• @rgpatrickoficial

SENTENCIADOS - Episodio 70

Gustavo coloca a cabeça em meu peito, que abraço pelo seu ombro, a mãe dele responde;

- Estaremos lá.

- Abençoo vocês dois. – Neto diz.

O meu celular chamou, e não pude escutar, não presenciei a conversa deles depois disso.

- Oi.

- Renato, recebi uma intimação, do seu caso.

- Fala.

- Marcaram a o julgamento! Será perante a corte da corregedoria.

- Quando.

- No dia após o casamento.

- Que ótima lua de mel vou oferecer a Gustavo em.

- ME desculpe amigo.

- Relaxa, você não tem nada a ver com isso.

- Irei estudar, dias e noites para ajudar você nesse caso.

- Flavia eu não tenho defesa, sabe disso.

- Mas quero ajudar, vai deixar?

- Rsrs, ok.

Gustavo sai da casa, eu entro rapidamente para me despedir deles, e entro no banco do passageiro desta vez;

- Não pode negar, você tem a quem puxar.

- Cala a boca Renato. – Gustavo coloca o cinto de seguranças, me respondendo.

- Como são teimosos, e gostam de gritar...

Ele me olha daquele jeitinho, saindo com o carro;

- Onde estou entrando em... você grita, é chato só arruma confusão, falta só uma buceta Gustavo, para completar a TPM.

- Até poderia ter, mas você não gosta.

- Haha’ não? De onde tirou isso?

- Amor.... rsrs.... Depois que você prova isso aqui. – Ele bate nas pernas. – Não tem para ninguém.

- HAHAHA’ Para de ser convencido. Tem mulher ai que dá de 10 a zero nisso ai. – Digo batendo em sua perna.

Ele claro, que retruca me agredindo, batendo forte no meu braço;

- Que mulher Renato, me fala... Seu viado.

- Para Gustavo... Para eu estou operado. – Tento me proteger de sua mão.

- Vou dar na sua cara isso sim. Estava falando com quem no telefone?

- Um carinha ai, ver se ele topa um sexo a três. – Bloqueio a tela do celular.

Com Gustavo saindo fogo pelos olhos;

- Não brinca comigo, estou falando sério.

- Era a Flavia...

- Sei!

Em um estante de silencio no carro pergunto;

- Você toparia sexo a três?

- Você toparia? – Gustavo retribui com a mesma pergunta.

- Sim, de boa.

- HAHAHA. – Ele cai na gargalhada, rindo da minha cara. – Para de ser mentiroso Renato.

- Estou falando sério Gustavo.

- Aceitaria outro cara me beijando? Outro cara transando comigo? Aceitaria alguém desconhecido me comendo de quatro, na sua frente? Me vendo dormir, fazendo carinho em meu cabelo, me beijando e acariciando, na sua cama?

Fico calado olhando para ele, confesso ficar puto só com o comentário.

Ele volta a rir, dessa vez da minha cara, na minha cara, rsrs;

- Eu sabia, te conheço, é ciumento e possessivo, se ver alguém de olho em mim já fica puto, imagina transando.

- Me trai que te mato dormindo, você nem vai ver. – Digo olhando para fora do carro.

- Ai que perigo. Que Flavia queria?

- Marcaram o julgamento, será no dia após o casamento.

- Serio?

- Sim.

- Que merda em.

- Nem me fale.

Entramos no prédio do Gusta, subimos, pois ele estava precisando de um banho, e eu fui na cozinha olhar o que tinha para comer.

Com Gustavo no banheiro, seu celular não parava de tocar, eu não olhei, afinal estava no quarto e eu na cozinha.

Tirei algumas coisas, e fui começar a preparar as coisas para fazer uma janta, o Gustavo vem de cueca e cabelo molhado;

- Nossa estou com uma sede.

- Seu celular estava chamando. – Falo batendo em sua bunda.

- Vou olhar... que vamos comer? – Ele olha fechando a geladeira.

- Você eu não sei. – Abraço Gustavo, pegando em sua bunda. – Eu já tenho o que comer de sobremesa.

- Não está merecendo não viu.

- Porque não?

- Gritou comigo duas vezes só hoje.

Eu somente abro um sorriso para ele. Gustavo pega o celular no quarto e retorna na cozinha para deixar o copo.

Enquanto olhava suas mensagens eu vou colocando a mão dentro da sua cueca, sentindo sua pele sedosa. Com leves mordidas em seu pescoço, e eu já excitado atrás dele;

- Que acha de sobremesa agora, e jantar depois? – Falo em seu ouvido.

- O Vitor renegou o cargo de capitão. – Gustavo se vira mostrando o celular.

- Ninguém nega ser capitão, vão afastar ele. – Comento olhando.

- Ele pediu transferência, pode sim recusar com uma transferência. Ai caralho isso não está acontecendo.

- Gustavo, é você ou Robson para o cargo agora.

- Renato se eu for promovido, e você voltar, irão me mandar para Brasília, tem ideia disso?

- A gente resolve, calma. – Ele pega meu celular e me abraça.

- Quando eu creio que as coisas estão indo, mais uma!

- Ei, olha para mim.... Vamos ficar bem.

Beijo ele na bochecha e o abraço fazendo carinho em seu cabelo, que estava meio molhado.


#Gustavo



Renato havia pedido ajuda com as coisas do casamento. Flavia estava fazendo muito, e Douglas ajudando, eu estava neutro, não estava com cabeça alguma para isso.

Bem com a ansiedade para chegar no trabalho e ver como estava o clima por lá!

Eu acordei mais cedo que o normal no dia seguinte, fui direto para o banheiro.

Quando sai já procurando minha farda, sem querer acordo Renato;

- Bom dia! – Ele se vira na cama. - Que faz tão cedo de pé?

- Vou para o trabalho Renato.

- Que acha de já começar me chamar de amor em Gustavo? Casamos em poucas semanas.

- Desculpe, as vezes me esqueço disso.

Ele se senta na cama, eu já quase vestido, e Renato diz;

- Senta aqui Gustavo.

- Amor eu estou atrasado.

- Gustavo, senta aqui.

Eu deixo meu pente, e aproximo dele, na cama;

- Você pode pelo menos fingir que está se importando com esse casamento!

- Eu estou tentando Renato, mas não consigo. – Pego em sua mão.

- Amor quer cancelar isso?

- Não, Renato, você está tão focado, não quero fazer isso.

- É sobre isso que estou falando.

- Como assim?

- Eu estou focado nisso e você não está nem aí.

- Amor, tenho que resolver isso no trabalho.

- Olha para mim.... Eu fiz exatamente o que está fazendo, acordava cedo, saia correndo, deixava meu filho tomar café sozinho. Perdi um casamento, sei que não posso colocar a culpa no trabalho, mas não vive com minha família. E não quero repetir isso com você. Sabe o porquê Gustavo, quando eu precisei deles, me viraram as costas, e irão me processar agora, por um erro. E com você não será diferente.

Ai que raiva do Renato, raiva por ele estar certo.

Eu fiquei calado, não falei nada. Em silencio, de cabeça baixa, ele beija minha testa falando;

- Vou preparar um café, você toma comigo?

- Sim, vai escovar esses dentes que está com um bafo.

Ele sorri me empurrando.

Tirei a farda, deixando de lado, e fui na cozinha enquanto ele estava no banheiro.

Fiz o café, o Renato montou a mesa, ele até comprou pão francês enquanto eu terminava um suco que ele comentou estar com vontade de tomar.

Quando voltou, sentamos depois de muito tempo, para comer juntos.

Ficamos conversando, por um tempão sobre o casamento, e tudo que já estava pronto, e vocês terão a minha visão para quando for o grande dia.

- Ei agora tenho que ir, estou atrasado. – Falo levantando.

- Vou com você, a Flavia vai me pegar no caminho! Tenho que comprar umas coisas.

- Beleza.

- Gustavo, hoje irão fazer a transferência do dinheiro do Rui para você tudo bem? – Renato fala entrando no quarto.

- Ei relaxa.

- Acho que só vou dormir bem depois que esse dinheiro estiver na sua conta. Sem trabalho agora quero até ver como vou fazer.

- Amor, você não foi afastado ainda, relaxa.

- rsrsrs, Te Amo.

Deixei o Renato, onde ele marcou com a amiga, e fui para a corporação, ah eu queria muito dar de cara com o Vitor!

Por chegar atrasado, todos já estavam presentes, e dentro da sala de reuniões, eu deixei minhas coisas na minha mesa.

E a porta se abriu com todo mundo saindo ao mesmo tempo, o Vitor chega em mim com um sorriso sarcástico;

- Nem foi promovido e já está chegando atrasado capitão? – Ele fala se aproximando.

- Covarde! – Falo encarando ele.

- Que falou?

- COVARDE. – Repito lentamente. – Porque fez isso? Foi por negar não ser seu tenente?

- Vou me mudar Gustavo.

- Beleza Vitor.

- Seu sonho era ser capitão, se lembra?

- Sim, eu lembro, mas aqui quem manda é o Renato! Não existe dois capitães Vitor.

- Será transferido para outra corporação Gustavo, relaxa.

- Sim, em Brasília.

- Como assim?

- Ai está zoando comigo que não sabia?

- Não, de onde tirou isso?

- Gustavo, quero falar com você. – Chama o Major.

Ouvi exatamente o que tinha medo, eles iriam analisar e decidir entre a gente, eu nem perguntei, nem falei nada, de ninguém, fiquei na minha, lembrei o que o Renato havia dito mais cedo.

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