Assine para ser o primeiro a receber os capítulos 

Siga a gente:

©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia

  • Richardson Garcia

SENTENCIADOS - Episodio 52


Ele sai para o quarto do tio, até bate na porta dizendo ser ele e tals. me aproximo mais da sacada que havia um barulho e ela se fica de pé, próximo ao balcão da cozinha;

- Que isso em, quanto pagou nesse apartamento para o Tomas? Acho que o dinheiro da casa foi o suficiente né?

- Que você quer Renato.

- Quero o dinheiro do Rui, como teve coragem de roubar do seu próprio filho?

- Eu não Roubei, peguei emprestado.

- Que emprestado o que. Você nem tem como pagar.

- O dinheiro é dele, ele faz o que quiser.

- Não faz não, aquele dinheiro era para a faculdade dele Katia. Me fala, e agora como faremos? As aulas dele irão começar em dois meses e ele vai estudar até a metade da faculdade e esperar você pagar ele?

- E você?

- Mas que vontade de dar na sua cara. Eu não tenho dinheiro nem para comer, porque você pegou tudo, e enfio no rabo do seu irmão.... Fala o que fez com tanto dinheiro em tão pouco tempo.

- Eu investi, e quando pegar de volta, vou pegar meu filho e vamos mudar daqui.

- Gente você está louquinha da cabeça né. Investiu onde mais de um milhão de reais idiota?

- Não te interessa.

- Olha eu já vi pessoa burra, mas você supera.

- Renato vai embora. Agora.

- Eu vim te comunicar antes da intimação chegar. Marcaram a audiência de guarda definitiva do Rui, e eu solicitei pensão alimentícia durante nosso filho esteja na faculdade.

- Você o que?

- Isso mesmo.

- É meu filho, eu não vou pagar pensão para ele.

- Última coisa, vou descobrir o que fez com esse dinheiro, você tem dois meses para devolver o valor a Rui, após isso entro com processo contra você.

Eu resolvi sair, falei para o Rui estar esperando ele ao lado de fora, em alguns minutos.

E estava pensando nesse meio tempo, até hoje não investiguei a fundo Katia por infelizmente ter um pingo de confiança nas coisas que ela estava fazendo, mas isso meio que foi por agua abaixo.

Liguei para a Flavia pedindo ela um caminho judicialmente formal para investigação de Katia.

Bem eu estava com o Rui pois iriamos ao jogo da seleção que aconteceria aqui em São Paulo na arena Corinthians.

A tarde próximo da hora do jogo, depois de termos arrumado liguei para o Douglas, pois iria conosco;

- (...) E esta onde mano?

- Academia, vim conversar com meu irmão, é aqui perto da sua casa, te espero aqui, pode ser?

- Sim.

- Enviei a localização na conversa.

- Falou. Rui vamos, que demora é essa? – Falo na porta de casa.

Ele vem correndo e ainda penteando o cabelo.

A academia ficava em uma avenida perto aqui de casa. Logo que chegamos eu paro o carro na calçada e o Douglas sai, em direção a mim;

- Carlinhos está ai, disse que te conhece. – Ele fala ao lado de fora da minha porta.

- Nossa, sim. Calma ai filho. – Falo saindo.

Carlinhos era um antigo personal que eu tinha amizade. Entrei e ele estava na recepção ao lado de dentro da catraca;

- Rapaz quem é vivo sempre aparece. – Ele diz vindo me cumprimentar.

- E ai mano, quanto tempo, como está?

- Estou bem, e vejo que você também, bem até demais.

- Valeu, tem muito tempo que dá aulas aqui?

- Sim, vai fazer um ano.

Estávamos conversando e o Douglas vai nos fundos e volta, mas tinha um barulho de luvas muito alto. Como se estivesses trocando luvinhas, para quem entende é luta, estavam lutando box.

Eu olhei direito, ainda comentando com Carlos;

- Rapaz, os caras estão meio grilados ali né.

- É o Gustavo, Renato. – Fala o Douglas.

Eu fixei o olhar, ele estava de costas, e puta merda, estava deliberando uma sequência de socos no cara que quem conhece o Gustavo desacredita.

- Não sabia que ele fazia box. – Falo ao Douglas.

- Tem um tempinho bom já, teve que apreender, sabe o quanto ele gosta de uma treta.

- Ah disso eu sei Douglas.

- Vamos? – Ele pergunta.

- Sim, claro.

Despeço do Carlinhos e antes de me virar, o Gustavo termina sentando no chão mega soado e respirando fundo, ele me olha saindo, mas não se expressa em nada.

Entramos no carro saindo, e no caminho Douglas questiona;

- Brenda disse que você e Ana Laura estão dando um tempo?

- Pois é... Ela veio com papo de relacionamento e tals, queria namorar, falar sobre futuro, e conversamos bastante, até decidir dar um tempo.

- Meu pai quer morrer solteiro. – Rui comenta, teclando no celular atrás.

- E você ir andando para o estádio. – Falo ajustando o retrovisor.

Douglas sorri, e meu filho continua;

- Um, ou dois meses atrás Douglas ele estava ficando com uma garota do serviço. Estava todo feliz, e relax...

- Garota do serviço? – Douglas pergunta.

Minhas mãos soando;

- De onde tirou isso Rui Andrade? – Falo bravo.

- Eu vi um distintivo de policial lá em casa, o do senhor é diferente, e vivia falando baixo no telefone. Todo desconfiado.

- Agora eu vi, meu próprio filho me investigando.

- Não, estou comentando.

- Qual a diferença?

- Que o senhor estava mais tranquilo, até as raivas que minha mãe lhe passava o senhor relevava.

- Diz ai, quem é Renato, eu conheço? – Douglas me cutuca.

- Ninguém, fica na sua, e você também garoto.

Eu desconversei esses dois, mas vocês sabem bem de quem meu filho estava falando. Eu nem imaginava que ele soubesse desse período.

Ok!

No dia seguinte, eu cheguei cedo e cobrei da Flavia uma atualização sobre o que havia pedido.

Eu estava na minha sala, esperando o computador atualizar a caixa de e-mail e virando ali na cadeira, vejo o tal Roger andando acompanhado do Gustavo no meio das pessoas.

Eu sai da sala olhando para onde iriam, e então os sigo vendo eles entrarem no interrogatório.

O Robson estava na sala atrás, eu então entro junto a ele;

- Vão interrogar ele?

- Sim senhor.

O Gustavo estava sentado e o Vitor de pé ao lado, ele estava acompanhado de um advogado do estado;

- Bem Roger como havíamos falado anteriormente, esse será um depoimento oficial.

- Ok Gustavo.

- Quantos dos seus clientes que solicitavam que você levasse cocaína aos programas?

- Acho que uns três fixos. Algumas pessoas eu fico só uma vez, você entende.

- Sim, nomes desses clientes fixos, e com qual frequência vocês se encontravam?

- Tem o Seu Cleber, ele é casado, então fico aguardando ele chamar, provavelmente duas vezes no mês. O Welder, ele já é umas três vezes no mês. E o Tom, o Tomas Beltrão que vocês conheceram, ele no começo era muito pouco, mas ah alguns meses aumentou e muito, depois que conseguiu uma boa grana com a irmã...

Eu escutei aquilo, e fiquei atordoado;

- Robson quero que saia. E não deixe ninguém entrar nessa sala. – Falo saindo.

Abro a porta do interrogatório, e eles me olham sem comentar, eu passo pelo Vitor, e desligo o microfone e a câmera;

- Capitão estamos no meio de um depoimento oficial. – Vitor comenta.

- Tomas Beltrão? O que sabe dele. – Falo de braços cruzados encarando esse tal Roger.

- Não responde. – Gustavo fala apontando o dedo para ele. – Capitão pode deixar a gente terminar aqui?

- Não, vai fala logo. – Falo batendo na mesa.

- Eu falo ou não falo? – Roger pergunta.

- Senhores não podem fazer isso. Vocês estão cientes disso? - O advogado diz.

- Capitão me acompanhe por favor. – Gustavo fala de pé.

- Não, quero ouvir ele.

- Renato por favor. – Ele repreende.

Eu saio pisando em fogo, ele me puxa para mais afastado da sala e diz baixo;

- Preciso que confie em mim, e espere um pouco.

- O que está acontecendo, como ele sabe da Katia e do Tomas, o cara está em outra investigação.

Gustavo respira e fala;

- Existe uma investigação em andamento, eu iria te contar.

- Me contar o que?

- Você e Katia estão sendo investigados Renato.

Eu solto um sorriso, serio QUE?

- Eu tomei a iniciativa de investigar ela quando soube da história da separação.

- Você fez o que?

- Roger é a última peça para o Juiz intimar vocês dois.

- Eu não quero saber desse tal Roger. Quero acesso a essa investigação agora. De todas suas atitudes Gustavo, essa realmente foi a piore delas.

- Fiz isso por você, para tentar te ajudar como está ajudando meu irmão.

- Diferente de você para ajudar o Douglas eu não precisei esconder nada.

Ele me encara, e entra na sala, pega a pasta que estava escrito “confidencial” e fala;

- Vem comigo. – Ele fala seguindo para minha sala.

Eu estava soando como se participasse de uma maratona. Eu entrei e sentei. Gustavo deu uma aula, passando por tudo que ele havia colhido, ele abriu todo o jogo. Fiquei na minha cadeira olhando ele indo e vindo, com fotos, gravações e tudo mais.

- (...) Tomas é muito burro, ele não pode ser o mandante.

- Ele não foi, mas participou de outro golpe da mesma forma. O que fez foi somente repetir, e você era a pessoa certa.

- Deixe-me ver o extrato bancário novamente. – Falo esticando a mão.

Tudo que ele havia dito, e explicado, estava lá;

- Foi muito dinheiro.

- Estou investigando esse banco em que o Tomas aplicou o dinheiro, irei me aprofundar depois que terminar com o Roger, o Juiz aceitou o depoimento dele.

- Então ele... Era para ser ele?

- Sim. – Gustavo se senta na cadeira a minha frente.

0 visualização