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SENTENCIADOS - Episodio FINAL

Desligo o microfone com aplausos dos policiais ao meio;

- Iremos deliberar e após um intervalo de dez minutos voltamos com a sentença. – Lucas se levanta saindo.

- Falou bem, falou Bonito Renato, eles vão sim levar em conta suas palavras. – Flavia segura em meu ombro.

- Não acredito nisso amiga, é difícil.

Olho o Gustavo junto os outros, ele estava muito preocupado, me encarando ele exclama com os lábios;

- “Te amo”.

Respondo da mesma forma. Flavia me traz agua e eles retornam sentando;

- Silencio, para que possamos continuar. – Lucas diz se ajeitando.

Todos se ajeitam nas cadeiras, e ele então começa;

- Depois de deliberar, levando em conta todas as provas aqui apresentadas! A Corregedoria das Forças Armadas do Brasil, exonera o Capitão Renato Andrade Beltrão de todas as atividades de capitão do Comando Maior de Operações Especiais! Terá que entregar seu distintivo e arma, e não poderá exercer serviços públicos. Tem direito de recorrer a decisão e solicitar junto ao órgão responsável sua aposentadoria, com o título de capitão. Isso é tudo senhores, tenham um ótimo dia!

Eles se levantam saindo, e eu fico meio extasiado, pois agora sim, é oficial estou fora.

Desci de lá, com todo mundo me cumprimentando e dizendo boas palavras.

Até chegar em Gustavo, e abraçar ele, com força. Eu não estava chorando mas ele, sim, não se segurou.

- Amor, calma.

- Me perdoe amor...

- Você não tem culpa de nada, se acalma.

Saímos de lá, todos desolados, entramos no carro saindo e direto para a casa do Gustavo.

Depois de saber do que havia acontecido meu pai se deslocou até lá, para me ver.

Eu e Gustavo tínhamos uma lua de mel pela frente, eu pedi que ele se dedicasse mais aos preparativos para o casamento, e agora eu que estava para baixo, realmente me sentindo deslocado, uma sensação péssima.

Gustavo preparado nosso almoço, e Flavia comigo no sofá;

- (...) Já falei com um amigo, iremos mover um belo processo contra a corregedoria! Consigo ganhar pelo menos uma indenização para você amigo. Agora se quiser...

- Amiga! – Pego em seu braço. – Concordo, pode fazer o que quiser, mas me dá só um tempo, minha cabeça está uma merda.

- Ai, perdão Renato, desculpas mesmo.

- Relaxa.

Ela se levanta, e Gustavo entrega um copo de agua para ela, deixa na mesa de centro para mim.

Eu estava literalmente jogado no sofá, olhando pela janela do prédio, o céu azul.

- Amigo vou embora, cuidar disso para você, o que precisar me liga, tudo bem, estou disponível para o que quiser.

- Obrigado por ser tão foda.

- Aprendi com você.

Ela saiu, e o Gustavo, vem secando as mãos, com um pano;

- Amor, sabe se o Rui vai almoçar conosco?

- Não, ele vai passar o dia hoje com a mãe.

Gustavo me olha se sentando, e se ajeita bem pertinho de mim;

- Obrigado por estar comigo. – Falo beijando sua testa.

Ele com a cabeça em meu peito, responde;

- Você foi a melhor coisa que me aconteceu.

Eu aperto ele, e Gusta fica fazendo carinho na aliança em minha mão;

- Temos que arrumar as malas, embarcamos essa tarde Renato.

- Eu sei amo.

- Me responde, sinceramente.... Você quer ir? Depois do que aconteceu? – Ele se senta ao meu lado.

- Isso não vai atrapalhar a gente. – Respondo firme.

- Renato, já passamos por cada coisa! Uma mais difícil que a outra, e ainda estamos juntos, e assim que será daqui para frente, sempre vamos ter desafios, Deus não lhe dá uma carga se você não consegue carregar.

- Está falando igual ao seu pai. – Beijo sua boca.

- Não quero que você fique mal.

- Não estou.

O interfone toca, e Gustavo atende, meu pai sobe. Eu estava no quarto, tirando aquela roupa;

- Posso entrar. – Ele bate na porta.

- Claro pai!

- Como você está campeão? – Ele se senta na cama.

- Estou bem sabe...

- Renato, eu criei você, não precisa mentir! Como você está?

Fico olhando ele, o olho correndo o quarto, e me sento, soltando um respiro lá do fundo do peito. Meu pai levanta e fecha a porta.

- Me sentindo um inútil, sem vontade para fazer nada!

- Posso me confessar com você? Sei que pode não ser a melhor hora, mas tenho algo para te falar!

- Claro pai!

- Eu estava orando para que isso acontecesse.

- Oi?

- Sim filho. Eu fui até o fim, cheguei a ser Coronel, você sabe! Eu tinha uma visão daquilo, ser o “bam bam bam” da turma, mandar, e mandar. Veio minha aposentadoria e uma depressão de brinde! A melhor coisa que me aconteceu foi sair daquele lugar! E será da mesma forma para você, pois irá passar a viver para sua família.

- Pai acho que não estou entendendo.

- Você está sim! Quantos natais, aniversários eu passei fora em Renato?

- Muitos.

- E você?

- Também perdi muita coisa de Rui.

- Deus está lhe dando uma nova chance, aproveite ela assim como eu não aproveitei. Vai curtir com seu marido. Vai curtir com seu filho, vai viver sua vida Renato, a corporação já te ensinou o que precisava.

- Pai, meu marido trabalha lá, como vou ter essa cabeça, com o Gustavo naquele dia, a dia.

- Você já apreendeu, agora é a vez dele. E cá para nós, ele é bem mais inteligente que você e que seu velho pai. Agora vem aqui. – Ele me abraça com força.

Deixo escapar algumas lagrimas, e ele me segurando firme por alguns minutos.


#Gustavo


O pai de Renato sai do quarto, e pega suas chaves, se despedindo;

- Poxa mas não vai almoçar conosco?

- Não, vou deixar vocês se curtindo, e tenho que pegar minha velha no mercado.

- Com Deus senhor João.

- Fique com ele filho.

Eu terminei o almoço, e fui chamar o Renato, que estava tomando banho, bate na porta;

- Entra Gustavo.

- Renato o almoço está pronto!

- Já vou!

- Tudo bem?

- Sim, odeio conversar com meu pai, sempre saio chorando.

- Entendo! Amor está bem mesmo?

- Sim, é que chorei ontem e hoje o que não chorei o ano todo.

- Rsrsrs, te esperando.

- Tudo bem.

Ele saiu e sentamos para comer. Era outra pessoa, depois de conversar com o pai!

- (...) Temos que decidir, ficar com o seu apartamento ou o meu Gustavo, porque é muito gasto mantes ambos.

- Sim, estava pensando nisso.

- Que pensou.

- Olha, poderíamos vender os dois e comprar um maior, afinal de contas tem o Rui, e temos que ter mais quartos não acha?

- Mais quantos?

- O nosso, um para o Rui, para visitas, porque meu irmão e Flavia, tem seus pais...

- Ah!

- E outro para um filho, sei lá.

Ele para me olhando, abre o sorriso mais lindo que vi até hoje e puxa a cadeira para perto de mim;

- Ah que fofo, você pensa em ter um filho comigo?

- Sim, você não pensa?

- Claro Gustavo.... É o que mais quero. – Renato fala segurando meu rosto e beijando.

- Pois é... Mas agora vamos nos preocupar com esses dias de folga, é o que mais preciso.

- Eu também.

- Depois conversamos mais sobre os apartamentos.

- Beleza.

Depois de almoçar, arrumamos nossas malas, e minha mãe veio em casa, para eu poder passar as chaves, pois ficaria fora, alguns dias.

Seriam oito dias em Punta Cana! Só eu e meu marido.

Seriam oito dias de paz, sem preocupar com trabalho, casa ou problemas do cotidiano.

Seriam oito dias curtindo da forma mais pura e sincera o amor da minha vida.

Seriam oito dias com o cara mais incrível, forte e perfeito que eu poderia ter arrumado.

Seriam oito dias planejando todos os próximos dias de nossas vidas juntos.

Comigo, Renato e vocês!


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