• @rgpatrickoficial

Vivendo no Escuro - Mudança

[Bruno]

Foi como fogo no palheiro, Camila jogou a merda no ventilador, que se espalhou com uma velocidade, e claro, chegou ao meu pai e ao Danilo.

No dia eu passei na oficina, pensando o que falar quando chegar, e como conversar com ele, serio, fiquei perdido, confesso até olhar na internet, procurar ideias, qualquer coisa que ajudasse.

Para piorar o celular do Artur acho que estava pifado, pois a família dele foi despejada, estavam morando no hotel, e eu não conseguia falar com ele.

Seis da tarde, fechei a Oficina, no caminho para casa agradeci do transito, isso adiaria mais ainda as coisas. Gente fiquei com pena do Danilo, entendendo o que ele passou.

Ao virar a esquina vejo o carro do Artur, nossa eu gelei por dentro, o que ele fazia na minha casa.

Não coloquei o carro para dentro, deixei ao lado de fora mesmo, ao abrir o portão, o Danilo estava saindo com o Gustavo, ele não falou nada, me olhou nos fundos dos olhos e veio rápido, e me abraçou, com muita força;

- Eu te amo tanto, mas tanto... – Fala ele quase chorando.

- Eu também te amo. Valeu, valeu mesmo. – Agradeço ainda no abraço.

O Gustavo também me deu um abraço, eles saíram e eu entrei, calado, ouvindo eu pai e o Artur;

- (...) Não precisa se preocupar. Eu estou bem.

- Olha filho, somos humildes mas tem lugar para mais um...

Entrei na cozinha e cumprimento o Artur, que estava sentado na mesa, meu pai próximo a pia;

- Tudo bem? – Pergunto a ele.

- Sim, e você?

- Sim, Cara se não se importa, posso falar com ele, me espera no meu quarto tranquilo. – Falo ao Artur.

- Claro.

Ele saiu, eu deixei minhas coisas na mesa, chave e celular, olhei para o meu pai e ele estende a mão, veio e me abraçou;

- Nada, absolutamente nada muda! Está me ouvindo Bruno?

- Sim, pai.

- Agora vá lá, vocês precisam conversar.

- Tudo bem. – Peguei minha chave e ao chegar na porta, olhei e perguntei.

- Pai, como não sabia o que dizer para o Danilo? – Perguntei.

- Ele me falou o que eu devia fazer Bruno. Agora vai, vai.

Eu sorri, pensando nele e fui para meu quarto.

- Nunca te falei isso, mas tenho inveja de você, sua família. – Fala o Artur ao me ver entrando.

Encostei a porta e me aproximei dele;

- O que aconteceu? – Pergunto abraçando ele.

- Fui colocado para fora de casa, ela me pós para fora.

- Mano pode vir ficar aqui, não tem problema.

- Não Bruno, as coisas não são assim.

- Escuta Artur, decidimos fazer isso, agora temos que um ajudar o outro.

- Eu vim te falar que irei para São Paulo com a Lara.

- É o que você quer?

- Não, mas preciso.

- Quando?

- Em três dias. Vou procurar um trampo, trocar a faculdade, eu dou um jeito.

Respirei, fundo, vocês sabem que eu não queria isso. Artur se levanta para sair;

- Vou nessa, só vim pedir desculpas pela Camila, a merda que ela fez foi culpa minha, me desculpe.

Ele fala pegando a jaqueta no canto da cama, antes de passar por mim, empurro ele e o beijo, pressionando contra a parede;

- Porque não pede para me beijar? – Ele diz sorrindo.

Nós dois rimos, ele me afastou, me deixando sem graça, e pergunta;

- Vai pedir ou não? – Artur fala.

- To afim mais não. – Falo tentando ser orgulhoso.

Ele morde os lábios, passando a língua, cara que merda;

- E ai gatinho, essa boca, fala ou também beijar? – Falo rindo.

Ele riu novamente e me beijou, um beijo e tanto, abracei ele, e ele correspondeu;

- Agora vou nessa.

- Certo.

Eles realmente decidiram ir, Artur estava decidido!

No dia da mudança, eu sai mais cedo da oficina, para me despedir! Como meu pai estava em casa nesse dia fechei por volta de duas e vinte, e fui até a casa da Lara.

Quando cheguei, o carro dele estava ao lado de fora, e os dois carregando umas malas;

- Vim ajudar. – Falo saindo do carro.

- Chegou na hora certa, tem um guarda-roupas, e 9 botijões de gás cheios la no fundo. – Fala a Lara rindo.

- Ta zoando né? – Pergunto Artur.

- Você é forte, consegue, rsrs. – Ele fala zoando.

Carregamos a TV, uma mesa, computador, e uns utensílios de cozinha, o caminhão saiu logo a frente, a Lara estava trancando a casa, e Artur fecha o porta malas;

- Então é isso. – Falo chegando nele.

Artur me abraça, e diz próximo ao meu ouvido;

- Espero estar fazendo o certo.

- Qualquer coisa me avisa, beleza.

Despedi de Lara, que entrou e cheguei ao lado do motorista, beijando ele na boca, um selinho. Ela ficou rindo e então eles se foram.


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