• Richardson Garcia

Um Recomeço - Capitulo 5

- Há Marcelo, não brinca comigo! Meu gerente? - Foi mal Kened, Mas a culpa é dele. - Culpa minha, você me beijou. Kened entrou na sala que estávamos e pediu pra gente sair, fechou a porta; - Não era pra você ver isso antes da semana que vem, agora já era. Cara fiquei bravo com ele; - Esperai, você pega seu chefe beijando seu irmão e fica bravo porque eu vi seu serviço? - Era pra surpresa Thiago! - Surpresa? Eu já não entendia mais nada, que confusão; - Eu contei pra ele! - Contou o que? - Marcelo ficou afim de você desde que passaram a noite conversando no hospital, só não te contou isso antes! - Isso aqui é uma brincadeira ou o que, não é serio eu já estou confuso? - Fiquei afim de você Thiago, e queria te conhecer melhor, então contei para o Kened que a gente estava se conhecendo melhor. - Ah, Sim, pelo amor de Deus não é querendo cortar o clima, mas onde é o banheiro mesmo. -  Vem aqui. Marcelo me levou até o banheiro e me despedi de Kened, hiper feliz com o que havia visto. Em casa tirei um cochilo no sofá e acordo com a campainha; - Ainda está assim? Junior entra me empurrando e conduzindo pro banheiro, fui sem pestanejar, pois estava sonolento; - Toma um banho e se arrume que a limusine está lá em baixo, vai, vai. - Junior meu carro está ai. Não tem a necessidade. - Thiago sem discussão é a festa da concorrência, você tem que aparecer mais que qualquer um hoje a noite. Vamos. Vamos. Vamos. - Se depender de você minha roupa iria ter pisca-pisca Junior. - Olha boa ideia, eu não havia pensado na possibilidade. Junior era um dos únicos na empresa e entre meus amigo que tinha liberdade comigo,  eu gostava de trabalhar com ele era espontâneo, e o único que não queria meu pescoço. E acima de tudo, era profissional. Tomei um banho e quando olhei o Terno, cinza ele realmente era chamativa demais, decidi por mim mesmo; - Cara o que está fazendo? - Não é pra mim aparecer, pois é deixa eu me vestir da maneira que eu quero, e vamos nessa. Tirei a gravata, coloquei a camisa branca toda abotoada e um blazer meu jeans, Junior ficou loco, mas eu não queria ser igual a todos naquele lugar, ainda entramos naquela limusine e depois de 35 minutos chegamos, Junior desceu e pediu pra mim esperar, logo veio o assessor de imprensa da revista e eu desci; - Qualquer tipo de pergunta de envolvimento com o Dr. Liriato não responda, muito menos em subir de cargo o Kened, e pelo amor de Deus diz que não foi você que escreveu a retratação daquele jornal. Ignore assunto sobre Cauã. - Como assim, já estão sabendo disso tudo? - Aonde estava Thiago? Em outro mundo? - Não temos tempo já viram ele vamos, vamos. Lembre sem parar. Bem e a correria começou, até conseguir entrar, os flashes e perguntas vinham como muitas ondas de uma só vez, foi uns 5 minutos do carro até o evento, e pra acabar com o “dia feliz” estavam todos do mesmo jeito que ano passado, todos com a mesma cara falsa de sempre e puxando saco, ou especulando, fora aqueles “fãs” não declarados que ficam em cima como urubus na carniça, depois do coquetel e os pronunciamentos, eu estava em uma mesa com umas pessoas da pior raça. Quando recebi uma mensagem no celular: - “Vi você na TV estava lindo”. - “Acho que vou fingir um acidente para ir te ver de propósito”. - “rsrs’ Obrigado pelo dia, foi perfeito, eu estava precisando”. - “Não foi nada, ainda surpreso pelo seu irmão”. - “Ele sabia de tudo, só você que não”. - “Está no hospital?” - “Perfeito, #saindoaqui”. Junior se aproximou meio que querendo olhar meu celular e dizendo; - Se quiser já pode ir Thiago. - Ah Junior quer dizer que eu estou aqui só esperando você me liberar? - Não é isso, mas vamos. Saímos e não tinha como eu ir pra casa sem comer algo, paramos em um barzinho de esquina mesmo, e me acabei de comer um cachorro-quente dos Deuses, acho que era a fome, rsrsrs. E claro não poderia ficar nisso, eu me lembro de beber a primeira dose de “pinga”, pessoal isso mesmo vocês leram certo, pinga, cheguei em casa carregado, Junior me colocou na cama e tirou minha roupa, era o que eu lembrava. Bem o que eu sei do dia seguinte foi o que Marcelo me contou, ele disse que saiu do hospital comprou algumas coisas e passou mais cedo na minha casa, para tomarmos café juntos, más quando ele desce do elevador vê Junior saindo do meu apartamento sem camisa e gravata no pescoço, fora o cabelo bagunçado, disfarçou quando Junior entrou no elevador ele entrou no apartamento, e o meu quarto estava uma zona literalmente, ele deduziu que havíamos dormido juntos; - Thiago! Falava ele repetidamente me puxando; - Junior fala baixo, minha cabeça está explodindo. - Junior? Está de brincadeira pro meu lado? Thiago acorda! - Que foi? - Vem levante! Marcelo me levou pro banheiro tomei uma banho gelado, que meio que me despertou, mas não muito, depois me colocou no sofá e me deu alguma coisa pra beber, foi de instantâneo me despertei em minutos; - Marcelo... - Conversamos quando não estiver com álcool no sangue. Como já está bem vou indo nessa. Ele ainda bateu a porta. Naquela segunda-feira fui para o trabalho obrigado. Ao abrir a porta do elevador, Junior com algumas coisas no braço, disse me entregando o café; - Você foi capa de três revistas, e a festa nem era nossa, Thiago Alves Monteleoni atrai todos os holofotes para si e desbanca concorrência! - Não vamos falar da festa deles em nenhum local da Borges Landeiro, nem mesmo citações. Avise a todos. - Thiago, mas porque não? - Junior sem discutir, faça o que eu mandei. - Sim, Senhor. - Junior! - Sim. - O que aconteceu ontem à noite? - Ontem você bebeu mais que devia e eu levei você até em casa, como vomitou algumas vezes, por quê? - Não nada, esquece o que aconteceu eu em. Fui até o garoto que cobriu a festa de ontem, e falei que não iria ser divulgado nada, iriamos fazer como se não houvesse acontecido tal festa, ninguém entendeu. - Licença, Thiago, porque isso agora? Não vamos divulgar a festa de ontem. - Kened, fecha a porta! A festa foi deles e todos vão estar de olho em nós de como iremos agir com tal empreiteira, vamos ficar na nossa como de normal, vou trabalhar em cima do que vi ontem na sua casa, espere e verá. Vamos surpreender com nossas ferramentas. - Ah, ótima sacada. Kened saiu da sala e terminei meu dia editando uma matéria sobre a festa de ontem, pois estava preparando uma surpresinha, sai da revista mais cedo peguei Cauã no colégio e levei-o pra aula de Judô, pois é matriculei ele pois Clara queria que ele aprendesse a se defender desde pequeno. Eu acompanhei a aula, sentado do lado de fora, rindo muito o sono havia dado uma trégua, pois ele era até bom e não ficava no chão, ao sairmos compramos sorvete fomos para minha casa, pois eu levaria ele para jantar depois; Em casa tomamos banho juntos, e ele estava secando quando a campainha tocou, Cauã foi abrir enquanto eu me secava; - Marcelooooo! Gritou ele de longe! - Fala garotão!

- Marcelo meu pai me colocou no Judô!

- No Judô, Cauã e você está batendo muito?

- Não.

- Não me diga que está apanhando?

- Sim.

- E seu pai não te ensinou nenhum golpe?

- Não, ele não sabe.

- Olha depois vou te ensinar uns golpes pode ser? Agora vou conversar com ele. Ok. Só iremos conversa, não é mesmo Thiago?

- É e o senhor vai vestir roupa! Espera aqui, Marcelo.

Levei Cauã e vestimos roupa, deixei ele ficar na sala brincando e Marcelo estava na cozinha bebendo água, encostado no balcão, passei beijei seu rosto na altura da orelha e sentei em sua frente.

- Não tem nada pra me dizer?

- Não tenho que me desculpar, Marcelo, eu só bebi além da conta, que adulto nunca fez isso.

- Thiago você me chamou de Junior, quem é Junior?

- É sério isso? Rsrsrsrs’.

- Você sorri?

- Desculpa, Marcelo ele é meu assistente passa o dia inteiro comigo, e só me ajudou naquele dia.

- Marcelo calma, não temos nada, sou supervisor dele acha que vou sair por ai pegando funcionário?

- Entendo, é que... Meio fiquei com ciúmes.

- Ai gente, depois te apresento ele, vai ver é um coitado!

- Sei!

- Tenho que levar Cauã em casa, a Clara está quase chegando, vamos conosco.

Andando mesmo deixei Cauã em casa, claro antes passamos em uma sorveteria e eles ainda comeram um cachorro quente. Não sei onde cabe tanta besteira em crianças;

- Você é médico não pode acabar com meu filho assim.

- Ele é criança Thiago, e tem uma saúde de ferro.

- Ferro vai ser o que a Clara vai me dar quando ele contar isso.

- Você não pratica esporte?

- Eu corro às vezes no parque, porque a pergunta?

- Não nada, o que acha de pularmos de pára-quedas qualquer dia desses?

- Ah! Normal, o que é pular um avião em movimento, para quem da uma corrida as vezes.

- Ah Thiago pensa na sensação?

- Sensação? Prefiro o chão firme o belo e lindo chão firme.

E a conversa se prosseguiu até o apartamento de Marcelo, ele me convenceu a subir e Kened estava no escritório;

- Eu estou entrando...

Falei alto e ele veio sorrindo.

- Que bom, quero que veja uma coisa!

Entrei na sala e os olhos brilhavam todo o projeto que Kened havia preparado era perfeito, tudo mesmo, sem exageros;

- Cara sem palavras, Kened você e um gênio!

- Valeu, olha para os homens!

- E os convites!

- Estão aqui!

- É melhor que imaginei, só não te beijo porque seu irmão ta aqui!

- Eu to ouvindo Vocês.

Gritou de longe Marcelo, Kened fez a apresentação dos preparativos da festa pra mim, que fiquei boquiaberto, Marcelo chegou à porta e ficou olhando a gente como duas crianças.

- Thiago Vou tomar um banho.

- Aham.

- Nerds!

Cantarolou ele saindo, fiquei mais uns minutos com Kened trocando umas idéias, e iria embora fui me despedir de Marcelo, bati na porta do seu quarto abri lentamente, e ele deitado, acho que dormindo com os fones de ouvido, encostei a porta, fui até Marcelo dar um beijo e cobrir ele com o lençol, bem devagar para não o acordar, pois seus plantões eram a maioria durante a noite, imagino que ele estava cansado.

Quando minha boca encostou na dele Marcelo me Abraçou e virou para cima da cama, eu quase morri de susto, sem querer dei um grito;

- Filho de uma ... Ai Viado.

- Me chamou de que?

- Marcelo, para. Marcelo.

Falei rindo, Marcelo fazia cócegas em mim e mordia,

- Vou te mostrar o viado.

- Marcelo não seu irmão está em casa.

- É só não gritar.

- Eu não grito.

- Então pronto.

- Marcelo não!

- Ah Thiago uma rapidinha, vai.

- Marcelo.

Ele me segurou e travamos uma brincadeira que acabamos caindo no chão, ele não parava de rir e eu então nem se fale, consegui me levantar e estava olhando a roupa amassada, Marcelo estava de short de futebol e se aproximou com uma cara de safado.

Pessoal a cara que ele fez se fundiu com aquele sorriso, que fiquei hipnotizado eu olhava no fundo dos seus olhos, Marcelo chegou e me deu uma pegada forte como da primeira vez, me virou e jogou na cama, veio beijando e sua língua percorrendo toda minha boca era maravilhoso, me virei e tirei minha camisa, fui beijando seu peitoral grande e com um cheiro do seu perfume que já estava na sua pele como sua essência, sua barria, firme macia, eu mordia e Marcelo se retorcia.

Nunca havia colocado a boca em nenhum cassete, nunca, ao sentir o gosto de homem em Marcelo me deu um calafrio, ele gemeu, e meus lábios dançaram em sincronização com minha língua que percorria todo o seu cassete, engolia até onde conseguia, com ajuda de minha mão fazia ele enlouquecer.

- Thiago chega, vai me matar cara!



1 visualização
Assine para ser o primeiro a receber os capítulos 

Siga a gente:

©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia