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©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia

  • Richardson Garcia

SENTENCIADOS - Episodio 63

Eu fui ajudar o Vitor a cumprir uns mandados, e quando retorno, o Renato estava fechando sua sala;

- Gustavo posso falar contigo? – Ele segue pelo corredor.

Acompanho ele, e Renato entra na copa;

- Escuta vou para o Rio hoje, e quero que fique na minha casa.

- Não tem a necessidade Renato.

- Ou melhor, vem comigo?

- Não, fazer o que?

- Vou na universidade de Rui.

- Não Renato, e já devem estar falando da gente, só chega junto, e só sai junto.

- E, está com medo agora é? – Renato entrelaça seus braços em minha cintura.

- Para, vai entrar alguém.

Ele leva a mão em minha bunda apertando;

- Vamos Gustavo.

- Beleza, beleza.

- Ah deixa eu te falar.

- Que foi?

- É sério.

- Só estou pegando um café.

- Aham, com essa cara de lerdo sua.

- Fala logo.

- Vou precisar daquela grana. Flavia conseguiu um bloqueio na justiça, assim que o dinheiro for liberado é transferido para o Rui, mas isso pode levar de quinze a trinta dias. E não posso esperar.

- De boa, vamos eu passo no banco e já fazemos a transferência.

- Capitão, precisa vir aqui, agora. – Robson chama.

Ele sai quase correndo, e segue para a sala de controle, onde temos a central.

Eu vou depois e me aproximando com Renato passando as mãos na cabeça;

- Que foi?

- Segunda vez que o Vander passa na rua do meu prédio. Que sorte dele Rui estar longe.

- Renato não pode viver assim não, vai enlouquecer.

Vitor cossa a garganta perto da gente, porque tinha muitas pessoas na sala, e eu passei por cima da hierarquia;

- Desculpe, Capitão.

- Talvez é isso que ele queira. Robson, quero que prepare uma força tarefa, junto a Vitor, e fique de olho em cada passo de Vander, quero tudo.

- Posso ajudar também.

- Não Gustavo, ele está rondando você também, é melhor te manter longe.


#Renato


Almoçamos, e depois passamos no banco, também em casa pegamos algumas roupas, para ir.

O coitado do Gustavo foi me ouvindo, a viagem toda, sobre o Vander e tals. E quando ele revezou o volante eu peguei no sono, rsrs.

Chegamos a noite no Rio. Eu conversando com o Rui claro, e quando chegamos ele estava em aula.

Eu estava com muita saudade do meu filho, então seguimos para a universidade antes de ir ao hotel.

Aguardando no estacionamento, o Gustavo estava muito cansado;

- Vai logo, eu vou depois.

- Não Renato, vou te esperar.... Me chama quando ele sair. – Gustavo puxa o banco deitando ao meu lado.

Eu fui a uma pequena cantina que tinha logo de fora dos portões, compro uma agua tônica e volto ao carro, com ele já dormindo. Pelo menos era o que eu pensava.

Sabem o quanto curto ver ele dormir, e nessa noite eu fazendo carinho em seu cabelo sedoso.

Meio que um cafuné, solto meio sem querer querendo, um;

- Te amo cara.

Pensava eu Gustavo estar dormindo. Ele abre um sorriso imediato, e abre os olhos me encarando;

- Eu sonhei?

- Não seu safado.

Gustavo se levanta me beijando, todo bobo. Com o meu filho, o Rui parado na frente do carro olhando a gente.

A cara dele, sua feição sem expressão alguma. Ele se vira para sair, olha aos arredores meio perdido. Desço rápido do carro e sigo ele que volta para dentro do colégio.

Logo na entrada, pego em seu braço;

- Rui espera.

- Me solta. – Ele desvia em meio as pessoas.

Ele continua entrando e se enfia dentro de um banheiro, eu entro com ele trancado dentro de um reservado.

- Rui, dá para sair daí logo? – Falo encostando na pia.

- Não acredito no que eu vi.... Não acredito. – Ele fala dando murros na porta de alumínio.

- Eu estava me preparando para te contar.

- Quando? Depois que se casarem?

- Rui sai logo daí, quero conversar como pai e filho com você.

- Sem essa conversa para o meu lado. Eu, você e a mamãe fingimos muito bem ser uma família do bem. Mas ela quer curtir a vida como uma jovem de ensino médio, o meu pai gay. Dá para acreditar nisso, gay. E eu? Me mandaram para um intercambio fora do pais para dar um tempo nessa vida de merda de vocês dois.

- OK. Vou contar até três e arrombo essa porta Rui.

Ele abre a porta, estava sentado na privada, sua mochila no chão ao lado de fora;

- Sai logo daí.

Ele se levanta e se aproxima da pia lavando as mãos, agora não me perguntem o porquê.

- Concordo com você estar bravo, não entender e ficar confuso. Mas fala desse jeito de novo que não serei tão compreensivo.

Gustavo abre a porta do banheiro entrando e o Rui olha para ele, comentando comigo;

- Pai, esse cara?

- Rui escuta...

- Pai, ele não presta, não vale nada.

- Rui olha a boca. – Fico em frente a Gustavo.

Que vocês sabem ama uma treta;

- Está com você por causa do trabalho? Não entendeu isso? Você é capitão, e ele não é nada, nunca foi. Não soa estranho, sair da PF e entrar na COE com um passe livre? Eu odeio você.

Rui olha nos olhos de Gustavo falando isso.

- Ah mas eu não tenho que ouvir isso de garoto mimado algum. Escuta aqui filho da mãe, não preciso do seu pai para nada e sabe de outra coisa...

- Gustavo CHEGA, vocês dois. Me espera lá de fora, por favor.

Ele vira as costas e Rui aproveita;

- Pai viu...

- Cala a sua boca. – Aponto o dedo para Rui. – E pode ir parando com isso de você. É Senhor, sou o seu pai, não colega de classe. Não admito que fala assim do Gustavo.

- Agora vai defender ele?

- Você não conhece ele, não pode julgar ninguém assim.

- Eu julgo quem colocou minha mãe na cadeia.

- CALA A BOCA. Acha que ele fez isso porque queria? Acordou cedo com raiva dela e resolveu prender? Você não é mais criança. E para de acobertar sua mãe. Ela pegou seu dinheiro da sua universidade e enfiou sei lá onde. Sabe quem pagou seus estudos? O Gustavo. E ele não perguntou nada quando fez isso. Então mais respeito, cria vergonha nessa sua cara, seja homem. Eu bate uma vez em você, não me faça ter que voltar naquele dia Rui Andrade.

- Não aceito o senhor com ele.

Ele exclama me encarando.

Fiquei sem chão nesse momento;

- Presta atenção no que acabou de falar. Tem certeza?

- Sim.

- Já que não me aceita com o Gustavo. E terá que aceitar o dinheiro dele, para pagar seus estudos. Sua mãe recebera aquela herança, Flavia irá usar parte desse valor para pagar ele.

Rui não exclama uma palavra, então, me viro saindo do banheiro.



#Gustavo


Descobri o que rui havia falado ao pai dele, meses depois, porque a cena que eu presenciei aquele dia, foi para mim bem assustadora.

Ele saiu do colégio, andando normal, voltou para o carro, sentou colocando o sinto de segurança e eu questiono;

- Tudo bem?

- Não, mas por favor, não quero falar disso.

- Ok.

Ele liga saindo com o carro, calado pelo percurso onde iriamos passar a noite.

No hotel, eu mesmo fiz o check-in, e subimos com as coisas. Renato foi direto para o banho, enquanto eu pedia algo para comer.

Com o aplicativo de comida ligado fui ao banheiro para falar com ele, mas a porta estava trancada, foi a primeira vez que Renato tranca a porta junto comigo. Antes de gritar aproximo o ouvido na porta. Ele estava chorando.

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