• @rgpatrickoficial

Vivendo no Escuro - Abstinência

[Fazenda Pilão D’agua – Artur]

- (...) deve ser onde eles colocavam os escravos, olha isso.

- Artur não está com medo? – Pergunta o Pietro.

- Sim só que estou de boa mano, que pode acontecer eu.

Cheguei em um canto e fui mijar, foi quando deixei a merda do iPhone cair;

- Que foi?

- Meu celular, caiu, merda, vem aqui. – Falei a Pietro com a lanterna. – Não quebrou, só desligou a tela.

Quando ouvimos um estrondo, em uma porta próximo a nós, nesse momento se eu não tivesse tirado a agua do joelho, ela escorreria por ele;

- Puta que pariu! – Falei com o coração disparado.

Pietro segurou na minha mão, e apontam uma lanterna na nossa cara;

- Os dois, com as mãos na cabeça! Policia! (...) Só estão vocês?

- Sim.

Chegou outro policial e levou a gente para cima, tinham dois carros com os faróis acessos e na frente estavam revistando o Kaique. Ficamos ao lado dele, eu passei tanto medo, que esqueci da merda da maconha no meu bolso.

Com as mãos cruzadas atrás da cabeça, dois policiais próximo as portas dos carros, com armas apontadas para a gente, e um revistando e o outro mais gordo falando, com uma lanterna na nossa cara;

- Seu nome? – Pergunta ele, apontando a lanterna para o Pietro.

- Pietro.

- Completo.

- Pietro Dias de Alcântara. Eu sou o...

- Alcântara o substituto do Delegado? – O homem pergunta olhando para ele.

- Sim.

O policial sorri, e fala ao Pietro;

- Fica próximo aquele carro lá... Você deveria dar exemplo, vai ser legal ligar para o seu pai estas horas (...).

Ele disse chegando em Kaique, o policial revistando ele e o gordo fazendo perguntas, e falando demasiadamente.

- (...) Sabe, seu pai está jantando na casa do Deputado hoje, deve estar lá agora, comendo um belo filé... – Ele iria terminar, e chegou na minha frente.

Aponta a Lanterna nos meus olhos e cala a boca;

- Ei costa, olha o que temos aqui? – Ele fala para um dos caras que estava com o Pietro. – O filho do deputado, é ele mesmo? Ah? Qual seu nome mesmo?

- Artur!

- Uh, Artur! Grande merda, filho de um merda, vocês três! Filhinhos de papai, acham que podem sair na cidade se amostrando na internet né que nada vai acontecer com os protegidinhos da mamãe! Tenho uma péssima notícia pra vocês, vão descer para a...

Ele estava falando, e o outro cara começou a me revistar;

- O que é isso? – Ele fala pegando o papelote e tirando do bolso. O gordo ilumina com a lanterna. – Maconha.

- Maconha, haha’, isso é bom demais para ser verdade, pegar vocês usando droga em propriedade privada! Para melhorar só você me disser que de quem é? Onde conseguiu? – Ele perguntou com a maconha na minha cara.

- Encontrei.

- Sim, claro achou por ai, direto eu também tropeço em maconha na escola do meu filho. Então me fala onde? EM?

- No mesmo lugar onde deixou seu senso de humor. – Eu tive que falar.

O cara me acertou com um murro na boca do estomago, eu cai no chão sem ar, tossindo um pouco;

- Filho da (...). – Iria terminar a frase, mas me faltou ar.

Ele me chutou no mesmo lugar. Caralho como doeu, eu rolei de dor pelo chão.

Ele se abaixou e falou próximo a mim. Eu estava deitado, com algumas folhas no rosto;

- Eu sei que o Renato te vendeu isso, sei também que é um cliente acirrado dele, mas eu só preciso que você me diga, que saia da sua boca. Então?

- Se tocar nele de novo, eu vou contar para o meu pai. – Pietro o interrompe.

Ele olha para trás e fala;

- Costa, algema o deputadinho aqui, todo mundo para a delegacia.

- E o carro?

- Manda levar.

Algemaram eu e o Kaique, e levaram a gente, para a delegacia.

Mano isso seria uma merda tão grande, que eu tinha medo de quando meu pai soubesse. Eles colocaram a gente separado, eu e Kaique em um carro e levaram o Pietro em outro.

Chegamos e colocaram a gente em um lugar separado, novamente eu e Kaique e o Pietro separado.

Fiquei com o Kaique em uma sala que havia só um computador e uma mesinha. Ficamos sentados no chão;

- Artur foi mal, foi mal mesmo, não sabia que fazer aquele vídeo iria causar isso. – Fala ele, preocupado.

- Relaxa, não foi ideia sua ir lá. E não foi você que chamou a polícia né mano.

Ao terminar de falar, uma moça destranca a porta e entra;

- Ei você magricela, vem comigo. – Ela fala para o Kaique. – As mãos.

Ela pede e algema ele, os dois saem e ela me tranca novamente. Eu estava com a cabeça a mil, como se estivesse em abstinência.


6 visualizações
Assine para ser o primeiro a receber os capítulos 

Siga a gente:

©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia