• @rgpatrickoficial

Vivendo no Escuro - Infãncia

[Ano de 2005 – Itapeva – São Paulo - Pietro]

Meu melhor ano, tinha 13 anos de idade, eu Pietro e meu melhor amigo o Artur, estávamos mais próximos do que nunca neste ano.

Morávamos no setor Jardim Beija Flor, bem afastado do centro da cidade, na rua, tinha poucas casas e na quadra da frente vários lotes baldios, e construções inacabadas, o que era o cenário magico para qualquer tipo de brincadeira de criança.

Éramos vizinhos, na época não havia muro, somente uma cerca mesmo separando elas. De frente um aglomerado de lotes vazios e no fim da rua, uma construção em andamento. Tinha uns 15 garotos e garotas na rua, o que era um número ótimo para brincar de pique esconde.

Julho mês das férias, noite de quarta-feira, estávamos brincando de pique esconde por volta de sete da noite, a regra era contar até cem, para dar tempo de todos nós se escondermos, logo quando o Igor se pôs no poste de luz para começar a contar, eu e o Artur corremos para a arvore que fica em frente minha casa;

- Vaza, já estamos aqui. – Gritou as irmãs, Jéssica e Joice.

Elas estavam subindo, como não fazíamos ideia do tempo, ele puxou minha camisa;

- Atrás da sua casa Pietro, vamos. – Fala ele correndo.

Quando fui chegando, escorreguei e o Igor terminou de contar;

- Fica ai, fica ai. – Fala o Artur baixo e rindo.

Fiquei parado no chão, que estava meio escuro e protegendo atrás de um arbusto! Logo que o Igor se dispersou eu me levantei, o Artur segurou na minha camisa me puxando contra a parede.

Esta foi a primeira vez que senti algo por ele, nunca me esqueço desse dia, ao me aproximar fiquei na sua frente, na verdade meu coração estava acelerado por quase ser pego no começo da brincadeira.

Percebi que havia outras coisas diferentes em mim que não sabia, só senti quando ele se encostou, digo encostou mesmo, senti seu corpo no meu, foi algo tão natural, que olhei e ele estava rindo. Nem me toquei sobre a brincadeira, então as meninas desceram e saímos correndo, pois era nosso sinal.

Após o começo das aulas, nosso contato ficou mais difícil, diminuiu, mas as brincadeiras de pegar na bunda, ficar zoando com as garotas nunca paravam. Uma vez estava na casa dele e com seus pais fora, o Artur me mostrou uma revista pornô, pois havia fotos de pessoas fazendo sexo, aquelas cenas, posições, eu não entendia como entendo hoje, mas na época, fiquei excitado, e mais ainda quando ele se levanta afastando e comenta;

- Olha como fiquei, haha! - Fala ele mostrando o volume de sua cueca.

As brincadeiras que mais curtíamos era o Vôlei, porque nossa dupla era invencível. Vinha garotos de outras ruas jogar contra nós, rsrs. A parte boa era abraçar o Artur se camisa, comemorar, ou o banho depois do jogo, na maioria das vezes na minha casa.

Seus pais trabalhavam até tarde, e minha mãe cuidava dele. Éramos garotos se descobrindo, aqueles banhos eram como aulas para nós se conhecer, se é que me entendem. Foi bem no início de nossa puberdade.

Eu tocava nas partes de Artur no banho, sabia o que estava fazendo, mas não o que estava sentindo. Ele me induzia e eu fazia, ele tocava em mim, era sensações “extraordinárias”.

Em um desses banhos, se me lembro bem, foi um dos últimos, eu beijei ele, foi um selinho, nada demais, e ele retribuiu, com algo que eu acho e assimilo como um beijo. Foi a melhor sensação da vida. “Ever”.

Contei essas lembranças a vocês para entender o restante desse relato, o que vem a seguir e todo o enredo.

Dezembro de 2005 foi quando minha família se mudou, assim do nada, minha mãe queria voltar para a capital onde minha avó morava, e nos mudamos, nem havia me despedido direito de Artur, o meu melhor amigo.

Imaginem voltar 13 anos depois, para a mesma cidade onde nasceu, e passou sua infância, a sua melhor infância?


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