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©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia

  • Richardson Garcia

SENTENCIADOS - Episodio 68

Bem logo depois que saímos, ele foi respondendo as mensagens dos conhecidos, por ter saído do hospital.

Renato pegou várias roupas, e pertences, quase uma mudança, serio, se estivesse com mais alguém ele levaria mais coisas e claro mais espaço.

No caminho de volta, Renato estava enviando um áudio, quando eu o interrompe;

“- Flavia estou te aguardando, sobre notícias, você sumiu e não falou nada da corporação...”

- Renato.

- Diga. – Ele fala olhando a tela.

Eu meio que me seguro, por não querer falar, e ele olha;

- Que foi Gustavo...

- A divisão recebeu hoje uma nota do seu afastamento, disseram que você será investigado, e só pode voltar a atuar depois da conclusão.

- Está falando sério? – Ele me encara.

- Desculpe, sim. – Aperto sua perna.

- Isso será uma bela dor de cabeça.

- Estou contigo Renato, hoje e sempre.

- Digo em relação a investigação Gustavo. Eles vão a fundo agora, e sem Vander posso esperar o pior.

- Não quero que pense nisso! Amanhã você não vai tentar ir ver o Rui?

- Sim, vou ver se consigo liberação do hospital para viajar.

- Se eles recusarem Renato, não quero que se preocupe. Vamos ir assim que puder, afinal ele está em período de trabalhos e provas né?

- Sim.

Galera em casa, eu fui tomar um banho e Renato ficou arrumando suas coisas, ele passou um tempão, guardando suas roupas e coisas no armário.

Eu deitado na cama, com a TV ligada, em volume muito baixo. E olhando, Renato pra lá, Renato pra cá.

Com isso eu peguei no sono, e acordei, no outro dia pela manhã, com ele de pé todo vestido;

- Bom dia. – Renato puxa meu cobertor.

- Bom dia... Nossa ficou de pé a noite toda?

- Vou falar com a Flavia, e depois ir atrás da Katia.

- Quer que eu te leve?

- Não, Flavia está a caminho, e você em, amando ficar com meu carro né?

- Não vou negar. – Me espreguiço na cama.

- Seu eu ter um tempo, passo na corporação para almoçarmos juntos. – Renato abotoando os botões da camisa.

- Tem certeza que quer passar lá? – Eu me sento na cama, questionando.

- Não estou triste Gustavo, você, nem ninguém tem culpa do que está acontecendo, e sim eu, eu quem atirei, eu quem abriu o vidro. O Major morreu dentro do meu carro...

- Me desculpe, não queria entrar nesse assunto.

- Tudo bem.... Comigo afastado o Vitor se torna o Capitão, e já conversou com ele? Entrará como Tenente? – Renato se senta na cama, perto de mim.

- Não, não tenho tempo lá para isso.

- Mas tem experiência.

- Não gosto de ficar falando do trabalho, com você, pelo que aconteceu.

- Esquece, eu gosto de falar, e ouvir, querendo ou não foi minha vida... Agora tenho que ir, anda, vai tomar um banho, antes que se atrase.

- Aff, você não perde o jeito de ficar me dando ordens né.

- NÃO. – Grita Renato, do corredor.

Era como ele soubesse que estava acontecendo por dentro da corporação, eu cheguei e como de costume, o Vitor chegava no escritório, ligava meu computador e sempre estava sentado no seu lugar.

Hoje ele estava falando com alguém, dentro da sala do Renato, ou melhor, na sala do capitão.

Me sentei, organizei as coisas, e de repente ele aparece na porta;

- Gustavo e Robson, podem vir aqui um minuto? - Vitor não fala tão alto.

Eu encaro o Robson em sua mesa, que se levanta tirando os fones de ouvido, eu deixo as coisas entrando.

O homem que stava com ele, de estatura baixa, barba e olhos bem claros, ele estava ao lado da mesa, eu olho ao redor e percebo que todas as coisas do Renato foram retiradas do lugar;

- Gustavo, Robson, esse é o Major Moraes, substituto e em breve interino desta divisão.

Ele dispensa a continência e faz o inimaginável para mim. Moraes se aproxima olhando nos meus olhos e fala de mão estendida;

- Como está o Capitão Andrade?

- Ele está bem, senhor. – Respondo olhando para o Vitor.

Pensando, quem contou para ele, e tals;

- A corporação já sabe do que há entre vocês! Major Resende, enviou um comunicado para o comando, ontem antes de embarcar para São Paulo, fui informado. Bem o que vim falar aqui, é o que vocês já estão sabendo. O comando me enviou para efetivar o Tenente Vitor a Capitão desta divisão, e eu solicitei nomes para substituição do mesmo, vocês foram a resposta dele.

- Mas não pode haver dois tenentes... – Robson fala.

- Bem observado oficial, irão disputar a vaga, sob a supervisão do novo capitão de vocês e... – Moraes falava, e falava, eu interrompo ele.

Ergo a mão com a palma direcionada a ele, que fica sem entender;

- Eu agradeço mas não quero disputar a vaga, pode promover o Robson.

- Tem certeza disso Gustavo? – Vitor repreende.

- Não quero que fique com pena de mim, enfrente isso como um homem Gustavo, vamos disputar isso.

Robson fala me encarando, eu naquela hora da manhã de cabeça quente só respondo;

- Acho que se lembra o que aconteceu a última vez que falou assim comigo né?

- Parem os dois! – Moraes aumenta seu tom de voz. – Posso saber o porque Gustavo?

- Pode sim! Não irei dedicar minha vida, meu tempo e tudo que tenho para um trabalho de conjecturas!

- Conjecturas?

- Sim, não preciso citar nomes de quem dedicou o tempo de estar com a família para essa corporação, e está sendo processado.

- Não leve isso para o lado pessoal!

- Não estou levando Major Moraes, é o senhor que tem a mente fechada. Minha resposta é não, me recuso a disputar outro cargo nesta divisão.

- Sabe que pode ser punido por isso?

- Vai me processar também?

- Gustavo me espera lá fora. – Vitor interrompe antes que eu falasse mais merdas.

Eu fui até a copa procurar algo para beber. Pois estava sem acreditar na atitude desse pessoal, é tamanha a falta de ética, inacreditáveis.

Meu celular chamou, era o Renato, eu não consegui atender na primeira ligação, e tive que retornar;

- Amor! – Diz ele, aparentemente rindo.

- Renato?

Questiono, por me chamar assim;

- Atrapalho?

- Não, que foi?

- Flavia me trouxe aqui no Hilton, você conhece o Terraço desse lugar, onde fazem os eventos?

Cheguei a colocar a mão no rosto;

- Renato, como assim?

- Para o casamento Gustavo.

Começo a rir, e ele fica bravo;

- Estou falando sério Gustavo.

- Aí Renato, está olhando lugar para o casamento? É sério isso?

- É sério, e vou te mandar umas fotos para você conferir, me diga que achou.

Que homem fui arrumar. Eu todo estressado com trabalho e ele olhando lugar para festa.

Mas vamos lá...

Eu sai da copa, e o Vitor estava recolhendo as coisas de sua mesa, eu me aproximo sentando, e ele questiona;

- Fez aquilo lá dentro por minha causa? – Diz deixando umas pastas a mesa.

- Não tem nada a ver com você, eles têm que ouvir Vitor.

- Dá para me ajudar? Como vou trabalhar com Robson Gustavo, porra cara!

Eu dou um sorriso meio irônico e digo, virando a cadeira totalmente para o seu lado;

- Você é o capitão agora! Pode fazer praticamente o que quiser, então, não me enche.

- Não pedi isso Gustavo. – Vitor sai sem me olhar.

Pronto, agora deixei o capitão puto! Parecia um daqueles dias em que eu não deveria ter saído de casa.


#Renato



Atravessando a rua e entro no carro de Flavia que estava falando sobre a Katia e Rui;

- (...) Assim que o dinheiro for liberado pelo juiz, a parte do Rui é transferida, nesse caso, o Douglas está cuidando a papelada para explicar o valor ao Gustavo. – Diz colocando o cinto de segurança.

- Ótimo! Que é menos uma dor de cabeça.

- Já viu o Rui?

- Não, falei com ele no telefone, pelo Whatsapp, mas não! Ele foi escolher logo medicina, e sabe como é, são semanas de trabalhos e provas! O que aconteceu comigo atrapalhou ele em partes, o que atrasa mais ainda ele poder vir.

- Porque não vai ao Rio, Renato?

- Medico queria nem deixar eu sair de casa, vim aqui escondido. Muito menos sair do estado.

- Te deixo onde?

- Está quase na hora do Gustavo, me leva até a corporação.

Ela passa a mão no nariz, coloca a mão em minha perna questionando;

- Tem certeza? É uma boa ideia você voltar lá?

- Flavia eu não tenho problemas com a corporação, não estou exonerado, ainda tenho meu título, quero ir lá, não se preocupe.

- Ok... E pensou sobre o que disse?

- Vou falar com Gustavo, mas estou pensando em algo mais simples, só família e tals, afinal, não podemos gastar, nem temos o que gastar na verdade, e tudo que vimos é muito caro.

- Tenho que concordar viu!

Flavia me deixa na corporação, e insistiu para entrar comigo.

Entrando no andar, sendo cumprimentando por todos, pegando nas mãos, e mesmo sem farda, respondendo continências.

A mesa do Gustavo estava vazia, e seu computador desligado, só ficava assim quando ele estava com missão em campo.

Entro na minha antiga sala e o Vitor quase pula da cadeira batendo continência;

- Capitão!

- Não sou seu capitão Vitor, não agora! – Me Aproximo.

- Costume senhor.

- Renato, me chame de Renato.

- Desculpe!

- Viu Gustavo?

Ele respira, e diz;

- Está na sala interrogando um suspeito! Hoje ele está daquele jeito.

- Vou falar com ele.

- Fique à vontade senhor... Renato.

Eu entrei na sala onde o Robson aguardava, era a saleta com a janela de vidro atrás da principal, onde o Gustavo estava.

- Capitão.

- Olá Robson. – Pego em sua mão. – Acha que vão demorar? – Aponto para o Gustavo na sala.

- Acho que não, pois Gustavo vai pegar ele se continuar rindo daquele jeito.

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