• Richardson Garcia

Um Recomeço - Capitulo 4

Entrei no carro e Cauã estava dormindo; - O que houve? Perguntou Clara. - Nada porque? - Está pálido Thiago. - Não foi nada. Fui Deixar eles em casa entrei e ajudei ela com Cauã coloquei ele pra dormir, e disse que qualquer coisa era só me ligar, fui para a casa tomei um banho e preparei algo pra comer e fiquei no sofá lendo um livro de marketing com uma vontade no fundo do peito de ligar para Marcelo porem não sabia o que falar, acabei pegando no sono ali mesmo no sofá, acordo 02h00min da madrugada babando, olhei no meu Iphone a hora e havia mensagens, eram de Marcelo, “Depois quero falar com você”, pensei comigo “agora fodeu”. Me escutem, nunca fale para um pessoa que quer falar com ela e depois suma, isso deixa até a pessoa mais consciente do mundo louca. O que Marcelo queria conversar, pronto essa pergunta rondou minha mente a noite toda que foi por água abaixo meu sono. No dia seguinte passei na casa de Clara peguei Cauã que estava um pouco melhor, porem abatido, eu iria levar ele para o trabalho neste dia, pois não achei legal deixá-lo no colégio, - Pai a gente vai para a praia? - Não, não meu filho a gente vai trabalhar, praia só no fim de semana, tudo bem! - Eu não quero trabalhar pai! - Haha’ mas será divertido, fique traquilo. Chegamos no escritório e Cauã correu pros braços do Junior, assim que o viu no corredor, ele adorava aquele cara, Junior só poderia ter mel; - Junior leva ele pra tomar café por favor, mais nada de besteira, vou preparar a campanha de junho. - Vamos garotão que o seu pai vai fazer coisa CHATA agora. Logo chega Kened me interrompendo, pois havia uma reunião, e sem o Junior havia me esquecido. Peguei minha agenda e fui para a reunião, chegando todos já reunidos e eu comecei com a pauta, depois de alguns minutos; - Esse mês é o aniversário de anual da revista, quero todos empenhados para esta edição, e Kened e Maíra ficaram encarregados para a festa, espero que nos surpreenda. É somente isto por hoje até mais a todos. Todos saindo, Kened veio falar comigo pouco receoso; - Thiago pensei que ficaria com a edição! - Cara pensa na oportunidade, na festa terá as pessoas mais influências do ramo do jornalismo de São Paulo, e Maíra é Expert no assunto, estou confiando em vocês, e oferecendo a oportunidade! - Que responsabilidade, mas tudo bem, obrigado. - Fica tranqüilo Kened, quando tiramos as pessoas de sua zona de conforto, são quando elas mais nós surpreende. Ele deu um sorriso de canto de boca, fingindo estar feliz co ma decisão e  saiu da sala; - PAAAAAAIIII! Gritou Cauã, ele estava no corredor e me deu um grito todos olharam, eu cheguei a assustar. - Que foi meu Deus, não pode gritar aqui Cauã. Falei tampando a boca dele que sorriu e trazendo-o pra dentro da sala. - Desculpa eu não sei cadê o Junior, me ajuda a procurar? - Ai eu vou te ajudar, e matar ele também. Ao sair da sala, Junior faz Cauã gritar novamente; - Há! Não me achou! - Não me achou, eu que vou sumir com vocês dois, querem me matar de vergonha? - É que estávamos brincando de pique - esconde. - Junior, ta maluco, aqui? - Desculpe. - Cauã, vamos, vamos no trabalho de sua mãe, e depois almoçar. Estava falando quando fui interrompido pelo telefone, era Marcelo, Cauã  pegou o celular, pois apareceu a foto dele, rindo me entregou o celular; - Atende. Atende. - Atende você. Falei pra ele que nem esperou eu terminar de falar; - Alô! Sim, ele está aqui. Eu? Quero tomar Milk Shake. Aham...Espera! Cauã me entregou o celular. - Sim. -  Bom Dia, Thiago. É... Como está Cauã? - Graças a Deus bem, já está dando trabalho como sempre, o que aplicou ontem que ele está com um fogo, rsrsrs. Mas e você tudo bem? -Sim, eu liguei pois estou indo almoçar e... Gostaria de saber se queria ir junto, bom que acompanho como o pequeno irá se alimentar? - Você não vai cozinhar não é? - Há. Há. Há.  Engraçadinho, não, vou te levar em um lugar que conheço, e ai? - Estou saindo daqui, passo em sua casa em alguns minutos. - Pai e minha mãe. - Depois passamos lá. Ao terminar o telefonema Junior  que estava com o Cauã no colo, me olhou com indiferença; - Quem era? - Médico do Cauã. Então, vamos? Saímos e em 20 minutos passei no apartamento de Marcelo, o transito estava tranqüilo por pegar uns atalhos, Marcelo já esperava na portaria do prédio, de boné e óculos escuros, short e camisa preta, entrou e já sabem não é mesmo, “bagunça”; Já no restaurante ele me olhava diferente penetrante dessa vez, não era como o normal.  Marcelo sentou do meu lado e Cauã em nossa frente, quando a garçonete retornou, fez um elogio a Cauã; - Que olho bonito você tem, qual dos dois é seu papai? Perguntou ela passando a mão em seu cabelo. - Os dois. Respondeu Cauã, “Cara de Lua”, ela olhou e se desculpou; - Me desculpem, já decidiram o que vão pedir? Foi uma cena extremamente constrangedora, quando ela saiu eu e Marcelo caímos na risada, e Cauã sem entender; - Pai deixa eu jogar no seu celular. Eu fui pegar o celular que estava na mesa, e Marcelo também, houve aquele típico toque entre as mãos, eu deixei ele pegou e entregou para Cauã; - Vai fazer o que amanhã? Perguntei para Marcelo, para descontrair o clima que estava rolando ali. - Vou à praia, sem plantão então quero aproveitar para surfar um pouco. - Eba a gente também vai né pai? - Que bom podemos ir juntos. Podemos? Perguntou Marcelo me intimidando; - Sim, claro. Podemos. Respondi, a conversa prosseguiu até a chegada dos pratos, olha eu não sou formado nessa questão de flertes e cantadas, mas os olhares de Marcelo para mim, eram desconfiadores, eu nunca havia ao menos beijo um cara e com Marcelo era tudo tão natural, eu estava cego, mas de uma forma diferente. Ao Sairmos do restaurante depois de um almoço “tranqüilo” algo que eu não tinha a muito tempo, voltei para o trabalho e deixei Marcelo em casa, Cauã ficou o resto da tarde comigo o trabalho, chegou a dormir no sofá da minha sala enquanto eu trabalhava, no fim deixei ele na sua mãe; - Amanhã de manhã eu te pego aqui, vamos passar o dia na praia, fechado? Da aqui um abraço. Papai te ama viu filho. Já Em casa tomei um banho e estava exausto pelo meu dia, ao passar na cozinha onde havia deixado meu celular ele não parava de tocar, era o Junior; - E ai vamos dar umas voltas hoje? - Não Junior, estou cansado dia corrido hoje, vou aproveitar e deitar mais cedo, valeu? - Tudo bem, não sabe o que vai perder em! Ele desligou e eu peguei um pedaço de chocolate na geladeira, quando ouço a campainha essas horas, sem o interfone chamar, abri a porta e era Marcelo. Ofegante era pouco, ele estava com o mesmo olhar penetrante de mais cedo; - Tudo bem contigo? Acho que de tudo que eu já havia perguntado para qualquer pessoa, de todas as respostas que já ouvi na vida está até hoje se manifesta sobre minha pele em formato de arrepios. Marcelo me beijou entrando no meu apartamento, a porta se fechou sozinha, me deu um tesão que eu suava pela excitação do beijo dele, o cara tinha uma pegada que não é descritível, nossos corpos foram se conduzindo até meu quarto, minhas lembranças daquele dia se volta a minha mente como um sonho.

Sabem aquelas cenas de filmes onde o casal vai se aproximando da cama e retirando a roupa quase rasgando elas, pois e foi assim, Marcelo foi tirando sua camisa, eu o acompanhei com uma vontade e nossas bocas não se distanciavam, me lembro de cada detalhe daquela noite, o corpo de Marcelo era muito quente seus toque de levavam aos céus, poderia ejacular só com um abraço de seu corpo nu. Dois corpos despidos se entrelaçando em uma descoberta  de prazer, onde os pensamentos percorriam em volta de uma palavra o sexo, os beijos que se ocorriam eram consequências de um êxtase que aflorava nos poros da pele. Marcelo utilizava um perfume importado chamado “Invitus” para quem conhece sabe o odor forte e marcante, aquela fragrância estava deixando meus pensamentos embaralhados, sua mão descia e subia, percorria todo o meu corpo, mesmo com isso tudo ainda tinha espaços para seus olhares penetrantes, ele insistia em para de me beijar e fixar seu olhar em mim. Sua boca foi percorrendo outras partes do meu corpo, partes que para mim eram extremamente sensíveis, eu sentia sua respiração passar próximo ao meu peito, e sua boca beijar minha barriga, sua mão já me masturbava lentamente com um toque firme porem havia uma delicadeza instaurada ali, e eu que pensei que não poderia sentir algo mais forte, foi quando sua boca tocou a cabeça de meu cassete, foi quase um orgasmo, eu gemia baixo desde seu primeiro toque, quando sua boca engolia ele todo eu quase rasgava o lençol, sua língua percorria todo meu membro, pra me enlouquecer ainda havia pequenas e leves mordias na virilha, era uma literal tortura, minha mão foi ao encontro de seu cabelo, forçando ainda mais e mais, como um sexo em sua boca. Marcelo me virou e deitou por cima de mim que estava de bruços na cama, me desculpem mas “puta que pariu”, que homem era aquele, eu sentia cada músculo de seu corpo, sua boca no meu pescoço, ele passou saliva na mão e desceu ela na altura de minha entrada, seu cassete já babava e o sonho acabou por uns 7 segundos, foi quando ele enfiou seu cassete em mim, a dor foi inexplicável, mas logo, como disse em segundos quando já sentia ele dentro de mim, foi acostumar e pronto, na minha mente não havia espaço para dor naquele momento eu me concentrava nele, e era perfeito, quando seu cassete estava dentro de mim eu dei uma pequena empinada na bunda para que ele percebesse o sinal “verde” e o fez. Marcelo começou o seu show, se apoiou em minhas mãos e tirava e colocava seu cassete em mim lentamente, e eu delirava ali de prazer naquele homem, depois de uns movimentos ele passou a mão em meus braços e prendeu minhas pernas com seus pés me imobilizando e começou a bombar fortemente, ele queria me atravessar só pode, ele tirava e colocava e ainda rebolara fazendo um movimento que enterrava-se todo em mim, sua boca em minha orelha fazia mágica, eu senti um molhado em minha barriga era meu cassete que havia gozado sem algum toque, ele ia mais rápido e mais rápido como uma maquina mesmo, eu sentia seu suor escorrer em seu rosto... foram uns 5 jatos que senti dentro de mim, ele caiu do meu lado com uma respiração forte, sem alguma palavra ele me olhou eu olhei em seu olhar e caímos na risada, risos e risos, depois um beijo de olhos fechados. Levantamos e tomamos um banho e voltamos para aqueles lençóis brancos, deitamos e caímos no sono de instantâneo. Cheguei a sonhar com aquela noite, se tem coisa melhor que acordar com alguém do lado é acordar com o Marcelo do lado; - Thiago, Thiago Acorda! Uma voz doce e acalantadora; - Hoje é sábado Marcelo eu não trabalho! - Thiago a praia, prometemos a Cauã. Espreguiçando me sentei na cama de seu lado, olhando ele com aquele cabelo “bagunçado”, que é mais lindo que o normal. Escovei os dentes e Marcelo desceu para compara algo para comermos, tomamos café sem muitas palavras, só troca de olhares e carinhos mesmo, saímos pelas oito e meia da manhã, passamos na casa de Marcelo ele pegou umas coisas e sua prancha, prendemos ela no carro e fomos até a casa de Clara. Toquei a campainha e Clara abriu se vestindo para o trabalho; - Bom dia, e Cauã? - Ainda dormindo, vai lá! - Ei garotão, acorda! - Pai? - Meu filho a praia você esqueceu? - Praia? - É o tio Marcelo está esperando a gente lá em baixo. - O Marcelo vai também? Nem comigo ele fazia isso, Cauã ficou em pé dando pulinhos sonolentos, peguei ele no colo e fomos para o banheiro escovar seus dentes e se trocar, Clara estava na porta do quarto e questionou; - Marcelo o Médico? - Sim! - O Médico vai na praia com vocês? - Sim, Clara, porque? Não basta ele ter salvado a vida de seu filho? - Isso faz muito tempo Thiago, porque ele vai com vocês? - Não devo satisfações a você a mais de 4 anos. - Mas continua arrogante e sem educação. - Estão brigando de novo? - Não meu filho, estamos conversando, vamos pega suas coisas. Quando chegamos no carro, não tinha ninguém, assustei pois  estava aberto, nos aproximando Marcelo apareceu do nada assustando o Cauã, até eu me assustei, meu filho gritou abraçando ele por trás do banco; - Aaah’ Marcelo seu bobinho. A praia ficava em poucas horas, chegamos e a alegria havia tomado conta dos “meninos” sim meninos, Marcelo estava como uma criança na praia, ele pegou sua prancha e colocou Cauã nela para irem pro mar, os dois irresponsáveis com sorrisos no rosto. - Ei nada disso! Está maluco o Cauã não vai! - Não confia em mim? - É pai não confia nele? - Confio no Marcelo, mas Cauã é mais esperto que você Marcelo, ele fica! - Mas Pai. - Na areia Cauã. Sem discussão. - Careta. Resmungou Marcelo com um sorriso sarcástico,  Marcelo entrou sozinho pois as ondas estavam  demais como em dias de “ressacas”, eu entrei com Cauã e ficamos ali mesmo, o sol estava atrás de nuvens então o tempo estava ótimo,

Eu olhava de longe e Marcelo ao mar, e realmente ele sabia o que fazia estava com um sorriso que dava pra ver da areia;

Aquela brisa areia do mar a água tudo estava as mil maravilhas, Quando Marcelo veio ficou brincando na areia com Cauã, diz eles que estavam fazendo esculturas; - Me diz o que é isso? - Um castelo pai. - Um castelo meu filho. - É o Marcelo que me ajudou. - É ruim na cozinha, não sabe fazer um castelo de areia, o que mais você sabe fora cirurgia. Ele sorriu, e disse; - Sou bom de cama. Cauã não ouviu, fiquei calado, ele mesmo quebrou o gelo; - Que tal nos lavarmos e procurar algo pra comer em campeão? - Okay vamos sim. Enquanto Marcelo foi no carro guardar a pranha eu e Cauã tiramos a areia do corpo e fomos procurar um quiosque para almoçarmos. Marcelo tinha um conhecido onde fizemos os pedidos, e naquela brisa do mar, o Cauã não perdia a oportunidade; - Pai eu não gosto disso! - Meu filho você nem comeu, é peixe Cauã, experimenta! - Eu não quero! - Cauã não me faça lhe forçar, aqui na frente de todos. Falei com uma voz mais imposta e Marcelo, o pegou e colocou na boca dele, tipo aviãozinho. - Você faz isso depois ele fica mimado eu vou falar pra Clara ligar pra você ir dar comida a ele viu. - Tudo bem eu até vou ela não faz meu tipo, mas... O viado falou na cara mais lerda, eu deixei o prato e olhei pra ele; - Marcelo Liriato não brinca com a sorte! Depois do almoço, nos andamos pelas lojas da orla e, ao por do sol voltamos para casa, afinal eu estava realmente exausto e Marcelo tinha plantão logo mais, voltando pra casa Marcelo que foi dirigindo; - Que foi? Perguntou a ele se referindo a mim que estava olhando na câmera do celular; - Olha isso eu estou mais vermelho que o salmão que comemos no almoço. - Ta lindo! Igual aquele garoto ali atrás. Olhei e Cauã dormia como um anjo. Clara estava de folga e eu tinha um evento no sábado a noite então não poderia ficar com ele, deixei ele em casa e Marcelo na casa dele, mas como eu estava com vontade de ir no banheiro decidi então subi e Kened não estava em casa, passei pelo escritório dele e fiquei perplexo ao olhar para minha esquerda; - Marcelo olha isso! -  Kened está trabalhando em um projeto novo, uma festa não sei! - Cara olha esse material, onde ele conseguiu isso? Caramba. - Foi você não foi? - O que? - Que colocou ele nessa? - Sim, eu sabia que iria nos surpreender. Mas assim, por favor sai e me tranca aqui. - Rsrsrs! Eu estava com os olhos brilhando naquela porta e Marcelo chegou me beijou tipo um selinho romântico sabe; - Sabe aquele dia? Que falei do seu beijo? - Que estava caminhando? - Sim, eu queria pedir perdão, foi um flerte, pois eu estava com muita raiva, Me perdoa! Queria lhe falar antes, mas Cauã... - Tudo bem. Eu beijei Marcelo... - Vi o carro do Monteleoni lá em baixo ele não está aqui, em mano? Parado na porta Kened vê eu e Marcelo se beijando. Ao olhar ele, me espantei...


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