• @rgpatrickoficial

Vivendo no Escuro - Mágica Manhã

[Itapeva – Pietro]

As provas acabaram na quinta-feira, com isso a Lara foi para São Paulo com o Artur, para uma entrevista ou algo do tipo, não conversamos muito sobre isso.

Ela estava muito brava comigo, por ainda estar na do Artur, e sério, sempre tem aquele pingo de esperança.

Já me peguei por vários e vários momentos fazendo planos e sonhando em como seria eu e ele juntos, daria um conto só de sonhos que tive, rsrs. Mas, voltando para a realidade...

No sábado chamei a Carol para ir em um lugar novo aqui na cidade, esperando sair um pouco da vibe da FAIT, até porque o semestre estava no final, e esse meu começo de ano foi uma loucura.

O local se chamava “Bar São Paulo”, eu sei bem original, pois bem, estava com o carro do meu pai, peguei ela por volta de umas oito e cinquenta, chegamos cedo por lá, havia algumas pessoas, sentamos e fizemos os pedidos.

Na real, eu fui para comer, não estava afim de beber algo, então, pouco antes dos pedidos chegarem a Carol comenta;

- Ai, que pena não vimos, mas olha para a direita bem no fundo. – Fala ela mexendo no cabelo.

- Merda o Lucas e a Manuela, como assim? – Falo disfarçando, com a mão na boca.

- Tentando fazer ciúmes no Artur, só pode.

- Lucas é doente, sério Carol, como pode alguém querer tudo que o amigo tem?

- Só uma doença explica esse fascínio.

- Talvez ele também esteja apaixonado no Artur né? – Sim, eu falei sem pensar.

- Também? Quem mais está? – Pergunta a Carol.

- Manuela, né, ela também é apaixonada no Artur.

- É tem isso. Artur já “não se acha” e eles ficam enchendo a bola do cara, ele acaba sendo meio otário.

- Ah eu concordo com cada palavra sua Carol...

- Com licença. – Fala o Garçom com o pedido.

Bem nos comemos tipo muito, kkkkk, ficamos de papo e Carol resolveu que queria ir em uma festa de uma prima dela, por mim beleza até então.

Saímos do Bar por volta de dez da noite, eu estava de bermuda, fiquei meio que na minha no começo.

O local estava cheio, e com poucas luzes, em um estilo de balada na casa, pegamos bebida, conversamos com algumas pessoas, eu fiquei sentado em uma mesa, a Carol trouxe duas doses de tequila, e se senta na mesa;

- Nem Vem Carol, estou dirigindo! – Falei.

- São as duas para você, eu já tomei as minhas, Vamos Pietro, só elas, para você esquentar e vir dançar.

Gente eu virei as duas tequilas, foi o suficiente, para subir para a cabeça, me levantei e fui dançar.

Eu estava precisando sabe, esquecer do meu mundo um pouco, e me soltar. Acho que foram algumas horas na playlist de funk;

- Nossa vou procurar uma agua! Estou morrendo de sede. – Falo gritando no ouvido de Carol.

- Acho que o álcool já evaporou, rsrs.

Entrei no bar improvisado peguei uma agua com bastante gelo, eu bebi e preparei um copo para levar para Carol. Mas ao sair esbarro logo em Kaique, gente eu derramei a agua nele, que na verdade veio pulando, foi culpa dele.

- Ah é você! foi mal mas você que veio todo louco Kaique. – Falei deixando o copo de lado.

Fiquei sem graça pois algumas pessoas ficaram olhando.

- Relaxa. – Kaique fala tirando a camisa. – Não sabia que você estava aqui, veio com quem?

- Carol, mas não conheço ninguém, rsrs. E você?

- Com meu amigo, ele... ele... Não sei onde ele está.

Kaique entra e eu volto para a pista de dança, sabe quando você dança tanto, que seus pés doem, sim, eu estava nessa situação, como se estivesse pulado durante várias horas seguidas.

Ás três e cinquenta da madrugada a Carol se atraca com um garoto e eu resolvo ir embora, ela conseguiu até carona com o garoto, sabemos para onde eles iriam, rsrs.

Ao sair havia algumas pessoas de fora, eu fui atravessar a rua e vejo o Kaique, só de short jeans e com o celular na mão;

- Já vai? – Pergunta ele.

- Sim, e você?

- Esperando o UBER eu acho.

Kaique não estava muito bem, eu entro no carro, ao invés de sair, coloquei marcha ré e voltei na rua;

- Entra ai, eu te deixo em casa. – Falei abrindo a porta.

- Valeu... Vou tirar porque está molhado e não quero sujar seu carro. – Gente o Kaique tirou o short dele.

E entra de cueca, pedi ele que colocasse o cinto, e saímos, eu coloquei uma música para quebrar um pouco do silencio;

- Não precisa Pietro, tenho que me desculpar com você.

- Ei não precisa.

- Precisa sim, fui um panaca falando com você daquele jeito.

- Relaxa Kaique, você não está bem para esse tipo de conversa, ei mano, esquece beleza, também fui um idiota contigo. Estamos quites? – Pergunto batendo em sua perna.

- Só se me dar um beijo. – Ele fala com a cabeça apoiada no encosto, e um sorriso de canto de boca.

Eu abri um sorriso e aproximei, o Kaique segurou meu pescoço, então ficamos no semáforo, foi alguns segundos;

- Ta maluco, rsrs, pode vir algum carro. – Falo empurrando ele.

Kaique sorrindo fala;

- Poxa estava com saudade dessa sua boca.

- Está bêbado mesmo Kaique, ou só aproveitando de mim?

- Estou bêbado, mas consigo fazer o que quer.

- Haha’ ta achando que vou te levar pra casa?

- Porque não? Não está com saudades de... – Ele fala levando minha mão a sua cueca.

- Ei, para.

Fiquei calado, ele aumenta a música, e eu segui levando ele para minha casa. Pessoal, quando o Kaique percebe que estávamos na rua da minha casa, ele abre um sorriso muito perfeito.

Porque um gay, do meio e tals, age normal quando sabe que vai transar, mas a cara desses caras que se acham os “héteros”, quando estão prestes a transar, é FODA. Claro que eu estava tendo um lance com o Kaique, mas isso não impedia ele de estar na seca de sexo por um tempo já.

Desliguei a música e pedi silencio a ele entrando em casa. Estacionei o carro, assim que ele desceu fiquei olhando para ver se havia alguma diferença no banco e tals. Entramos, eu fui abraçado com ele, para não cometer nenhuma merda.

Na nossa situação decidimos tomar um banho, ao entrar no quarto tranquei a porta, e ajudei ele a tirar a roupa no banheiro, o Kaique estava com dificuldade para tirar a cueca.

Ele tomou um banho frio que deu um UP na sua situação, depois ele estava se secando e eu entro debaixo do chuveiro, ao estar mudando a temperatura sinto ele vindo atrás;

- Que ajuda?

- Sabe diferenciar o que é o que? Rsrsrs. – Falo zoando ele por estar bêbado.

Ligamos o chuveiro e o Kaique vem me beijando, sinto seu cassete duro curvado para a direita em minha barriga.

Acho que o álcool deixou ele bem mais safado. Nos viramos ele ficou de costas para a parede e conduziu forçando minha cabeça a descer para chupar ele.

Nunca chupei um cara debaixo do chuveiro, mas é interessante, e gostoso. Claro que não senti seu gosto e tals, mas facilita bastante os movimentos. Kaique chegou a subir uma das pernas e apoiar em mim, forçando mais e mais, me fazendo engasgar por inúmeras vezes.

Eu masturbava ele, então Kaique gozou comigo chupando ele, o que pensei ser o fim já, mas ainda bem estava enganado. Me levanto ainda segurando seu membro em ponto de bala, ele rindo vem me beijando;

- Eu casava fácil, fácil. – Kaique fala me pressionando contra a outra parede.

Na situação esquentando novamente sua mão brincava, com minha bunda. Ele colocava um, dois até três dedos em mim, fazendo eu gemer e me contorcer, as vezes olhava para seu rosto molhado, o sorriso de satisfação e safadeza era imenso.

- Fica de quatro. – Fala ele no meu ouvido.

Olha que Kaique literalmente subiu em mim, PORRA como doeu aquela posição, mas ao mesmo tempo foi acostumar que o tesão queria sair em gritos, ele segurando em meu cabelo, e fodendo forte e fundo, falando besteira no meu ouvido as vezes;

- Deixar seus joelhos do jeito que eu gosto. Haha.

Eu me toquei rapidamente para gozar, e sentindo ele colocando tudo e o mais fundo que ele conseguia. Com a posição os músculos de suas pernas se destacavam, o olhar, cara os corpos mais quentes que a agua que caia. Kaique gozou dentro de mim, que pude sentir cada esporro dele.

Ele chegou a sentar no chão, mole rindo, e ainda falou;

- Vontade de uma tequila, rsrsrs. – Fala sorrindo.

Beijei ele, com uns selinhos e mordidas ele comenta;

- Você é gostoso demais mano, que bunda mais gostosa. O sexo mais tesudo que tive.

“Ai como é Bom”, que gay não gosta desse tipo de elogio não é mesmo.

Bem tomamos um banho na real, e diferentemente de antes do sexo, ele estava todo carinhoso agora, cheio de beijos e mãos delicadas.

Entreguei uma roupa minha para ele, que colocou somente a cueca, e deitou, eu fiquei de camisa e cueca, dormimos juntos, igual um casal, e eu não dormi direito, até porque nunca havia dormido com um cara na minha vida.

Não sei como acordamos por volta de dez da manhã. Acordei por ele mexer um pouco na cama, sei lá sonhei tanto acordar desse jeito com o Artur, que ao viver isso com o Kaique foi um choque de realidade muito massa.

Escovei os dentes, ele entra e vai passar uma agua no corpo, bem o Kaique tira a cueca atrás de mim, e eu comento;

- Essa parte do relacionamento é só daqui 3 meses viu. – Falei pensando ele iria usar o vaso.

- Me ver pelado é?

- Não, pensei que iria urin... É isso ai. – Concordo saindo do banheiro.

- Estava esperando você sair. – Fala ele la de dentro.

Aproveitei e fui dar uma olhada na casa. Estranhamente algo conspirava a meu favor, estávamos sozinhos.

Desci e liguei a cafeteira, peguei um leite na dispensa, subi troquei de roupas e o Kaique estava se vestindo, as peças que emprestei pra ele;

- Vou te devolver essa roupa hoje a noite, ai eu tomo um banho aqui e você me empresta outra roupa.

- Nossa essa é sua desculpa para vir me ver?

- Não temos mais aula se esqueceu, só quem ficou de dependência, tenho que ter conversa para vir aqui.

- Vamos logo o Romeu, fiz um café para a gente. – Falo chamando ele para descer.

- Só falta estar pelado e de avental que será igual eu sonhei.

- Haha, sexo logo cedo?

- Sim, não curte?

- Não sou fã, não.

- Não sabe o que está perdendo.

Ele tomou somente uma xicara de café, e eu um copo de leite mesmo. Ficamos falando da noite passada, jogando conversa fora.

Levei o Kaique em casa, no caminho ele agradeceu a noite e tals, e pediu muito fofo para repetirmos;

- Pedindo assim, não tem como recusar.

- Vai ser engraçado explicar essa roupa pro meu pai, rsrs. – Fala ele descendo do carro.

Ao fechar a porta ele pisca soltando um beijinho.

- Até.

- Valeu.

Bem só uma observação, em casa no almoço, meu pai chegou e pegou algumas coisas saindo apressado;

- Que foi pai? Está pálido. – Falei, quando ele passou por nós.

- Vai ter uma ação na cidade, e o Rodrigo está no meio.

- O pai do Artur?

- Sim, mas não fala nada em Pietro.

- Ta pode deixar.


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