• @rgpatrickoficial

SENTENCIADOS - Episodio 71

Vamos lá... algumas semanas depois!

Cheguei na corporação para assinar a documentação do afastamento por casar no dia seguinte e ter lua de mel, essas coisas.

Quando entro percebo um movimento anormal de carros, significava poucas viaturas na rua e mais dentro da corporação.

Entrei no elevador, com o casaco nas mãos e falando com o Renato no celular, ele estava enviando fotos do local para mim.

As portas do elevador se abrem e quando sai, dei de cara com o Robson, e ele fez o que eu mais temia.

Robson se reverenciou com uma continência! Meus olhos se arregalaram, fui andando e o gesto se repetindo a cada oficial.

Nem sentei na mesa, fui direto falar com o Major, entrei na sala e ele também fazendo continência;

- Ah merda! – Penso alto.

- O que disse?

- Que aconteceu?

- O Coronel decidiu entre você e Robson! É Capitão Gustavo.

Sabem aquele emoji de lua do seu celular? Foi a minha cara nesse exato momento.

- Major eu vou me casar amanhã.

- Meus parabéns, por essas ambas vitorias. – Ele fala de mãos estendidas.

Por um momento me veio o porquê da decisão;

- Vão demitir o Renato né? Irão processar ele?

- Claro que não foi essa a razão da decisão Gustavo. Ele nem será julgado pelo Coronel, e sim pela Corregedoria.

Eu fiquei tão assustado que só responde;

- Só vim assinar a papelada do meu afastamento.

- Está separada... – Ele me entrega. – Tem que decidir quem irá ficar no seu lugar Gustavo, enquanto está fora!

- Sei que o senhor pode muito bem cuidar disso. - Falo olhando para ele enquanto assino.

- Eu cuido... – Major abre a gaveta e tira o distintivo. – Me entregue sua identificação.

O distintivo do policial do COE é preto em formato de brasão, com escrita em prata, com a escrita da divisão em cima, o desenho de uma caveira com dois cedros atravessados, e escrito embaixo “Operações Especiais”. O de Capitão, é totalmente em ouro, com a escrita trabalhada em preto e o desenho totalmente em alto relevo, sinceramente é maravilhoso.

Não havia pegado no de Renato ainda, somente visto mesmo, afinal de contas ele guarda como “ouro”.

Ao sair daquela sala, e me dirigir para a saída, o Robson me disse algo que marcou.

O elevador se abriu com ele saindo, e olhou a nova identificação;

- Eu não tenho certeza se é isso que você sempre quis, mas conseguiu Gustavo! Você agora é capitão do Comando de Operações do Exército! Parabéns.

Sem expressão alguma as portas s e fecham, e eu fico ali imóvel.

Não havia alegria alguma em mim, naquele dia, era totalmente o contrário do que Renato me disse semanas atrás.

Na minha casa estava literalmente uma feira, afinal de contas, era família, minha e de Renato, preparativos para todos os lados.

Bem eu quando cheguei, minha mãe estava com o Douglas saindo;

- Vão onde meu Deus. – Falo com eles já no corredor.

- A gravata do seu irmão veio errada, vamos ir buscar outra. – Minha mãe empurra ele para dentro do elevador.

Entrei com a Flavia puxando praticamente uma mala de coisas do meu quarto;

- Ei, que é isso? – Falo tirando as chaves da porta.

- Algumas coisas do Renato.

- E para onde vai levar?

- Para a casa dele, amanhã só irão se ver no casamento.

- Ai meu Deus! Cadê ele.

- AQUI. – Grita de dentro do meu quarto.

- Gusta confere o seu terno no quarto. – Ela fala saindo.

- Tudo bem.

Sigo desviando de algumas bagunças do corredor, e entro no meu quarto que parecia uma dispensa de circo;

- Meu Deus Renato! Que estava fazendo aqui? – Falo tentando entrar.

- Foi mal, estávamos experimentando roupas.

- Veste uma roupa, sua mãe deve estar chegando. – Jogo sua bermuda para ele.

- Estava procurando ela mesmo. – Ele a veste. – Quer que eu vá para minha casa hoje?

- Ô de Casa... Estou entrando. – O João, pai de Renato abre a porta.

- Entra João, fica à vontade. – Grito do quarto.

- Me mandaram entregar isso. – Ele entra no quarto. – Com licença.

- Minha mãe doida, levando as chaves de casa de novo. – Falo pegando.

- Benção pai!

- Deus te abençoe, e então como estão os noivos?

- Muito ansiosos. – Respondo, apertando seu ombro.

- Sem sexo até a lua de mel. – Renato exclama, tirando gargalhadas de seu pai.

- Quantos dias já Gustavo?

- Aí que vergonha, estou castigando ele por cinco dias já.

- Ah, sua mãe me deixou duas semanas!

A gente ri demais de João, e eu jogo minhas coisas na cama, a mochila cai e Renato abaixa;

- Onde pegou meu distintivo? Deixo no cofre... – Ele foi falando e entendendo.

- É meu. – Respondo em baixo tom.

Todo o clima daquela sala muda, em um milésimo de segundo;

- Pai, dê um minuto por favor.

- Claro, me perdoem. – Ele fala saindo.

Ele mesmo fecha a porta, o Renato aos pés da cama com o distintivo nas mãos pergunta;

- Desde quando? – Ele aponta.

- Fiquei sabendo hoje.

Ele o joga na cama, e se vira de costas, ficando de frente para a janela com as mãos na cintura, percebo de longe as respirações fortes de Renato.

Me aproximei e o abracei por trás, passando os braços por todo seu corpo. Ele sobe as mãos e segura as minhas, se virando e me abraçando.

Não conversamos, ficamos calados, juntos, abraçados, sentindo os sentimentos de ambos.

Naquela noite, aconteceu um jantar na minha casa, com meus pais, os pais de Renato, meu irmão, Flavia e Brenda. Já sabem quem faltou né, Rui.

Eu e Flavia preparamos uma surpresa, que estava maltratando o Renato, mas nós esperávamos que valha a pena.

Rui falou ao pai que estava tipo de “recuperação”, e que não poderia vir, ele chegaria somente para a festa do casamento, na tarde do dia seguinte.

A noite foi a melhor possível, tive uma folga dos meus pais, e pude curtir com meu futuro marido.

Por citar ele, foi embora com seus pais e Flavia, os meus também.

Douglas e Brenda dormiram na minha casa essa noite. Eu mesmo acordei por vários momentos, quer dizer, mal dormi.

Acordei cedo com uma mesa de café da manhã, já pronta, feita pelo meu irmão.

Mas Brenda mal deixou eu comer, pois marcaram, cabelo pele e maquiagem para mim.

Quando chegamos no salão, que era de um conhecido eu já entrei questionando;

- Escuta Fernando, o Renato também está tendo um dia de noiva? Porque é assim que estão me tratando. – Falo assim que cumprimentei ele.

- Haha’, bom dia Gustavo, sim, e ele chegou mais cedo que você, já está bem adiantado.

- Gente ele não me falou que estaria aqui.

Não sei exatamente se você que está lendo, é casado ou não, mas todos homens mereciam um dia assim! Desde fazer unhas, massagens, cabelo, pele, tudo. Sério, recomendo, rsrs.

Brenda e Douglas também fizeram algumas coisas, mas a Flavia estava ligando a todo momento, a coitada ficou com a organização do casamento, tinha uma cerimonialista, mas Renato confiou bastante nela, que estava agindo como uma Capitã.

Ela chegou com meu terno e preferiu que eu me arrumasse aqui e não em casa, por causa do deslocamento.

Eu estou narrando de forma meio rápida, pois estava mais ansiosos que vocês, mãos soando o dia todo, estava com elas tremulas e mega desastrado.

Vamos então ao terno do noivo, o primeiro noivo. Meu terno era um cinza escuro, extremamente desenhado, com detalhes em cinza mais claro, camisa branca, gravata cinza com pequenas bolinhas pretas, com colete escuro, a calça do conjunto em alfaiataria.

Quando eu abotoo de frente o espelho, me vem um frio na barriga, fico me olhando por alguns segundos. E escuto alguém chorando.

Olho para a porta minha mãe;

- Estou no cabelereiro e a senhora já está chorando?

- Ainda bem que sou a última a me maquiar.

Ela vem e beija minha mão.

- Deus foi maravilhoso com você filho, colocando o Renato em seu caminho, ele é muito abençoado, eu vejo isso.

- Ele é perfeito mãe.

- Eu sei Gustavo.

A Flavia me levou para o local do casamento, pois eu ficaria confinado em um dos quartos e Renato em outro. Mas ele ainda não estava no local.

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