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©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia

  • Richardson Garcia

SENTENCIADOS - Episodio 58

#Renato


Mesmo sem trabalhar na parte da manhã, eu ainda sai mais cedo, iria até a Katia, fui fazer isso pelo meu filho.

Peguei meu carro e fui para a tal delegacia da mulher. Logo que cheguei, entro pedindo para falar com a delegada, uma mulher linda demais diga-se de passagem.

- Vim ver Katia Beltrão.

- Claro Capitão Andrade, vou pedir que te acompanhem. – Ela diz saindo da sala.

Um policial se aproxima e me acompanha, ela estava em uma sela com mais duas mulheres.

Quando entro, de assovios e piadinhas das outras detentas, por eu estar fardado;

- Que isso em novata, você dava para um homão da porra!

- Veio rir de mim?

- Pode abrir? – Falo ao agente.

Ele abre e sigo com ela para um estilo de sala de interrogatório;

- O que está acontecendo Renato? Isso é culpa sua?

- Minha? Também estou no processo, por culpa sua, acha que sair torrando dinheiro a Receita iria deixar passar em branco. Me fala?

- Era dinheiro da casa, eu poderia gastar como quisesse.

- Katia tem registros de transferências exorbitantes para o Tomas, ainda não sei que merda fizeram, mas você está muito encrencada.

- Preciso de um advogado?

- Sim, falei com aquele seu amigo, Rui pediu que fizesse algo. Ele vai entrar com um pedido de “habeas corpus”.

- Porque ele não veio aqui ainda?

- Está no Rio de Janeiro, chega amanhã. Vou deixar meu contato com a delegada, o que precisar fale com ela. Liguei para o Rui, seu irmão está a caminho com algumas coisas para você.

- Obrigada.

- Avise seu irmão, que vão chegar nele, é só questão e tempo Katia.

- Isso é tudo culpa dele.

- Para de tentar colocar a culpa nas pessoas e assume que errou!

- Você não sabe de nada Renato.

- Beleza, não vou discutir com você.

Bem, fui embora, como cheguei cedo em casa, eu peguei todo o processo da Katia e estava estudando.

Fiz isso pelo Rui, procurei por todas as linhas, cara nada, nada para o Advogado trabalhar, Gustavo fechou esse caso com maestria, quase deixou o trabalho do juiz pronto, rsrs.

E por falar nele, envia mensagens por volta de oito horas;

“- Ocupado?

- Não, que foi?

- Robson me deu o bolo, vem dormir aqui em casa.

- Há. Há. Há. Seu palhaço.

- Estou usando aquela sua camiseta e pensando em você. Usando só ela.

- Rsrs, estou indo.

- Te esperando.

- Abre a porta, rsrs.”

Digo rindo olhando a tela do celular.

Eu me troquei, como já havia tomado um banho. Desci comprando pipoca e chocolate, para assistirmos um filme. E fui para casa do Gustavo.

Minha presença lá estava tão normal que o Porteiro já conversava comigo como morador.

Eu subi com as sacolas, e a porta do apartamento do Gustavo estava aberta.

Entrei deixando as sacolas no sofá, e vou até o quarto, que tinha uma música tocando, e nada.

Banheiro, nada.

Cozinha e lavanderia nada. Nem mesmo no quarto de visitas. Fiquei assustado nesse momento.

Escutei passos no corredor, e me aproximo da mesinha de Gustavo onde ele escondia a arma, então ele entra no apartamento;

- Ai, Renato, não vi você entrando. – Gustavo diz com a mão no peito.

- Mas gente, onde estava pelado assim? – Pergunto apontando para ele.

- Fui colocar lixo no fim do corredor, não sabia que você é ciumento assim.

- Não sou. – Falo aproximando dele. – Cuido do que é meu.

- Seu, Renato?

- Sim... – Falo abraçando ele. - Ei já pensou em seguir a carreira no Direito?

- Não porquê?

- Os relatórios, do processo da Katia e Tomas, estão perfeitos, aquele advogado deles terá muito trabalho.

- Hum visitou ela também? E ele foi lá conversar com ele também? Porque estava lendo o processo? – Ele vai falando e me beijando.

- A porta está só encostada e... – Fala o Douglas entrando, e pegando a gente abraçados, com as minhas mãos na bunda do seu irmão.

Fiquei com aquele biquinho de beijar o Gustavo, pois ele estava olhando o irmão. Tiro minhas mãos imediatamente, ficando muito, mas muito, mais sem graça que o Vitor.

- Está zoando comigo. – Douglas comenta de olhos arregalados.

Ficamos sem palavras, tanto eu quanto a Gustavo, que somente olha para ele;

- Vocês dois juntos Gustavo?

- Sim, mano.

- Desde quando? – Douglas fecha a porta.

- A muito tempo mano. – Digo a ele.

- Não dá para acreditar Renato, vocês não têm nada haver. E... e... Você Renato? – Ele me questiona.

- Que eu te ensinei em Douglas? – Gustavo repreende.

- Você está certo, me desculpa, eu estou te julgando... Mas Meu Deus! – Ele fala encostando no braço da poltrona com as mãos no rosto.

Gustavo pega uma agua para o irmão, e quando retorna entrega ficando do seu lado;

- Desculpe por não contar.

- É Douglas, desculpa, não estávamos prontos. – Complemento.

- Ok, mas estão namorando?

Com a pergunta, minha boca já fica aberta, o Gustavo me encara, com aquela cara que vocês conhecem;

- Não, ainda não, né Renato? – Ele fala me intimando.

- Sim, temos que manter isso entre a gente, por causa do trabalho, por enquanto sabe.

- Sim, tudo bem, mas independente de qualquer coisa, fico feliz por vocês, meu melhor amigo e meu irmão.

Nossa ouvir isso tira um peso das costas, rsrs;

- Veio pegar aquela grana que me pediu? – Gustavo diz.

- Também, mas vim falar sobre a mamãe e papai.

- Ah de boa, quer que eu saia? – Falo de pé.

- Não é coisa rápida Renato.

- Fica no quarto, tudo bem? – Gustavo pergunta.

- De boa... E valeu em. – Falo pegando na mão de Douglas.

Deixei os irmãos sozinhos, entrei no quarto de Gustavo, fico teclando no celular e depois decido tomar um banho rápido.

Foi ligar o chuveiro e escuto o Douglas ao lado de fora;

- Mano vou nessa, fica com Deus. – Ele grita do lado de fora.

- Vai lá Douglas, a gente se fala.

- Beleza.

Depois de alguns minutos o Gustavo vem entrando no banheiro;

- Cara você se assustou como eu? – Ele diz tirando a roupa.

- Eu tremi, serio mesmo, acho que por ser próximo demais a ele.

- Sim, tive o mesmo sentimento.... Terminando? – Ele diz entrando no box.

- Sim, mas posso te dar banho, rsrs. – Falo beijando sua boca. – Que Douglas queria?

- Meus pais, querem ir no meu trabalho, mas falei ao Douglas que eu iria em um culto na igreja deles.

- Como está?

- Não quero ir.

- Olha aqui Gustavo.... Eu não conheço toda sua história, mas tem que admitir que eles estão tentando, e alguma hora você terá que ceder, nem que seja um pouco.

- Eu sei... Posso te pedir uma coisa?

- Manda.

- Vai comigo na igreja?

- Haha’ é um convite diferente, mas eu vou com você.

- Obrigado.

Gustavo fala me abraçando, eu aperto ele com aquela agua quase fria descendo os nossos corpos, até ele perguntar;

- Renato se não estamos namorando o que temos juntos?

Fico meio em choque, ele se afasta me encarando;

- A gente fica?

- Sem essa, toma um jeito nessa vida, já falamos sobre isso.

- Beleza.

Eu saio, pegando a toalha para me secar e sem perceber fico olhando ele terminar seu banho. Gustavo desliga o chuveiro e passa as mãos nos cabelos tirando o excesso de agua e abre o box me encarando;

- Que foi – Pergunto.

Ele aponta para a toalha na minha cintura, eu estava excitado sem nem perceber;

- Ele tem vida própria. – Falo rindo.

Ele sai rindo, e puxa minha toalha, me deixando pelado, e seca seu cabelo, e me beija me colocando contra a parede.

Gustavo sobe uma dar pernas, e eu fico segurando pela sua coxa;

- Isso é uma intimação? – Pergunto.

- Chame do que quiser. – Ele fala mordendo minha boca.

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