa de um tio da Lara, ele estava fazendo intercambio e ficaríamos em sua casa, que era bem próximo do trabalho dela, nesse período, juntar uma grana e conseguir outro lugar próximo, e claro eu conseguir um job.

Para não ficar chato, iremos avançar 3 meses. Mais precisamente mês de julho...

Sai do meu trabalho e fui pegar a Lara, iriamos para o cinema nesse dia, com o transito que eu ainda estava acostumando, sério é exagerado. Cheguei lá por volta de cinco e cinquenta. Como nesse período de três meses demorei para conseguir o trabalho, fiz alguns bicos com eles.

Por conhecer um pouco, cheguei e as recepcionistas me deixaram subir, era um lugar muito massa mesmo de se trabalhar, eles tinham 5 andares no prédio a Lara ficava no primeiro, é como em filmes, aqueles prédios de departamentos, várias mesas e divisórias.

Como ela não estava na sua mesa, me sentei aguardando, fiquei no celular, até que depois de minutos ela aparece no corredor, fazendo um “Psiu”. Me levantei e fui até ela.

- Aceita? – Pergunta ela com café.

Lara estava na Copa comendo, com mais duas funcionárias. Claro que não rejeitei comida né galera;

- Estou aguardando meu supervisor responder meu e-mail e já vamos ok.

- Beleza, caramba o que é isso, muito bom. – Falo pegando uns bolinhos.

- Não, sei, mas é igual aqueles que levei para casa ontem, você viu?

- Não.

- Artur nem te conto, no grupo das meninas hoje estão comentando que o Lucas, está afundando em Drogas, sério mesmo, Kaique me contou depois que ele está usando cocaína.

- Mas ele já usava antes, qual é a surpresa, nada...

- Boa Tarde, meninas. – Fala um cara entrando. – Boa Tarde. – Ele fala ao me ver.

- Boa Tarde. – Respondem todas.

E eu também, ficamos em silencio, ele pegou um café e saiu, gente, acho que foi a primeira vez que comento sobre um homem;

- Puta que pariu Lara, que isso, trabalha aqui?

- Não, rsrs. - Fala ela rindo.

- Que moreno viu, olha paguei pau agora. – Ela estava rindo de mim. – Que foi garota.

- Você falando do Leandro.

- É modelo?

- Não, jornalista, marido do meu gerente.

- Ele é gay? – Pergunto.

- Sim, e casado, ta achando o que Artur, estamos na capital, as coisas aqui são diferente.

- Diferente, homem daquele jeito tem em lugar algum, agora duvido que é gay, duvido.

- Vamos logo, antes que você vai pedir uma foto pra ele.

Saímos rindo, mas é verdade, um moreno, de sorriso perfeito, cabelo curtinho, másculo e forte, cara muito lindo mesmo.

Bem, a semana percorreu normalmente, trabalhando igual louco, rsrs.

O Bruno iria me visitar este fim de semana, aqui em São Paulo, mas acabou que não rolou.

Lara falou tanto na minha cabeça que decidi, ir ver ele. Detalhe não estávamos namorando, mas trocando ideia sempre.

Decidi ir de carro mesmo, demora por volta de 4 horas, é a media, cheguei em Itapeva por volta de oito da noite, chamei e o Danilo que me recebeu, ele estava todo arrumado;

- Oi! – Falo quando ele abre o portão.

- Oi Artur, joia?

- Sim, e você vai onde assim rapaz?

- Aniversario de uma tia nossa... Entra o Bruno está no quarto dele.

Entrei e cumprimentei o Paulo que estava na sala;

- E ai, como o senhor está?

- Bem, filho, voltei a trabalhar, tudo ótimo agora.

- Ta certo, mas já está fazendo esforços, o ou o Bruno que está ainda pegando no pesado? – Falo sentando.

- Não, voltei cem por cento já, Humilhando ele como sempre.

- Haha, ai sim, boto fé.

- Vai lá, ele está no quarto.

- Não se quiser vem aqui. Paulo dirigir tudo isso cansa demais, pensei que pegaria transito no caminho, por ser sexta-feira.

O Bruno aparece na sala, com um sorriso de orelha a orelha. Está era a 4 vez que nos vimos desde que eu me mudei. Ele estava de toalha, todo molhado;

- Está molhando o chão todo Bruno. – Fala o Danilo, olhando por cima da tela do celular.

- Vim chamar o Artur.

- Não, vai terminar seu banho, preocupa comigo não.

- É ninguém vai comer ele aqui. Rápido que estamos atrasados. – Briga o Danilo.

- Vão sair? – Pergunto, pois, o Paulo também estava arrumado.

- Aniversario de uma irmã minha, próximo a faculdade, la perto da Pilão D’agua.

- Quer que eu leve vocês lá? Afinal o Bruno ainda vai tomar banho.

- Uai... Se não se importar. Estamos atrasados para a surpresa mesmo, rsrs.

Bem levei o Paulo e Danilo, passando na casa do Gustavo que era caminho, deixei eles na tal fazenda, e ao voltar, passei na rua da casa do Pietro, vi as luzes acessas e decidi voltar e dar um oi.

Estacionei o carro e toquei a campainha, até pensei ser seu pai que iria atender, mas ele abriu o portão;

- Artur?

- Oi.

- Cara quanto tempo. – Ele fala me abraçando.

- Né, passei para saber como está?

- Bem, ótimo, e você, entra.

- Tenho que ir, passei para dizer oi, ei vou embora só no domingo, que tal marcarmos algo?

- Não sei Artur, estou namorando com o Kaique, acho melhor não. – Eu fiquei sem graça, mas contornei.

- Pietro, estava te chamando para comer algo, sair, bater papo, o Bruno também iria, e não tem problema chamar o Kaique, foi mal, se me entendeu errado.

- Gente nem assim eu dou uma dentro, que vergonha. Me perdoa Artur, perdão.

- Relaxa, me manda um whats ok.

- Pode deixar, bom te ver.

- Bom te ver também.

Cumprimentei ele saindo, logo, logo cheguei na casa do Bruno, com o portão aberto deixei o carro de fora, afinal teria que buscar Paulo e Danilo.

Peguei minha mochila e entrei, ele estava na sala, assistindo uma serie eu acho;

- Vou tomar um banho, beleza. – Falo beijando ele no sofá.

- Vai lá, deixei uma toalha em cima da minha cama.

- Tranquilo.

Tomei um banho pois estava exausto da viagem, ele havia preparado uma pipoca, e acho que foi a primeira vez que me senti como um “casal”, com alguém, deitado com ele entrelaçado em mim, assistindo TV.

Até acho que nós dois pegarmos no sono, eu acordei com o Danilo chamando;

- Artur, Bruno... Vão deitar no quarto, está frio. – Fala ele cutucando a gente.


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