• @richardsongaarcia

SENTENCIADOS - Episodio 73

Trocamos alianças, o beijo.

Nós saímos, seguindo para o salão da festa, que era do outro lado da imensa casa.

Até todos se organizarem, e se acomodarem, ficamos eu, Rui, Renato e Flavia em um canto;

- Não era para chegar a noite? – Renato continua apertando o filho.

- Foi uma surpresa, que a gente preparou... O senhor gostou?

- Claro filho, nossa como é bom te ver.

- Vamos tirar algumas fotos e depois deixo vocês trocarem de roupa. – Flavia abre a porta.

Vocês conhecem bem todo o repertorio de todo casamento. Tiramos fotos com família, cortamos o bolo, dançamos a primeira música, só depois Flavia liberou trocar de roupa.

Subimos juntos para um dos quartos, e eu fui rapidamente tirar o sapato;

- Que isso? – Renato fecha a porta.

- Esse sapato está me matando! – Falo jogando eles no canto.

Renato abrindo a farda, e eu o paletó, tiro a camisa e depois a calça, deito na cama me espreguiçando;

- Nossa que vontade de dormir.

- A festa nem começou Gustavo.

- Por isso mesmo que estou dizendo.

- A gente poderia dar uma né, antes de descer. – Renato fala terminando de tirar a roupa.

Eu olho para ele, daquele meu, jeito, como ele me conhece já começa a falar;

- Estou a um tempão sem sexo, nem tocar uma mais adianta Gustavo.

- Amor, casamento não tem sexo.... Vai se acostumando!

- Rsrs, vem aqui. – Ele sobe sob meu corpo na cama, me beijando. – Eu te amo sabia.

- Eu também te amo.

- Então vamos?

- O que?

- Uma rapidinha amor, por favor.

- Renato, tem um monte de gente esperando lá embaixo.

- Estão bebendo e comendo, a desculpa para o sexo era casar, estamos casados.

Eu sorrio e ele beijando meu pescoço. Não estava afim até Renato morder minha orelha, beijar minha boca com vontade e segurar minhas mãos com força.

Não podíamos demorar, e nem exagerar, afinal, estávamos maquiados, e de cabelo feito, rsrs, parecendo duas drags, então tínhamos que descer como “subimos”.

Ele desce as mãos e afasta minha cueca, como seu membro estava meio melado pelos amassos, ele foi me segurando e forçando. Eu somente me contorcendo e segurando suas costas.

Até ele introduzir tudo, e subir uma das pernas, me beijando, e segurando meu braço. Cara que delicia, sexo é bom demais, rsrs.

Ficamos nessa posição, por um tempo, estava bom demais, e eu mesmo estava me segurando para não gozar rápido, mas Renato não fez o mesmo.

Ele gozou, muito junto com uns gemidos muito alucinantes, que eu estava virando os olhos, com aquelas mãos me segurando e escutando próximo meu ouvido.

Ele ficou ali parado olhando, tipo encarando, com aquela carinha de satisfeito;

- Acho que podemos beber agora né?

- Rsrs, você não vai beber, porque amanhã tem compromisso.

Renato se levanta, seguindo para o banheiro e comenta;

- Estava pensando em não comparecer, que acha?

O sigo ao banheiro, já bravo;

- Claro que não, isso não é uma opção! Você vai, e vai fazer bonito para aquele conselho.

- Sei lá é que isso de certa forma está atrapalhando esse nosso momento Gustavo. – Ele liga o chuveiro.

- Só vai atrapalhar se você deixar Renato!

- Você está certo, então vamos comer, já que não posso beber.

- Até pode, só fique sóbrio para amanhã.

- Deixa comigo.

A Flavia bate na porta, já gritando conosco e eu respondo;

- Estamos em lua de mel, me deixa com meu marido!

- Vocês podem transar o resto da vida de vocês, agora tenho uma festa para comandar. RAPIDO.

- Ela está parecendo a Monica daquela serie da Netflix, “FRIENDS”.

- Nossa idêntica!

Descemos junto, a família e amigos, e galera, realmente aproveitamos.

Dançamos muito, muito, muito mesmo, rsrs. Bebemos, e comemos.

Por um dia inteiro, esquecemos, tanto eu quanto Renato de nossas responsabilidades, de nossos problemas e curtimos, curtimos como um casal, como Marido e Marido.


#Renato


O que Gustavo disse na noite passada de maneirar na bebida, foi ignorada com sucesso.

Acordei no meu primeiro dia de lua de mel, com a cabeça imensa, corpo péssimo, estava de ressaca.

Da casa onde aconteceu a festa, ficou poucas pessoas, só os pais, meu filho, Douglas, Flavia.

Acordei primeiro que o Gustavo e tomei um banho para tomar café, mas alguém bate à porta.

Me envolve na toalha e fui abrir rápido, antes de ele acordar. Era minha mãe e Rui;

- Preparamos o café da manhã de vocês...

Ela fala empurrando o carinho para dentro;

- Ai gente, não precisava disso tudo.

- Precisava sim, vai curtir seu marido.

- Obrigado. – Falo com ela fechando a porta.

Coloco ele ao lado da cama e vou por cima de Gustavo beijando e fazendo carinho em seu cabelo;

- Bom dia meu marido!

- Bom dia marido.

- Acorda amor.

- Renato você não gosta de me ver dormindo, então cala a boca e fica me olhando.

- Idiota.

Ele abre os olhos me encarando, e fala;

- Que ótimo jeito de começar um casamento.

- Sim! Tem comida.

Ele já se mexe na cama, olhando;

- Meu Deus, prefere comida ao amor da sua vida!

Falo me sentando em sua frente;

- Deixa de drama. Nossa tem fruta.

Nós comemos, eu tomei um remédio e descemos, tinha uns funcionários do lugar arrumando já arrumando as coisas.

- Amor se troca, que vou levar meus pais e quando chegar já vamos a corregedoria. – Gustavo pega as chaves.

- Beleza, vou subir! Neto, Rosa, obrigado pela noite de ontem. – Falo abraçando ambos.

- Nós que agradecemos, foi o casamento mais lindo que fui filho.

- Obrigado.

- Pai vou na casa do Fernando, e volto após o almoço, aproveitar a carona do Gustavo.

- Beleza Rui.

- Vai dar tudo certo lá, beleza! – Ele me abraça.

- Relaxa.

Eles saíram eu subi para me trocar, e me arrumar para o julgamento.

Eu estava me passando por duas caras nesse dia, mostrar o quanto sou forte para meu filho e Gustavo, e para mim, tentando segurar essa barra, de ver a carreira da minha vida inteira descer a ladeira!

Marcado para as onze da manhã, chegamos próximo ao horário. Mesmo sem precisar de advogado, Flavia estava lá e em serviço.

Cumprimento alguns dos dirigentes, e vou olhando, ao lado de fora algumas pessoas conhecidas.

Eram os policiais da minha divisão, sim quase todos da corporação, viaturas e carros particulares. Não vieram me prestigiar e sim prestar forças.

Como oficiais podiam assistir ao julgamento, e amigos próximos do exército e da nossa divisão se fizeram presentes.

Eu entrei, junto ao Marcos do Sindicato e Flavia, sentamos em uma bancada mais alta a direita. No meio o público, a esquerda autoridades que formam um tipo de Júri, e a frente a testa de ferro da Corregedoria da Forças Armadas.

- Um Bom dia a todos, estamos aqui essa manhã para executar o processo de investigação do Capitão do Comando Maior Renato Andrade Beltrão, pela ação de assassinato do assassino Vander Fonseca em que acarretou na morte do Major Resende... A todos os presentes, iremos começar com o relatório inicial, e o primeiro testemunho do sobrevivente.

Assistimos as simulações, ouvimos os técnicos da perícia, e até testemunhas, policiais, socorristas e médicos. Era bem parecido com uma apuração;

- Capitão Renato, você tem alguma dúvida sobre a simulação apresentada?

- Não, senhor.

- Está ciente do que poderia ter feito, para poupar ambas vítimas fatais?

- Estou ciente.

- Termino por aqui Corregedor Lucas. – Fala um dos peritos.

- Passo a palavra para o senhor Capitão Renato! – Lucas diz.

Eu pego o microfone, e o posiciono olhando nos olhos da bancada deles;

- É muita ironia da parte de vocês continuarem me chamando de capitão, quando a decisão de exoneração já foi tomada a dias antes dessa audiência. Acho que todos nessa sala têm ciência que eu me declarei gay a pouco tempo! Na noite te ontem tive o dia mais linda da minha vida, mas o que quero falar é sobre um deslize do novo Major Moraes! Ele condecorou meu esposo, como Capitão Interino do Comando do Exército Brasileiro, isso horas antes dessa audiência. O que sabemos que só pode ser feito quando não há capitão em atividade! Eu concordo senhores com tudo que mostraram, todas as provas, todos os relatórios, e simulações. Vocês estão certos, com as teorias. Mas me deixem perguntar a um policial aqui qualquer, alguém aqui já levou um tiro para fazer uma prova? Já levaram um tiro para entrar em uma missão? O que quero dizer é que o fator humano não foi levado em conta em todos esses cálculos...

- Os números não mentem Capitão.

- Não estou falando de números. E não discordo deles, mas quando você está lá, sangrando, sabendo que talvez não vai abraçar mais seu filho, não vai mais beijar, sentir o cheiro dele, ou falar que o ama. Nesses momentos você não pensa, você age! Eu fiz o possível, sim descarreguei minha .40 naquele cara, e faria novamente se necessário. Pois tinha uma vida nas minhas mãos, mas eu não posso decidir quem morre e quem vive. Me perdoem se quem viveu era alguém de patente de capitão, e não um Major. Porque se ele estivesse vivo, todo esse teatro não estaria acontecendo.

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