• @rgpatrickoficial

Vivendo no Escuro - FAIT

[FAIT – Artur]

Camila foi comigo para aula, provavelmente para ver o namorado, que estava proibido de visita-la.

Eu não queria, vir logo hoje para a faculdade, mas não poderia ser pior do que ficar em casa com meus pais entrando no meu quarto a cada segundo.

Ao estacionar o carro, peguei meu celular, e o caderno no banco de trás e sai, a Camila foi comigo até minha sala.

Andando do meu lado, eu com o braço pelo seu ombro, e ela segurando minha mão, como um “casal”, passando pelo corredor, todo mundo me olhando;

- Tem alguma coisa estranha em mim? – Pergunto perto do ouvido dela.

- Não liga para eles. – Fala ela.

Peguei os fones de ouvido dela e seu iPod, coloquei no bolso por dentro da jaqueta e entro na sala, a Camila passa direto.

Entrei e me sentei, mudei a música e aumentei o volume.

A primeira aula foi bem superficial, deitei a cabeça na mesa e fiquei ouvindo música.

Logo que o segundo professor entra já na terceira aula, retiro os fones colocando no bolso, e percebo que o Lucas está sentado ao meu lado;

- E ai! - Fala ele com a mão fazendo um V com os dedos.

Me levanto pegando meu caderno e sento ao lado do Pietro, que me olha assustado;

- Artur!

- Ei cara, valeu por ontem seu pai ajudou bastante! - Falei dando umas leves palmadas em suas costas.

- Eles não ficharam você, acho que queriam assustar seu pai.

- Mesmo assim valeu mano... - Agradeço com um sorriso. - Está de castigo também?

Perguntei rindo;

- Dois meses! "Você quer acabar com a gente, não queremos essa vida para você, rsrs".

Rimos juntos, o professor interrompe a gente e fala;

- Vamos, vocês tinham que estar felizes assim como o Artur e Pietro, para quadra vamos, vamos.

No caminho o Lucas ficou distante e me olhando torto. As meninas se aquecendo eu puxei a bola que estava perto do professor, e driblei o saindo jogando com ele;

- Não tem futebol hoje Artur! Me dê a bola, Artur.

Falava ele vindo em mim;

- Pega! Pega! Olé! – passei a bola pelo meio de suas pernas.

O iPod da Camila caiu eu me abaixe para pegar e ele me derruba.

Ele pegou a bola e correu, as meninas riram dele. Eu olhei o iPod, e Lucas chegou em mim, logo que levantei no meio da quadra;

- Vai ficar me ignorando agora? Fingir que não existo? - Ele fala e eu andando como se nada estivesse se passando.

- Não vou chegar muito perto vai que você foge de novo. - Falei com raiva nos olhos.

- Tentei avisar vocês mas eles estavam em cima, se pagassem a caminhonete do meu pai ele me matava.

- Ei os dois, se acalmem ai! - Fala o professor vindo em nossa direção.

- Kaique ainda está preso por culpa sua, foi sua ideia ir naquela merda, você jogou a gente nessa e fugiu seu covarde.

- Não postei que estav...

Ele não terminou de falar empurrei Lucas que caiu no chão, o professor veio me segurando, os meninos chegaram também ajudando o Lucas.

- Nada de aula para você Artur, vai para casa, está com a cabeça muito quente hoje.

- Me solta! - Falei a um cara da nossa turma.

Fui na sala peguei meu caderno e coloquei no carro, voltei procurando a Camila, o celular dela estava fora de área.

Pessoal rodei a FAIT inteira e nada, cheguei na sala da Lara, olhei pela porta entre aberta. O professor concentrado em algo eu entro na sala e sento ao lado da Lara;

- Eu vi o senhor entrando Artur. - Fala ele ainda de cabeça baixa.

- Oi Leandro, como anda as coisas com a Brenda? - Falei deixando ele sem graça.

Leandro namorava uma aluna, todos sabiam mas falar disso deixava ele bem sem graça.

- Quase cai no braço com o Lucas agora, professor me por para fora. - Sussurro para a Lara.

- Não brinca comigo!

- Tô falando, cansado daquele cara Lara, na boa!

- Todo mundo cuidando da sua vida também né Artur, deve estar cansado de todos.

- Nem me fale, viu a Camila?

- No estacionamento, com o Bruno.

- Beleza. Vou lá.

- Eu vou contigo.

Lara me acompanha, fui contando para ela sobre a noite passada. Logo que achei o carro do Bruno, eles estavam no banco do motorista, juntos, com a porta aberta;

- Mano, posso trocar uma ideia contigo? – Falo chegando neles.

- Que foi agora Artur? Bruno não teve nada haver... – A Camila interrompendo e falando merda.

- Que foi garota! To falando com o Bruno, se toca. – Falei para ele.

Bruno saiu do carro, eu chamei ele para longe, e as meninas ficaram se roendo de curiosidade;

- Qual é? – Pergunta ele.

- Continua andando... – Falo seguindo pelos carros. – Você não tem nenhuma parada ai não?

- Artur eu não ando com maconha não mano.

- Consegue para mim com o Renato?

- Não, está achando que sou aviãozinho é?

- Bruno to pedindo na moral cara, não posso nem usar meu celular direito, e é melhor ficar longe por esses dias, quebra essa. – Falei tirando um dinheiro que eu tinha na carteira.

- Ta maluco Artur! Não vou trazer isso tudo não.

Eu ri dele, pois falou muito engraçado;

- Rsrsrs, cara como tu é medroso, estou devendo 400 para o Renato, só entregar, beleza.

- Saquei.

Voltei a rir, e ele questiona;

- E qual foi?

- Nada, tu é o traficante mais medroso que eu conheço, rsrs.

- Vai se fuder. – Ele me dá um empurrão.

Mas Bruno não mediu forças e eu estava sem jeito, levei um tombo, cai entre dois carros. Olhem a cena foi engraçada, mas o que aconteceu não.

O Bruno veio rápido para me ajudar a levantar, logo que olhei o Lucas passou por ele, derrubou feio no chão.

As meninas vieram correndo, e eu sem entender. Demorei sair, pois cai de mal jeito, que raiva na boa;

- Que isso Lucas ta maluco cara? – Falo me levantando.

Prestem atenção, ao olhar, o Lucas estava com o nariz sangrando e o Bruno se limpando, a Lara segurou o Lucas e saiu com ele, a Camila protegendo o Bruno;

- Qual é a sua? O pó que está cheirando, venceu foi? – Falei pro Lucas.

Ele aponta o dedo do meio para mim, e sai calado, afinal juntou um monte de gente, pois além de ser, pareceu barraco, mesmo;

- Deixa ele Artur. – Fala a Lara.

Gente fiquei de pé, olhando eles irem, não acreditei naquilo;

- Que deu nele? – Pergunta a Camila chegando ao meu lado.

- Olha, não sei não viu! – Falei me limpando. – Vai ter troco viado, me pegou despercebido. – Falei dando um tapa na nuca de Bruno.

- Porra cara, você é mole demais, foi só um empurrão de leve.


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