• @rgpatrickoficial

Vivendo no Escuro - A Pior das Noites

[Taberna Wack – Lara]

Kaique e Lucas estavam na Taberna, iriam lanchar, e me convidaram. Fui em casa trocar a roupa da faculdade, por isso cheguei por último.

Mas foi somente o Kaique e o Lucas. Logo que entrei eles estavam sentados, com algumas bebidas na mesa. Me aproximando, ouço a conversa;

- (...) meus pais não tem um hotel Kaique!

- Você é o filhinho de papai, o único que não trabalha... Ah finalmente chegou em! – Kaique fala.

Coloco a bolsa na cadeira ao lado e sento com o Lucas, entrando na conversa;

- O que tem o Lucas, que não trabalha... – Questiono.

- Chamei ele de playboy e ele grilou. – Fala o Kaique.

- Lucas, você é o mais folgado daqui, queria eu não precisar trabalhar em um pet shop e andar na caminhonete do meu pai. – Falo cutucando ele.

- Aproveita que trabalha em um pet shop e compra um peixe para cuidar da vida dele. – Fala o Lucas olhando para mim, de rabo de olho.

- UHHHH que medo, esqueceu de trocar o absorvente linda? – Falo deixando ele pilhado.

- Já pedimos Lara... – Kaique fala quando o garçom chega do meu lado.

- Ta. – Fiz meu pedido e meu celular chega notificação.

- Artur? – Pergunta Lucas.

- Sim. – Ele viu eu falando com ele.

Respondi Artur, e o Lucas questiona;

- Eles estão juntos de novo? – Lucas pergunta chegando perto.

- Não, sei, rsrs. – Respondo falando com o Artur.

- Quem gente? – Kaique questiona.

- Artur e Manuela... Ele disse que não vem, pois ela está na casa dele, huum. – Falei rindo.

Pronto, foi a cereja do bolo e o Lucas ficou mais chato que estava.

Depois de comer, eu estava terminando meu suco de cupuaçu, e o Kaique e Lucas com uma cerveja.

- (...) sei que ele trabalha na oficina, lá na avenida “Vaticano”, depois do colégio Leme, sabe?

Kaique explica, pois estávamos falando de Bruno;

- Sei onde fica. Mas o Pietro também, foi assim do nada, gente amigo de infância e aparece assim. – Comento.

- Qual é a dele em? – Lucas indaga.

- Não faço a mínima ideia. – Falei com uma convicção, rsrs.

- Artur não estava pegando a Elisa? – O Lucas pergunta assim sem mais nem menos.

- Helo! Já passamos esse assunto. – Fala o Kaique.

- Acho que o Lucas está apaixonado pelo Artur, esquece o cara, só porque seu amigo está dando uma e você não, fica com esse bico ai! Kkkkk. – Falei pegando nos lábios dele.

Lucas se levantou e foi no banheiro, acho que ele não curtiu a brincadeira, olhei para o Kaique e começamos a rir.

[Taberna Wack – Lucas]

Voltei do banheiro tirei ao dinheiro da carteira e coloquei na mesa, embaixo do guardanapo;

- Vou nessa, até mais para vocês!

- Não ficou bravo com a brincadeira né? – Questiona a Lara.

- Não, relaxa! Beijo. – Beijei seu rosto.

Cumprimentei o Kaique e sai, entrei no carro e enviei mensagem pra Elisa, fui devagar pelo caminho para casa, pois estava trocando ideia com ela;

(...)

- Em casa.

- Posso passar ai gata?

- Estou deitada Lucas, aconteceu algo? – Questiona ela.

- Não, só queria te fazer companhia, para não dormir sozinha.

- Acho que não é uma boa ideia, você é amigo do Artur.

- Nada haver, somos amigos, e solteiros, eu você.

- Não, obrigada. Não rola nada Lucas.

- Beleza, você que está perdendo mesmo! Pois ele está com a Manuela agora.

- Ta falando sério?

- Liga para ele.

Cheguei em casa, e as luzes todas apagadas, usando a lanterna do meu iphone, vou para o meu quarto.

Depois de falar da Manuela, não respondi mais a Elisa, para deixar ela na curiosidade! E quem sabe ligar para ele.

No dia seguinte, eu acordei pouco tarde demais, decidi ir para a academia antes de almoçar. Fiquei por volta de duas horas por lá.

Eu almocei quando cheguei, me arrumei e fui para o banco, tinha que resolver uma merda que fiz com meu cartão.

Saindo do banco, fui no trabalho do Artur, é bem próximo, deixei meu carro e fui ao hotel.

Logo que entrei a Roseane estava sozinha no balcão;

- Boa tarde Lucas, tudo bem? – Fala ela, com aquele sorriso imenso.

- Boa tarde, bem sim, o Artur está trabalhando hoje?

- Se não me engano está no Pub, Lucas, vai lá.

Passei pelo loby, e ele estava deitado no balcão, de papo com o barman;

- Fala viado. – Digo entrando.

- E ai mano! – Ele me cumprimenta. – Vou nessa Gilberto. – Artur se despede do cara.

- Vai na aula hoje? – Pergunto.

- Sim, Renato vai deixar uma parada lá para mim. Posso faltar não. Você vai?

- Sim, vou sim.

- E ontem, vi as fotos no status da Lara, foi mal, não colar na Taberna. A Manuela veio com papo de querer conversar e tals. – Artur fala sentando no sofá da recepção.

- Conversar o que? – Questiono.

- Eu sei lá, só ficamos, dei um trato nela, estava precisando, haha!

Eu sorri, e questionei;

- Vocês voltaram então?

- Não, acho que não, foi somente coisa de momento sabe.

- Não vai atender hospedes sentado nesse sofá Artur, só gordura mesmo que vai ganhar. Levanta garoto. – Fala a dona Joana.

Ela estava na porta da sala dela. Ele se levantou e entrou na recepção;

- Vou nessa, cara, até mais beleza.

- Tranquilo.

Oito da noite, cheguei atrasado no colégio. Ao entrar na sala, estava vazia, somente com materiais, deixei a mochila e liguei pro Artur;

- Fala maluco?

- Qual é cadê todo mundo? – Questiono.

- Jogando sinuca, professor faltou.

- Falou.

Fui até eles. Cumprimentei o Artur, e a Lara, o Kaique e o Pietro também estavam no meio.

Peguei uma coca, e fiquei ao lado da Lara, ela estava esperando para jogar!

- Seu professor também faltou? – Pergunto.

- Não, o Artur me buscou na sala.

- Haha! ta certo.

Galera ficamos até o local fechar, zoando e jogando. Eles desligaram algumas luzes e ficamos mais no canto, eu sentado do lado do Artur, ele me cutuca e mostra no bolso;

- Se liga!

Ele estava com uma camiseta do Corinthians, blusão de frio vermelho por cima, onde no bolso havia uma quantia de maconha;

- Fresquinha. – Falo rindo.

Na conversa o Pietro e Kaique comentam de ir embora;

- Que tal irmos na Fazenda Pilão D’agua? – Falei para eles.

- Nunca, to fora, meninos, sem essa. – Fala a Lara.

- Está com medo? – Pergunta o Artur.

- É claro que estou, todos falam que é mal-assombrada, vou embora. – Ela toda medrosa.

- Onde fica isso? – Pergunta o Pietro.

- Aqui na propriedade da faculdade mesmo. E ai vamos? Kaique, Pietro?

O Pietro concordou na hora, o Kaique que demorou mais um pouco para decidir;

- Tchau! Vou embora, beijo meninos. – Fala a Lara saindo.

- Seguinte não vou colocar meu carro nessa estrada em mano. – Artur fala.

Estávamos seguindo para o estacionamento;

- Vamos na caminhonete do meu pai! – Falo pegando as chaves no bolso.

Nunca antes iriamos ido até lá, eu mesmo só ouvi histórias. Era uma fazenda, conhecida por algumas lendas, uma delas era o porão da casa, onde ficava os escravos, e eram maltratados. O propósito era ir nesse local, se o medo deixar.

Subimos por uma estrada dentro da faculdade mesmo, passando por um caminho até a propriedade, no caminho um escuro danado, o Artur do meu lado e os meninos atrás, olhando o caminho;

- Cara tem muito tempo que não vem carros aqui, olha isso. – Comenta o Pietro.

- Lá está ela, vou parar aqui, as galhas daquela arvore vão pegar no teto e meu pai me mata. – Falo parando a caminhonete!

Descemos e todos com lanterna do celular acesas, eu deixei o farol alto do carro, mas não se via muito bem o chão.

A casa de dois andares, arquitetura antiga, com uma escadaria para a porta principal.

Portas e janelas degradadas, ficamos bem de frente, os quatro, se cagando de medo;

- Mano que louco. – Fala o Artur.

- Vou gravar isso! – Fala o Kaique.

Ele começou um vídeo ao vivo no facebook, chamou o pessoal do grupo da faculdade. E enviaram uma sugestão. Dois ir nos andares de cima e dois no porão.

Tiramos nos dedos, quem iria com quem, e para onde. Ficou o seguinte, eu e Kaique nos andares de cima e Artur e Pietro nos de baixo.

Ao subir, eu estava com muito medo, empurrei a porta que caiu de lado;

- Caralho, caralho! – Falei limpando as mãos.

O Kaique queria mostrar uma coisa para o pessoal do Facebook, eu não fiz mais nada, fiquei imóvel;

- Mano! Vai aonde? – Falo com ele entrando no fim do corredor.

Então recebo uma mensagem avisando que a polícia estava vindo;

- Kaique! Kaique, vamos vasar a polícia ta vindo. – Chamei duas vezes e ele não respondeu.

Bem distante vejo os faróis de carros em movimento, pensei, que claro não poderia fugir com o carro do meu pai, então corri e desliguei a chave, trancando ele.

Quando fecho a porta vejo os faróis em cima, eu corri para o mato, para me esconder.


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