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©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia

  • Richardson Garcia

SENTENCIADOS - Episodio 9

Eu cumpri sua ordem, fui para casa, tomei um banho bem demorado, pois o dia foi tenso. Preparei algo para comer. E tiro minhas roupas da máquina de lavar, eu estava ouvindo música e colocando as peças no varal. Quando me lembrei da boate, não poderia deixar essa chance passar.

Peguei o celular ainda pensei em ligar para Renato, mas disquei para o Vander;

- Alô... Vander?

- Fala Gustavo.

- Mano, temos que ir para a boate cara, como deixei isso passar...

- Ei... Relaxa Gustavo, já passei para o Renato, ele vai cuidar disso.

- Como assim cuidar?

- Mano ele disse que cuida disso e pronto, tem que confiar.

- E não fazer nada?

- Gustavo, dia cheio hoje mano, estou com minha mulher, vai ocupar a cabeça, e deixa que o Capitão resolve isso. – Ele fala desligando o celular.

Já perceberam que eu estava me arrumando para sair, e na boa? Era de desconfiar Renato pegar essa informação e ficar na dele, fiquei muito desconfiado, pois ele colocou todo mundo que fez a missão para fora, eu e Vander.

Peguei uma mochila, arma, distintivo, coloquei uma jaqueta de capuz e sai. Fui de ônibus mesmo, e para minha sorte tinha um “Mac”, na rua da boate, como eu iria ficar praticamente a noite inteira ali, comprei um sanduiche e um refri, na verdade comprei mais que um.

É que a gente gosta muito de comer, rsrs.

Na rua da boate, eu segui até próximo a entrada e olhei o movimento, retorno e vou andando pelo quarteirão, tinha uns carros mais afastados embaixo de umas arvores, resolvi ficar por lá.

Quando vou me aproximando, vejo um cara em uma caminhonete S10, no escuro, eu passei do outro lado da rua disfarçado e então volto com a mão próximo a arma.

Galera era o Renato dentro do carro, olhei estranho, sem entender, ele me olha abrindo o vidro;

- Que faz aqui?

- Eu pergunto o mesmo.

- Estou de tocaia, vocês não disseram que ele estaria aqui? – Renato pergunta.

- Sim, mas não sabia, que...

- Gustavo entra logo. – Ele fala destrancando as portas.

- Porque não mandou eu ou Vander? – Pergunto, me ajeitando.

- Eu tive um dia difícil, ficar de tocaia me acalma. – Ele fala com a cabeça posta no encosto do banco, de queixo alto.

- Quer falar sobre? – Falo tentando ser cordial.

- Ficar calado me acalma. – Ele fala sendo irônico.

Bem eu estava com a mochila no colo, dois sacos de papel de sanduiche e um refrigerante, imaginam o barulho que isso estava fazendo;

- Pega, parece estar a um bom tempo aqui. – Falo oferecendo para ele.

- Isso você está certo.

Nós comemos, bastante, rsrs, acho que encontrei alguém que come como eu. Ficamos uns minutos lá conversando, enquanto uns carros chegavam, e caia uma chuva bem fina também.

O telefone do Renato chamou, e como estava do meu lado, eu olhei e tinha a foto dele com um garoto, acho que seu filho.

- Oi... Rui estou trabalhando.... Cadê sua mãe? ... Filho agora não, posso só mais tarde.... Certo, me avisa. Também te amo.

- Adolescente?

- Fez dezesseis anos a pouco.

- Bonito ele.

- Puxou o pai! Rsrs.

- Moram juntos?

Ele disfarça, passa a mão no nariz, e tenta responder de forma que não se importa;

- Nos separamos a pouco, Rui passou uma temporada no Canada, e voltou esse mês. Ele vai ficar com ela, até porque não tenho tempo nem para mim.

- Desculpe, não quis ser intrometido.

- Relaxa... Se liga. – Renato aponta o dedo para a entrada da boate.

Três carros estacionaram com algumas pessoas saindo, ele pegou um binoculo pequeno no porta luvas, para olhar mais de perto.

Eu peguei meu celular, abre a câmera e apliquei zoom, para ter melhor visão;

- O último, carro, estão segurando alguma coisa. – Ele comenta.

- São armas. – Falo tirando fotos.

- Como (...) – Renato fala me olhando.

Ele larga o binoculo e se aproxima de mim, olhando na tela do celular;

- .40, e .45. Filhos de uma puta.

- Podem entrar assim dentro de uma boate?

- Gustavo quer apostar o que comigo que essa boate é de lavagem de dinheiro.

- Isso explicaria a quantidade de bebida falsificada. Que vamos fazer? – Pergunto deixando o celular.

- Esperar.

- Ok... – Ficamos em silencio por um tempo, e então como sempre, eu abro a boca. – Estou com fome.

- Acabou de comer cara.

- Eu sei Renato, mas estou com fome, esperar me dar fome.

- Vai lá, e rápido.

- Quer alguma coisa?

- Claro. – Ele diz rindo.

Comprei mais besteiras para comermos, dessa vez, até Milk Shake, e não me julguem. Renato também comeu comigo.

Galera ele me fez ficar até na madrugada esperando, por volta de duas da manhã, ele pega sua arma e distintivo;

- Vou entrar. – Ele fala abrindo a porta.

- Sem reforço? Tem uns trinta homens lá.

- Quero só um deles. Você vem?

- Sim, claro.

Os dois colocamos as armas atrás na cintura, e o Renato comentou ter uma faca também, com o distintivo na mão, seguimos para a entrada.

Mano ele era muito presença, Renato chegou no segurança, que estendeu a mão, ele só levanta o pulso, mostrando a identificação;

- Operações Especiais. – Ele diz ao segurança.

- Preciso pedir autorização para entrar senhor. – O Cara responde, colocando o dedo no comunicador.

- Aqui está sua autorização. – Renato diz sacudindo a mão.

Ele mesmo afasta o cara e entramos, passamos pela recepção, e Renato coloca a mão em meu pescoço, falando no meu ouvido;

- Fica de olho, ele com certeza estará rodeado por seguranças.

- Beleza.

- Não faça nenhuma besteira.

- Sim, senhor.

Eu segui perto do palco, com muito cuidado, fui no bar, e subi no camarote, eu não sei o Renato, mas eu dei de cara com o Cunhado, vulgo “Carlos”.

Ele estava sentado, com dois caras se fazendo de guardas no camarote, algumas garotas, e várias bebidas na mesa, para vocês terem uma ideia, na minha cabeça era uma marginal, com ficha suja, mas o cara, vestia “Louis Viutton“, as bebidas, somente Wisky importados e champanhe da marca mais cara.

Eu olhei, e ele nem percebeu minha presença, então fui atrás de Renato, até porque eu ali, não seria nada.


#Renato



Eu estava mais afastado pois o Rui não parava de me ligar, eu respondendo ele e olhando ao redor;

- Achei ele, camarote 4. – Fala o Gustavo me cutucando.

- Certo, mas...

- Ali, é ele o de camiseta branca Renato. – Gustavo aponta.

O Carlos segue para o banheiro, e eu fico de olho nele;

- Não deixa ninguém entrar, vou cuidar disso. – Falo indo na frente.

Eu entrei no banheiro, e tinha dois caras na pia, lavando e secando as mãos;

- Para fora. – Falo pegando a arma.

Eles de mãos para o alto, saem correndo, eu encostei a porta e só aguardei, pois ele sabia que eu estava ali, sem pressa ele mijou, saiu do reservado me encarando;

- Como posso te chamar? Cunhado? Número 1? Ou acha melhor Carlos? - Falo encostando na pia.

- Me chame de Carlos, e você?

- Eu? Meu nome é Barão.

Quando falo, ele abre um sorriso, termina de lavar as mãos e se aproxima de mim, pegando o papel toalha;

- Sabe Barão, você é muito fraco, eu avisei, mas eles não me ouviram, você viveu demais, se é que me entende.

- Ele vai te entregar Carlos, é só questão de tempo, estamos cuidando muito bem dele.

- Escuta não sei de onde você é, mas acredita mesmo que pode manter ele preso? Por quanto tempo?

- Por quanto tempo for preciso. E você, vem comigo. – Eu falo segurando em sua camiseta.

Até então a impressão que ele passou foi de um fresco. Mas eu estava enganado, quando coloquei a mão nele, Carlos desviou, se protegendo, eu tentei revidar com um murro e ele novamente se defendeu, mas dessa vez me acertou no nariz, não forte, mas me deixou puto.

Tirei a arma e falei para ele;

- Mãos na cabeça, se não atiro em você.

- Olha tenho que admitir, você se acha ô policial, viu. – Ele diz meio que batendo palmas.

- Policial com muito orgulho, mas para você é Capitão das Operações Especiais.

Ele ergue as sobrancelhas e gesticulando com a cabeça;

- Então o COE, está envolvido também? É estamos despertando o interesse de vocês em.

A porta do banheiro se abre e entra dois caras armados, apontando as armas para o Gustavo;

- Era só para você ficar de olho. – Falo bravo com ele.

- Renato tem uns quinze lá de fora.

- Deixem eles irem. – Carlos diz passando a mão em sua camiseta, onde eu tinha puxado.

Eles literalmente colocaram a gente para fora, expulsos na verdade, e sim o Gustavo tinha razão, era quase uma tropa ao lado de fora do banheiro, e tudo mais.

Eu e Gustavo entramos no carro, ele pega suas coisas;

- Nos vemos amanhã, beleza.

- Vou deixar você em casa, entra aí. – Falo colocando o cinto.

- Não precisa, estou de boa.

- Fecha logo essa porta.

Liguei o carro, e ele colocando o cinto, resmunga;

- Não estou de farda para você estar me dando ordens.

Eu na verdade ri para ele;

- Está sob minha responsabilidade Gustavo.

Ele não diz nada, só uma olhada de rabo de olho;

- No prédio branco, na esquerda. – Gustavo diz.

- Valeu por hoje. – Falo pegando em sua mão.

- Valeu. – Ele diz saindo.



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