• @rgpatrickoficial

Vivendo no Escuro - Hotel Ibiza

[Condomínio Mont Blanc – Artur]

Minha mãe ligou para a polícia, isso com umas 3 horas que ela havia sumido, nada na faculdade, casa de amigas, pessoal do cursinho, eu já estava ficando preocupado.

Eu andei a cidade toda, e voltando para casa de olho no celular esperando notícias ou alguma mensagem importante, vejo um comboio imenso de polícia passar. Mano me veio um frio na barriga, o medo tomou conta de mim.

Parei o carro na esquina, eles passavam na minha frente. Engatei a primeira marcha e acionei a seta, iria seguir eles, para ver onde estavam indo, então meu celular chama;

- Alo. – Assim que minha voz saiu vejo um carro do IML, passar.

- Artur, pode vir para casa ela chegou. – Ouvi meu pai.

Deixei até o carro apagar na hora, nem questionei ele, só fui para casa.

Ao entrar no condomínio vejo o carro do Bruno, estacionei e entrei, Camila estava sentada no sofá com minha mãe e meu pai falando com o Bruno;

- É melhor dormir aqui, falei com o seu pai, e ele também não acha valido você atravessar a cidade. – Dizia meu pai para ele.

- E ai! – Falo aproximando deles.

- Que bom que chegou Artur. – Fala meu pai, me fazendo um carinho no rosto. Tipo um tapa de leve na altura do queixo.

Olhei para o Bruno que estava meio pálido e preocupado, em um relance no olhar vejo que ele estava tremendo;

- De boa mano? – Pergunto.

- O Renato morreu Artur!

Respirei, uma, duas vezes, não acredito!

- Como morreu? – Pergunto.

- Não sei, àquela hora que me ligou estava com ele, e meu pai mandou eu ir em casa, sua irmã chegou lá! Quando trouxe ela fiquei sabendo.

- Vou subir com ela, vem querida. – Fala minha mãe saindo com a Camila.

Fui a cozinha pegar uma agua para o Bruno, meu pai estava ao lado de fora falando ao telefone. Ele senta no banco atrás do balcão, e comenta;

- Mano não to acreditando, sério! Estávamos de boa conversando, até fumei la com ele. – Bruno se curva e fala em tom baixo – Foi o tempo de sair, e aconteceu isso.

Meu pai abre a porta da cozinha entrando e comentando;

- Foi uma operação do pai do Pietro o Cesar, era para prender ele, mas parece que ele recebeu a polícia a tiros, dois policiais feridos e um morto, parece que acharam quantias enormes de dinheiro e armas, mas não muitas drogas, amanhã vão falar melhor na rádio. Bruno dorme no sofá, ou no quarto do Artur, não vai embora hoje, prometi ao seu pai. – Meu velho falou apontando o dedo para ele. – E você, para a cama. – Diz ele me olhando.

- Beleza. – Respondo.

Ficamos de papo ainda na cozinha, ele contando que a Camila foi da faculdade até a casa dele andando, para poder conversar com o Bruno, foi quando o pai dele ligou para ir para casa. Os dois ainda estavam brigados, mas ele se prontificou em levar ela em casa.

Pois meu pai também estava na rua, o resultado foi um belo e longo castigo para a Camila.

Cara fomos dormir umas duas da madrugada.

Subimos, ele concordou em dormir no meu quarto, havia um sofá cama no canto direito onde ele poderia ficar.

Como estávamos bem tensos, peguei um beck e na conversa até ele fumou comigo.

Sentados no chão, de frente a minha cama, ouvindo música baixo por causa dos quartos ao redor, e falando besteira;

- Sério, quando te conheci, pensei que eram um casal! Você e a Lara, formam um casal bonito mano!

- Não, Bruno, sei lá, não rola sabe, ficar com ela é como se eu estivesse beijando minha irmã.

- Ai, aii, sua irmã!

- Pensei que você era mais esperto cara!

- Mano eu só acreditei nela, só isso. Confiei né.

- Ela mentiu pra mim Bruno, fica tranquilo, até eu pensei que ela era virgem, mas. Rsrsrs.

- Esquece.

- Vai voltar com a Camila?

- Não, vai ser uma barra, mas não! Vou curtir um pouco.

- Curtir é? Vai pegar a Lara então? – Pergunto.

- Não, vou ficar na minha, curtir me entende? – Ele fala levantando o restante do cigarro.

- Ah, saquei. – Me levantei e liguei o ar condicionado. – Porra cara, ligar esse ar, não dá para dormir nesse calor.

Falo tirando minha camisa, Bruno tira a dele, e senta na minha cama soltando os cadarços do tênis. Ele coloca o celular carregando ao lado da cama, onde havia tomada livre.

Eu tiro o meu short e colocou outro de futebol mais folgado. Ele foi no banheiro e eu fiquei no parapeito da janela sentindo a brisa até ele voltar para fechar e dormimos;

- Que bunda em Artur. – Comenta Bruno fechando a porta.

- Cala a boca. – Falo fechando a janela.

Ele desligou a luz e deitamos. Bem peguei no sono bem rápido, o que não esperava era o que vinha a seguir.

Eu tive um sonho foda, que transava com o Bruno, foi como peguei o Pietro, mas dessa vez diferente, cara nunca sonhei com algo tão real assim.

Acordei no meio da noite com meu pau explodindo na cueca, e para piorar ao olhar para o lado ele estava de cueca branca, sem coberta deitado de bruços, a forma dobrada de sua perna marcava o musculo da bunda.

Galera do nada ele vira e me olha, coração disparou na hora;

- Não ta conseguindo dormir é? – Pergunta ele.

- Não mano.

Nossa respirei aliviado viu. Ele levanta, arruma a cueca e pega o celular;

- Porra não pluguei direito esse cabo. – Diz Bruno se abaixando.

Eu me afastei, pegando meu celular e ele senta na cama, fica um pouco no celular, e pegamos em um papo ele deita na cama, de boa, os dois no celular.

Mas na minha cabeça o sonho ficava indo e vindo. Cara o Bruno pegou no sono do meu lado, foi acho que uma hora mexendo no celular e com conversas vazias ele conseguiu dormir primeiro que eu.

Sai do quarto, desci e fui tomar um copo de leite, fiquei próximo a piscina, infelizmente pensando no Renato, complicado viu! Voltei em minutos e o Bruno na mesma posição.

Deitei de boa, até porque minha cama é bem grande, tinha espaço para nós dois. Virei e tentei pegar no sono... E nada. Percebi que ele havia se mexido, ao olhar Bruno estava deitado de lado, para o meu lado.

Cabelo bagunçado no rosto, dormindo como um anjo, com uma das mãos sobre o rosto. Fiquei olhando e mano deu um tesão aquela boca. Era grande, e vermelha, desenhadinha.

Então não bastava ficar olhando, eu fiz o que faço de melhor, Merda.

Chamei ele três vezes, e não respondeu, sua respiração estava fluindo e forte, ele estava em sono pesado. Com uma frestinha da boca aberta, bem pequena.

Me aproximei e nada, ele imóvel, coloquei o dedo indicador na frente de seu rosto aproximando até sua boca. Ao encostar demorei uns segundos e tirei, isso fez com que ela ficasse um centímetro de distância seus lábios.

Aproximei todo meu corpo do Bruno e beijei seus lábios, eles imóveis, eu ainda encostei a língua, e beijei separadamente os lábios inferiores, os deixando molhados. Afastei e ele do mesmo jeito, só que dessa vez com aquela boca molhada, parecia estar mais vermelha.

Eu estava em ponto de bala, fui para o banheiro me tocar, caso contrário não conseguiria dormir, sem me aliviar.

Deitei e ai sim consegui dormir, porém sem olhar aquele cara do meu lado.

Lembro de acordar logo que ouvi meu pai ir no banheiro cedo e Bruno estava no sofá, achei estranho, mas voltei a dormir. Ao levantar uma hora depois estava sozinho no quarto.

Fui ao banheiro tomei um banho na agua quente, sequei meu corpo, e me peguei me olhando no espelho, poucas das vezes fiquei com tesão em mim, como nesse momento, cheguei a ficar de pau duro, rsrs.

Me troquei e fui para o trabalho.

Nesse dia uma turma do colégio Objetivo haviam ganhado uma promoção que houve a parceria do hotel então eles iriam passar a manhã nas piscinas e almoçar lá.

Logo que chegaram a Roseane comenta;

- Artur leva eles até lá e mostra as coisas? – Ela pergunta com o telefone na orelha.

- Sim, levo sim, vai cadastrar ou colocar no sistema, algo do tipo? Pergunto.

- Não, sua mãe vai falar com eles, mas não precisa de registro.

- Certo.

A professora chegou no balcão, e logo questionei, enquanto eles se ajeitavam no saguão;

- Pensei que eram crianças. – Falei cumprimentando ela.

- Mas são, 15 anos ainda são crianças. – Ela responde com um sorriso. – Então precisamos assinar algo?

- Não, irei acompanhar vocês. – Falo saindo do balcão.

Era uma turma pequena, devia ter uns 34 alunos. Peguei os cartões de acesso e fiquei na porta distribuindo eles, para caso houvesse algum consumo deles;

- Tem o seu telefone nele? – Pergunta uma das garotas.

Eu sorri e falei;

- Sim, quando fizer dezoito anos ele aparece. – Falei sem maldade.

As amigas dela riram muito.

- Ele está acostumado com esse assedio! – Fala a Roseane para a professora.

- Quem dera viu. – Falo alto a elas.

É que as menininhas ficaram doidas, e eu nem achando bom, o engraçado foi quando vi o;

- Danilo? – O coitado ficou vermelho! – Joia cara, aqui seu cartão.

- Valeu Artur. – Ele agradece.

Minha mãe veio e falou com eles, parabenizando, essas frescuras e tals.

Eu aproveitei a deixa e ainda fiquei um pouco lá conversando com alguns, ajudei na recreação, foi muito massa.

Voltei para a recepção quase ao meio dia;

- Rose, vou almoçar mais cedo hoje.

- Vai lá. Quando voltar eu já vou para casa.

Peguei as chaves no balcão, saindo enviei mensagem para a Lara e ela não poderia almoçar comigo, fui na churrascaria próximo ao hotel mesmo.

Bem durante o almoço recebi uma mensagem do meu pai, que não precisava pegar a Camila no curso. Tranquilo até o momento.


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