• @rgpatrickoficial

SENTENCIADOS - Episodio 60

Ele diz enquanto o Renato sai da sala.

Ele foi para a sala fazer uns telefonemas, e eu junto a Vitor saímos para trabalhar.

Fiquei durante a manhã aguardando mensagem do Renato, mas ele realmente estava ocupado.

Nos demoramos um pouco, mas chegamos antes do almoço na corporação.

Quando eu cheguei passando pela sala do Renato, vejo o Rui lá dentro.

- Filho dele está aí. – Falo ao Vitor.

- Deixa para depois entregar esses relatórios, garoto o garoto odeia a gente.

- Beleza.

Eu estava me preparando para almoçar, o Vitor havia chamado para ir em uma churrascaria, pois ele iria pagar.

Eu abri a gaveta pegando minha carteira e chaves e ele arrasta sua cadeira até mim;

- Vamos ter que marcar outro dia.

- Que foi Vitor? Vai pegar quem no seu almoço hoje?

- Queria que fosse isso mano.... Olha que chegou.

Ele fala mostrando uma intimação. Era um pedido de comparecimento do Juiz, par ao Renato.

Olhei para a sala do Renato e o Rui ainda estava lá;

- Não podemos esperar?

- É ordem direta.

- Puta merda, ele já está tendo um péssimo dia.

- Vou com você. – Ele fala se levantando.

Vamos lá né. Me aproximo da sala, bato na porta que estava aberta, ambos olham;

- Sim Gustavo.

- Capitão, temos uma intimação para o senhor. – Falo levantando o papel.

Ele estica o papel, e lê, questionando;

- Pode ser depois? – Ele fala gesticulando com o olhar pelo Rui.

- Desculpe senhor, é uma ordem direta do Juiz. – Vitor responde.

- Terminamos quando eu chegar em casa, ok Rui? – Ele levanta.

- Vai prender ele também? – O garoto fala pegando a jaqueta e me encarando.

Eu não respondo, fico na minha;

- Me desculpem, por isso. – Renato fala para a gente.

- Nós é que pedimos senhor. – Vitor responde.

Ele claramente não precisava de acompanhamento para ir até o Juiz, por ser quem é.

Eu almocei com o Vitor, e quando voltamos, por volta de umas duas da tarde, eu vejo quando sai do elevador, uma flor na minha mesa.

Galera me aproximei e havia uma orquídea na minha mesa, com um bilhete de lado, julguei na hora, o comentário de Douglas que meus pais iriam vir na corporação.

- Quem mandou?

- Para de ser Curiosos Vitor. – Falo pegando o bilhete.

Abro o envelope com meu nome, e estava escrito;

“Amo ver você dormindo”

Ah mano.

Sentei na cadeira sem acreditar naquilo, que coisa mais fofa gente, eu nunca tinha recebido flores antes. Orquídeas são brega pra caramba né, me senti com 80 anos, mas o que vale é a intenção.

Para acabar com a alegria que eu estava só meu irmão, pedindo para confirmar presença essa noite no culto.

Responde que sim, e esperei por toda a tarde o Renato aparecer para confirmar com ele também, mas nada.

Renato não voltou para o trabalho naquela tarde.

Bem então fui para casa tomei um banho, me arrumei olhando aquele relógio maldito que parecia não rodar, até o Renato me ligar;

- Gustavo está pronto?

- Sim.

- Estou virando a esquina, pode descer.

- Aff, não avisa, já vou. – Falo correndo e pegando minhas coisas.

Gente eu desci, e ele estava me aguardando, Renato estava de calça jeans, camisa social azul de manga longa abotoado e todo lindo, usando sapado social;

- Gente vamos casar?

- Haha, quando eu quero me vestir bem eu sei.

Eu estava da mesma forma, como se estivesse adivinhado. Eu estava comportado pela igreja, em respeito ao lugar que estava indo, independente de qualquer coisa.

Ele saiu com o carro, e já de cara coloca a mão em minha perna dizendo;

- Curtiu as flores?

- Haha’ claro, achei muito fofo. Obrigado.

- Por nada. Gustavo acredite, nunca fiz isso, eu não sabia o que comprar. Me senti no dever de retribuir suas palavras de hoje sabe.

- Aí gente, não conhecia esse seu lado. – Falo puxando ele para beija-lo.

Ele foi chegando, e havia muito tempo que não comparecia naquele lugar;

- Ali Renato... pode ir parando por aqui. – Falo apontando para a rua.

- Tem vaga la na frente.

- Meu Deus, quer que eu passe mais vergonha é?

- Tem vergonha de mim?

- Não Renato... ai Jesus.

O infeliz para a caminhonete na frente da igreja, não tinha nem como eu fugir.

Descemos, e tinha algumas pessoas entrando e minha mãe na frente, recepcionando todos fieis.

Escutem isso, e imaginem a cena. Renato estava a minha direita, ele passa seu braço esquerdo em minha cintura, bem de frente minha mãe;

- Benção. – Falo pegando em sua mão.

- Deus de abençoe filho. E você eu não conheço? Trabalham juntos? – Ela pergunta a Renato.

- Sim, é um prazer finalmente conhecer a senhora, Gustavo fala muito de vocês.

Eu olho para ele, querendo matar aquela falsidade;

- Que bom... Filho fique à vontade, seu pai está lá atrás preparando para o culto. Seu irmão deve estar chegando também.

Entramos e Renato me fez sentar nas cadeiras da frente;

- Me explica essa mão na cintura? – Falo me acomodando.

- Ué, pensei que me chamou para apresentar para seus pais.

Eu fiquei olhando para ele, sem acreditar;

- Está zoando comigo?

- Não foi por isso que me chamou?

- Não, mas...

- Oi meninos. – Douglas diz cumprimentando a gente.

Falamos rápido com eles e se sentaram do outro lado, por estar já lotada a igreja.

Galera o Renato ficava com a mão passada atrás do encosto da minha cadeira, e eu com a minha sob sua perna, durante todo o culto.

Meu pai ministrou toda a noite voltada a família. Confesso que foi uma noite abençoada, eu gostei, sinceramente muito de ter ido naquela noite.

Em uma das lições que ele dava durante a noite, desceu do mini pedestal e vem até mim, pegando em minha mão e na de Renato. Para vocês podem não ser nada, mas isso me tocou profundamente, essas pequenas atitudes de aceitação, é muito importante para alguém que foi rejeitado, pela família, e pela vida em alguns momentos.

Por fim, próximo às nove e meia da noite o Renato ficou de papo com o Douglas, pois estávamos esperando nosso pai para despedir, a Beatriz falando com minha mãe, e eu no celular.

- Que noite mais abençoada meus filhos. - Meu pai aproxima abraçando o Douglas;

- Pai!

- Deus te abençoe Gustavo! Quem é o seu amigo? - Ele pergunta pegando na mão de Renato.

- Do trabalho! É um prazer. - Ele responde.

- É policial também? - Minha mãe pergunta.

Eu e Douglas abrimos um sorriso, e Renato fala;

- Sou Capitão da corporação, mas podem me chamar de Renato.

- Gustavo eu e sua mãe vamos sair para comer algo, poderiam vir conosco?

Meu pai me pergunta, mas quem disse que consegui responder;

- Ótimo estou morrendo de fome... Douglas vai conosco também?

- Claro Renato.

Eu fiquei olhando aquela dupla, mas sem dizer nada



22 visualizações
Assine para ser o primeiro a receber os capítulos 

Siga a gente:

©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia