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SENTENCIADOS - Episodio 57

O Vitor também desceu pois iriamos fazer um trabalho.

Até demoramos na rua, quando cheguei pouco mais de quarenta minutos antes do almoço, na minha mesa estava a ordem de prisão preventiva de Katia.

Eu olhei aquele papel e fiquei sem reação;

- Vitor. – Chamo ele.

Que se aproxima olha a folha e depois se vira, procurando o Renato;

- Ele não sabe ainda, que faremos?

- É uma ordem do juiz, tem que ser cumprida, somos os responsáveis, prepare o carro.

- Isso vai dar merda Gustavo. – Ele fala pegando o rádio. – Jorginho deixa minha viatura ai, estou descendo. – Ele fala me encarando. – Tenta ligar para o capitão.

Peguei o telefone e descemos.

Quase trinta minutos ligando e nada, o Renato sumiu, parece coisa de Deus. O Vitor não queria de forma alguma cumprir aquele mandado.

Bem o endereço era do Tomas, já começa a merda a partir dai.

No prédio identificamos e subimos, eu, Vitor, e o Carlos de apoio.

Subimos e eu toquei a campainha. Cara adivinham quem abre a porta?

Rui.

- Posso ajudar?

- Katia Beltrão? – Pergunto a ele.

- Quem gostaria?

- Oficial Gustavo, COE.

- Mãe. – Ele fala fechando a porta.

Eu olho para o Vitor que chega a soar frio, volto a bater na porta;

- Mas o que é isso? – Ela abre a porta com um pano nas mãos.

- Katia Beltrão, temos uma ordem judicial de prisão preventiva contra a senhora. – Falo mostrando o papel.

- O que? – Ela o pega lendo.

- Ordem de que mãe? – Rui toma o papel da mão dela.

- O que estão me acusando? – Ela fala olhando o que estava escrito.

- Estorçam, sonegação de impostos e obstrução de justiça.

- Eu não vou a lugar nenhum. – Ela fala.

- A senhora não tem escolha. – Falo levando a mão nela.

- Não encosta na minha mãe. – Rui entra na frente puxando ela.

- Estou fazendo o meu trabalho Rui, pode sair da frente? – Falo encarando ele.

- Se quiser levar ela terá que passar por mim primeiro. – Ele me enfrenta.

Eu olho para trás passando a mão no nariz e Vitor diz baixo;

- Não pode encostar nele.

- Liga para o Renato. – Falo a Vitor.

Depois de enfrentar o Rui, o viado do pai dele atente o telefone, Vitor me entrega o telefone;

- Renato estou no apartamento do Tomas, com um mantado de prisão para Katia.

- Está onde Gustavo?

- No seu ex cunhado, mas Rui está atrapalhando a gente a cumprir a prisão.

- Gustavo repete que não estou entendendo. Você está na casa do meu cunhado, para prender a Katia?

- Sim.

- Qual Juiz?

- Higor Junqueira.

- Meu Deus, deixa eu falar com ele.

Passo o telefone para o Rui;

- Oi... Pai que história é essa? Cadê o senhor... Mas! Pai.

- Que está acontecendo aqui? – Fala Tomas saindo do elevador.

- Estamos cumprindo um mantado senhor. – Falo pegando o papel da mão da Katia.

- Que história é Gustavo? Porque? Você trabalha com o Renato? – Ele fala me encarando. – Seu viado, falso, acreditei em você. – Ele fala apontando o dedo para mim, de frente a porta da sua casa.

- Abaixa esse tom de voz se não quiser ir preso por desacato!

- Odeio você, fala para o Renato que....

- Cala a Boca Tomas! – Grito com ele.

Ru entrega o celular, com uma cara bem triste;

- Que ele disse? – Katia pergunta.

- Ele não pode fazer nada mãe.

- Como não, ele quem manda, me dá esse telefone. – Ela avança em minha direção.

Rui estava atrás, e nós meio que poderíamos agir. Com ela próxima segurei em seu braço, pegando as algemas.

- Katia Beltrão, está presa, por estorçam, sonegação de impostos e obstrução de justiça. – Falo fechando as algemas.

- Isso é necessário? – Rui pergunta, por causa das algemas.

- É para a própria segurança dela. Vamos. – Falo aos meninos.

Graças a Deus saímos daquele prédio, eita vontade de dar na cara do Tomas.

Levamos ela para a delegacia especializada, o Vitor preferiu almoçar antes de voltarmos a corporação.

Com isso retornamos a tarde, por volta das três. Cheguei e fui entregar o mandato ao Renato, que prosseguia com o documento ao Juiz.

Não encontro ele em sua sala, então falo com o Robson que estava olhando quando entrei;

- Ei, viu o Renato? – Pergunto aproximando de sua mesa.

- O capitão estava aqui agora.

- Mas gente. – Falo saindo.

- Ei, Gustavo.

- Oi.

- Chega ai.

Volto próximo a ele, que deixa o mouse e se vira para mim;

- Tem planos para hoje?

- Não, acho que não.

- Se eu te convidar para jantar vai negar como aquele dia?

- Sim.

- Gustavo, porra cara estou tentando, dá para me ajudar?

Eu olho ao redor, conferindo alguém perto e digo;

- Tentando? Você desapareceu e agora vem assim, sem mais nem menos cobrando atenção, se liga Robson.

- Ei espera. – Ele segura em meu punho.

- Que foi. – Quando digo isso, o Renato aponta no fim do corredor.

Claro, vocês conhecem a pessoa, ele olha direto para a gente.

- Um jantar, de desculpas então, por favor? – Ele fala com uma cara.

- Vou pensar. – Falo me soltando.

- Gustavo! – Renato chama minha atenção. – Na minha sala!

Sigo o Renato que entra na sala de interrogatório, ela é mais reservada. Fiquei com uma pulga atrás da orelha de ele me chamar até lá.

Quando entro, olho no vidro e não tinha ninguém. Renato estava com uns papeis na mão, e gesticula fazendo barulho com eles;

- Que ele queria?

- Ele?

- O Robson, Gustavo?

- Me convidou para jantar, porque?

- Que você disse?

- Que não estava afim.... Porque está assim?

Ele com as mãos na cintura, olha sem jeito;

- Ele me disse que quer se aproximar de você, pediu para eu mudar você de equipe para “Ajudar” ele. – Renato faz aspas com as mãos.

- Gostei muito do Robson, e agora é a vez dele passar o que passei.

- Não quero você falando com ele!

- Rsrs, como não, trabalhamos juntos Renato.

- Eu não quero.

Abro um sorriso, e não me seguro;

- Que está rindo Gustavo, estou falando sério!

- Você está com ciúmes, rsrs.

- Não tem graça! – Ele diz me puxando.

- Aqui não Renato.

Digo quando ele me abraça;

- Porque não. – Renato fala me pegando e pressionando na parede de vidro.

Ele me beija com força, e com uma pegada forte. Eu segurando seus braços e a luz de movimento se apaga.

- Gustavo viu o Capitão... – Vitor diz abrindo a porta.

Quando ele a abre a luz se ascende e ele vê eu e Renato nos pegando.

Vitor fica sem reação, sabe parado, eu e Renato sem negar, não tinha como.

Fico naquela parede gelada imóvel. Renato pega no braço do Vitor e puxa ele para dentro da sala, fechando e trancando a porta;

- Capitão eu não tenho nada contra, olha... – Vitor começa a falar desesperadamente, todo nervoso.

- Cala a boca Vitor! – Renato fala com ele. – Preciso que mantenha isso em segredo, não pode falar a ninguém.

- Eu não vou senhor, confie em mim.

- Vitor, a carreira do Renato inteira está toda em suas mãos, a minha também, serio cara eu te peço, por nossa amizade. – Falo a ele.

- Tudo bem Gustavo, não vou dizer nada, nunca nem vi vocês dois juntos.

- Obrigado. – Falo segurando em sua mão.

Nós três saímos daquela sala como se estivéssemos cometido um crime, tinham que ver a cena.

Fui para minha mesa e conversando com o Renato no Whatsapp:

“- Temos que tomar mais cuidado, estou com coração disparado. – Ele diz.

- Eu sei Renato, te avisei, mas pode confiar nele.

- Eu confio, mas fico mal, vou ter que conversar com Vitor.

- Sobre o que?

- Devo o cargo de Tenente a ele.

- Sim, você foi bem Filho da Puta né.

- Vai começar Gustavo?

- Ei, fale com o Rui, pois ele viu a mãe ser presa Renato.

- Eu falei, peguei ele e deixei na casa dos avós.

- Ótimo.

- Nos vemos hoje?

- Não.

- Porque?

- Vou jantar com o Robson.”

Quando ele visualiza a mensagem, me olha da sua sala, e na conversa envia um emoji de “dedo do meio”.

Respondo com um coração, e finalizo a conversa.



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