• @rgpatrickoficial

Vivendo no Escuro - Fora de Casa

[Condomínio Mont Blanc – Artur]

Ele saiu bem estranhamente, a Camila estava bem, só molhada, rsrs, então segui ele até de fora.

Cheguei no carro ele estava ao lado da porta do motorista;

- Me desculpe por isso. – Falo me aproximando.

- É verdade? – Pergunta ele.

- Sim, eu acertei ele, joguei ele para fora, mas é verdade.

Bruno olhou para baixo e respirou abrindo a porta;

- Eu já fiz minha parte, terminei com ela, agora falta você.

- Eu o que?

Ele dá um passo fica a minha frente;

- Não mudar. – Bruno fala me beijando.

Um selinho, nada demais;

- Artur? – Minha mãe atrás de nós.

Não sei de onde ela saiu, mas fiquei branco ao vê-la;

- O que! Artur sua irmã. Bruno? – Ela ficou doida.

- Vai embora. – Falo colocando ele para dentro do carro.

Bruno acelera e sai, minha mãe vem em minha direção;

- Não foi nada, a gente só. – Cara antes de eu terminar de falar ela me acerta com um tapa na cara.

Não doeu, mas foi um susto;

- Não tem vergonha garoto, sua irmã. Como pode me fala? – Ela me acertava com tapas e murros.

Eu me defendendo;

- Mãe para.

A Camila vem de dentro com uma toalha no corpo, e fica sem entender nada;

- Que isso mãe? – Pergunta ela.

- Seu irmão, Camila o Artur estava beijando o Bruno, seu namorado. – Ela praticamente grita na rua.

- MÃE. – Gritei com ela.

- Está maluca mãe? – Fala a Camila.

- Eles não estão namorando mais. – Falei a minha mãe.

- Isso não explica você ser gay!

- É verdade? – Questiona a Camila.

- Quer saber, é verdade! – Falei erguendo as mãos.

Minha irmã ficou pálida, minha mãe me acertou com mais uns murros.

Cara eu fui para dentro, porque logo alguém sairia com aquele barraco;

- Você beijou o Bruno. – Pergunta a Camila, já em nossa sala de casa.

- Não mente. – Fala minha mãe me segurando pelo braço.

- Sim, ficamos algumas vezes.

- Você e meu namorado?

- Sim, Camila, eu e o Bruno. Mãe está me machucando, me solta.

- Está me dizendo que meu namorado estava me traindo com você meu irmão?

Demorei a responder, a minha mãe foi para próximo a ela, que estava puta;

- Sim.

- É por isso que eu te odeio Artur, se superou dessa vez, ainda bem que terminei meu namoro, porque tenho nojo de você e dele. É inacreditável.

- Como você pode em garoto? Como não pensou em sua irmã?

- Aconteceu mãe, eu gosto dele, e ele gosta de mim, existe coisas que não se luta.

- Você pensa na família antes de tudo?

- Vocês não pensam em mim, só em vocês.

- Que nojo Artur, que nojo de você, nunca pensei que poderia fazer isso com alguém, eu te odeio, nunca vou te perdoar, você não é mais meu irmão. – Camila fala subindo as escadas chorando.

- Vai para com isso, agora, não quero que veja mais ele, não quero que saia mais com ele, vai tomar um jeito na sua vida, virar homem, já passamos demais a mão na sua cabeça. Chega de drogas, e vamos colocar um fim nessa história sua de ser gay.

- Ta falando do que, ta doida?

- Vai para casa da minha mãe, é melhor você lá, não tem vizinhos, é só animais, não tem como você aprontar lá garoto.

- Eu não vou me mudar, não tem nada de errado comigo.

- Eu sou sua mãe, eu mando em você Artur.

- A senhora pode mandar, eu tenho vinte anos, faço se eu quiser, e não vou me mudar, quem está errado aqui é a senhora.

- Se não for para sua avó, aqui você não fica Artur.

- Beleza então.

Falei subindo as escadas. Coloquei umas coisas na mochila e sai;

- O carro fica. – Grita ela, quando passei para a garagem.

- Comprei esse carro, antes de você e meu pai começarem a roubar.

Coloquei as coisas e sai, para onde? Não sei, porque agora nem trabalho eu iria ter mais.

Dei umas voltas na cidade, e acabei dormindo no carro, em um estacionamento de uma boate, onde teria movimento de pessoas.

Na manhã seguinte, comi algo na rua, e então fui no trabalho da Lara, logo cedo, quando abriu. Cheguei e fui entrando;

- Te liguei, mas seu celular estava fora de área. – Fala ela.

- Sem bateria. Podemos conversar?

Sentei, e contei tudo, tudo a ela, não recebi sermão porque o que aconteceu na noite passada foi o bastante. Ela pediu o dia de folga para seu supervisor, e fomos até sua casa, foi entrar no carro e ela pergunta;

- Já falou com o Bruno?

- Não, e nem vou falar.

- Artur, tem que falar, não pode esconder isso.

- Lara, se for me ajudar, eu agradeço de coração, mas nada de Bruno por um bom tempo tudo bem? – Falo bravo com ela.

Gente me entendam, eu fiz a merda, ele não tem toda a culpa, afinal é minha vida e minhas escolhas também em jogo. Escolhi, agora estou arcando com as consequências, que são gigantes para mim agora.

Ela foi comigo até a casa da minha mãe, e como não havia ninguém consegui pegar tudo do meu quarto, roupas e utensílios.

E ficaria na casa ela por uns dias, decidindo se eu me mudaria ou não para São Paulo, afinal, com tudo isso acontecendo.


5 visualizações
Assine para ser o primeiro a receber os capítulos 

Siga a gente:

©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia