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Sonho de Uma Noite de Verão

Atualizado: Mar 12



Vocês irão se apaixonar pelo Americano Kevin Aiden, vem para o Brasil fazer intercambio para aprimorar sua linguá portuguesa, sempre bem humorado e alegre, sua auto estima cativa. Kevin irá ficar no Brasil na casa de Gustavo Macchielo que é cedida pelo programa de intercambio nacional.

 Gustavo Macchielo é um redator de um jornal no Rio de Janeiro, o destino joga ele em uma entrevista ao vivo, a atenção que ele poderia receber para mudar sua carreira de uma vez por todas.



 CAPITULO COMPLETO


Sonho de Uma Noite de Verão

Ao som o despertador do celular acordei por volta de 07:00 horas da manhã, tomei um banho, me vesti para o trabalho e deixei sobre o criado mudo R$ 400,00 para Vanessa, ela era uma garota de programa que eu chamei algumas vezes, saindo do prédio o senhor Carlos porteiro estava varrendo a calçada;

- Bom Dia Carlos.

- Bom Dia Flamenguista.

- Haha’ vai ter revanche, ouve o que eu te falo.

- Ótimo dia de trabalho Gustavo.

- Obrigado Carlos, para você também.

Peguei um taxi, e o transito estava insuportável, tão parado que desci no meio do caminho peguei um café em uma lojinha de esquina e ainda ficamos um tempo parados, no trabalho;

- Bom Dia Gustavo, o Paulo está na sua cola.

- E aí Michael, era o que me faltava, não fiz nada de errado.

- Se prepare.

Quando terminei de falar o meu gerente Paulo aparece na porta de sua sala;

- Gustavo, quero falar com você.

Michael olhou para mim rindo, eu fui até a sala dele, havia duas pessoas que estavam conversando entrei e me sentei;

- Mas senhor não podemos escrever dessa forma...

- Paulo a campanha não foi aprovada...

No meio das discussões ele me chama;

- Gustavo quero você cobrindo o campeonato de surf em Ipanema.

- Senhor obrigado pela...

- A transmissão será ao vivo.

- Ao vivo? Mas Paulo nunca fiz transmissão...

- Se vira Gustavo, você tem 2 horas.

“Barril de bigode”, isso foi meu pensamento. Peguei minhas coisas na mesa rapidamente, e Michael perguntando;

- E aí? O que ele queria.

- Vou fazer uma ao vivo Michael.

- Está me zoando.

- Nem eu estou acreditando.

- Mas você nunca fez tomadas Gustavo.

- Não importa, é minha grande chance.

Desci o elevador, e a equipe que estava disponível era um cinegrafista e uma produtora, eu só os vi com encontros de poucas palavras, entramos na vam, e quando chegamos a praia estava lotada, eles foram para um lugar com uma vista mais alta que pegava a multidão, e eu procurando saber como estava a competição e procurando alguém para entrevistar, consegui um surfista estrangeiro, quando cheguei com o cara a produtora ficou furiosa;

- Gustavo não dá tempo para legendar a entrevista. Arruma outro.

- Bete ele é bicampeão mundial, vamos fazer com ele, eu traduzo.

- 4 Minutos.

Disse o cinegrafista.

Troquei umas ideias com o cara, e eu estava muito nervoso, tipo muito mesmo;

- 10, 9, 8, 7, 6, 5...

A contagem anunciara minha entrada, era horário do almoço, eu estaria em um programa esportivo e quando o ancora foi passar a transmissão ele falou;

“- E agora vou passar a bola, ou melhor a prancha para o Garoto de Ipanema, Gustavo Macchielo, diz ai Gustavo, como estão as ondas nessa competição? ”.

- Boa Tarde a todos, como vocês podem ver a praia de Ipanema está lotada de turistas e amantes do esporte que neste caso é o surf...

Eu fiquei por volta de 1 minuto e trinta segundos quando a audiência subiu naquele momento, o diretor do programa mandou segurar mais um pouco, foi uma transmissão de 5 minutos, eu entrevistei o surfista, fiz piada do calor, falei das garotas da praia, e também com o organizador, fechamos a tomada eu estava soando muito.

- Porque demoramos tanto, Bete?

- Não sei ainda Gustavo, se não foi um problema técnico, gostaram de você, agora torça.

Ótimo eu já estava nervoso agora nem se fale, para completar quando estávamos colocando as coisas na Vam o Paulo me liga;

- Gustavo?

- Sim senhor.

- Tire o dia de folga, não precisa voltar hoje.

Nossa eu não respondi e ele desligou, olhei para Bete e disse;

- Perdi meu emprego.

- Calma, não fica assim, você se saiu bem, vai voltar conosco?

- Não, vou para casa, até mais.

Eles saíram eu peguei um taxi e fui para casa, quando cheguei no prédio Carlos já me cumprimentou me elogiando;

- Estava ótimo hoje na TV Gustavo.

- Obrigado Carlos.

Quando subi, a porta do meu apartamento estava aberta, a Dona Olga estava fazendo a limpeza, quando entrei ela estava na cozinha conversando com Igor, ele é um vizinho de porta que eu tenho, é gay.

- Boa Tarde, Olga minha vida!

Disse eu abraçando ela por trás;

- Boa Tarde Gustavo.

- Boa Tarde Igor, tudo bem?

- Tudo sim, para mim não tem abraço não é?

- Com um aperto de mão você já fica mole, se eu abraçar você, já sabe né.

- Vai apaixonar gato.

Eu ri um pouco dele, que continuou;

- Aí Olga assistiu o jornal agora a tarde? Gustavo arrasou na entrevista.

- Não foi para tanto Igor.

- Foi sim, e me passa o telefone daquele gringo Gustavo, que homem é aquele.

- Não te entendo, você dá em cima de mim e pede o telefone de outro?

A Olga ria muito de nós, eu estava sentado na mesa, ele encostado no balão e ela na pia lavando as louças;

- É só um passatempo gatinho, sou toda sua.

- Sei, vou tomar um banho.

A cabeça ainda estava quente por causa do trabalho, fui para a academia a tarde para esfriar a cabeça, quando cheguei em casa a tarde, tomei um banho e fui ao apartamento do Igor;

- Fala gato.

- Olha estou afim de jantar fora, vamos?

- Aí vamos, que eu vou ser a sobremesa depois.

- Vai se arrumar sobremesa, só vou trocar de roupa.

Coloquei meu celular para carregar e acabei esquecendo, fomos em um bistrô próximo ao nosso prédio,

É o bom de sair com Igor, era suas amigas, e também ele era muito divertido, mas nessa noite ficamos só nos dois.

- Não tem vergonha?

- Vergonha, de que?

- De virem você com um gay?

- Não me importo para o que as pessoas acham ou falam de mim.

- Queria ser assim.

- É simples, se eu me importasse não correria atrás de meus sonhos.

- E qual é seu sonho Gustavo?

- Hoje é ser ancora.

- Você gosta mesmo de jornalismo, não é?

- Amo o que faço, e você, está onde agora?

- Eu estou fazendo fotos, mas nada profissional, ganho um trocado dá para me virar.

Fomos interrompidos por duas garotas que se aproximaram, me parabenizaram pela entrevista e tudo mais, fiquei surpreso, e a sensação foi a melhor possível.

- Namorando Igor?

- Não, estou esperando você.

- Haha’ gays são sempre tão diretos?

- Vai que cola, não é mesmo, ou quem sabe uma foda rápida.

- Foda rápida? Se eu pegasse você não seria uma foda rápida, e mais iria sair de perna bamba.

- Ai cara joga água que estou pegando fogo.

- Haha’ idiota são só 20 cm.

- Ah para, héteros tem uma mania de aumentar 5 cm do seu pau.

- Tudo bem, 19. (Risos).

- Prazer, kid bengala.

A noite foi assim, bem descontraída, acho que para amenizar meu dia, no prédio eu estava abrindo a porta do meu apartamento e ele a dele;

- Aí não estou conseguindo abrir a porta de casa, acho que vou ter que dormir com você na sua cama.

Eu rindo fui até a porta dele e virei a maçaneta,

- Faltava força.

- Engraçadinho, boa noite gato.

- Boa noite Igor.

Tomei duas taças de vinho no restaurante e só tirei a roupa e me deitei estava exausto.

No dia seguinte acordei pouco mais cedo e fui para o trabalho, para ver como estava o clima por lá, sentei na minha mesa e havia um bilhete de Paulo. “Na minha sala”. Pensei agora eu rodei, já era meu sonho. Bati na porta e entrei.

- Me chamou Paulo.

- Pegue suas coisas Gustavo, vai ficar com a sala da Andreia.

- Da Andreia?

- Está surdo? Você tem um link daqui a 4 horas, é só uma matéria, e ficara a postos caso precisem de você.

- Obrigado Paulo, muito obrigado mesmo não irei decepcionar,

- Saia.

Peguei minhas coisas até chorando, Michael chegou naquele dia quando me viu preparando tudo ele, olhou desesperado;

- Não me diga que...

- Fui promovido cara.

Rimos ele me parabenizou com um abraço;

- Para onde vai?

- Sala onde era da Andreia.

Quando falei isso ela estava saindo com suas coisas e disse;

- Boa sorte garoto de Ipanema.

Michael me acompanhou ele ficava atrás de mim falando;

- Gustavo quando eles iriam te cortar a audiência subiu 4 pontos, e no fim da sua transmissão estava 9 pontos a mais.

- Mano não brinca.

- Estou falando, você está na crítica do jornal, olha. “Principiante Gustavo com o sorriso bonito, chamou a atenção do público mulheril com sua chamada ao vivo, que durou 5 minutos no ar, a emissora informou que foi a atenção que ele precisava para ele ser promovido” e tem mais, vão marcar outra ao vivo com você nos próximos dias, eles te amaram.

- É minha grande chance Michael, você vai ver.

A tarde eu estava arrumando minhas coisas quando meu celular chamou;

- Alô.

- Boa Tarde, eu falo com Gustavo?

- Sim, quem fala?

- Senhor Gustavo é Fabiana da agencia de intercambio tudo bem com o senhor.

- Tudo sim.

- Gustavo estou ligando para confirmar se o senhor Kevin Aiden chegou bem, e foi bem acolhido?

- Cara esqueci geral.

Desliguei o telefone na cara da atendente, falei para Michael me cobrir no trabalho e fui correndo para o aeroporto, eu fazia parte do programa de intercâmbio do pais, funciona assim, eles mandam imigrantes para estudar nossa língua e quando oferecemos nossa casa para eles ficarem durante esse tempo, o governo oferece uma ajuda e te isenta de alguns impostos, o programa é muito interessante afinal você conhecia pessoas do mundo inteiro sem contar com suas culturas e costumes, e de quebra eu afinava meu inglês.

Quando cheguei no aeroporto fui para o portão de desembarque e o avião já havia chegado, procurei como um louco então fui a alfândega e apoio ao turista do aeroporto, e havia dois caras conversando em inglês e bem alegres, a moça do apoio só apontou para os dois, eu me aproximei e perguntei a eles;

[Kevin por enquanto fala poucas palavras em português, todas as falas dele serão pouco confusas, de acordo com o personagem]

- Hi, Kevin?

- Yes, Gustavo?

- Yes Man, you ok?

- Very good, come on?

- Bye.

Ele se despediu do rapaz que estava com ele, e eu o ajudei com as malas.

“Kevin tinha seus 23 anos, porem aparentemente parecia mais velho, ele tinha a barba por fazer, cabelos grandes e cacheados, tinha um corpo atlético, pernas grosas e braços também, um sorriso estampado no rosto, ele era muito feliz e engraçado. ”

- Rio de Janeiro muito bom.

Disse ele quando saiu do aeroporto, estávamos colocando as malas no táxi, eu rindo disse;

- Então fala português né, Kevin, Rio de Janeiro é muito bonito.

- Bonito?

- Isso aí.

- Isso aí.

- (risos), Yes ok, very good.

Ele foi todo o caminho olhando e deslumbrado com o Rio, tirando várias fotos com o seu celular, era engraçado seu jeito, para ele tudo estava ótimo, quando chegamos no prédio e subimos as malas, meu apartamento não fica na orla de Copacabana, é mais afasto do litoral, mas pela janela dava para ver um pouco o mar.

- Esse é seu quarto, your room.

- My room.

- Isto, ok.

- Obrigado.

Ele se instalou e queria ver o mar, nos descemos e eu levei ele até o colégio de intercambio que ficava a duas quadras de minha casa, mostrei para ele ir no dia seguinte, e depois fomos para a praia, ele quis ir andando mesmo, foram uns 9 quarteirões ele me contando sobre sua vida e tudo mais.

“Kevin era de Boston, decidiu vir fazer intercambio no Brasil depois de uma palestra que assistiu, e depois foi pesquisar, além de gostar muito de futebol e do samba é claro. ”

No dia seguinte acordei com sentindo um cheiro de comida ou algo do tipo, sem entender me levantei correndo e passando pelo quarto de Kevin estava todo arrumado, cheguei na cozinha ele estava preparando o café;

- Hi, Good Mornig. Ah Bom Dia Gustavo, você bem?

- Haha’ Bom Dia Kevin, sim estou bem e você?

- Preparing coffee.

- Preparando o Café Kevin.

- Preparando?

- Sim, preparando o café.

- Café. Preparando o Café.

- Yes you ok.

- No speak inglish with me.

- Oh! I'm sorry.

- Gustavo.

Ele ficou bravo por eu ter falado em inglês com ele, pois tinha que forçá-lo a aprender o português, ele faria aulas e eu auxiliava como podia. Como fui até a cozinha de cueca para ver o que estava acontecendo voltei tomei um banho e me troquei, para o trabalho, ele já estava pronto, e quando voltei a cozinha Kevin estava sentado quando fui me sentar ele levantou, eu ri até entender que era norma de etiqueta, tomamos o café, e descemos juntos, acompanhei ele até o instituto de intercâmbio, e de lá mesmo peguei o táxi.

No trabalho, seria minha segunda vez ao vivo e eu me preparei pois seria rápido, mas de qualquer forma eu tinha que deixar minha marca, meu apelido no jornal, e até mesmo entre amigos era “Garoto de Ipanema” tudo por causa do apresentador daquele dia, depois da transmissão liguei para Kevin para saber como ele estava e me assustei com o que ele falou;

- Looking for a job.

- Procurando emprego Kevin? Como assim. What?

- I must work Gustavo.

- Você não precisa trabalhar por esses dias Kevin, No need, ok.

- Ok.

Convenci ele a deixar essa de procurar emprego depois, porque seu português não ajudaria por hora. Naquele dia quando cheguei em casa ele estava com a TV ligada, perguntei o que estava assistindo e ele disse que estava esperando eu aparecer novamente, ri muito disso, ele me contou que me viu e tudo mais, eu estava na cozinha preparando pipoca para a gente quando a campainha chamou, Kevin foi abrir, era o Igor, já podem imaginar não é mesmo. Igor usou e abusou de Kevin;

- Quem é o gringo Gustavo?

- Ele chama Kevin, veio de Boston, vai ficar 6 meses aqui no rio.

- Mas a agencia parou de mandar garotas?

- Pena né, mas ele é de boa.

- Nossa de boa, bonito, deve ser rico.

- Quero que deixe ele em paz em Igor.

- Tudo bem, mas se quiser deixar ele na minha casa uns dias não irei achar ruim.

- Engraçadinho.

Dois meses se passaram, Kevin estava dominando bem nossa língua e apaixonado mais ainda pelo Brasil, eu estava bem no jornal, como repórter, ele estava trabalhando em uma lanchonete próximo nossa casa, eu consegui uma vaga no jornal, mas ele preferiu não aceitar, ele dizia que já estava abusando.

#Kevin

O trabalho na lanchonete me trazia muitas experiências, eu estava com um vasto vocabulário, Gustavo estava me ajudando muito, mesmo sendo somente estes 2 meses.

Sexta-feira sai mais cedo da lanchonete e quando cheguei no prédio fiquei conversando com Carlos na portaria sobre futebol, ele entendia muito e me explicava algumas coisas, subindo até o apartamento Olga estava finalizando a limpeza;

- Olá Olga.

- Oi Kevin, tudo bom com você?

- Sim, vou muito bem, quer ajuda?

- Não obrigada, olha fiz um bolo de fubá está no forno, ok.

- Fubá?

- Milho Kevin.

- Ah bolo de pipoca?

- Não meu filho, venha.

Ela me levou até a cozinha e abriu o fogão, cortou um pedaço do tal bolo e me deu para comer, realmente maravilhoso, depois ela foi me explicar o que era o fubá. Naquele dia Gustavo me chamou para ir a uma festa, nos arrumamos e saímos, era uma boate, ele conhecia muitas pessoas e por onde andávamos ele me apresentava a todos, eu deixei ele na pista e fui no bar pegar uma bebida, uma garota estava saindo e se esbarrou em mim derrubando sua bebida em minha camisa;

- Ai meu Deus desculpa moço.

- Tudo bem, i’m ok.

- Desculpa mesmo, me deixa ajudar.

Ela passou uns guardanapos, mas não adiantou muito, e perguntou de onde eu era pelo sotaque,

- Seu sotaque, não é do rio não é mesmo?

- Não, from Boston.

- Ou que legal, o que faz no Rio de Janeiro?

- Faz?

- É veio para o Rio para fazer o que?

- Ah, fazer, vim estudar seu idioma.

- Intercambio?

- Isso.

#Gustavo

Me perdi de Kevin quando fui pegar mais bebida ele estava dando risadas com uma garota, que tinha os olhos claros e cabelos escuros, era uma morena muito linda, cheguei neles para cumprimentar;

- Olá Boa noite!

- Esse é Gustavo, falei para você.

- É o carinha do noticiário? Prazer, Priscila.

- Prazer é todo meu, vim só dar um OI, e dizer Kevin que estou no camarote.

- Ah ok, Rei do camarote.

- O que.

- Ele canta “Rei do Camarote” em seu quarto.

- Cala a boca Kevin. Assim você queima meu filme.

Dei um murro em seu braço, eles ficaram rindo, e ela deu umas gargalhadas, eu subi e fiquei lá em cima, quando cheguei no camarote olhei para eles já estavam se beijando, Michael me encontrou e disse;

- Que ta olhando?

- Kevin.

- O gringo? Onde?

- Lá em baixo.

- Que isso Gustavo, você que aparece na TV e ele que pega geral.

- Aprendeu com quem não é mesmo haha’.

Nesta noite ainda desci umas duas vezes e deixei a chave de casa para ele aproveitar, eu fui para a casa de uma garota que estava pegando na festa.

No dia seguinte quando cheguei em casa de manhã, ele estava com a janela da sala aberta sentado no parapeito, olhando o mar ao longe;

- Que cara é esse garanhão?

- Estou apaixonado.

- Mas já? Pegou a morena?

- As Brasileiras são as melhores. The Best.

Eu ri muito dele falar. Fui para meu quarto e tomei um banho vesti um short, mas não encontrava meu carregador de celular, fui ao quarto de Kevin, mas ele estava pelado, pegando a roupa na cama, fiquei meio sem graça porque ele era mais bonito que eu, curvas do corpo e uma bunda bem redonda;

- Bunda bonita.

Falei ele olhou e disse;

- O que?

- Eu disse sua bunda, is beautiful.

- Ou a sua também.

Ele não havia entendido a piada, eu fiquei vermelho na hora.

- Kevin era uma piada.

- Ah! Hahahah’.

Ele riu como um idiota, eu nem consegui ficar ali, sai procurando meu carregador pela casa, fui achar na cozinha, quando estava retornando ele sai do quarto todo arrumado e perfumado;

- Hei, onde vai assim todo charmoso?

- Charmoso? Não entendi.

- Onde vai tão bonito?

- Estou bonito?

- Sim demais.

- Vou sair com Priscila.

- Nossa não perde tempo em.

Ele riu e logo desceu, fiquei na janela do prédio olhando ele entrar no táxi. Igor veio para meu apartamento assistir filme, e quando Kevin voltou ele ainda estava lá. Kevin trouxe Priscila, e conversamos todos ali por horas na sala, quando Igor foi embora, saiu a pergunta;

- Olha estamos conversando e já conhece muito de mim, posso perguntar uma coisa?

- Sim, gata diga.

- Você é gay?

- Não porquê?

- Aí desculpas é que vi você e o Igor, pensei errado, me desculpas.

- Não tudo bem, ele me respeita e eu respeito ele, então mantemos uma amizade tranquila.

- Aprecio muito isso.

- Eu digo o mesmo, bem vou deixar o casal, e me retirar, boa noite.

Na manhã seguinte, eu acordei pouco mais cedo estava na cozinha tomando um copo de leite quando Kevin acorda;

- Bom Dia.

- Bom dia, Priscila dormiu aí?

- Não, ela foi embora ontem à noite.

- Porque não fez o café?

- Eu com mano, essa casa é minha.

- Mas você não toma café.

- Eu não sei cozinhar tabom.

- Haha’ não cozinha?

- Não, não sei nem esquentar uma água.

- É fácil como apreender sua língua.

- Engraçadinho.

- Posso fazer um questionário Gustavo?

- Uma pergunta?

- Isso, desculpa.

- Pode sim, que quer saber?

- Não achou ruim eu trazer Priscila ontem aqui?

- Não Cara, de boa, fica tranquilo, somos dois caras héteros com um ninho de amor à disposição.

- Ninho?

- Ah esquece, vou toma banho.

Com os dias se passaram Kevin estava quase namorando Priscila, eles ficavam muito em casa, e também saiam muito, eu estava sozinho as vezes rolava um sexo aqui, uns beijos ali, mas por causa do trabalho, sempre mais reservado.

Estava no trabalho nos últimos dias antes das minhas férias, preparando para deixar tudo certo, e Breno o cara que iria me substituir neste período estava na minha sala pegando as últimas coisas;

- Então entendeu? Segunda-feira relatórios, terça analises.

-Sim, quarta tomadas e quinta e sexta planilhas sobre o mercado.

- Certo Breno, qualquer coisa poderá me ligar, ok, Boa Sorte.

Disse eu apertando sua mão, porem ele acariciou a minha ao invés de retribuir, achei pouco estranho mais fiquei quieto sem esboçar nenhuma palavra. Naquele dia sai mais cedo do trabalho e fui para o café onde Kevin trabalhava, ele estava de costas para o balcão quando cheguei;

- Good Afternoon, a cofee please.

Ele olhou meio indiferente;

- Ei Gustavo, quase acreditei em você, Expresso?

- Sim por favor.

- O que faz aqui tão cedo?

- Nossa seu português está melhorando em Kevin.

- Obrigado.

- Estou de férias, finalmente!

- Férias? O que é mesmo?

- Vacation, Kevin.

- Ah ok, vai viajar para onde?

- Não decidi ainda, acho que irei ficar e esfriar a cabeça pelo Rio mesmo.

- Sim, o Carnaval está próximo.

- Preparado para a bagunça?

- Bagunça?

- Party, festa Kevin.

- Sim, preparado.

Ficamos batendo papo solto mesmo eu esperei ele sair para acompanhar até em casa, o período era de lua cheia e o céu estava muito lindo, mesmo no litoral,

- Vamos a praia?

- Essa hora Gustavo?

- Sim? Vamos.

- Ok.

Fomos para a praia só nos dois, quando chegamos o local estava vazio havia poucos casais porem bastante longe, Kevin entrou na água, correu na areia ele estava com uma alegria e transmitindo-a;

- Vem Gustavo, entra a água está ótima.

- Vai esperando eu entrar aí.

- Estou esperando.

- Não Kevin foi uma metáfora.

Eu deitei na areia e fiquei olhando o céu, estava mais que perfeito, ele logo veio todo molhado jogando água para todos os lados e se deitou ao meu lado;

- Muito bonito.

- É Maravilhoso.

- Vocês têm um belo pais Gustavo.

- Seu pais também é maravilhoso Kevin.

- Conhece os EUA?

- Não, ainda irei conhecer.

- Quando for, pode ficar na minha casa.

- Haha’ se você cozinhar tudo bem.

Rindo me sentei limpando um pouco da área, Kevin se sentou ele estava molhado também, olhei para ele do meu lado e ele fixou seu olhar no meu, foram alguns segundos, eu olhando ele com aquele cabelo no rosto próximo a mim.

A boca de Kevin se aproximou da minha, e se tocaram, meu corpo se arrepiou todo, um calafrio por toda minha pele, sua boca quente e lábios carnudos e molhados, era um contraste de bocas firmes com um gosto doce, aquele beijo me fez lembrar o meu primeiro beijo, sua língua dentro de minha boca e eu sem atitudes somente retribuindo com minha boca, quando elas se afastaram, Kevin colocou a mão em seu lábios me olhando, lembro que havia areia em sua mão, sujou seu rosto ao se tocar, ele me olhava esperando uma atitude. Eu me levantei e sai andando sem nenhuma palavra, ele correu pegou suas sandálias e veio me seguindo;

- Gustavo... Gustavo espera.

Olhei no relógio e faltava pouco para seu voo, decidi ir embora mais cedo do trabalho, quando cheguei no prédio um carro do Intercâmbio estava na porta, eu subi rapidamente para encontrar Kevin ainda em casa, a porta do meu apartamento estava aberta, e me lembro que ele estava em frente ao sofá com uma mala de rodinhas trazendo para a porta. Entrei no apartamento;

- Gustavo...

Joguei as chaves e a carteira no sofá e beijei Kevin, ele primeiramente estava de olhos abertos surpreso, mas logo se entregou, meu coração parecia que sairia pela boca, minhas pernas não estavam conseguindo me manter em pé, quando nos afastamos ele olhando perguntou;

- O que foi isso?

- Eu precisava te sentir antes que fosse.

Ele sorriu pouco sem graça, e o elevador chega era o cara da agencia ajudando ele com as malas, antes de sair do apartamento ele me abraçou novamente, o cheiro de pêssego estava lá.

- Bom Dia, por favor, gostaria de abrir o processo para cancelar o programa de intercâmbio.

- Confirme seu nome senhor.

- Gustavo Macchielo...

Eu decidi não aceitar mais ninguém do programa e finalizar por aqui mesmo essas experiências, o trabalho estava tudo normal, até demais. Não sabia que a falta que Kevin iria fazer era tamanha, em cada canto de minha casa, em cada item tinha uma história dele, a lanchonete onde ele trabalhou era ponto fixo meu, ao menos uma vez na semana lá estava eu relembrando suas piadas idiotas e seu português pouco falado.

- Vamos sair Gustavo, é sábado cara!

- Não to afim Michael, chama seu primo.

- Ele não animado igual a você mano, poxa vai sair é? Tem encontro hoje?

- Nada, vou ficar em casa escrevendo.

- Então a história do livro é verdade? Vai continuar com isso?

- Sim, estou me dedicando.

- Isso é bem gay cara.

Antes de eu responder, a minha produtora bete entra na sala;

- Gustavo temos uma explosão de um apartamento no centro, precisam de uma equipe lá em 3 minutos, se prepare.

- Tudo bem-estou indo.

Chegamos no local, junto com o resgate, eles estavam entrando para retirar as pessoas, só que não parecia ter sido o apartamento e sim um bueiro na rua em frente, nós ligamos a câmera para fazer umas tomadas antes de entrar, me lembro que peguei o microfone Bete disse;

- Gustavo 3, 2, 1...

Eu abri a boca ouvi outra explosão, foi muito alto o barulho, eu caí no chão em alguns metros, Bete estava desacordada e a câmera junto ao cinegrafista também no chão, ao redor era uma cena de guerra, ajudamos Bete e acabamos os 3 no hospital, fiquei na observação aquela noite e voltei na tarde do dia seguinte para casa, quando cheguei no apartamento e liguei a secretaria, não havia nenhum recado, eu tomei um banho para tirar aquele cheiro de hospital e o telefone tocando, pensei só poderia ser jornalistas, terminei o banho e o telefone não parava,

- Alo.

- Gustavo?

- Sim, quem fala?

- My god, está bem Gustavo?

- Kevin?

- Yes.

- Como sabe o que aconteceu?

- A internet, você apareceu no jornal local.

- Estou bem, já estou em casa.

- Que bom, fico tranquilo.

- Kevin?

- Oi?

- Estou com saudades.

- rsrs’ eu também, eu também Gustavo, very, very.

O que era para ser uma ligação de minutos, durou 3 horas, falamos sobre tudo, de como ele estava e de como eu estava, o que estava fazendo, etc.

No dia seguinte no trabalho...

- Não está de licença Gustavo?

- Sim senhor Paulo, mas prefiro vir trabalhar, já estou melhor.

- Ótimo eles querem te entrevistar.

- Tudo bem.

Dei uma entrevista aquele dia, no mesmo local que havia acontecido o ocorrido, e confesso que por ter ouvido Kevin no dia anterior estava tudo ótimo.

No Sábado eu fui para a praia na parte da manhã com o Kevin no telefone;

- Como está o dia?

- Olha já são 09:00 da manhã, o sol este ótimo, as pessoas estão começando a aglomerar...

- O que?

- Haha’ as pessoas estão chegando na praia agora.

- A sim.

- O mar está com belas ondas, a brisa no rosto está muito refrescante...

- E a água?

- Espera estou chegando.... Puta merda está muito gelada.

- Hahaha’ você é engraçado.

- Adoro essa risada sua.

- Risada?

- Seu sorriso Kevin, eu gosto do seu sorriso.

- Ah entendi.

- Sabia que desse jeito você acaba com o clima?

- Clima?

- Hahaha’ desisto, esquece.

- Gustavo?

- Diga.

- Está namorando?

- Não.

- Porque?

- Acho que estou gostando de uma pessoa sabe.

- E essa pessoa gosta de você?

- Não tenho certeza se o que ela sente por mim é a mesma coisa que eu sinto por ela.

- Essa pessoa tem sorte.

Fiquei muito sem graça, sem o que dizer, sem palavras, isso, sem palavras, ele calou do outro lado do telefone, e eu quebrei o gelo;

- Então o que vai fazer este fim de semana aí?

- Vou ir para a casa de meus pais, é meu aniversário.

- Mas já.

- Sim, 24 anos.

- Guarda um lugar para mim na mesa ok.

- Tudo bem Gustavo...

Depois de conversar um pouco com Kevin, foi somente 1 hora no telefone, eu entrei no mar e quando cheguei em casa, havia uma carta de agradecimento da estadia de Kevin, havia se passado 8 meses desde que ele havia ido embora. Meu celular grava as ligações, eu peguei um rascunho e fui transcrever toda nossa conversa, e no momento em que eu falo “Guarda um lugar para mim na mesa”, ouvi várias vezes, tipo muitas mesmo, estava no sofá rodeado de papeis de rascunho, e a TV estava ligada em um programa de auditório quando o entrevistador perguntou ao convidado;

-“Porque as pessoas não saem de sua zona de conforto?

- Por medo, olha eles estão acostumados com aquele lugar e aquelas pessoas, para ele aquilo é normal.

- E porque elas não se arriscam em coisas novas, em experiências novas, ou até mesmo mudar seu visual?

- Pelo mundo.

- Pelo mundo?

- Sim, com medo das pessoas, o que elas vão achar, o que elas vão dizer. O ser humano tem medo da mudança, isso assusta ele, mas enganado está, porque o resultado é sempre gratificante, esplendoroso...”

Eu fui para a sacada estava passando um carro do corpo de bombeiros, seguido de carros de polícia, depois subi meu olhar olhando o mar ao fundo... peguei minhas chaves e celular e desci;

- Carlos um táxi por favor.

- Sim senhor, está com presa em Gustavo.

- Para a embaixada americana por favor.

Disse eu para o taxista, quando cheguei, no balcão havia uma mulher pouco gorda;

- Boa tarde, preciso saber de um endereço de um cara que fez intercambio aqui no Rio.

- Senhor essa informação é sigilosa.

- Moça.... É Rosa ele ficou na minha casa, eu sou inscrito com vocês.

- Documentos pessoais por favor.

- Aqui.

- Aguarde ali senhor.

Ela me conduziu para uma saleta onde havia uma garota muito bonita por sinal;

- É Gustavo?

- Sim.

- Qual é seu interesse no endereço de Kevin Aiden?

- A Mãe dele faleceu, e no tempo que ele ficou na minha casa nos falamos muito com ela, quero ir dar um apoio de amigos.

“Desculpa mas tive que mentir e dizer algo meio grave para conseguir”.

- Senhor temos somente o endereço de seus pais na ilha de Manhattan.

- É o bastante.

- Assine aqui.

Havia conseguido seu endereço, isso era em uma quarta-feira eu tinha que estar lá no sábado, e consegui o voo para sexta a tarde, chegaria lá na parte da manhã;

- Manhattan Gustavo?

- Sim, vou no sábado e estou de volta na segunda-feira.

- Você é maluco cara.

- Acho que sou.

Conversei com Michael no telefone pedindo ele para me cobrir caso Paulo pedisse.

Sexta-Feira estava no aeroporto, voo atrasado, 3 horas de atraso, eu estava ficando impaciente, tudo bem que Kevin não sabia que eu estava viajando, mas não era para tantas horas de atraso, finalmente embarquei, eram 10 horas de viagem, se tudo ocorresse conforme os horários chegaria por volta das 16:00 da tarde no Sábado. Eu dormi, escutei música, escrevi, até andei, li um pouco e nada era como se o tempo não passasse, estivesse parado literalmente.

17:00 horas, Sábado, Aeroporto Internacional Jonh F. Kennedy, Manhattan. Peguei um táxi com o endereço informado foi bem rápido até a casa, era como naqueles filmes americanos, casas grandes de dois andares, não havia cerca na frente e nem gramado, somente um piso cimentado com divisórias, sem vizinhos na rua e um ar diferente, havia um carro em frente a garagem, e outro estacionado na rua em frente a casa, eu não estava nervoso, eu estava ansioso, toquei a campainha e logo uma senhora abriu a porta, sem nenhuma palavra ela só me olhou;

- Kevin? Kevin Aiden, live here?

- Yes, just a moment.

Ela mandou eu esperar e fechou a porta, ouvi um soar de cadeados e ela abriu fazendo sinal com a mão para que eu pudesse entrar;

- You are?

- My name es Gustavo, Kevin he lived in my house in Brazil.

- Oh my god, Gustavo.

Ela me abraçou e mandou eu deixar as malas no canto da casa, que por sinal era enorme, muito grande e aconchegante, ela foi me conduzindo e passando pela cozinha ela abriu a porta e pessoal, fiquei boquiaberto, a casa deles era em frente à praia, eu elogiei o local para ela.

Galera estava a tarde, o sol baixo o mar tranquilo, não havia palavras para descrever aquele lugar, ela apontou o dedo para um lado da praia onde havia pouca areia e umas pedrinhas, e uma pessoa, era o Kevin, agradeci a ela e fui andando pela areia em sua direção, acho que uns 500 metros, ele ainda não tinha me visto.

Kevin estava sentado em uma faixa de areia olhando o mar, ele estava molhado possivelmente acabara de sair da água, a praia estava deserta o sol havia se escondido, em poucos metros dele que ainda não havia me visto, eu disse;

- Good Afternoon, a cofee please.

Ele se virou rapidamente, se levantou se limpando a areia, seu rosto de assustado;

- Gustavo?

Sabe quando você quer chorar e falar ao mesmo tempo, foi assim que ele pronunciou meu nome. Kevin me abraçou muito forte mesmo, rindo, beijando meu pescoço;

- Não acredito, você veio mesmo Gustavo.

- É estou aqui.

- Eu te liguei várias vezes, pensei que não estava.

Ele custava falar, me abraçou umas 4 vezes, e se limpava toda hora, me limpava da areia também, eu com um sorriso “Parecia que tinha engoliu um Cabide de roupa”, sorriso de orelha a orelha,

- Veio por causa do meu aniversário?

- Sim, Happy Birthday.

- Obrigado, já conheceu meus pais?

- Acho que sua mãe sim.

A felicidade estampada como um outdoor em Kevin era contagiante, quando voltamos ele me apresentou sua mãe, e chegou sua irmã e seu pai, cumprimentei todos e disse que ficaria em um hotel, mas foi inevitável, acabei me instalando em um quarto de hospedes mesmo, tomei um banho e estava na sala conversando com o pai de Kevin, o senhor era muito culto mesmo, a conversa foi ótima quando eu disse que era jornalista ele quase me beijou, conversamos muito, de repente chegou mais pessoas, familiares mais próximos e amigos de Kevin, em pouco tempo a casa estava cheia, eu fiquei pouco com vergonha, porque todo mundo queria me conhecer, e tipo a minha profissão La é muito respeitada, eles queriam saber sobre tudo de caipirinha ao samba de favela a praia, nossa conversei a noite toda, com algumas pessoas, sambei e ensinei o samba, até funk. A todo momento Kevin olhava para mim, a todo momento ele me tocava, no cabelo, no rosto, nas mãos, ele estava presente. Eu havia viajado durante 10 horas, enfrentei um atraso de 3 horas, e ainda uma festa que foi até tarde, e estava bem, eu estava bem por ter visto novamente Kevin;

- O que achou?

- Sua família é perfeita, você tem muita sorte.

- Você nunca falou de sua família Gustavo?

- Eu não tenho família Kevin.

- Como assim? Todos temos família.

- Sou órfão Kevin.

- Órfão?

- Perdi meus pais quando pequeno.

- Oh’ me desculpe.

- Não tudo bem.

- Eu sinto muito.

Estávamos na escada a noite sentados olhando para o nada, só ouvindo as ondas do mar, meu olhar olhou para o dele, um sorriso tímido e um beijo, um selinho com lábios molhados e toque dos narizes no rosto, ele sorriu, eu retribui e disse;

- Vamos subir?

- Sim, deve estar cansado!

Na manhã seguinte acordei e fiz o que sempre desejei, abri a janela e olhei na minha frente aquela imensidão, a brisa do mar invadiu meu quarto e deixou meu coração alegre, escovei os dentes tomei um banho e desci, estava a mãe irmã e o pai de Kevin na cozinha;

- Bom Dia, acordou cedo.

- Bom dia a todos, acho que para aproveitar mais dessa maravilha.

- Sabe eu morei com meu pai aqui nesta mesma casa, e ele com o pai dele está em nossa família a 4 gerações, só passou por algumas reformas.

- Digo novamente que é uma bela casa.

Eu me sentei na mesa junto aos outros e Kevin desce todo descabelado e bocejando, ele se sentou ao meu lado para tomarmos café, e um senhor café a mesa estava maravilhosa;

- Os dias aqui sempre são assim?

- Assim como com sol?

Respondeu seu pai, rimos e ele completou;

- Sim todos os dias assim, claro que com Kevin nos visitando é mais feliz.

- Você não mora aqui Kevin?

Perguntei a ele, e sua mãe respondeu;

- Não esse filho ingrato resolveu mudar para Boston, viver longe de sua mãe.

Disse ela e a irmã de Kevin rindo, o seu pai me olha e diz;

- Ela nunca se conformou.

Depois do café eu ajudei a organizar as coisas, o pai de Kevin saiu, e depois Kevin me chamou para dar uma volta de bicicleta, cada um pegou a sua e fomos, sem rumo;

- Porque não me contou que não morava com seus pais?

- Não me orgulho de ter saído daqui.

- E porque mudou?

- Trabalho e estudos.

- Olha espero que valeu a pena, porque isso aqui é um paraíso.

- É muito lindo mesmo.

- Agora entendo o porquê você gostava tanto da praia.

- Chegamos.

Disse ele apontando para um portão de grade, havia uma grande cerca em volta de todo um complexo, eu não entendi muito até ver na placa, era uma pista de decolagem;

- Coloque as bicicletas ali atrás.

- Tá, Tudo bem.

Ele entrou em um armazém e eu coloquei as bicicletas meio que atrás de um galpão. Quando voltei ele estava manobrando um pequeno avião, fiquei olhando de longe ele saiu dizendo;

- Venha, sobe aqui.

- Haha’ vai sonhando. Não Kevin.

- Porque não?

- Esse avião deve estar aqui a quanto tempo, não é seguro.

- Está aqui a só um ano Gustavo vamos.

Eu dei uns passos para trás e ele veio rindo;

- Brincadeira, meu pai faz turismo com ele, me ensinou a pilotar, anda vamos.

- Não acredito que vou fazer isso.

Entrei no avião coloquei o sinto ele sorria discretamente, olha na decolagem fiquei com muito medo, mas muito mesmo, quase rasquei o sinto com tanta força que segurei;

- Segura firme aqui.

- O que? Kevin não.

- Eu estou pilotando, você irá sentir, segure.

Peguei onde ele mandou e ouvindo ele dizer, foi uma pequena aula de voo, muito engraçada, eu estava meio tenso, até ficar mais tranquilo depois de um tempo, voamos por toda cidade e voltamos logo, foi uns 30 minutos somente, pousamos, tranquilamente;

- E ai como foi?

- Nunca suei tanto na vida.

Ele riu muito, voltamos e ele ajudou a mãe na cozinha eu estava tomando água na varanda e a irmã de Kevin veio e se sentou ao meu lado;

- Oi.

- Tudo bem com você?

- Bem também.

- Ele te levou na pista de decolagem?

- Sim passei muito medo, prefiro ficar sentado La atrás mesmo.

Ela sorrindo disse;

- Você gosta muito dele não é mesmo?

- Sim.

- Ele também só falava de você depois que voltou.

- Serio?

- Sim, ele estava triste e cabisbaixo antes de você chegar.

- Ele é uma ótima pessoa.

- Ontem quando eu estava na cozinha pegando um copo com água, vi vocês na varanda.

Ela falou na maior tranquilidade, eu fiquei roxo de vergonha na hora, minhas mãos soaram;

- Olha não é o que está pensando, aconteceu...

- Não, não. Queria te fala Gustavo que Kevin já sofreu demais na vida dele com romances, mas você é diferente, faça valer a pena.

Não tive palavras para responder ela, eu simplesmente sorri.

- Está com fome? Ou perdeu ela no voo?

- Engraçadinho.

Almoçamos, e na varanda da casa havia um sofá grande ficamos ali aquela tarde conversando e peguei no sono, o melhor de minha vida eu acho, ao longe ouvi um soar de um navio e no perder de vistas do mar, lá estava era um cruzeiro que passava a se atracar. No meu colo Kevin dormia, fiquei ileso para ele não acordar e voltei a pegar no sono, mas logo acordamos, fomos dar uma volta na areia e ficamos pouco longe em umas pedras esperando o pôr do sol.

Quando voltamos sua irmã nos chamou para irmos em um barzinho, tomamos um banho e fomos nos três, o lugar era muito aconchegante e próximo a praia, nos sentamos e eles pediram cervejas;

- Então Gustavo quando volta para o Brasil?

Perguntou sua irmã;

- Bem eu teria que estar embarcando no voo agora.

- Já que perdeu esse voo, porque não conhece a casa de Kevin, ele pode te apresentar a cidade.

- Olha não sei.

Ele estava bebendo quando ela disse isso, engoliu rapidamente e completou;

- Boa Ideia, você iria gostar de lá.

- Tudo bem, vou pensar.

Comemos e bebemos quase a noite toda, quando voltarmos seus pais já haviam dormido, eu tomei um banho para deitar, sai do banheiro de roupão, me sentei na cama, olhando no criado mudo uma foto dele com sua mãe;

- Posso entrar?

- Sim, claro, Senta ai.

- Amanhã cedo pego o avião de volta para casa, e seria muito bom se fosse comigo Gustavo.

- Sabe que não posso né Kevin, tem meu trabalho no Brasil, tenho uma vida lá.

Ele se sentou na minha frente dizendo;

- Olha você disse que não tem família lá, então o que custa ficar mais um dia aqui.

- Tudo bem.

Ele me abraçou como uma criança feliz se levantou e disse;

- Estou muito feliz que esteja aqui, muito mesmo.

Ele se viro para sair do quarto e eu o chamei;

- Kevin.

- Sim.

“Mesmo com todo esse tempo vivendo juntos, não tínhamos aquela intimidade, sua presença me deixava tão bem, era uma calmaria no coração, mas perto dele eu fazia o tipo, bobo.”

Me aproximei lentamente, mais ainda de seu rosto, um nariz no outro, seu sorriso no meu, e o beijo, desta vez foi como estar em uma fogueira, nossos corpos estavam um no outro, nos virei e caímos na cama, tirei a parte de cima do meu roupão, Kevin beijou meu pescoço mordendo o queixo, nossa que boca, eu tirei sua roupa com uma mão somente, ele puxou o restante do meu roupão e se virou deitando por cima de mim, Kevin me beijava com vontade e passava seu cassete no meu, seu corpo era como chama, muito quente, Kevin desceu beijando minha barriga e peitoral, eu já gemia muito nessa hora, me apoiei meio que sentado e ele começou a chupar meu cassete, nossa voltei a deitar e coloquei o cassete no rosto, a boca dele era mágica, eu me contorcia de tesão, ele passava a língua na minha virilha;

- Quer acabar comigo é?

Ele somente sorria, me sentei e segurando sua boca fui beijando sua boca, com mais vontade, e seu pescoço, dei umas mordidas em seu peitoral e sua barriga, ele tinha poucos pelos e seu cassete era branquinho meio avermelhado, e sinceramente não sabia muito o que fazer, fui chupando ele que gemia, eu estava meio sem jeito, aquilo tinha um cheiro pouco forte e gosto salgado, ele contorcia de tesão, Kevin gemia baixo enquanto eu chupava ele, logo o virei com uns travesseiros em baixo de sua cintura deixando sua bunda pouco para cima, olha se eu me punhetasse rapidamente eu gozaria com facilidade, a bunda dele é branca, e redondinha, vontade de ficar batendo nela a noite toda, eu beijei mordi, e quando passei a língua ele rebolou lentamente, então cuspi bastante, massageei com os dedos para ser mais confortável, e apontei meu cassete em sua entrada, fui forçando lentamente, ele não esboçou nenhuma ação, somente quando todo meu cassete entrou, fiquei beijando suas costas, e orelha até se acostumar, depois de uns minutos, eu estava deitado sobre seu corpo sentindo seu cheiro e comecei um movimento de vai e vem, só com o quadril deixando ele gemer baixinho, fiquei comendo ele devagar e com carinho, só que logo o tesão aumentando, deitei de ladinho e já me encaixando nele coloquei meu cassete fazendo movimentos mais e mais rápidos, eu respirava fundo próximo ao seu rosto e ele com a mão na minha bunda acompanhando os movimentos e gemendo baixo, logo se punhetando acabou gozando em sua barriga, eu em seguida gozei dentro dele, fora vários jatos de porra, ele estava meio suado e eu então nem se fale, tomamos um banho e deitamos, eu encoxei ele, foi nossa primeira noite juntos, literalmente nossa primeira noite. Acordei cedo demais aquele dia, organizei algumas coisas na minha mala e desci, ajudei sua mãe com o café e seu pai estava saindo para o trabalho;

- Bom Dia, Gustavo.

- Bom Dia senhor Aiden.

- Onde está Kevin, vou levar vocês ao aeroporto.

- Acho que ainda está dormindo senhor.

- Acho que ainda está dormindo senhor.

Fiquei muito sem graça quando ele fez essa pergunta, então eu subi e chamei Kevin, que se levantou e foi se arrumar troquei de roupas e desci a bagagem, ele fez o mesmo e tomamos café juntos e sua mãe já estava emocionada pois ele iria embora, acabou sendo um café de despedida, ela chegou a chorar, e agradeceu por eu ter acolhido ele na minha casa, seu pai foi muito educado também, e sua irmã carinhosa, aquele era o tipo de família que eu tinha na minha mente como modelo, seu pai nos deixou no aeroporto compramos as passagem e embarcamos, no vôo Kevin conheceu duas senhoras, que foram conversando todo o vôo, em um momento ele me deu um beijo na boca, e pegou minha mão, olhei para ele indiferente e disse;

- Kevin, as pessoas.

- O que? Elas não se importam.

Olhai para os lados e nenhuma ação, para um brasileiro cheio de preconceito achei muito estranho aquilo. Quando chegamos no desembarque, fomos para o estacionamento, ele colocou as malas no carro e fomos com Kevin dirigindo, ele estava com um sorriso no rosto;

- Muito feliz que veio comigo.

- Bem eu também, você ficou no meu apartamento e eu no seu.

- Espero que goste.

- Se você morar nele eu já gostei.

Logo chegamos em um prédio acho que no centro, e para todo lado muitas pessoas andando, a cidade os carros e as pessoas é como se veem nos filmes, um manobrista levou o carro outro pegou as malas como em hotéis mesmo, subimos no elevador quase 30 andares paramos no 29, o elevador parava dentro do apartamento do morador já, Kevin abriu a porta e foi entrando e galera, era maravilhoso, havia muitos vidros então o apartamento era bem iluminado, lindo, a sala a cozinho tudo arrumadinho, ele foi na sacada eu o segui;

- Nossa é maravilhoso, não sei o que dizer, parabéns.

- É um belo apartamento. Tenho que concordar.

Ele estava apoiado na sacada eu me aproximei beijando ele,

- Agora sim ficou perfeito.

Ouvi um barulho era o mensageiro com a bagagem, ele já havia colocado tudo, acho que até nos viu beijando,

- Está no mesmo lugar Lucas.

Disse Kevin se referindo a umas moedas no mezanino, ele estava organizando umas coisas, havia um pequeno escritório no apartamento dois quartos bem aconchegantes, fui para o quarto de hospedes e coloquei meu celular para carregar;

- O que está fazendo?

- Carregando meu celular.

- Não, quero você no meu quarto Gustavo.

- Kevin olha.

- Sem discussão, por favor vamos.

Levei minhas coisas e ele saiu novamente estava meio bravo ao telefone, quando liguei o meu, havia 35 ligações de Michael, sabem o que eu fiz, fui tomar banho, desliguei meu celular tomei um banho para descansar, quando sai do banho vesti uma roupa mais confortável, com o cabeço bagunçado coloquei um boné e fui para a sala, olhei na sacada já havia anoitecido e Kevin estava com uma garrafa de vinho;

- Espero que goste.

- Ta falando do...

Fui andando em direção a sacada e tinha uma mesa posta, isso mesmo, olha eu sorri e sem dizer nada, o beijei.

- Uma mesa desta e eu de boné e camiseta cavada.

- Você fica bem de qualquer jeito, podemos?

- Sim.

Me sentei e ele serviu o vinho, que estava maravilhoso, logo entra o serviço de quarto com o jantar, havia nas pratarias um nome grifado, “Restaurant’s Aiden”, não comentei para não ser inconveniente, depois do jantar ficamos olhando um para o outro como dois idiotas e bebendo um excelente vinho.

- Trabalha amanhã?

- Sim, quer conhecer meu trabalho?

- Sim, vou adorar, você faz o que mesmo?

- É surpresa.

A noite não tinha como ficar mais romântica, assistimos um filme e fomos deitar, estávamos exaustos da viagem, no dia seguinte acordamos até cedo demais, ás 06:00 da manhã,

- Não vai tomar café?

- No serviço.

- Eu não vou atrapalhar Kevin?

- Não você não atrapalha.

Entramos no carro e saímos, demorou um pouco, mesmo sendo cedo havia um transito no caminho, poucas palavras só minhas mãos em sua perna, Kevin para em frente a um restaurante com um ar contemporâneo, sofisticado e adivinhem o nome do restaurante isto mesmo “Restaurant’s Aiden”. Ele estacionou o carro atrás e entramos pela cozinha, logo na entrada assim que abriu a porta me entregou uma touca e um avental, havia umas 8 pessoas já trabalhando;

- Bom Dia a todos, como foi o fim de semana?

Todos educadamente responderam tranquilamente e havia um ar de respeito, ele olhou algumas coisas no fogão e continuou andando e falando;

- Joe mais sal, e adicione ervas neste prato, precisa estar perfeito até o horário...

Ao final havia um escritório ele entrou tirando as coisas e uma moça de ótima aparência estava La dentro,

- Bom Dia Rachel, como estamos?

- Bom Dia Sr. Aiden, o fim de semana foi tranquilo, sucesso no jantar oferecido ontem.

- Excelente, este é Gustavo Mancchielo, Gustavo essa é a Maitrê Rachel.

- Prazer em conhecê-la.

Depois dos cumprimentos ele olhou uma papelada e fomos para o salão, havia alguns garçons cumprimentamos eles também, e nos sentamos em uma mesa de café da manhã,

- Tudo bem?

- Não Kevin, nada bem.

- O que foi?

- Você não contou nada sobre isso, poderia ter me falado.

- Desculpas ofendi você?

- Não, é que não dá para entender o intercâmbio com tudo isso, me entende, você tem uma vida perfeita aqui, acho que até demais, para ir no Brasil fazer intercambio.

- Vocês se apegam muito ao lado material Gustavo, dinheiro não é tudo, não pode colocar ele na frente de tudo.

- Você está certo, mas Kevin você trabalhou em uma lanchonete.

- Trocaria tudo isso por outra temporada naquela lanchonete.

- E porque?

- A simplicidade, a tranquilidade, e a felicidade eu já disse e repito vocês tem um pais maravilhoso.

- Que seja.

Rachel se sentou conosco com uns livros eles conversaram um pouco e analisaram eles;

- Rachel quero que leve Gustavo nas compras hoje, acho que ele vai gostar.

- Compras?

- Sim, de legumes para o almoço.

- Espere vocês saem para comprar legumes, não entregam aqui?

- Explica para ele Rachel.

- Para conseguir as melhores e mais frescas verduras e frutas do mercado, tem que ir direto na fonte, nós temos um lugar especial.

Eu ri meio que sem entender e depois do café Kevin vestiu o avental e voltou para a cozinha, e eu acompanhei ela, no carro fomos conversando;

- Trabalha a quanto tempo com ele?

- Vai fazer 5 anos, ele confiou todos em mim, e eu dou minha vida para não desapontar.

- Todos?

- São 7 restaurantes por toda a cidade.

- Oh’ ele não me contou.

- Kevin sempre fica monitorando eles de perto?

- Não ele mantém todos as rédeas curtas, mas as vezes ele viaja como foi para o Brasil, passa um tempo estudando novas receitas e sabores, é um grande chefe.

- Ele é o cozinheiro?

- Não ele é chefe de cozinha. Mas me fale de você? O que faz no Brasil?

- Sou jornalista, ou era.

- Nossa que maravilha, meu primo é jornalista, trabalha no New York.

- Sério? Eu sonho conhecer a redação deles.

- Sim, eu posso falar com ele.

- Caramba iria ser eternamente grato Rachel.

O dia foi exaustivo, eu acompanhei o dia deles no restaurante, e saímos por volta de três horas da tarde, o dia estava fechado, varias nuvens com cara de chuva, chegamos em casa eu pensei comigo, deitar e descansar;

- Nossa estou cansado Kevin, que dia.

- Ainda não terminou.

- Como assim?

- Vou correr vamos?

- Ainda tem forças para correr?

- Anda, tire essa calça, vista um short e vamos.

Não sei de onde ele tirava forças, corremos muito, uns 5 km, na volta foi mais tranquila andando mesmo, paramos em uma espécie de parque onde havia um canal, ele se apoiou e eu estava me alongando os músculos;

- Kevin, porque você é rude com eles?

- Fala dos funcionários?

- Sim.

- Precisam de um porto seguro Gustavo, eu mando eles obedecem, a mim que eles recorrem o dia a dia.

- Isso não é mais fácil sendo só o dono?

- Isso seria mais fácil se eu não passasse o dia todo com eles, Gustavo em uma empresa o gerente fica em uma sala com ar-condicionado sozinho, em uma cozinha tenho que ficar supervisionando o fogão, não posso deixar passar nada.

- Entendo.

Ele me beijou ali na frente de todos, me pressionado contra a grade;

- Kevin.

- Não estão nem olhando, as pessoas aqui têm outras preocupações;

- Vou voltar ao Brasil.

Ele se afastou, passou a mão tipo coçando o nariz olhando para baixo e perguntou;

- Quando?

- Fim desta semana.

- Você volta?

- Eu não posso ficar aqui vivendo um sonho e não olhar para trás Kevin deixando tudo que já fiz e obtive até hoje.

- Você não vai voltar?

- Nos ainda conversaríamos sobre isso, um dia Kevin.

- Não pensei que fosse tão rápido Gustavo, eu te fiz alguma coisa?

- Não, você foi perfeito até demais, só quero que me entenda, não posso chutar minha vida no Brasil e vir como se nada tivesse acontecido, acampar no seu apartamento vivendo de sonho.

- Eu te entendo, mas eu quero isso Gustavo.

- Eu também quero Kevin.

- Então, venha morar aqui comigo.

- Ah três dias eu não sabia quem era você Kevin.

- Morei em sua casa durante 6 meses, e não quis saber não é mesmo.

- Desculpe, na minha mente fiz as contas a partir do momento que pensei em você de outra forma.

- Outra forma como?

- Não tem um nome certo, o que posso dizer que é forte, é sincero, é puro.

Abracei ele muito forte mesmo, e Kevin falou ao meu ouvido;

-Espera... Espera mais uns dias.... Por mim.

Fiz que sim com a cabeça, ele se afastou se alongando;

- E ai, apostar uma corrida para casa?

Olhei para ele rindo;

- Estou brincando, venha ali tem uma barraquinha de açaí.

- Conhece açaí?

- Descobri no Brasil, quero implantar no cardápio de sobremesas, mas é muito complicado a exportação.

- É uma ótima ideia...

No dia seguinte...

- Gustavo?

- Oi.

- Acorda.

- Mas já, que horas são?

- Sete da manhã. Vamos ao jogo.

- Jogo Gustavo?

- Sim, de Baseball.

Olhei para ele com o cabelo todo bagunçado cara de sono;

- Tem certeza?

- Vamos não quero chegar atrasado.

Kevin é aquele tipo de pessoa que não tem como recusar nada, ele tem uma carinha para pedir as coisas, tomei um banho ele me entregou um boné, e quando chegamos ao estádio, depois de entrar todo mundo cheio de coisas de comer, tipo muitas mesmo, comidas e bebidas, sentamos juntos, próximo a nos havias poucas pessoas, não estava lotado;

- Então explica ai o jogo.

- Você não conhece Baseball?

- Conheço, mas não as regras do jogo.

Ele explicou pouco rápido, e fiquei meio confuso. Eu fiquei comendo porque não entendi muito bem, no meio do jogo um cara rebateu a bola para fora, olhem nesse momento as pessoas pulavam e gritavam, Kevin ficou loco, eu levei um susto;

- Porque a alegria? A bola saiu do estádio.

- Essa é a razão, são 3 pontos. Entendeu?

- Não.

Ele se abaixou me beijou, um beijo salgado. Quando o jogo terminou eu não sabia quem havia ganhado, a bagunça foi até divertida, mas Kevin tinha que ir para o restaurante. Eu fui dirigindo, até com facilidades pelas ruas, Kevin desceu na frente e eu logo em seguida no estacionamento do restaurante, antes que ele entrasse saiu um cara de dentro, tipo, gay, uma mulher;

- Aiden, quanto tempo.

- Olá Robert, tudo bem?

- Estou sim, agora você em, maravilhoso como sempre.

- Obrigado.

- Quando vamos marcar aquele jantar?

Eu me aproximei, limpando a garganta para perceberem minha presença;

- Robert este é Gustavo Machhielo, um...

Kevin demorou a dizer eu logo completei;

- Amigo, um amigo, é um prazer conhecê-lo.

- Hum, mas Kevin aquele novo prato do cardápio ficou excelente, vou escrever uma ótima critica...

Eles saíram conversando, me ignorando, eu nem acreditei no que vi;

- Ah vocês chegaram, Gustavo preciso de você.

Disse Rachel me puxando para dentro, ela me levou até a frente de uma mesa com o mesmo prato decorado de 3 formas;

- Qual é mais bonito?

- Nenhum deles.

- E apetitoso?

- O do meio.

Kevin se aproxima, olhando e Rachel pergunta a ele;

- Kevin, qual deles?

- O do meio.

- Pelo menos vocês tem a mesma opinião, vamos ver o gosto.

Provamos e Kevin aprovou a adição dele no cardápio, logo se virou dizendo;

- Rachel me acompanha por favor.

#Kevin

- Sim.

- Entre e feche a porta. Me escuta, preciso de um favor seu, muito grande.

- Sim, pode falar Kevin.

- Quero seu irmão longe de Gustavo, eu me viro com ele, mas Gustavo não será compreensivo.

- Ai Kevin, é que eu...

- Não me diga.

- Falei de Robert para Gustavo, ele ficou muito animado, mas isso foi antes de me contar a história.

- Olha tudo bem, vou ter que pensar em outra coisa.

- Mas porque a distância Kevin?

- Ainda pergunta, com todo respeito Rachel, mas...

- Eu sei Gustavo, ele é apaixonado por você, sabe disso, mas quando souber que esta com Gustavo, olha vai ser complicado.

- Acha melhor dizer logo?

- Não sei o que dizer Kevin.

- É e nem eu.

#Gustavo

Neste segundo dia foi um pouco mais produtivo, passamos o dia inteiro no restaurante até o anoitecer, eu até ajudei na cozinha, Rachel me ensinou uns pratos fáceis, Kevin era só troca de olhares por conta dos outros funcionários, ajudei nas mesas em tudo, que poderia;

- Não precisa ficar arrumando mesas Gustavo.

- Vai me dar ordens agora?

- Não quero que você...

- Estou o dia inteiro com você, preciso me sentir útil.

- Tudo bem, desculpas.

- Não precisa se desculpar.

- Ah! Tenho uma surpresa para você hoje.

- Serio, e qual é?

- Se eu te contar não será surpresa, não é mesmo.

No horário do jantar algumas mesas sendo servidas, e correria para todo lado, eu estava cansado, suado, querendo um banho e Kevin aprontou uma comigo;

- Gustavo quero te mostrar uma coisa vem comigo.

Passamos pelo salão e subimos umas escadas, quando chegamos no local era o terraço do restaurante e tinha poucas mesas, como um lugar vip, e somente uma com uma toalha simples, uma for em um vaso, pétalas e velas,

Eu olhei para ele com um sorriso, nos beijamos;

- Sua recompensa pelo trabalho de hoje.

- Olha está me acostumando bem demais, depois quero ver como será.

- Quero que se acostume da forma que merece viu.

Sentamos o garçom trouxe uma garrafa de vinho, e começou a nos servir;

- Espero que goste Gustavo, é um dos melhores vinhos da adega.

- Nem precisa dizer que não precisava né. Obrigado.

Tomei um pouco de vinho e fui ao banheiro, que ficava próximo, ouvi de La mesmo o tal Robert chegando, que escândalo, acho que do piso inferior se escutava ele, quando sai do banheiro ele estava sentado onde minha taça estava, Kevin estava com um olho de um tamanho, e ele não parava de falar;

- Boa Noite. (Gustavo).

Disse eu vendo se ele desconfiasse;

- Boa N... Nossa seus serviçais estão assim? Outra taça por favor querido. (Robert).

- Esta sentado no meu lugar, da para levantar antes que eu te jogue deste para peito. (Gustavo).

- Quem você pensa que é garoto? Por acaso sabe com quem fala? (Robert).

- Eu não sei, não quero saber e não me importo. (Gustavo).

- Robert, este é meu namorado. (Kevin).

Eu até queria dizer que não, mas ver a cara dele de surpresa foi ótimo;

- Namorado, Kevin mas como? E a gente? (Robert).

- Robert nunca teve “a gente”, foi tudo coisa de sua cabeça. (Kevin).

Rachel chegou e ele saiu meio que surpreso, Rachel estava subindo as escadas e desceu acompanhando ele, estava eu Kevin e mais um garçom próximo a gente,

- Podemos continuar?

- Continuar Kevin? É claro que não.

- Aconteceu alguma coisa?

- Há Kevin, de repente você tem uma rede de restaurantes, agora esse amor não correspondido, só me falta dizer que tem um filho.

- Desculpe por não ter falado.

- Não ter falado? Kevin na boa, se tiver mais alguma coisa fale logo antes que eu...

- Não, calma Gustavo, sente-se e conversamos.

Conversamos e jantamos juntos, ele me contou algumas coisas, mas nada demais, somente medos sonhos, esse tipo de coisa.

Dias depois...

Eu sai do restaurante após o almoço e fui a uma banca de revistas ao outro lado da rua, peguei um jornal e olhando as noticias, me esbarrei em um rapaz, deixei cair umas folhas, do texto que eu estava escrevendo, o cara me ajudou e pego uma delas e deu uma passada de olhar, eu tomei a folha de sua mão;

- Desculpe é particular.

- Oh sou Charlie, e você.

- Sou o cara que vai atravessar a rua.

Disse eu tentando me esquivar dele;

- Essa é uma frase de Sócrates certo?

Disse ele se referindo a folha que havia lido, e eu havia escrevi algo sobre;

- Sim, conhece os pensamentos deste filosofo?

- Sim, sou escritor, e gostei de sua citação.

- Obrigado.

- Você também escreve?

- Sou melhor com as palavras do que com as pessoas.

- Então somos dois.

- Já fui jornalista, mas...

- Que coincidência, olha eu trabalho em um jornal, caso esteja interessado me ligue, para conversarmos, não ou melhor, aqui está meu cartão me chamo Charlie Karson.

- Charlie?

- Isto, será uma honra.

Seu cartão tinha as letras brilhantes aquilo se acendeu em meu olhar, vi ali uma oportunidade, voltei e conversei com Kevin e ele deu a maior força. Olhem resumo eu iria levar o texto para o tal cara dar uma olhada, no dia que eu marquei com o tal Charlie coloquei terno e gravata, pois precisava estar apresentável, e sim estava nervoso;

- Ei se acalme, é só uma conversa.

- O cara trabalha no “The Boston Globe”, tem ideia disso Kevin, é um ícone para o jornalismo, estou tremendo.

- Ei vai se dar bem, está assim, já pensou se fosse uma entrevista de emprego.

- Cala a boca.

- É aqui Gustavo, me ligue assim que sair.

- Tudo bem.

Entrei no prédio e logo de cara tinha uma pequena recepção,

- Por favor vim falar com Charlie Karson.

- O Senhor é?

- Gustavo Macchielo.

- Me acompanhe por favor.

Ela me credenciou e acompanhei a garota, ela me mandou esperar em uma sala de espera, e logo mandou eu entrar na suposta sala dele. Galera a sala do tal Charlie tinha uma vista panorâmica de toda a cidade, madeira trabalhada nas paredes um acervo incrível de livros, maravilhosos;

- Não podemos bater de frente com eles Robert, entendeu.

- Mas Charlie, me escute, eles estão rebatendo sem ao menos...

Eles entraram na sala conversando e eu estava em pé em frente a seus livros, me virei e meu olhar direto no Robert, ele quase pegou fogo quando me viu;

- O que você está fazendo aqui? (Robert).

- Jantando que não é, você sempre atrapalha. (Gustavo).

- Segurança. (Robert).

- Vejo que já se conhecem não é mesmo. Podem ir não precisamos de seguranças aqui. (Charlie).

- Charlie o que ele faz aqui? (Robert).

- É um novo amigo, vamos conversar. Por Favor. (Charlie).

Disse Charlie apontando para ele sair, ah mais eu adorei ver ele sair com o rabo entre as pernas.

- Passei meu fim de semana naquelas folhas de rascunhos suas.

- Não esperou serem transcrevidas.

- Não me importo.

- Então, O que achou?

- Esplêndido, sua abordagem, trai uma identidade.

- Fico feliz de ouvir isto de você, sabe disso.

- Quero te fazer uma proposta?

- Sim.

- Estamos em fala de redatores, gostaria que trabalhasse aqui no Jornal de colunista.

- Está brincando comigo?

- Não vou repetir a oferta.

- Sim, caramba, meu sonho trabalhar com você.

- Tenho uma reunião agora, te vejo na segunda, senhor colunista do The Boston Globe.

Eu sai daquele prédio flutuando, quando cheguei na rua, meio que me bateu um ar de realidade, Olga, Michael, minha vida, meu emprego no Brasil, juro que pensei em voltar lá e dizer não, mas nunca tive oportunidades iguais a essas.

Kevin pediu para eu ligar quando saísse, decidi ir andando mesmo e pensando o que faria da vida, para pegar um atalho eu passei em uma ruazinha entre dois prédios, havias algumas pessoas passando por La também, e outros mendigos no chão,

- Grandes mudanças em sua vida meu jovem.

Olhei para trás uma mulher com uma faixa na cabeça, eu apontei o dedo para mim e ela gesticulou a cabeça dizendo que sim, me abaixei próximo a ela;

- Vai haver grandes mudanças em sua vida. Oh oh, já estão acontecendo...

- Como? Ah deixa para lá continua.

Um pobre turista acreditando em palavras de uma mera cigana, dei duas notas de 20 dólares para ela, que guardou em sua faixa na cabeça pegou minha mão e disse;

- Que caminho maravilhoso te espera, vejo que já sofreu muito nessa vida meu jovem, perda de entes tão queridos e insubstituíveis, e agora colherá o fruto dessa vida de espinhos, aproveite, aproveite ao Máximo...

- Porque alguém teria tantas sortes de uma vez?

- Se você é bom, generoso, humilde, feliz, ajuda ao próximo e entre outras boas ações, o planeta de presenteia com sorte, para uns poucos para outros muita, você foi um felizardo, não desperdice...

- Obrigado.

- Um anjo...

- Oi?

- Um anjo entrou na sua vida, ele não sabe, mas é a bondade em forma humana.

Para quem é supersticioso, BINGO, para mim uma velha com boa opinião, mas ao sair da rua, um calafrio tomou conta do meu corpo, sabem aqueles que quase te tiram do lugar.

- Falei para me ligar, quando saísse de lá Gustavo.

- Vim andando, bom para colocar as ideias em ordem.

- E então?

- Ele me fez uma proposta de emprego.

- Que maravilha.

- Eu sei.

- Fico feliz por você.

- Obrigado.

- Então o que disse?

- Disse que pensaria sobre a proposta.

- Mas Gustavo, uma oportunidade dessas.

- Kevin, eu vou voltar para o Brasil.

- Mas...

- Não diga nada. Vou voltar amanhã.

Ele olhou para cima, respirou, deu meia volta, jogou o pano que estava em suas mãos em uma mesa, e saiu subindo a escadaria do salão.

Respirei e o segui, ele estava olhando para os prédios em volta, eu cheguei abracei ele por trás beijando seu pescoço;

- Gustavo.

- Sim.

- Me acostumei com sua presença em minha vida.

- E eu com a sua Kevin.

- Lembra da Priscila?

- Gostosa.

- Haha’ foi para causar ciúmes.

- Filho da mãe. E você conseguiu.

- Estranhamente eu já estava te olhando de outro jeito, algo no meu peito batia mais forte perto de você.

- Vou para casa, preciso organizar tudo, sabe que não posso ficar.

- Vai voltar?

- Antes mesmo que perceba, até minha grana esta no fim, não posso ficar a pão e água.

- Gustavo eu tenho...

- Não, não vamos falar sobre isso, já estou na sua casa, não vou abusar mais ainda.

- Eu quis ser educado.

- Menos Kevin.

- Tenho que te confessar algo.

- Ai meu deus, diga.

- Algo mesmo que pequeno dentro de mim, diz que não vai voltar.

- Olha nos meus olhos, eu disse que vou voltar, não mentiria para você.

Ele me abraçou e beijou, ficamos segundos abraçados ali no terraço.

Dias depois desembarquei no Rio de janeiro, peguei um táxi e logo estava na porta do meu prédio,

- Bom Dia Carlos.

- Gustavo quanto tempo meu querido, onde esteve?

- Tirei uns dias de férias querido, saudades suas viu.

- Eu também você fez falta.

- E Olga, Igor? Como estão?

Carlos fechou a feição tirou seu boné, abaixou a cabeça, e meio que brincando com os dedos;

- Carlos o que aconteceu?

- A Dona Olga não está mais entre a gente Gustavo.

Respirei fundo, segurei o choro e perguntei;

- Como foi?

- Os familiares informaram que foi um infarto. Ela morreu dormindo.

Abracei Carlos e fui para o elevador, cheguei em casa já chorando, ela trabalhava desde que eu mudei para o prédio, isso fazia uns 12 anos. Quando entrei o apartamento estava todo limpo, bem arrumado e no lugar, poxa aquilo doía tanto, por eu não ter família, passava o natal na casa dela, com sua família, aniversário dela e de seus filhos eu estava presente. Toquei a campainha do apartamento de Igor e um cara estranho abriu;

- Sim.

- O Igor está?

- Igor, tem um rapaz aqui na porta.

Ele veio da cozinha, estava com um pano na mão, foi me vendo e as lagrimas saíram, nos abraçamos e ficamos chorando;

- Ela sofreu?

- Não Gustavo, foi dormindo, ela nem viu ou sentiu algo.

- Eu não sabia estava fora.

- rsrs’ no último dia ela estava muito alegre, arrumou seu apartamento deixando tudo limpo, disse que você era um filho pra ela, e que era para mim cuidar de você, ela estava se despedindo e eu nem percebi.

- Vou tomar um banho e vou na casa da sua família.

- Quero ir com você.

Conversamos um pouco, ele me contou algumas coisas, e depois fomos a casa dela, consolar a família, e eu tinha que deixar a papelada dela certa.

No dia seguinte acordei cedo, e fui para o trabalho, quando Michael me viu ficou até branco, me abraçou e não falava coisa com coisa, eu fui a sala de Paulo;

- Ah’ está vivo?

- Paulo, vim aqui pedir demissão.

- Não precisa, seu amigo me disse que não voltaria, sua papelada está no RH, suas coisas na antiga mesa, é so pegar e sair.

Me levantei e sai, peguei minhas coisas e fui na sala, Michael estava sentado na minha antiga cadeira,

- Poderia esperar eu pedir demissão, para pegar meu lugar não?

- Você sumiu, eu tentei...

- Sem desculpas Michael, eu sei que sempre quis meu lugar, deve estar muito feliz se humilhando para o Paulo.

- Até pode ser, mas e você o que vai fazer?

- Estou indo para Boston, sou o novo colunista do The Boston Globe.

Deixei a caixa cair e quebrar as coisas fazendo a maior bagunça na sala, e fui embora, saí de lá passei em uma imobiliária, colocando meu apartamento a venda, depois no escritório onde Olga era registrada, e paguei os direitos que ela teria que foi transferido para sua família.

De volta ao prédio, peguei minhas coisas importantes e de frente para minha casa, eu estava prestes a zerar minha vida, começar do zero, esquecer tudo e todos, era como um renascimento.

#Kevin

- Quando Gustavo volta?

- Essa semana.

- Já se passaram 13 dias Kevin, e você está bem abatido.

- Rachel acredita em alma gêmea?

- Parte de mim sim, parte não, está falando de Gustavo?

-Sim.

- Vejo em seus olhos que ama ele.

- As coisas estão tão maravilhosas com ele, que chego a ficar com medo de algo ruim.

- Você merece Kevin, sabe que merece.

- Obrigado, as tenho que ir, tenho uma entrevista com seu irmão.

- Ah ele pediu para te avisar, como sou esquecida, ele está sozinho e sobrecarregado com o trabalho, pediu para marcar novamente.

- Tudo bem, marca na minha casa amanhã, um jantar, quero você também, se der chegue mais cedo, quero tratar um assunto com você.

- Sim senhor.

- Vamos para o trabalho, tenho 150 almoços para hoje.

#Gustavo

De volta ao EUA liguei para Kevin mas tinha um jantar, peguei um táxi, quando cheguei ele abriu a porta, eu abracei ele com muita força,

- Nossa como é bom esse cheirinho de pêssego.

- rsrsrs’ não consigo descrever o que estou sentindo agora.

Estávamos se beijando e dando uns passos;

- Esse é o tal jantar?

Havia na mesa 3 taças de vinho e uns petiscos, quando entrei Rachel e Robert estavam no sofá,

- Boa Noite Rachel.

- Boa Noite Gustavo.

Cumprimentei ela e fui para quarto, estava tomando um banho e o mensageiro trouxe as malas, eu dei uma organizada, pensei em ficar no quarto sem procurar briga, mas quer saber se vamos ficar juntos que seja pra valer. Voltei para a sala peguei uma taça de vinho, e me sentei do lado de Kevin, passei a mão por trás de seu pescoço e fiquei encarando Robert;

- Então Kevin, continuando. A adega de vinhos dos Restaurant’s Aiden são seu maior patrimônio, como é feita a seleção dos exemplares?

Ele estava fazendo perguntas sobre os restaurantes, acabou que fui conversar com Rachel, deixando eles Maísa vontade, o olhar de Robert em mim era de raiva, mal sabia ele que eu iria trabalhar no jornal, eles foram embora por volta de uma da manhã, deitamos pouco bêbados de vinho, e logo pegamos no sono;

- Amor?

- Oi Gustavo?

- Acorda...

- São que horas?

- Hora de acordar.

Ele se virou eu estava pelado, ele começou a rir e disse;

- A tudo bem, entendi o acordar.

Respirei e o segui, ele estava olhando para os prédios em volta, eu cheguei abracei ele por trás beijando seu pescoço;

- Gustavo.

- Sim.

- Me acostumei com sua presença em minha vida.

- E eu com a sua Kevin.

- Lembra da Priscila?

- Gostosa.

- Haha’ foi para causar ciúmes.

- Filho da mãe. E você conseguiu.

- Estranhamente eu já estava te olhando de outro jeito, algo no meu peito batia mais forte perto de você.

- Vou para casa, preciso organizar tudo, sabe que não posso ficar.

- Vai voltar?

- Antes mesmo que perceba, até minha grana esta no fim, não posso ficar a pão e água.

- Gustavo eu tenho...

- Não, não vamos falar sobre isso, já estou na sua casa, não vou abusar mais ainda.

- Eu quis ser educado.

- Menos Kevin.

- Tenho que te confessar algo.

- Ai meu deus, diga.

- Algo mesmo que pequeno dentro de mim, diz que não vai voltar.

- Olha nos meus olhos, eu disse que vou voltar, não mentiria para você.

Ele me abraçou e beijou, ficamos segundos abraçados ali no terraço.

Dias depois desembarquei no Rio de janeiro, peguei um táxi e logo estava na porta do meu prédio,

- Bom Dia Carlos.

- Gustavo quanto tempo meu querido, onde esteve?

- Tirei uns dias de férias querido, saudades suas viu.

- Eu também você fez falta.

- E Olga, Igor? Como estão?

Carlos fechou a feição tirou seu boné, abaixou a cabeça, e meio que brincando com os dedos;

- Carlos o que aconteceu?

- A Dona Olga não está mais entre a gente Gustavo.

Respirei fundo, segurei o choro e perguntei;

- Como foi?

- Os familiares informaram que foi um infarto. Ela morreu dormindo.

Abracei Carlos e fui para o elevador, cheguei em casa já chorando, ela trabalhava desde que eu mudei para o prédio, isso fazia uns 12 anos. Quando entrei o apartamento estava todo limpo, bem arrumado e no lugar, poxa aquilo doía tanto, por eu não ter família, passava o natal na casa dela, com sua família, aniversario dela e de seus filhos eu estava presente. Toquei a campainha do apartamento de Igor e um cara estranho abriu;

- Sim.

- O Igor está?

- Igor, tem um rapaz aqui na porta.

Ele veio da cozinha, estava com um pano na mão, foi me vendo e as lagrimas saíram, nos abraçamos e ficamos chorando;

- Ela sofreu?

- Não Gustavo, foi dormindo, ela nem viu ou sentiu algo.

- Eu não sabia estava fora.

- rsrs’ no ultimo dia ela estava muito alegre, arrumou seu apartamento deixando tudo limpo, disse que você era um filho pra ela, e que era para mim cuidar de você, ela estava se despedindo e eu nem percebi.

- Vou tomar um banho e vou na casa da sua família.

- Quero ir com você.

Conversamos um pouco, ele me contou algumas coisas, e depois fomos a casa dela, consolar a família, e eu tinha que deixar a papelada dela certa.

No dia seguinte acordei cedo, e fui para o trabalho, quando Michael me viu ficou até branco, me abraçou e não falava coisa com coisa, eu fui a sala de Paulo;

- Ah’ está vivo?

- Paulo, vim aqui pedir demissão.

- Não precisa, seu amigo me disse que não voltaria, sua papelada está no RH, suas coisas na antiga mesa, é so pegar e sair.

Me levantei e sai, peguei minhas coisas e fui na sala, Michael estava sentado na minha antiga cadeira,

- Poderia esperar eu pedir demissão, para pegar meu lugar não?

- Você sumiu, eu tentei...

- Sem desculpas Michael, eu sei que sempre quis meu lugar, deve estar muito feliz se humilhando para o Paulo.

- Até pode ser, mas e você o que vai fazer?

- Estou indo para Boston, sou o novo colunista do The Boston Globe.

Deixei a caixa cair e quebrar as coisas fazendo a maior bagunça na sala, e fui embora,sai de lá passei em uma imobiliária, colocando meu apartamento a venda, depois no escritório onde Olga era registrada, e paguei os direitos que ela teria que foi transferido para sua família.

De volta ao prédio, peguei minha coisas importantes e de frente para minha casa, eu estava prestes a zerar minha vida, começar do zero, esquecer tudo e todos, era como um renascimento.

#Kevin

- Quando Gustavo volta?

- Essa semana.

- Já se passaram 13 dias Kevin, e você está bem abatido.

- Rachel acredita em alma gêmea?

- Parte de mim sim, parte não, está falando de Gustavo?

-Sim.

- Vejo em seus olhos que ama ele.

- As coisas estão tão maravilhosas com ele, que chego a ficar com medo de algo ruim.

- Você merece Kevin, sabe que merece.

- Obrigado, as tenho que ir, tenho uma entrevista com seu irmão.

- Ah ele pediu para te avisar, como sou esquecida, ele está sozinho e sobrecarregado com o trabalho, pediu para marcar novamente.

- Tudo bem, marca na minha casa amanhã, um jantar, quero você também, se der chegue mais cedo, quero tratar um assunto com você.

- Sim senhor.

- Vamos para o trabalho, tenho 150 almoços para hoje.

#Gustavo

De volta ao EUA liguei para Kevin mas tinha um jantar, peguei um táxi, quando cheguei ele abriu a porta, eu abracei ele com muita força,

- Nossa como é bom esse cheirinho de pêssego.

- rsrsrs’ não consigo descrever o que estou sentindo agora.

Estávamos se beijando e dando uns passos;

- Esse é o tal jantar?

Havia na mesa 3 taças de vinho e uns petiscos, quando entrei Rachel e Robert estavam no sofá,

- Boa Noite Rachel.

- Boa Noite Gustavo.

Cumprimentei ela e fui para quarto, estava tomando um banho e o mensageiro trouxe as malas, eu dei uma organizada, pensei em ficar no quarto sem procurar briga, mas quer saber se vamos ficar juntos que seja pra valer. Voltei para a sala peguei uma taça de vinho, e me sentei do lado de Kevin, passei a mão por trás de seu pescoço e fiquei encarando Robert;

- Então Kevin, continuando. A adega de vinhos dos Restaurant’s Aiden são seu maior patrimônio, como é feita a seleção dos exemplares?

Ele estava fazendo perguntas sobre os restaurantes, acabou que fui conversar com Rachel, deixando eles Maísa vontade, o olhar de Robert em mim era de raiva, mal sabia ele que eu iria trabalhar no jornal, eles foram embora por volta de uma da manhã, deitamos pouco bêbados de vinho, e logo pegamos no sono;

- Amor?

- Oi Gustavo?

- Acorda...

- São que horas?

- Hora de acordar.

Ele se virou eu estava pelado, ele começou a rir e disse;

- A tudo bem, entendi o acordar.

Ele ainda estava debaixo do edredom branco eu fui tirando com uma mão, e descendo a coberta beijando ele que se virou e passou o cobertor por cima de mim eu fiquei no meio das pernas dele beijando sua boca e seu pescoço, segurei suas mãos acima da cabeça.

Mordia seus lábios,

- Um gostinho de menta.

- Rsrsrs’ Cala a boca Kevin.

Eu havia trazido um copo com água e deixei ao lado da cama, tinha dois gelos dentro, virei o copo colocando um dos gelos na boca, ele ficou olhando meio que indiferente;

- Vai faz... Ai... Porra.

Com o gelo na boca fui desenhando seu peitoral, sua barriga, ele quase rasgou o lençol segurando firme,

- Não se mexa.

Deixei o gelo na base de seu cassete e com minha boca gelada comecei a chupar ele, foi colocar a boca, ele sentir o choque térmico se sentou, foi até engraçado;

- Vai me matar Gustavo.

- Calma relaxa.

Peguei o outro gelo e com ele na boca comecei a chupar Kevin, que estava quase gritando, a temperatura do gelo com o cassete dele igual uma rocha, era um contraste de dor e tesão, sua cara era inconfundível. Coloquei ele de quatro com a bunda bem alta, e ainda com o gelo, morde e dei uns beijos passando o restante do gelo por ele todo, beijei Kevin, meus lábios estavam vermelhos por causa do gelo, aquele beijo gelado estava muito gostoso logo, eu fiquei de joelhos atrás de Kevin, eu estava apoiado nos meus pés, apontei meu cassete para sua entrada, e ele foi chegando para trás, nossa quando sentir o gelado de sua bunda, fiquei louco;

- Cara que delícia... Hum... Liga lá em baixo e pede um balde de gelo, rsrsrs’.

Ele somente riu, enquanto meu cassete entrava nele, eu estava apoiado atrás assistindo Kevin ir e voltar, ir e voltar sobre meu cassete, que estava como uma rocha, segurei em seu cabelo puxando contra mim, a outra mão na cintura, e ele com palavras de ordem me deixando louco, coloquei ele de lado com uma perna para cima, e voltei a colocar meu cassete tirando uns gemidos algo de Kevin, sua mão passava pelo meu peitoral, e a outra na minha bunda acompanhando o movimento, eu punhetava ele, mas não estava aguentando mais, Kevin logo goza sujando minha mão e sua barriga, tirei meu cassete ainda na posição me punhetando e gozei na sua entrada, gemendo alto, eu soltei meu cassete olhando para ele que segurou na portinha de seu cuzinho e me puxou para penetrar novamente;

- Hum... Caralho!

Fiz um vai e vem bem devagar ele me olhando. Sai da cama, pegando em sua mão e beijando dele, ficamos um tempo em pé, se beijando, logo fiquei excitado novamente, bem caímos na cama, Kevin por cima de mim, sem esperar ele foi colocando meu cassete em sua bunda e cavalgando, eu punhetava ele que pulava em meu cassete, não demoramos muito para gozar;

- Vamos tomar banho? Tenho que ter energia para trabalhar.

- Rsrsrsr’ Vamos sim.

Depois do banho, nos estávamos um pouco atrasados, eu fui para o jornal e ele para o restaurante, tomamos café no caminho mesmo,

- Senhor Gustavo Charlie lhe aguarda.

A secretaria me conduziu até a sala dele, Charlie me serviu uma bebida e pediu para eu me sentar,

- Me chamou Charlie? (Robert).

- Sim Robert, por favor sente-se. (Charlie).

Ele se sentou bem de frente para mim, e Charlie estava em pé ao nosso lado.

- Robert esse é Gustavo Macchielo, Gustavo esse é Robert Scarpa, trouxe vocês aqui, pois quero que trabalhem juntos. (Charlie).

Coloquei a bebida na mesa e disse;

- Charlie com todo respeito, mas acho que não seja uma boa ideia. (Gustavo).

- Eu concordo com ele Charlie, nos dois não nos damos muito bem. (Robert).

- Eu vou ser mais claro, Robert você não está fazendo nem suas coisas sozinho, precisa de ajuda, e Gustavo precisa de uma oportunidade, Robert tem ideias fantásticas, mas não escreve tão bem quanto você, a proposta é só uma... Vamos fazer o seguinte, trabalhem juntos durante um tempo, depois voltamos a conversar. Roberto apresenta a sala de Gustavo. (Charlie).

Trabalhar no ninho da cobra, junto com ela, que ótima forma de começar tudo do “zero”. Queria voltar naquela cigana e pegar minhas 40 pratas. Ele me levou para uma sala muito linda mesmo, com duas mesas, uma em frente a outra, os moveis eram de época muito bem trabalhados, a vista era toda de vidro, computadores e duas prateleiras de vidro;

- Deixa eu adivinhar? Vou me sentar aqui?

- Não a sua é a outra, está é minha. Vou ter que olhar para sua cara durante meus dias de trabalho.

- Nossa que animador, então me diga.

- O que?

- Sobre exatamente o que faz.

- Nunca trabalhou de colunista não é mesmo?

- Não, mas sei muito bem qual é o meu papel aqui dentro.

- Não vai achando que por ter sorte de arrumar um emprego aqui dentro que vou passar a mão na sua cabeça, muito menos por ser puxa saco de Charlie.

- Não estou pedindo misericórdia, muito menos que pegue leve, estou acostumado a ganhar sim, ainda mais de perdedores assim como você.

- Olha como fala comigo.

Me sentei, e peguei a papelada que estava em cima da mesa, para ver como era o trabalho, ele saiu da sala, depois do almoço, Robert ainda não havia voltado,

- Oi amor, como estão as coisas por ai?

- Tenho um jantar executivo e vou trabalhar até ás 20:00, quer que eu te busque?

- Não tudo bem, fica tranquilo, vou para casa direto.

- O Jantar é por minha conta.

- Tudo bem Kevin, até mais tarde!

- Até.

Como passei o dia inteiro lendo artigos para me inteirar do trabalho, minha cabeça estava doendo, indo para casa passei em frente a uma loja e acabei por comprar uma bicicleta, sempre gostei de pedalar e o percurso era ótimo para praticar, cheguei e tomei um banho, me sentei na sacada para escrever um pouco umas ideias que estavam rodando minha mente. Eu estava só de short sem camisa, quando a campainha tocou, eu abri a porta e um jovem, entra assim, do nada;

- Olá boa noite, Kevin está?

- Não quem é você?

- Sou Peter, sou primo de Kevin.

- Prazer Peter, me chamo Gustavo. Kevin ainda está no trabalho.

- Ah tudo bem então.

Disse isso entrando e indo ao banheiro, bem eu peguei e voltei para a sacada, não conhecia o garoto, e ele já veio entrando meio folgado, fiquei na minha, voltei a escrever e nem digitei uma linha e o mensageiro entra com algumas malas fiquei olhando e Peter vem para a sacada junto a mim;

- Então Gustavo o que faz?

- Sou Colunista Peter.

- Excelente profissão.

- E você? O que faz?

- Estudo, pretendo fazer Teatro ainda.

- Legal, sonha alto. Quantos anos você tem?

- Tenho 17, e você?

- Tenho 23.

A porta se abriu era Kevin, ele chegou com umas sacolas e foi colocando na bancada, e Peter correu para cumprimentar ele;

- Olha quem chegou. Kevin quanto tempo.

- Fala garoto, como cresceu em!

- Nossa o cheiro disso está muito bom.

- E seus pais como estão?

- Frescos, e chatos como sempre.

- Peter! E o curso?

- Pois é como conversamos vou tentar a sorte aqui.

- O que eu puder ajudar, e conheceu Gustavo?

- Sim.

- É Gustavo por favor.

Disse Kevin me chamando até a sala, ele fez sinal para a gente se sentar, e eu fiquei do seu lado e Peter na nossa frente;

- Peter eu e Gustavo somos namorados, estamos juntos a alguns meses, estou falando isso por conta da nossa convivência. (Kevin).

- Estou na sua casa primo, claro que te respeito, e você também Gustavo, espero que nos damos bem. (Peter).

- Ótimo e Gustavo, eu acabei me esquecendo de contar sobre Peter, seus pais pediram para que ele ficasse aqui até o fim do semestre do colégio, espero não se importar. (Kevin).

- Não mesmo Kevin, será bom ter mais uma pessoa aqui. (Gustavo).

- Já que estamos tudo ok, que tal jantarmos? (Kevin).

Aquele primeiro papo foi tranquilo, e o jantar Peter contou algumas coisas de família para Kevin, ele era muito proativo e ativo, o garoto tinha resposta para tudo, naquela noite quando deitamos, Kevin questionou;

- Espero não se importar com Peter.

- Não jamais Kevin, além de ser seu primo a casa é sua.

- Ele veio para estudar, e espero que assim seja, Peter faz o tal popular no colégio e já sabe né.

- Notas baixas?

- Também, mas populares aqui nos EUA é diferente do Brasil Gustavo, eles humilham e agridem os mais fracos.

- Peter não tem cara que faz tal coisa.

- Já fez no ultimo colégio.

- Mas Kevin, ele acabou de chegar na cidade, não acha que ele que sofrerá?

- Rsrsrs’ pode até ser, mas ele é muito inteligente e não vai ficar por baixo.

- É só arrumar um amor que ele se fica tranquilo.

- Espero Gustavo. Mas me conta o porteiro disse que a bike no estacionamento foi você quem chegou com ela.

- Sim, comprei para trabalhar.

- Gustavo sabe que não precisa né, o carro está à disposição.

- Kevin, deixa quieto.

- E o jornal?

- Vai ser uma prova de fogo. Vou trabalhar com Robert.

- Ai meu deus, sério?

- Sim.

- Espero que não se aborreça com ele.

- Me aborreci quando vi vocês juntos pela primeira vez, mas vou mostrar a ele quem sou eu.

- Com cautela Gustavo.

- Deixa comigo.

#Peter

Acordei cedo, minhas coisas ainda desorganizadas, o quarto estava uma bagunça, coloquei um short e fui para a cozinha, olhei na geladeira, e preparei o café da manhã, preparei a mesa e fui chamar Kevin e Gustavo, eu bati na porta e chamei;

- Bom Dia, vamos acordar?

Entrei no quarto abrindo a cortina e o sol invadindo o quarto, Kevin jogou o seu travesseiro em mim;

- Viado, some daqui.

Joguei de volta nele e sentei no pé da cama, onde Gustavo estava sentando, Kevin foi para o banheiro;

- Preparei o café, vamos que hoje é meu primeiro dia no colégio.

- Está animado em?

- Sim Gustavo, bastante. Vamos levantem.

- Estou pelado.

Disse Gustavo me encarando.

- Porra é mesmo, foi mal.

Sai do quarto rindo, logo eles vieram;

- Olha continue assim.

- Valeu primo.

Gustavo comeu pouco rápido e saiu, Kevin iria me levar no colégio então saímos mais tarde, a escola era uma das melhores da cidade, pela sua taxa de formação para Havard, eu era bolsista e já sabia que minha vida não seria fácil;

- Olha quando sair me liga, ou pega um táxi, não vai ficar rodando por ai.

- Tudo bem Kevin, até mais brother.

Peguei minha lista de aulas na secretaria e fui para a primeira aula, uma merda, a segunda nem se fale, até chegar na aula no ginásio, o treinador formou 2 times, o de novatos e um com os veteranos, para sacanear o nosso time era sem camisa, eu tenho um belo corpo atlético, e fiquei tranquilo, até porque havia muitas garotas na arquibancada, o jogo foi pesado, mas conseguimos manter empatado, nos últimos segundos eu tomei a bola do capitão e fiz um ponto, mas com meu lance ele caiu no chão, comemorando a façanha, ele vem e me empurra no chão, eu cai mas logo me levantei, e fui para cima dele, revidei o empurrão e o treinador interferiu;

- Na minha quadra não.

Eu fui para o vestiário e estava me trocando quando e depois fui para o refeitório onde todo o colégio se concentrava o cara veio com sua turma, ele se chamava Connor e era o tal fortão do colégio, mas tinha o mesmo corpo que o meu, as pessoas que tinham medo dele mesmo;

- Deu sorte hoje novato, você até que joga bem, mas não vai ser assim aqui no meu colégio.

- Pensei que o colégio se chamava Downtown Boston e não Idiota Boston.

Todos começaram a rir, ele fez o movimento para me dar um murro, só que foi lento eu protegi, sua mão veio para o meu lado esquerdo eu segurei seu punho e bati com a mão aberto sobre seu cotovelo com o choque, passei a rasteira derrubando ele no chão. Tinha dois caras com ele e ficaram parados. Bem acabou eu indo para a direção e pegando um mês de detenção.

Saindo do colégio liguei para o Kevin e enquanto esperava ele comprei um sorvete, e iria me sentar em um banco em uma praça em frente quando ouvi alguém dizer;

- Você foi corajoso hoje.

Quando olhei era uma garota, muito linda cabelos pretos e olhos castanhos claro, e um belo corpo.

- Não foi nada, ele que foi um babaca.

- Sou Rebeca Jhonson.

- Prazer sou Peter Brandon Aiden.

- Aiden? Você por acaso é familiar de Kevin Aiden do restaurante?

- Sim, é meu primo.

- Que Demais.

#Kevin

Quando cheguei a porta do colégio de Peter ele estava em um banco da praça que ficava em frente beijando uma garota, eu dei uma buzinada e ele se despediu e entrou no carro;

- Mas já assim no primeiro dia?

- Tenho que representar não é mesmo.

- Que bom que foi isso e não briga Peter.

- É que teve sim.

- Poxa cara, o que eu digo para os seus pais, prometi que você se comportaria.

- Kevin, eu fiz uma jogada e ele não gostou, e veio para cima.

- Você bateu nele?

- Não somente me defendi, vai ficar com uma luxação uns 3 dias, mas nada grave.

- Qual a punição?

- Um mês de detenção.

- Peter, Peter.

- Desculpe.

Em casa Gustavo estava no quarto com uns álbuns no chão;

- Fazendo o que?

- Vendo umas fotos antigas aqui.

Eu me sentei e fui folhear um álbum que estava escrito “Férias em Jurerê”.

- Ei eu já estive em Jurerê.

- Serio?

- Sim foi nas minhas férias com meus pais, primeira vez no Brasil.

Contei para Gustavo como foi e houve algumas coincidências, e quando estava folheando as suas fotos, vejo uma em que ele foi fotografado e havia uma criança ao fundo, muito parecida comigo, peguei uma foto antiga e não acreditei quando confrontei;

- Gustavo, sou eu aqui nesta foto.

- Não pode ser, tem mais de 10 anos essa foto Kevin.

- Essa aqui é uma foto minha, olha esse garotinho aqui atrás.

Era eu em uma foto de Gustavo, uma foto antiga, nossa como aquilo foi forte, não acreditávamos no que víamos;

- O que acham de jantarmos fora? O que houve, porque estão chorando? (Peter).

- Descobrimos que já estivemos no mesmo lugar sem nos conhecer. (Kevin).

- Como assim? (Peter).

- Essa foto minha tem mais de 10 anos, e essa de Kevin nesta idade, olha o garoto de cabelo grande aqui atrás, é ele. (Gustavo).

- Oh meu Deus, não sei o que dizer, vocês são como almas gêmeas. (Peter).

- Cara é demais. (Gustavo).

- Então almas gêmeas o que acham de alimentarmos esses corpos? (Peter).

Dois meses haviam se passado, Gustavo estava se adaptando ao jornal, as vezes ele chegava pouco estressado, eu e o restaurante na mesma rotina, e Peter no colégio.

#Peter

Nesta altura do campeonato eu estava indo dirigindo para o colégio, já era muito popular e até a turma do Connor me respeitava, o carro do meu primo Kevin chamava muito a atenção então era fácil pegar garotas com ele, eu já estava conhecido no colégio, e fiz algumas amizades por lá.

- Peter... Peter...

- O que foi Antony?

- É Andréa fiquei sabendo que ela está afim de você.

- Não brinca mano?

- No fim da aula no Ginásio.

- Já é.

Eu estava muito distraído e acabei esbarrando em um cara e todo seu material foi para o chão, eu abaixei para ajudar ele;

- Foi mal mano.

- Não precisa de se desculpar.

- Eh só estou tentando ser educado.

- Conheço seu tipinho, não se preocupe.

- Larga esse perdedor Peter, não vale a pena.

- Era o Bryan não era?

- Sim.

Bryan era um aluno da nossa sala, todos ficavam zoando ele, por tudo, suas roupas eram bem grandes, números maiores que o dele, usava óculos, e um cabelo grande meio estranho, essa foi a primeira vez que eu falei com ele, os meninos até Antony, zuavam muito ele, de jogar suas coisas no chão, até derrubar e entre outras.

Quando chegamos no meio da turma, os caras perguntaram.

- Porque estava falando com o viadinho Peter?

- Derrubei as coisas dele, só ajudei.

- Vão sair falando por aí que você se mistura com qualquer um.

- Olha para mim, e olha para aquele tipo.

- Foi mal.

Na sala de aula, tudo normal e haveria uma apresentação de trabalhos, eu me saia bem falando em público, falando besteiras não matérias, eu gaguejava, e me saia péssimo. Mas neste dia era Bryan, ele mais 2 nerds foram a frente e deram um show, não falavam alto, não falavam bem, mais conseguiram prender a atenção de todos, pois eles sabiam o que falar, no final, jogaram duas bolinhas de papel neles, e todos riram, eu fixei meu olhar nele e percebi que tinha raiva daquilo.

No fim da aula, eu iria encontrar a garota e fui ao banheiro estava urinando quando ouço risadas e alguém pedindo ajuda, sai do reservado e dois caras estavam segurando Bryan e um amigo dele;

- O que vão fazer?

- Afogar eles, porque?

- Solta eles.

- E que foi playboy, ta achando que só porque é riquinho pode dar ordens para a gente.

Segurei o gordinho, imobilizando eu fiquei com o joelho sobre suas costas e peguei o outro só pela mão ele se ajoelhou na minha frente gritando;

- Vou pedir só uma vez, pedem desculpas para eles.

- Desculpa, aiiiiiii!

- Se ficarem perto deles eu pego os dois e amarro pelados no pátio na frente de todos, agora correm.

Eles saíram do banheiro e ficou só os dois, o garoto estava com os olhos enormes me olhando;

- Aí merda, sujei minha calça.

- Valei Peter.

- De boa...

Respondi o garoto e Bryan ficou encarando;

- Não precisava se exibir.

- Exibir? Um obrigado já bastava.

- Vocês são todos farinha do mesmo saco, não devo obrigado a você, é como seus amiguinhos.

- Escuta aqui garoto...

O viado saiu e me deixou falando sozinho, perdi o encontro com a tal garota, sujei minha roupa e ainda levo lição de moral de fracassados.

No dia seguinte no colégio...

- Estão falando que ajudou os nerds no banheiro ontem.

- Sim, dois idiotas iriam colocar eles na privada.

- Porque faz isso? Não chegam ao seus pés, são bolsistas e já viu o jeito que andam? Logo vão pensar que podem se sentar conosco.

- Antony, eu também sou bolsista, o que me diferencia deles ahn?

- Seu primo é dono da maior rede de restaurante da cidade, só isso já é o bastante pra saber que não deve se meter com aqueles caras.

- Só não acho certo isso cara.

- Você humilhou Connor quando entrou aqui, e ele é filho de um policial, você humilhou muitas pessoas para estar onde está e agora acha ruim derrubar os livros de um fracassado?

Fiquei olhando para o nada calado e ele completou.

- Está diferente Peter, está diferente.

Semanas se passaram e as provas se aproximando, minhas notas não estavam nada bem, meu tio não sabia sobre isso, mas eu não conseguiria esconder por muito tempo. Foi então que tivemos a brilhante ideia de roubar o banco de dados do colégio e alterar nossas notas, eu Antony e um amigo nosso, o plano era se esconder no colégio e quando ele fechar ir até a diretoria e alterar as notas, até ai tudo bem, o que não contávamos era que a diretora ainda estaria no colégio, resultado, pegos em flagrante, ela entrou e estávamos dentro da sala dela. Não perdi minha bolsa mais no tribunal fui submetido a serviço comunitário, e se caso eu tirasse notas baixas expulsão, meus pais pegaram meus cartões de credito e reduziram a mesada pela metade, meu tio então, nem preciso falar né.

No dia da profissão para me dar bem, levei meu primo Kevin, e foi um sucesso, na sala de aula então;

- Bem agora é Peter Aiden, Peter por favor nos apresente seu convidado.

- Bem este é meu primo Kevin Aiden, eu moro com ele, acho que todos conhecem dos Restaurant’s Aiden.

- Olá pessoal, bem sou Kevin como já apresentado, tenho uma rede de restaurantes e empresário e chefe de cozinha...

Kevin Fez um belo discurso tudo que eu precisava, e no final ele tinha que ir ao trabalho, a professora então finalizou a aula;

- Vou aplicar um trabalho disciplinar e formarei as duplas, vão fazer para mim um trabalho falando sobre profissões que queiram exercer e o porquê trouxeram seus convidados, o que de especial vocês veem neles.

A escolha dela resolver as duplas foi briga na sala, eu já sabia que coisa boa não era, ela passava de nome por nome, mas quando chegou em Bryan, eu ouvi o que não queria.

- Bryan... Bryan... você fará com o senhor... Aiden.

- Não professora. (Peter).

- Sem discussão Peter, não está em posição de brigas.

Que ótimo um trabalho e eu acabo com minha reputação, vai tudo pelo ralo;

- Por favor me matem.

- Peter é melhor mesmo, morrer do que sair por aí andando com o esquisitão.

- Nem me fale.

- Só não vai comer o viadinho em.

- Vá se fuder cara.

- Oh Bryan e Peter.

Foi a piada do dia, todos meus amigos até o treinador pegaram no meu pé, no fim da aula eu cheguei em Bryan para falar do trabalho, ele estava no armário dele pegando uns livros;

- E ai?

Ele não respondeu, somente fechou o armário e saiu;

- Mano na boa, eu não gosto de você e você me odeia, vamos fazer isso de uma vez por todas e acabar com essa palhaçada, acho que amanhã conseguimos fazer o trabalho.

- Você tem razão não quero tirar nota baixa por causa de um idiota.

- Garoto não brinca comigo...

- Eu não tenho medo de você.

- Porra Bryan abaixa a guarda cara, se eu não fizer isso a professora vai me reprovar e você com nota vermelha.

- Ta, tudo bem, amanhã, aqui na biblioteca?

- Não vai rolar, na sua casa ou na minha.

- Beleza.

Dia complicado e cheio, fui para o treino de basquete esfriar a cabeça.

No dia seguinte...

No fim da aula, os meninos saíram e eu esperei Bryan,

- Vamos nessa?

- Sim.

Ele era bem desajeitado, eu fui na frente disse que esperava ele no carro, ele morava no subúrbio, com a mãe e uma irmã mais nova, a casa simples, quando chegamos desci do carro, olhei a vizinhança;

- Você mora aqui?

- Sim, porque não é a mordomia que sonhava.

- Não é isso.

Alguns vizinhos olhavam pelo o carro e a forma com eu estava vestido, entremos e ele cumprimentou a sua irmã e sua mãe veio da cozinha;

- Que bom que chegaram o almoço está quase pronto. Você deve ser Peter?

- Sim senhora, é um prazer conhecê-la, obrigado por me receber.

- Não há de que, você está aqui, pois Bryan não teve escolha, você não é uma boa influencia.

- Entendo sua preocupação, mas não se preocupe, será somente um trabalho de escola.

- Assim espero, acho que percebeu que não vivemos nesse mundinho da sua mente.

Ai essa doeu, ela mesmo simples era como o filho, direta e seca. Eu só confirmei, Bryan estava em seu quarto, não havia escutado que ela me disse, logo ele aparece no fim das escadas;

- Peter, por aqui.

Subi e demos inicio a pesquisa, e caramba para mim parecia algo tão simples e ele foi deixando tão complexo, falava coisas que eu nem tinha imaginado, tipo, muitas coisas mesmo.

- Chega, já percebi que vamos ter que fazer isso mais umas 3 vezes, continuamos depois.

- Amanhã?

- Não tenho treino de basquete, depois de amanhã, na minha casa.

- Mas é sábado.

- Vai fazer outra coisa?

- Não, tudo bem.

- Que bom, acabamos isso logo.

Fui para casa exausto, tomei um banho e depois do jantar assisti filme com Kevin e Gustavo no quarto deles. Os três juntos na cama.

No sábado eu fui a casa de Bryan pegar ele, como estava muito calor eu estava sem camisa, duas buzinadas e ele veio com a mochila e uma roupa super quente;

- Não está com calor? Se quiser se trocar eu espero.

- Não estou bem, vamos logo.

Ignorante. Cheguei em casa e Kevin estava saindo;

- Olá meninos. (Kevin).

- Kevin este é Bryan. (Peter).

- Bryan é um prazer te conhecer. (Kevin).

- O prazer é todo meu senhor, você faz um ótimo trabalho, sou um admirador de seus negócios. (Bryan).

- Um pelo menos alguém aqui tem bom gosto. (Kevin).

Disse ele se referindo a mim. Kevin saiu e fomos para meu quarto;

- Pode colocar as coisas aí na mesa com o seu computador.

Ele se sentou meio sem jeito, eu tirei aquela roupa ficando somente de cueca e coloquei um short mais folgado e uma camisa de basquete. Passamos a tarde em pesquisa e escrevendo;

- Já chega por hoje.

- Espera vou terminar esse parágrafo aqui.

- Vou preparar algo para comer.

Fui para a cozinha e preparei sanduíches para a gente, fiz um suco também, ele veio se sentou na bancada.

- Pronto acabei, falta agora só o metodológico e estudarmos para a apresentação.

- Aqui, o suco sanduíche de manteiga de amendoim, e tem com geleia caso queira.

- Você cozinha?

- Sim, e não vai sair espalhando aí em cara.

- Não perco meu tempo falando dos outros.

- Então me fale de você.

- Falar o que de mim?

- Gosta de alguma garota do colégio?

- Não.

- De algum garoto do colégio?

- Sim.

- Hum, então você é gay?

- É o que parece. Esse apartamento é do seu tio?

- Sim.

- É muito bonito.

- Bonito sou eu, esse apartamento é maravilhoso.

Ele deu um sorriso de canto de boca, e a porta se abriu, era o Gustavo;

- Hum temos visita, boa tarde sou Gustavo.

- Gustavo esse é Bryan, estuda comigo.

- É um prazer Bryan, sabia que é o primeiro colega bonito do colégio que Peter trás em casa, os outros parecem o Sid do filme “A Era do Gelo.

Gustavo tirou uma gargalhada dele;

- Agradeço o elogio senhor, e digo o mesmo, é um prazer conhecê-lo, já li algumas de suas colunas, são de um gosto peculiar, Sócrates?

- Espera aí, você conhece o pensador Sócrates?

- Já li algumas de suas obras.

- Olha meus parabéns, vejo que é um cara inteligente, gostei de você.

Gustavo saiu acho para seu quarto e Bryan perguntou;

- E esse quem é?

- Namorado do meu primo.

- Serio?

- Sim, estão junto a algum tempo.

Ele sorriu olhando para trás.

- Você ri com meu primo, ri com o Gustavo e para mim é só patadas?

- Peter você não é como eles, é egocêntrico, metido, medíocre, faz as coisas para agradar as pessoas, estou fazendo esse trabalho o mais rápido que conseguir para não ter que ficar mais próximo de você.

- Você me odeia tanto assim? Por coisas que nunca fiz com você.

- São todos igual, você e seus amigos, não confio em pessoas assim.

- Tudo bem então, vou te provar ao contrário.

- Não precisa.

- Sou um jogador, eu gosto de desafios, vou te provar o contrário Bryan.

Deixei ele em sua casa aquele dia com essas palavras na mente, não é possível que as pessoas acham isso de mim, eu não sou assim, não como Antony, naquela noite sonhei com Bryan, acordei por volta de três da madrugada e não dormi mais, eu não queria mais minha cabeça só pensava nele, nas suas palavras, o cara tinha respostas na ponta da língua para tudo que eu dizia, e ainda me esnobava em minha própria casa.

Segunda feira, assim que estacionei o carro, e Antony veio em minha direção;

- Peter viu o jogo ontem, cara que jogo, ganhei a aposta agora me deve 20 pratas.

- Nossa esqueci dessa aposta filho da mãe.

Entramos no colégio e Bryan vinha na direção contraria;

- E ai bom dia! (Peter).

Ele passou sem nem me olhar, me virei e segurei em seu braço;

- Peter o que está fazendo, estão olhando. (Antony).

- Falei com você não me ouviu? (Peter).

- Queria te poupar da vergonha de falar comigo. (Bryan).

- Na minha casa hoje? (Peter).

- Peter hoje é segunda-feira, você tem basquete, se esqueceu? (Bryan).

- Ou é mesmo, então amanhã, qualquer coisa me liga. (Peter).

Saímos e fomos para o banheiro, Antony estava louco;

- Ficou maluco?

- O que foi cara?

- Mano as líderes de torcida viram você com ele, quer acabar com a nossa reputação, joga a sua no lixo, a minha não.

- Qual é Antony, eu só troquei uma ideia com o garoto. Se eu não paparicar ele e tirar nota boa, não vai precisar puxar meu saco, por culpa sua vou ser expulso.

- Agora me entende.

- Não precisa fazer isso na frente de todo mundo. Aquele dia deixei algumas pessoas confusas, até mesmo o Bryan, não consegui jogar direito, o treinador me tirou de quadra, mandou eu esfriar a cabeça. Em casa eu estava jogando vídeo game quando Kevin chega;

- Mas já em casa Peter.

- Não estava jogando bem, o treinador mandou eu sair de quadra.

- Está tudo bem?

- Sim, na boa.

- Terminaram o trabalho?

- Não, Bryan dificultou poucos as coisas, vamos demorar um pouco.

- Chega pra lá, pega o outro controle vou te ensinar a jogar.

- Até parece.

- Ele parece ser gente boa.

- É gente boa com vocês.

- Porque com “vocês”?

- A cada palavra que sai da minha boca levo uma patada, ele não baixa a guarda, acha que sou como os caras do colégio.

- E você é?

- Não Kevin, sou o único que não zoa e não derrubo as coisas dele, nem sabia que ele existia, por causa do trabalho que estou conhecendo ele.

- Conhecendo?

- Sua família é simples, até demais, ele tem uma irmãzinha que cuida dela na parte da tarde, sua mãe é pouco protetora...

- Conheceu bem a vida do rapaz em.

- Pois é.

- Gustavo achou ele bonito.

Eu ri somente e continuei jogando ao meio da conversa.

- Quando começa o serviço comunitário?

- Ai, Kevin, tem isso, na semana que vem vou começar.

- Onde será.

- Meu tutor, disse que será em Kevin foi se arrumar para voltar ao restaurante e eu tomei um banho, fui levar ele, dei uma volta no restaurante e entrei no carro.

Parei em um semáforo olhei no celular ainda era 17:00 horas, decidi ir até a casa de Bryan, em 20 minutos eu cheguei desci do carro e bati na porta, “Cara o que eu estava fazendo”.

- Sim, Peter não é mesmo?

- Sim senhora, e Bryan está?

- Está estudando no quarto dele.

- Posso?

- Sim, sobe lá. Vou ir para o trabalho.

- Até logo senhora.

Eu subi as escadas e a porta de seu quarto estava aberta, eu só bati no portal, ele estava de costas em uma mesa com uns livros;

- Oi.

- Você aqui? Quem deixou você entrar.

- Oi para você também Peter, bom te ver, eu também vou bem.

- Não respondeu minha pergunta?

- Sua mãe estava saindo, vim saber se está bem.

- Estou...

Fiquei com cara de bosta aquele momento, queria sumir, eu me virei para sair...

- Peter!

- Sim?

- Está afim de ver um filme?

- Sim, claro. O que você tem aí?

- Olha, consegui na internet “Harry Potter e a Pedra Filosofal”.

- Não, qual é esse?

- Esse aqui é “American- Pie 2”.

- Já é, vamos assistir esse, pode ser?

- Sim.

Ele colocou e deitou no sofá, eu me deitei no chão, ele insistiu para ficar na poltrona, mas estava calor, acabei tirando a camisa e deixando meu peitoral a mostra. Para mim não havia problema algum, mas para um gay, isso não deixava ele a vontade, e qual é o hétero que não gosta de se amostrar para os outros, ao fim do filme eu me sentei na poltrona a frente dele;

- Cara olha como fiquei com essa última cena.

Disse eu pegando no volume sobre meu short jeans vermelho, ele olhou e ficou sem graça;

- É dá para perceber.

- É mesmo, você curte não é mesmo, que tal uma chupadinha em, somos amigos não é mesmo?

- Peter você é até bonitinho mais não faz meu tipo.

- Não faço seu tipo, Bryan sou o tipo de qualquer uma, olha pra mim, está mentindo, vai olha direito.

Eu estava falando me aproximando dele, Bryan se levantou e caiu sentado na poltrona olhando para cima, ele ficou apreensivo;

- Já falei, não faz meu tipo... Para Peter.

Ele se levantou e eu segurei seu braço, coloquei Bryan contra a parede, seu olhar foi subindo de baixo para cima até meu olhar, eu fechei um pouco a feição e aproximei meu corpo do dele, senti sua mão em minha barriga para me afastar, porém sem colocar força, meu corpo encostou totalmente no dele, minha boca passava respirando profundamente pelo seu rosto até sua orelha;

- Depois fala que não gosta.

Falei pausadamente com o volume de minha cueca nele, ele ficou puto, me empurrou;

- Me solta.

- Você estava mentindo.

- Sai fora Peter.

Ele se sentou no sofá com vergonha eu coloquei a camisa, ainda brincando com ele;

- Ficou excitado Bryan, lá no fundo você me curte.

- Isso é coisa da sua cabeça.

Meu celular chamou era Kevin, eu tinha que pegar ele no restaurante, nem percebi o tempo passar;

- Amor tenho que ir, até amanhã no colégio.

- Aff’ Vai embora logo.

Ele abriu a porta eu peguei meu celular, carteira e chaves antes de sair dei um selinho nele, e fui embora.

No dia seguinte no colégio as primeiras aulas foram bem chatas, depois no refeitório, tínhamos um jogo para o fim de semana, o time de basquete estava reunido ao lado das líderes de torcida, eu peguei meu almoço e estava indo com Antony até a mesa, quando vejo Bryan, com mais dois caras, desviei e me sentei ao seu lado, o garoto que estava sentado na minha frente quase morreu engasgado, Bryan ficou branco;

- E ai beleza?

- O que faz aqui Peter?

- Estou almoçando. Cara tive que bater uma ontem só pensando no filme.

- Ta tudo bem, mas porque se sentou aqui?

- Não disse para você que iria te provar que sou diferente então.

Os meninos da mesa ficaram vermelhos, acho que roxos de vergonha, o colégio inteiro estava vendo aquilo, que deixei o time para sentar com os nerds e fracassados;

- Você joga muito Peter, aquela última sexta no jogo de ontem foi demais.

- 3 Ponto viu só.

Disse eu jogando a bola de basquete que estava comigo.

A bola quicou no chão duas vezes, e Antony pega ela vindo no meu rumo;

- Posso falar com você?

Me levantei e saímos do refeitório, ele colocou a bola no meu peito com força e perguntou;

- O que está havendo? Me conta tudo.

- Não está acontecendo nada.

- As lideres de torcida perguntando o que foi com você. Você deixa seu time de basquete para sentar com 3 nerds Peter, na boa o que está acontecendo.

- Estou em detenção, não posso tirar notas baixas e tem o seminário, se você e o “time de futebol” fazer minhas obrigações eu volto para a turminha de você, mas até lá fico com os nerds, se eu quiser continuar morando em Boston.

- Que isso não passe do seminário.

Disse ele saindo, Antony passou eu encostei na parede respirando fundo quando Bryan passa por mim se esbarrando;

- Ei!

- Que foi?

- Eu que pergunto?

- Comigo nada, vai lá almoçar com os “nerds”. Você até estava me convencendo.

Ele se virou e saiu, joguei a bola com força na parede, quase que estourou, como eu poderia ser tão tolo.

#Gustavo

- Robert terminei a matéria sobre o time “Warriors”. Da uma olhada e vê se aprova.

- Não, está um lixo.

- Você nem olhou.

- Mas está um lixo.

- Só não te jogo desse prédio porque preciso de você, mas não tenho culpa dos gostos de Kevin, e outra se não der certo pra você, desculpa, pra mim deu então larga do meu pé.

- Tanto faz.

Nossa ele me tirava do serio, eu saia as vezes da sala, e ele as vezes nem iria trabalhar disse que estava trabalhando em um projeto secreto, e não me deixava ajudar ou me ajudava, eu não era subordinado dele mas nos tínhamos que trabalhar juntos.

Em casa...

- Mas já em casa Gustavo.

- Não suporto mais o Robert, Kevin ele é fora de sério, o cara está me deixando maluco.

Eu nem terminei de falar entra Peter, batendo a porta, nos olhamos e ele estava com a mochila nas costas e jogou no canto, seus olhos estavam cheios de lagrimas;

- Peter tudo bem? (Kevin).

- Eu sou Gay. (Peter).

- O que? (Kevin).

- Peter calma senta aqui. Kevin pega água pra ele. (Gustavo).

- Tudo bem. (Kevin).

- Então, o que está acontecendo? Quer falar sobre isso? (Gustavo).

- É o Bryan, eu fico estranho perto dele, como se fosse com uma garota, só que diferente, sei que não é tesão e nem paixão. Minhas mãos soam, eu fico nervoso. (Peter).

- E porque não diz isso a ele? (Kevin).

- Eu fui um idiota, acabei estragando tudo. Bryan pensa que eu estou tentando me aproximar só para me aproveitar dele no seminário. (Peter).

- Vem aqui. (Gustavo).

Ele se encostou no meu colo onde havia uma almofada e começou a chorar, tipo muito mesmo.

- Já pensou o que vai fazer? (Kevin).

- Não quero que as pessoas saibam, não quero que meus pais saibam, que ninguém saiba. Mas na mesma hora quero estar perto de Bryan, na presença dele, rindo e fazendo graça, passando vergonha nele, fazer ele feliz. (Peter).

- Peter. (Kevin).

- Puta que pariu o que eu estou falando. (Peter).

Conversamos muito com ele, bastante mesmo, o garoto estava transtornado, e com razão, ele estava amando e nem sabia, ele tomou um banho e um copo de leite e foi deitar, fui para o quarto e Kevin estava abraçado na almofada olhando para o espelho em frente;

- Pensando?

- Sim Gustavo.

- Que foi?

- Peter vai sofrer muito.

- Como sabe?

- Ele é popular no colégio, todos tem inveja dele, e saber disso ele vai sofrer bullying.

- Todos sofremos com isso Kevin.

- Seus pais são conservadores, e a forma que ele chegou não sabe lidar com a situação.

- Mas o que podemos fazer?

- Vou levar ele a um psicólogo amanhã, para ele conversar e tirar duvidas, acho que é melhor.

- Você que sabe, vou deitar amanhã vou decidir minha vida naquele jornal.

- Acho que todos estamos mal sabia.

- Concordo com você Kevin.

No dia seguinte Kevin preparou o café e fomos para o quarto de Peter tomar café, acordamos ele e ficamos ali conversando;

- Bem tenho que ir, quero chegar mais cedo para me preparar.

- Eu também estou indo, quero falar com Bryan.

- Nossa vou junto com vocês, querem me deixar só.

Cheguei bem cedinho na revista e a luz da sala de reuniões estava acessa, Robert estava La dentro;

- Bom Dia, o que faz aqui tão cedo?

-Preparando minha apresentação para a diretoria, não se preocupe, nem vai precisar pedir demissão.

Sem responder fui para a sala, e logo Charlie me chama, tinha algumas pessoas eu fiquei junto a nossa secretaria atrás olhando tudo de longe e a diretoria estava presente, Robert começou uma apresentação que pelo menos a mim, não agradou muito, foi até ruim na minha opinião;

- É isso, então o que acharam?

- Charlie, nos chamou para ver isso? Me fez perder 32 minutos da minha vida com uma apresentação desta.

- Desculpe senhor.

Todos saíram eu e a secretaria mais Robert ficamos com Charlie, ele estava sentado olhando para frente e gritou;

- Quando mandei vocês trabalharem juntos foi isso que entendeu?

- Senhor, descul...

- Cala a boca Robert. Gustavo, o que está fazendo? Onde está seus números seu trabalho?

- Charlie estão sendo postados a cada semana no Jornal.

- Aquelas colunas são suas?

- Sim.

- Porque não estava ajudando ele Robert, so me falta dizer que estava trabalhando sozinho nisto ai.

- Sim senhor.

- Não acredito que terei que demitir meus melhores funcionários. Escutem aqui, vocês tem 2 minutos para saírem da minha sala e um já passou. Ai de vocês se eu ouvir que ao menos estão pensando separados, quero vocês juntos. Estão me entendendo?

- Mas Charlie.

- Mas nada Robert. É isso ou rua. Agora saiam.

#Peter

Cheguei no colégio, e quando cheguei na aula fui até a mesa de Bryan, a professora ainda não havia chegado, ele nem me olhou;

- Posso conversar com você?

- Não estou ocupado, se for sobre o trabalho pode dizer.

- Sr°. Aiden por favor no seu lugar.

Disse a professora ao entrar na sala, eu fui para meu lugar, e após aquela aula eu fui treinar estava sozinho na quadra, joguei durante quase horas;

- Ei jogador, vamos saia daí.

- Kevin? Tudo bem?

- Tudo sim, vai se trocar quero te levar em um lugar.

- Beleza.

Fui para o vestiário passei uma água no corpo e vesti minha roupa, e saímos;

- Que foi que veio me pegar aqui no colégio?

- Fica quieto quero que conheça um amigo hospital.

Chegamos em um prédio e subimos alguns andares até chegar em um local com o nome de Psicólogo na porta, eu olhei para Kevin e entramos;

- Temos hora marcada.

- Sim, senhor Aiden, podem entrar.

Entramos e cumprimentamos o doutor ele estava sentado em um sofá e nos sentamos em frente a ele, falou um pouco sobre ele e continuou;

- Seu primo Kevin veio aqui quando se descobriu, e me falou de você Peter, bem quero deixar claro que não estou aqui para tentar alguma cura ou algo do tipo. Estou aqui para te responder perguntas e tirar dúvidas, sobre o que está se passando em sua cabeça, e se algo te inflige...

E realmente foi ótimo, conversamos por um bom tempo, foi ótimo. Depois da aula do dia seguinte eu tinha que fazer o trabalho com Bryan, todos saíram da sala eu esperei ele se levantar e sair;

- Vamos?

- Sim, acabar logo com isso.

No caminho até minha casa ele foi calado, sem dizer uma palavra, chegamos e fomos para o escritório, começamos a estudar e ele só falava do trabalho e nada mais.

Me levantei peguei uma jarra de suco na cozinha e voltei com os copos;

- Aceita?

- Não obrigado.

- Escuta aqui já chega, vai ficar me tratando assim até quando?

- Até terminar esse trabalho, depois disso não vai precisar ficar mais perto de mim.

- Para de me tratar como um robô, já falei que estou tentando mudar Bryan.

- Mudar, o que disse ontem para seu amigo estava mudando aquele momento.

- Eu fui um idiota, desculpas, só falei aquilo para ele sair do meu pé.

- Pronto.

- O que?

- O trabalho, na apresentação amanhã é sua carta de alforria.

- Espere não quer que eu te dê uma carona?

- Pego um ônibus.

Disse ele indo em direção da porta, eu peguei seu braço virei e pressionei Bryan na parede beijando ele, que não tentou se libertar, e correspondeu ao beijo. Meu coração estava acelerado com o que eu havia feito, não acreditava que estava beijando outro cara, e ainda mais na minha casa, sua boca, os toques de sua língua na minha, seus lábios, não tenho palavras para descrever aquele doce toque. Ao fim do beijo fiquei com meu rosto no dele respirando fundo, eu sentia sua respiração forte, ele olhou para baixo e disse;

- Isso não muda nada.

- Pode ser que pra você não, mas pra mim sim.

Ele saiu eu fiquei ali durante algum tempo ainda, “sonhando acordado”, nunca beijei ninguém assim, não com tanta emoção.

A apresentação do dia seguinte foi demais, me superei graças a Bryan, nota máxima e aprovação no semestre, eu estava ótimo, já Bryan com a cara de sempre, mesmo nervoso ele apresentou de boa, antes de terminar a aula o treinador vem na sala e me chama, era sobre os problemas do time, conversei e expliquei para ele, quando voltei era hora do almoço, estavam todos no refeitório, passando e procurando Bryan não vi ele, perguntei uma garota da sala;

- Viu o Bryan?

- Não o vi Peter.

- Obrigado.

Fui a sala e depois ao banheiro, quando cheguei, meu sangue subiu até a cabeça pelo o que eu vi, dois batendo em Bryan e no amigo dele. Entrei naquele banheiro com tanta raiva, dei um soco no cara que estava batendo em Bryan ele caiu longe no chão, o outro fortão, foi uma voadeira ele quebrou a porta do banheiro caindo do lado de fora, o outro veio para cima de mim eu desviei e ele caiu nos armários;

- Bryan, tudo bem? Hum caramba, não se mecha.

- Obrigado.

Disse o outro carinha se levantando, a direção chegou explicamos tudo, para variar o colégio ficou sabendo o que eu tinha feito, se antes eu era conhecido agora fiquei ovacionado.

- Vou te levar para casa hoje.

- Não precisa.

- Cala a boca. E entra no carro.

Assim que chegamos sua mãe preocupada, ele não contou nada a ela, mas assim que deitou eu iria saindo, ela veio para meu rumo me abraçou, e com as mãos no meu rosto disse;

- Obrigada. Desculpe ter duvidado de você.

Ela disse meio envergonhada;

- Tudo bem senhora, eu gosto dele.

- É eu já percebi.

Cheguei em casa pouco tarde;

- Peter onde estava? Ficamos preocupados. (Kevin).

- Desculpe meu celular descarregou. (Peter).

- Onde esteve? Isso é sangue? (Gustavo).

- Foi no colégio, dois caras pegaram Bryan no banheiro e eu fui ajudar. (Peter).

- Está tudo bem com ele? (Gustavo).

- Sim, fui deixá-lo em casa. (Peter).

- Gente porque os colégios daqui são tão violentos, eles não se metem com você Peter, porque? (Gustavo).

- Peter é popular Gustavo, eles não querem ser odiados pelo colégio inteiro, e aproveitam dos mais fracos. (Kevin).

- Kevin tem razão. É assim que as coisas aqui funcionam. (Peter).

#Gustavo

Eu estava na sala lendo um livro e Kevin havia saído, eu estava com cobertor nas pernas e Peter veio do banho, se secando, e sentou na minha frente na mesa de centro;

- É Gustavo, posso falar com você.

- Sim, fique à vontade.

- Não me sinto à vontade em falar isso com Kevin, estou um pouco com vergonha, mas vamos lá. Como é o sexo entre vocês?

- Sexo? Peter?

- Sim, quero saber mais, só que não gostaria de procurar isso na internet, e....

- Calma, olha, você está falando por causa do que já ouviu certo? Pois então o sexo gay, é muito mais “forte” e quente que o normal, por serem homens e sexo significar algo bem diferente e excitante, se ter a oportunidade de transar com outro cara saberá do que estou falando. Agora minha vez, porque a pergunta?

- Curiosidade mesmo.

- Peter.

- Me chamou?

- Você escreveu isso?

- Não, é a letra de Bryan, ele jogou umas 1000 dessas fora. Porque?

- Caramba o garoto escreve muito bem.

- Falar ele fala muito bem. Era só isso?

- Sim pode ir.

No dia seguinte apresentei o texto que era um resumo de profissões para Charlie;

- Então?

- Você escreveu isso?

- Não um amigo.

- Quero que me apresente ele, Gustavo a forma da expressão sem nenhum erro é perfeita.

- Vou tratar de lhe apresentá-lo.

- Por favor.

#Peter

Eu estava saindo do colégio quando Gustavo me liga;

- Alô.

- Peter tem como vir ao jornal agora?

- Sim, aconteceu alguma coisa?

- Não, mas preciso de você.

Pouco assustado quando cheguei ele me aguardava de fora do prédio, eu nem desci do carro e ele entrou;

- Me leve a casa do Bryan.

- Como?

- Seu amigo.

- O que foi?

- Te conto no caminho.

Gustavo me contou tudo que estava pensando, eu fiquei super animado, iria ter Bryan mais próximo a mim, era o que eu mais queria. Quando chegamos sua mãe se assustou, mas nos deixou entrar, sentamos na sala e ela foi chamar ele;

- Bryan está descendo, querem tomar alguma coisa?

- Um café seria ótimo.

Ele desceu as escadas, Gustavo se levantou para cumprimentá-lo;

- Olá Bryan, se lembra de mim? (Gustavo).

- Olá senhor, me lembro sim, Gustavo não é mesmo? (Bryan).

- Isso. (Gustavo).

- A que devo a visita? (Bryan).

- Eu estava trabalhando em casa ontem e achei um esboço do seu texto no lixo do escritório. Bryan fiquei fascinado em suas palavras, a forma que foi expressada. (Gustavo).

- Nossa, obrigado é gratificante ouvir isso de você. (Bryan).

- Mas não para por aí, eu peguei e me dei a liberdade de mostrar para meu gerente, ele claramente assim como eu apaixonou em você sem ao menos te conhecer. (Gustavo).

- Que ótimo, mas não estou entendendo onde quer chegar. (Bryan).

- Ele gostaria de um encontro com você, hoje se possível. (Gustavo).

- Bem eu iria adorar mais não posso ir assim. (Bryan).

- Então vá trocar de roupa. (Peter).

Falei para ele sua mãe fez que sim com a cabeça, e Gustavo ficou conversando com ela, eu subi até seu quarto ele estava de cueca e camisa;

- Que pernas em.

- Cala a boca Peter.

Ele se arrumou eu estava na porta quando ele passou, e acho que foi de propósito se esbarrou em mim fazendo eu sentir sua bunda em meu cassete, que logo ficou duro, desci disfarçando e fomos para o Jornal. Gustavo e Bryan entraram em uma sala, eu fiquei esperando em uma sala com um sofá muito grande, logo Gustavo saiu;

- Cadê ele?

- Ficou com Charlie, estão conversando.

Ele se sentou do meu lado e veio um rapaz falou para o Gustavo;

- Está de folga é? (Robert).

- Não, estou só vendo o movimento. (Gustavo).

- Seu supervisor? (Peter).

- Não, trabalha comigo. (Gustavo).

- Você é bem arrogante em cara, sua mãe não te deu educação? (Peter).

- Educação? E você quem é garoto? (Robert).

- Peter, Peter Aiden para você, beleza. (Peter).

Ele me olhou estranhamente e saiu.

- Que cara sem educação Gustavo.

- Esse é o tal Robert que gosta do Kevin, ele não te respondeu por causa do seu nome, achou ser alguém próximo a Kevin.

O tal Charlie e Bryan saíram da sala, nos levantamos e Bryan abraçou Gustavo agradecendo e depois me deu um abraço, eu assustei na hora;

- Consegui um trabalho.

Disse ele me abraçando.

Charlie falou que ofereceu a oportunidade a ele e depois chamou Gustavo na sala;

- Fico feliz por você Bryan, Peter pode ir tudo bem.

- Até mais Gustavo.

Ele estava muito feliz, levei Bryan para a casa e na porta de sua casa, antes dele descer, olha e agradece novamente;

- Obrigado, obrigado mesmo.

- Não foi nada, mas eu não ganho nada por isso?

- Devo agradecimento a Gustavo...

- Hum então tudo bem. Nem um beijo.

Ele me olhou bem sem graça e nos beijamos, lentamente e com a mão em seu rosto, línguas calmas e movimentos de nossos rostos. Ele saiu do carro e quando fechou a porta eu vi sua mãe em pé na porta, ela viu nosso beijo.

#Gustavo

Estava fechando minha sala quando Bryan aparece na porta;

- Gustavo, Charlie nos chamou para sair hoje com ele e os caras dos tópicos.

- Valeu Bryan mas diz que não vai dar, vou jantar no restaurante.

- É desculpa, mas ele exigiu nossa presença.

Olhei para ele e Charlie passa no corredor gritando;

- Os dois ás 21:00 horas no Aiden, Gustavo reserva uma mesa para 7.

- Tudo bem Charlie você que manda. Até mais tarde Bryan.

- Até.

Liguei para Kevin no caminho e acabei passando no restaurante e sem quere ainda enrolei lá, fiquei até tarde e quando olhei no relógio oito horas, nem quis ir em casa;

- Que foi?

- Meu gerente e o pessoal do trabalho vão estar aqui, e olha minha situação.

- Você está lindo Gustavo não se preocupe.

- Sei.

- É jantar social ou formal?

- Não me pergunte. E Peter?

- Trabalhou até a pouco no hospital deve estar em casa. Porque?

- Bryan vai estar aqui.

- Hum, acha que esses dois ainda vão ficar juntos?

- E você tem dúvida Kevin.

- Acabei de servir a mesa 9, Gustavo pediram sua presença nela, eu disse que já estava no restaurante.

Disse Rachel entrando na sala;

- Obrigado, já estou indo.

Charlie de frente para Bryan estava conversando e outros caras conversando ao canto, Bryan era o mais tímido;

- Boa Noite a todos, então já pediram? (Gustavo).

- Não, tem alguma indicação? (Charlie).

- Eu estava na cozinha, e o Fettuccine da casa está especial. (Gustavo).

Rachel veio nos colher os pedidos e me sentei ao lado de Bryan, pedimos um vinho branco, e logo Kevin vem com o nosso pedido;

- Com licença, Bem conforme o pedido a mesa, Fettuccine ala Alfredo Recipe, o legitimo, apreciem por favor. Ah e o champanhe é por conta da casa. (Kevin).

Conversamos e jantamos, depois bebendo vinho Charlie nos interrompe;

- Bem temos esse mês o dono da multinacional inaugurará aqui sua empresa de carros, quero você Gustavo e Bryan nos Emirados Árabes, quero uma entrevista com o bilionário da vez. ( Charlie).

- Espere uma entrevista, não sei se estou preparado para isso Charlie. (Gustavo).

- Achei arquivos seus, na internet e você se dá bem com o publico, Bryan tem textos excelentes, vocês vão fazem a entrevista o Bryan edita e me manda de lá mesmo, queremos ser a primeira a publicar tal entrevista. (Charlie).

- Mas Charlie, olha eu nunca... (Bryan).

- Reportagem de capa, o que acham? (Charlie).

Nem respondemos, para um jornalista um destaque ou uma capa, é o auge na carreira, ele já havia mandado um e-mail com todas as informações e o roteiro que iríamos seguir, o melhor era tudo por conta da empresa.

Uma semana depois...

- Volta quando? (Kevin)

- Em quatro dias. (Gustavo).

- Cuida do Bryan em. (Peter).

- Ei estamos indo para Dubai e não para o Iraque. Pode deixar viu. (Gustavo).

Peter ficou rindo beijei Kevin e entrei no taxi, pouco tempo cheguei no aeroporto coloquei minhas coisas no carrinho e fui trocar a passagem, Bryan passa por mim irreconhecível, tênis casual, um sobretudo preto, óculos espelhado, o que entregou ele foi o bone de aba reta;

- Bryan, quase não te reconheci.

- Ou desculpe não te vi.

- Nossa está muito bem, isso é para Dubai?

- Vamos conhecer Ahmed, o proprietário da maior fabricadora de carros do mundo, e tenho que ir bem vestido.

- Bem até demais está lindo, ganhando bem em.

- Ganho menos que você Gustavo, para mim é muito, minha mãe disse para eu usar comigo então...

- Vamos embarcar.

Em quase 20 horas de viagem chegamos em Dubai, havia um carro nos esperando e nos levou direto para o hotel, quando desci do carro e olhei para cima não consegui ver o fim do prédio, era muito alto assim como todos, fizemos o check-in e quando entramos no elevador tinham 118 andares, era inacreditável, nos ficamos no nonagésimo oitavo, quando Bryan entrou e viu aquela vista ele não queria sair da janela;

- É inacreditável, olha isso Gustavo.

- Maravilhoso estou sem palavras Bryan.

Uma vista panorâmica da cidade, porem com nada de verde mas era futurística, o formato dos prédios, em realmente tudo.

- Temos o dia livre, o que acha de uma volta, a praia?

- Praia, Gustavo?

- Sim, porque não!

Ele acabou aceitando e foi na faixa de uns 1,5 km, andando mesmo, a água era cristalina, a areia branca, entramos na água, havia um restaurante sob a água decidimos almoçar por lá;

- Nossa estou vermelho desse sol.

- Haha’ amanhã vai estar todo bronzeado.

O garçom veio e pedimos a sugestão do chefe e um acompanhamento ate o prato chegar;

- Então o que sabe desse empresário, Bryan?

- Bilionário do setor de automóveis, sempre morou em Dubai, porem nasceu na America, herdou o império de eu pai e transformou no que é hoje.

- Porque Ahmed?

- Seu nome verdadeiro é Ahmed Brandon Aiden Junior, seu pai se chamava....

- Aiden? Ele tem o mesmo nome que o Kevin?

- Gustavo, ele é avo de Kevin e de Peter.

- Porque não me disse isso antes?

- Pensei que sabia? Pensei que estudou ele antes de vir.

- Ai meu Deus, não contei isso a Kevin, só disse que era um empresário.

- Me desculpe.

- Você não tem culpa, nossa que mancada.

- Tudo bem, ele vai entender.

- Poxa, vamos mudar de assunto...

- O que quer falar?

- Me fale de vocês?

- De nos quem? Minha família?

- De você e Peter?

- Não existe eu e Peter?

- Sou mais velho que vocês Bryan, sei quando tem algo, não precisa mentir pra mim...

- Peter faz o tipo de popular, pra ele é tudo isso, a vida dele se resume em aparecer, humilhar e bater nos mais fracos...

- Ele já fez isso com você?

- Não, mas os amigos dele sim, coisas horríveis não gosto de falar disso.

- Acha que as pessoas não mudam?

- Não sei responder.

- Antes de eu sair, quando entrei no taxi, ele me disse “Cuida do Bryan pra mim”.

- Ele disse isso?

- Sem vergonha de ser julgado ou algo do tipo, ele gosta de você, o problema é que são jovens então tudo para vocês é o fim do mundo.

- Eu gosto dele do mesmo tanto que odeio, nossa ele me tira do serio, só de falar comigo meu sangue ferve.

- Cuidado com o que diz, ou sente.

- Como assim?

- Meu primeiro amor foi desse jeito, odiava até descobrir que o amava.

- Deus me defenda.

O garçom trouxe nosso pedido, Bryan olhou para o prato me olhou;

- Acho que o chefe exagerou, não acha?

Comecei a rir dele;

- O que foi, não sei como se come isso não.

- Vou te ensinar.

Depois do almoço, voltamos para o hotel e eu estava dormindo quando Bryan veio me chamar;

- Gustavo.

- Sim.

- Te acordei?

- Não.

- Vou comprar algo para usar amanhã tudo bem.

- Me espera vou contigo.

As lojas da cidade eram em ruas estreitas, porem com um ar de glamour bem diferente das que eu estava acostumado, Bryan entrou em uma loja de ternos;

- Não vai usar um terno em uma entrevista não é mesmo?

- Eu estava pensando em um Blaser, com uma calça e camisa mais despojada.

- Nossa, show de bola.

Ele olhou no manequim um terno preto bem elegante, os olhos brilharam;

- Gostou?

- Pegue nele Gustavo.

- Cara sem palavras...

- Vou experimentar.

Bryan pediu a numeração e quando saiu do provador, sinceramente, estava perfeito, muito bem vestido digasse de passagem, ele se sentou em frente a um espelho e me disse;

- Acho que nunca vesti algo tão confortável.

- Olha você está muito lindo.

- Obrigado, desculpe senhora, qual o valor da peça completa?

- 7 mil euros.

- Puta que pariu vem ouro escondido nos bolsos dele?

- Gustavo!

- Não senhor.

Não me segurei, era muito dinheiro, Bryan comprou o blaser que queria e fomos embora, nós ensaiamos durante a noite toda, no dia seguinte estava muito calor, Bryan foi todo bem vestido, eu estava informal, somente coloquei um paletó por cima da camisa para disfarçar.

#Kevin

Acordei cedo e ouvi a TV ligada, quando cheguei na sala Peter estava dormindo, fui lentamente para acordá-lo, mas não me segurei tinha que assustar ele;

- PETER ACORDA!

Nossa eu quase matei ele;

- Nossa, filho da mãe, quer me matar.

- Haha’ não resisti, ai acorda, vai querer carona para o hospital hoje?

- Sim. Kevin me arruma uma cortesia.

- Cortesia, tudo bem, mesa para quantos?

- Cinco.

- Galera do colégio?

- Eu mais 4 mulheres.

- Oi?

- Do hospital, querem conhecer o restaurante e não vou sair.

- Assim entendi, pensei que o garotão estava representando a familia.

- Queria eu poder ser normal, e ficar com uma garota de boa.

- E porque não fica?

- Ainda pergunta!

#Gustavo

O taxi nos deixou no endereço para a entrevista, já havia uns seguranças na porta nos identificamos e eles nos acompanhou, entramos em um belo jardim imenso, e em uma pequena cobertura ao fim, algumas pessoas reunidas, separadamente um senhor de chapéu e camisa de manga longa, nos identificamos e ele nos mandou sentar, as outras pessoas ficaram conversando e comendo, e ele muito simples nos mandou começar. Foi tão espontâneo que depois das perguntas eu estava bebendo com vinho com eles, quando descobriram que eu era brasileiro ai sim o papo fluiu, acabou que almoçamos com eles e ficamos de papo durante toda a tarde.

- Espero que quando nos chegarmos lá ainda esteja passando o jogo.

- Que jogo Bryan?

- O Fim da Lega dos campeões, Barcelona vai jogar contra Real Madri, não posso perder.

- Nossa depois falam que os brasileiros são fanáticos em futebol. Gays no Brasil não são fãs de futebol sabia.

- Pois deveriam ser, lá que tem homens andando de short e correndo com aquelas coxas...

- Ou! Já entendi tudo bem...

Depois de 3 magníficos dias entramos no avião de volta, em menos de minutos de Boston liguei para Kevin ou Peter nos pegar no aeroporto mas nada de atenderem;

- Acho que vamos ter que pegar um taxi, os meninos não atendem.

- Quase, na trave....

- Bryan!

- Oi?

- Nada esquece, continua curtindo seu jogo ai.

Ele estava assistindo no avião, ou melhor todo mundo estava acompanhando o jogo La dentro só eu que estava quieto. Desembarcamos e pegamos as malas, e Bryan em uma pressa, pegamos um taxi, e quando chegamos no meu prédio ele disse pro taxista esperar que ele iria ir ao banheiro, e aproveitou para me ajudar com as malas.

Eu destranquei a porta do apartamento e dava para ouvir os gritos, haviam algumas pessoas na sala, e Bryan passou por mim tropeçando nas malas gritando;

- Foi gol? Foi gol?

Kevin veio gritando, Peter pulou em cima dele, caramba fazendo o maior barulho;

Kevin me abraçou beijando e eu meio sem entender, Bryan estava o meio de todo mundo j´s. Deixei as malas e fui dispensar o taxi, afinal Bryan não sairia daquela sala de jeito algum, quando voltei ele estava com a camisa do time, me senti um excluído, coloquei minhas malas no quarto e voltei o jogo havia acabado eles ganharam, nossa que bagunça e gritaria;

Ficaram em uma rodinha conversando e ligando para amigos e tudo mais, estenderam uma bandeira na sacada, a noite foi uma bagunça e tanto. Houve uma coisa diferente nisto tudo, Peter e Bryan estavam mais próximos, sem querer pelo espírito de torcedor mesmo, eles ficaram aos papos soltos, até a maioria do pessoal ir se dispersando, eles ficaram bebendo na sacada.

#Peter

- Como foi a viagem?

- Foi ótima, Gustavo é muito simpático e inteligente.

- Você está lindo sabia.

- Peter, te juro que eu tento, mas a gente não rola.

- Por que não?

- Olha para seu mundo e olha para o meu, é totalmente ao contrario.

- Que pena que enxerga assim, eu já estou pensando no futuro com você.

- O que as pessoas vão pensar?

- E quem se importa?

- E seus pais?

- Não moro com meus pais.

- O colégio?

- Sempre me respeitaram.

- Queria acreditar em você, gostaria mesmo de poder confiar.

- Então não acredita, basta acreditar... sinta... é disso que estou falando...

Falei colocando a mão dele no meu peito.

- Ele está certo.

Falou Gustavo atrás de nos na sacada, Bryan ficou meio que sem graça, eu rindo perguntei;

- Vai sair?

- Eu e Kevin vamos jantar na casa da Rachel, se comportem.

- Pode deixar.

- TEM CAMISINHA NO BANHEIRO.

Bryan ficou vermelho na hora.

- Não se preocupe ele é assim mesmo.

- Bem tenho que ir. Posso usar seu telefone?

- Sim, fica a vontade.

Ele ligou questionando se havia alguém em casa e me ofereci para levar ele em casa, com muita dificuldade Bryan aceitou. Quando chegamos ajudei ele com a bagagem chegou abraçando sua mãe e irmã, subi as malas dele até seu quarto, e pela primeira vez despedimos com um aparto de mão;

- Peter!

- Sim.

- Valeu pela carona.

- Não foi nada.

- Vou pensar no que conversamos.

Disse ele me beijando, foi um selinho com movimento de lábios bem inocente, desci as escadas flutuando;

- Não sei bem o que quer com meu filho, mas ele estava ótimo até entrar na vida dele, e quero que ele continue assim, estamos entendidos?

- Sim senhora, pode ficar tranqüila, eu quero o mesmo, que ele fique feliz, com ou sem mim.

No dia seguinte...

Estava ouvindo musica no celular na porta do colégio quando Bryan chega;

- Oi! (Bryan).

- Ah! Oi bom dia, nossa porque a alegria? (Peter).

- Barcelona é campeão da liga.(Bryan).

- Haha’ isso mesmo. (Peter).

Ele se sentou do meu lado, tirei a mochila e Antony se aproxima da gente com a galera do futebol;

- Quer dizer que o gayzinho entende de futebol. (Antony).

- Antony pede desculpas pra ele! (Peter).

- Não precisa me defender Peter. (Bryan).

- É Peter que foi agora, vai defender esse ai? (Antony).

- Esse ai se chama Bryan, e eu mandei pedir desculpas (Peter).

Falei levantando, e encarando ele;

- Qual é mano, Peter sou eu Antony, vai ficar de papo furado por causa desse merda. (Antony).

Eu dei um empurrão em Antony que caiu nos pés dos meninos, peguei na gola de sua camisa e ele se levantou, chutei a parte de trás de seus joelhos fazendo o cair em frente a Bryan, que se assustou;

- Agora pede desculpas, Anda Antony. (Peter).

- Foi mal cara! (Antony).

Levantei ele e empurrei pra cima dos outros jogadores;

- Isso é só um aviso, o próximo que fazer algo pro Bryan não vai conseguir levantar pra pedir desculpas. Ei vamos! (Peter).

Falei pegando minha mochila e saindo do meio da galera que já estava toda reunida em volta, saímos e durante a aula, no treino de basquete, em todos os lugares do colégio ficaram me encarando, quando cheguei em casa, Kevin estava no sofá;

- Espera ai garotinho!

- Sim.

- Mais encrenca no colégio Peter?

- Mas dessa vez não fui pego!

- Porque bateu em Antony?

- Eu não bate nele.

- Você humilhou o garoto.

- Ele chamou Bryan de merda e gay.

- Ai Peter, como posso te punir sendo que está sempre certo.

Falou Kevin respirando fundo;

- vou ao shopping encontrar Gustavo, vem comigo?

- sim quero comprar uns tênis.

- mais?

- só tenho 9.

- só?

Sai rindo e fomos, ficamos até a noite pois assistimos um filme e Kevin estava em uma loja experimentando umas roupas e eu estava com Gustavo.

#Gustavo

- Ficar esperando o Kevin é como esperar uma mulher fazendo compras.

- Concordo plenamente Gustavo.

Peter estava triste, assistimos um filme e ele comprou algumas coisas e mesmo assim estava triste;

- Que foi?

- Arrumei encrenca no colégio por causa de Bryan e ele nem liga saca.

- É eu saco.

- Você me acha feio Gustavo?

- Como é?

- Eu sou feio?

- Bem, não Peter, você é muito bonito, talvez seja outra coisa para ele não ligar para suas investidas.

- Com garotas era só eu olhar, conseguia ficar com qualquer uma, e com ele nenhuma investida tenho resposta.

- Talvez é por isso.

- O que?

- Para de correr atrás.

- E se ele sumir, sabe ver que finalmente eu parei.

- aí ele virá atrás de você para saber como está se está bem, e curiosamente saber se tem outra pessoa na parada.

- Que ideia magnífica Gustavo, cara você é demais.

- É eu também acho.

- Você é perfeito sabia, Kevin tem muita sorte de achar uma pessoa assim como você.

- É Kevin você merece também, é super legal. Também mereço elogios não acha? (Kevin).

Disse Kevin se aproximando com sacolas;

- Se Kevin não estivesse com você, eu daria em cima de você Gustavo.

Fiquei muito sem graça com as palavras de Peter, com a típica cara da de lua.

- É então continua correndo atrás do seu Peter, esse aqui tem dono. (Kevin).

- Estou te zoando, e Gustavo é lindo demais pra você. (Peter).

- Olha quem fala, corre sangue Aiden nas minhas vias garoto, sou atraente naturalmente. (Kevin).

- Chega vocês duas. Rsrsrs’(Gustavo).

#Peter

- Peter vamos jantar no restaurante, vem com a gente?

- Não sei, vão ficar até fechar?

- Sim.

- Vou para casa.

Quando cheguei entrei no estacionamento peguei o elevador, destrancando a porta o interfone já estava chamando;

- Senhor Aiden, Bryan se encontra na portaria.

- Pode deixar subir.

Deixei minhas coisas na sala fui trocar de roupas;

- Peter?

- Estou no quarto, já vou.

Eu iria tomar banho não me importava com o que ele queria, ao menos tinha que fazer o que o Gustavo me disse;

- Você aqui essas horas?

- Está com alguém?

- Não, é que vou tomar um banho.

- Ah pensei que estava assim por minha causa.

- Vou desencanar de você, mas se quiser é seu.

Falei pegando no meu cassete. Bryan estava na sacada eu na porta e ela passou falando por mim, ai que me dei conta;

- Não, não quero até porque você não daria conta disso tudo aqui.

Aquele sorriso de canto de boca sem graça e perguntei;

- Está se referindo a você?

- Tem mais alguém aqui?

Foi minha deixa, peguei ele por traz, virei beijando sua boca, agora um beijo de “homem” de verdade, levantei ele e me sentei colocando ele no meu colo;

- Ei que vontade é essa?

- Calma Bryan, não viu nada ainda!

Voltei a pegar ele e fui em direção do meu quarto, a este ponto minha toalha já havia ficado no caminho, meu quarto não era enorme mas com a cama de casal e o closset, e tipo uma penteadeira ao canto, cobertor bem grosso e alguns travesseiros.

Deitei por cima de Bryan beijando e passando a mão em seu corpo, ele deslizava seus dedos pelos meus músculos, sabe aquele momento que você realmente consegue o que sempre quis ou desejou, eu estava nele, não sabia direito o que fazer, meu beijo estava tirando o fôlego de Bryan, ele passava as unhas lentamente nas minhas costas e bunda, fui tirando sua roupa dele, cada peça eu beijava uma parte diferente de seu corpo, seu corpo era branquinho suas coxas eu mordia e ele gemia baixo. Eu me deitei punhetando e Bryan começou chupando e mordendo minhas coxas, eu me masturbando até sua língua macia chegou as minhas bolas, nunca senti ou nenhuma garota havia feito tal façanha ainda, tirei minhas mãos e Bryan, começou a me chupar com vontade, tipo chupando mesmo, sugando a cabeçinha do meu cassete que estava vermelha,

- Cara para se não vou...

Não terminei de falar e acabei gozando, com um pouco sujo ainda de porra, pegou a camisinha na gaveta ao lado que estava aberta e ele Fez para mim o inesperado, Bryan veio se sentando em meu cassete, que foi invadindo seu cuzinho quente e úmido, quando se sentou segurei firme abrindo suas nádegas e ele segurou por trás de meu cabelo, minhas mãos passeavam por aquele corpo e voltava ate sua bunda que cavalgava em meu cassete, as vezes uns beijos mas rapidamente ele voltava a cavalgar em mim, dei um tapa na bunda dele e pedi para deitar com a bunda para cima, enfiei de uma só vez meu cassete e forçando seu rosto na cama para não gritar, morde sua nuca deixando um chupão, me apoiei com o braço sobre suas costas e comecei a bombar com muita força, logo deitei sobre seu corpo passando o braço em seu pescoço e rebolando bem fundo meu cassete nele, mordendo a sua orelha, Bryan gemia bastante e claro mordendo a coberta para não ser tão alto, quando ouvimos a porta abrir;

- É...

- Gustavo e Kevin, fica tranquilo.

- Acha que eles ouviram?

- Não de boa.

Deitei do seu lado subindo uma de suas pernas e metendo ainda rápido, mas estava fazendo barulho e eu coloquei ele de frango assado e metendo lentamente mas com meu cassete todo enterrado nele, rebolava e mexia Bryan gemia me beijando, gozei dentro da camisinha, tirei ela pouco lambuzada ainda, me levantei e peguei outra toalha no chão, tomamos um banho juntos e deitamos esperando Gustavo dormir para eu levar Bryan em casa, mas acabamos pegando no sono, acordei 40 minutos depois com fome coloquei um short e fui para abrir a porta;

- Quantas horas?

- Tarde, é madrugada.

- Vai onde?

- Comer algo, aceita?

Ele se levantou entreguei uma camisa minha e que ficou grande e ele estava de cueca, a cozinha é com divisória para a sala, então para chegar até nós passávamos pela sala, fomos em silencio, eu estava abraçado nele, e liguei a luz, peguei umas torradas e nutela e geléia e pasta de amendoim, coloquei na bancada e um suco de laranja e leite, quando sentei na bancada na sua frente, olhei para a sala e vejo sentado com um livro Gustavo, só com meia luz acessa, quase morri de susto;

- Gustavo? Cara quase morri aqui.

- Gustavo?

Bryan correu para trás do balcão, aliás ele estava de cueca e camisa, Gustavo se levantou rindo e se sentou com a gente;

- Espero que usaram camisinha! (Gustavo).

- Bem inapropriado para o momento não? (Peter).

- Não tenha vergonha de mim, sabem disso. (Gustavo).

- Usamos Gustavo. (Bryan).

- Isso é manteiga de amendoim? Passa as torradas por favor. (Gustavo).

- Vai comer com a gente? (Peter).

- Ah’ acha que só vocês podem roubar a geladeira na madrugada, anda e quero suco. (Gustavo).

Conversamos e Bryan ficou mais tranquilo, com a presença de Gustavo, logo fomos dormir, e como eu sonhei algumas vezes, juntos segurando a sua mão bem firmemente.

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