• @rgpatrickoficial

Vivendo no Escuro - Logo vai Passar

Ele sobe as escadas, dá uma olhada para trás;

- Acho que ele não achou, “seu” Rodrigo. – Fala ele para o meu pai saindo.

Meu pai desce as escadas, e pega a garrafa;

- Não acha nem se estivesse piscando nesse escuro né meu filho.

- Né pai.

Ele foi subindo os degraus e comenta;

- Vai ficar ai embaixo?

- Não. – Falo subindo.

Como se estivesse drogado eu subi as escadas, mãos soando, testa soada, coração acelerado, falta de ar, entrei no meu quarto e abri a janela, junto com o nó da gravata apertada.

Foi como se o meu chão, que significava minha vida, tudo que eu conheço estava em pedaços, se cedendo, por algo que eu não conhecia, mas queria ânsia para saber como era. A vontade era sair atrás do Bruno, mas eu não posso. Questões de princípios.

Voltei para a festa, a Lara ficou no meu pé, mas consegui contornar, minha sorte foi ela ir embora cedo, mas o Pietro ainda acompanhado de seus pais, e no meu pé até tarde da noite, e eu fazendo sala, por educação.

Se foram mais de três horas desde que aconteceu o beijo com o Bruno e o coração não tinha voltado ao normal, eu estava viajando, sonhando acordado. Na pior das situações, na dúvida, e ansiedade.

[Casa Gustavo – Bruno]

Fiquei de pegar meu irmão, mas o infeliz terminou mais cedo, deixei a festa para leva-lo em casa, iria voltar para dormir com a Camila logo depois.

Discuti com o Danilo no telefone, então no caminho para casa nem nos falamos.

Eu não iria entrar, mas desci para pegar uma muda de roupas para trocar esse terno.

Logo que entramos ouvi meu pai tossir, meio que engasgado, até então normal, fui no meu quarto peguei uma roupa, ao sair e trancar a porta o Danilo me chama;

- Bruno! – Fala ele gritando.

O grito veio do quarto do meu pai, ao chegar ele estava sentado próximo a privada, aparentemente para vomitar;

- Que foi pai? – Pergunto me aproximando.

- Acho que algo que eu comi e não fez bem, não paro de vomitar.

- Já tomou algum remédio?

- Não!

- Danilo pega aquele remédio para azia. – Falo deixando a sacola e vendo se ele estava com febre.

- Pai, o senhor está com febre, não e normal, e... – Eu estava com a mão em sua testa quando saiu sangue de seu nariz.

Ele estava pálido, e aparentemente abatido;

- Vou te levar para o hospital, vamos levanta.

- Não precisa meu filho, logo passa.

- Danilo me ajuda aqui!

Gritei para ele me auxiliar. Levamos meu pai para o carro, e ele fechou a casa e pegou os documentos, no caminho tive que parar umas duas vezes, para ele vomitar.

No Hospital e ele foi direto para a emergência, pediram uns exames, eu e meu irmão não podíamos entrar.

Ficamos um bom tempo de fora, falei com a Camila, ela insistiu em vir, conversei explicando que não achava bom deixar o Danilo sozinho lá.

Depois de mais alguns minutos vejo ela entrar, ainda com a roupa da festa, assim com eu;

- E ai notícias?

- Ainda não. Veio com... – Nem terminei de falar o Artur entra.

- Como ele está? – Pergunta ele.

Expliquei que ainda não tínhamos notícias, e estávamos aguardando, eles se sentaram a Camila mais próxima, me abraçando.

Eu segurando a mão do Danilo que estava bem assustado, até o doutor mandar me chamar, em seu consultório.

Ele estava sozinho, entrei e me sentei;

- Os exames apresentaram indícios de ele estar com Dengue Hemorrágica. Solicitei outros exames para ter certeza, ele passa a noite em observação Bruno.

- Posso ficar com ele?

- Desculpe, não, mas vou deixar você ver ele.

Eu me assustei, por nunca ver ele doente, em 20 anos, nunca. Entrei no quarto e ele estava tomando alguma medicação, a enfermeira preparando para aplicar no soro;

- Como está?

- Com dores no abdômen e muita sede..

- Vai passar as dores, acabei de aplicar a medicação tudo bem. – Interrompe a Enfermeira.

- Obrigado! – Falei para ela. – Vou buscar o Danilo para ver o senhor, ele está preocupado ta.

- Certo.

Sai rapidinho chamando ele, o coitado chorou com nosso pai, uma das enfermeiras me chamou e pediu alguns pertences dele, para trazer.

Despedimos dele e sai conversando com a Camila e Artur;

- (...) Lá em casa e depois voltar aqui, valeu por ter vindo. – Falei abraçado com ela saindo.

O Artur entra no carro, apoiado no volante. Beijei a Camila olhando ele ao fundo. Era impossível não falar com ele. Abri a porta para ela, e disse;

- Valeu por ter trazido ela. – Falo pegando na mão de Artur.


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