• @rgpatrickoficial

SENTENCIADOS - Episodio 49

Galera ele fala pegando na sua bermuda, mas não pegando, seu membro estava duro, curvado para a esquerda, marcando para a porra a sua roupa.

Empurro a porta fechando em sua cara;

- Nossa assim eu apaixono em você.

- Me espera lá de fora.

- Beleza, não vai cheirar minhas cuecas não, vai que apaixona.

Depois que ele falou até passou pela cabeça, o foda é isso, quando você quer ninguém aparece, aí você está correndo de compromissos ou de dores de cabeças, os caras chovem sobre você.

Voltei ao carro entrando e ele comenta;

- Pega meu boné, com esse cabelo sedoso aí, não vai rolar não.

- Está rolando algo entre vocês? – Vitor pergunta.

- Não. – Respondo de cara fechada.

- Eu até queria, mas ele é barra pesada.... Diz ai, olha essas pernas, tu traçava, não traçava? – Roger pergunta a Vitor, se referindo a mim.

- Não curto, eu tenho namorada. Nada contra você em Gustavo.

- Relaxa.

- Namorada não te impede a nada, escuta eu pego homens diferentes todos os dias, e vai achar inacreditável a quantidade de homem casado que geme para o papai aqui, depois que paga sai dizendo ser hetero.

- Roger podemos focar na missão? – Falo encarando ele.

- Sim, claro... já pensei em tudo.

Ele me passou uma historia rápida, nós até gostamos, e decidimos utilizar.

A questão aqui era comprar cocaína e sair normalmente, mas seria um conhecimento de ambiente, subindo o morro eu poderia ir olhando e conferindo as armas.

Coloquei no carro mesmo, uma barba falsa, volume na sobrancelha.

Nós descemos logo na entrada, e seguimos andando mesmo;

- (...) conseguiu ficar com o Tomas ontem?

- Não, eu queria só umas informações.

- Está investigando ele também?

- Sim, você sabe de alguma coisa? – Falo enquanto entravamos nas Vielas.

- O que todos sabem, que ele e a irmã deram um belo golpe no marido dela.

- Como sabe disso?

- Fui chamado para fazer, mas eu sai fora quando descobri quem era. O Comando tem fama de matar bandidos.

- Está me dizendo que você foi chamado pela Katia e pelo Tomas para ajudar eles nesse plano?

- Sim... Fala Cabelo, vou falar com DUDU, ele está comigo. – Roger fala a um olheiro.

- Sobe lá meu truta.

- Eu só acho que deveria sair com uma grana desse trato com vocês Gustavo, porque vou ter que sumir da cidade, quando pegarem ele.

- Estamos colhendo informações com você Roger, relaxa, não será exposto.

- Ótimo. Escuta que vai fazer hoje?

- Como assim?

- A noite.

- Tenho um jantar na casa do meu irmão.

Eu já estava sem folego de subir, e subir, e subir...

- Vai ficar me evitando até quando?

- Até você desistir.

- Que isso Gustavo, eu sou um cara de boa, você também, e olha que eu não fico insistindo não em. Geralmente é ao contrário.

- Dou uma chance quando você se achar menos.

- Haha, não vai se arrepender....

- Se liga. – Falo mostrando mais caras armados a ele.

Sentados em uma laje com muro quebrado, e fumando maconha estava o Traficante e dono do moro Eduardo, vulgo DUDU, ele de bermuda bem curta e tênis, com uma AK do seu lado. Alguns garotos novos armados todos próximos, eles estavam rindo e conversando alto quando chegamos.

- Fala Dudu. – Roger diz se aproximando.

- Fala Playboy... Está com você? – Ele pergunta me olhando de longe.

- Sim, meu primo, chegou essa semana do Rio, vai “trampar” com a gente ai na cidade.

- Revista ele. – Dudu fala a um dos garotos.

Me colocam de costas passando a mão e depois ele se levanta me encarando muito;

- Limpo patrão.

- Chega mais.... Dá ideia truta. – Dudu fala me encarando.

Ele se levanta e percebo ser pouco mais baixo que eu;

- Vou começar uns corre com meu primo ai, ele falou que a tua é da boa.

- hahaha, dá boa, é a melhor da quebrada maluco... Cadê puxa ai. – Mano ele me entrega um cigarro de maconha.

Eu quase morri, pensei que ele mandaria eu puxar uma carreira de cocaína que estava no prato atrás.

Ou eu puxava aquele cigarro ou morria, poderia escolher.

Vocês poderia ver a cena, foi engraçada, segurei aquilo sem jeito, me lembrei do primeiro cara que chupei, rsrs. Puxei com vontade, eu traguei mas soltei rápido, não me sai dos piores logo de primeira.

Mas a pressão desceu rapidamente, e eu fiquei todo lerdo.

Pagamos e pegamos a droga e o Dudu fala antes de eu descer;

- Irmão se for correria mesmo, tenho de armas, a cocaína, maconha, pasta base, só subir. – Ele diz me cumprimentando de forma estranha.

Nem eu entendi ser um abraço ou um aperto de mão. Agradeci indo embora.

Acho que subimos uns 500 metros, e descemos isso com o Roger rindo da minha cara de maconheiro.

Cheguei no carro do Vitor comendo um pastel;

- Isso é hora Gustavo? Não vai comer no meu carro não.

- Cala a boca, não sabe o que eu passei para conseguir isso.

- E então? - Vitor pergunta quando entramos no carro.

- Falta a farda porque as armas são totalmente do exército, eles têm automáticas Vitor.

- Vamos fazer uma lista de tudo que viu e bater com as ocorrências de roubo.

- Beleza.

Deixamos o Roger e partimos ao exército, graças a Deus ficamos o dia fora da corporação.

Quando fui ao trabalho pegar as coisas, o Renato já havia ido embora, e tinha uma notificação em todos computadores.

Acreditam que ele voltou atrás na decisão de Vitor como Tenente.

Havia uma notificação, tipo advertência de empresas privadas na mesa de Vitor, ele aproximou olhando, depois que leu, se sentou na mesa. Algumas pessoas olhando e eu aproximo.

- Qual justificativa? - Pergunto.

- Descumprimento de uma ordem direta do superior.

Eu pego o papel e comento;

- Foi culpa minha, é por causa do Roger.

- Não, eu também tenho culpa.

- Vou falar com ele

- Não Gustavo, deixa, eu resolvo isso.

Não discute, deixei ele por causa da situação.

Fui para casa de pé mesmo, estes dias sem treinar o que era que me ocupava a mente. Logo que cheguei tomei um banho, e sentei na sala com meu computador, fazendo uma pequena atualização em ambas investigações em que eu estava envolvido.

E então meu irmão envia mensagem, perguntando a hora que eu iria chegar, pois o jantar já estava quase pronto.

Fui me arrumar e chamei um UBER, para chegar mais rápido, mesmo com Douglas morando algumas quadras.

Era seu jantar de casa nova, ele ainda queria conversar comigo, só não disse o que era.

Eu cheguei depois das nove da noite, quando entro percebo que ainda não estavam 100% instalados, com caixas nos cantos. Douglas me mostra toda a casa, fazendo aquele tour de nova residência.

- (...) Nossa mano, não convidou Renato não né? - Pergunto ajudando ele com os pratos.

- Sim, porque?

- Estamos meio que se estranhando de novo.

- Ah Gusta, ele me ajudou aqui, não poderia ignora-lo. Chamei ele e Flávia.

- Tudo bem, você tem razão. Relaxa.

Nós estamos arrumando a mesa enquanto a Brenda terminava as coisas na cozinha;

- Lembra aquilo que tinha que falar com você Gusta?

- Sim, que foi? Precisa de grana?

- Não, rsrsrs. Mamãe veio no escritório falar comigo. – Ele diz me encarando.

- Ela achou seu trabalho?

- Sim.

- Que ela queria?

- Quer encontrar a gente, eu e você Gustavo.

- Eu não quero, não vou dar esse gostinho a ela.

- Devemos isso a eles Gustavo.

Raiva do meu irmão estar certo, fiquei em silêncio, Brenda chama ele e logo volta falando;

- E aí!

- Depois te falo.

- Não fica bravo comigo, pensa direito.

- Beleza, relaxa Douglas.

Ele termina de falar e a campainha toca, cruzei os dedos para ser a Flávia. Mas não, Douglas abre a porta, entra o Renato cumprimentando meu irmão, e cara de mãos dadas a Ana Laura entra com ele;

- Aí não acredito que você veio. - Brenda fala a Ana.

Para não ter que passar pelo constrangimento de cumprimentar ambos eu finjo estar no telefone, e somente gesticulo para ela.

Mas minha casa cai quando ele realmente toca em minha mão, eu até me assusto, olho na tela, Roger;

- Alô? – Falo seguindo para a cozinha, que era mais afastada.

- Gustavo preciso da sua ajuda.

- Que aconteceu?

Eu pergunto bravo. Mas a Brenda entra pegando as coisas para servir a gente, e me olha estranhamente;

- Roger não pode me ligar por qualquer problema não.

- Fui assaltado, levaram tudo.

- Liga para polícia Roger.

- Pegaram meu celular com nossa conversa toda salva Gustavo.

- Puta que pariu. - Falo me virando.

E Renato estava ouvindo a conversa;

- Onde você está?

- No Itaquera, atrás da igreja matriz da Universal.

- Sei onde é. - Renato continuava me olhando, ali parado como uma estátua. - Estou indo.

- Certo, não demora!

Desliguei o celular e abro a conversa com ele conferindo o que havíamos conversado, e sim, ele citou o acordo em alguns momentos.

- Roger é o cara do acordo? - Renato pergunta.

- Se eu disser que sim vai me rebaixar também? - Falo da boca para fora.

- O que houve? – Ele questiona.

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