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©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia

  • Richardson Garcia

SENTENCIADOS - Episodio 48

Entramos no carro e o Rui estava muito triste, muito mesmo;

- Tem certeza disso? – Falo ligando o carro.

- Pai, eu não sou o pai, e nem o senhor nem ninguém acredita em mim. – Ele fala bravo.

Eu desliguei a chave e olho para ele;

- Rui, você não mentiu lá dentro, isso eu sei, eu acredito em você. Mas filho, ela está gravida, é uma criança, uma vida, temos que ter certeza.

- Tudo bem, eu quero isso.

- Sabe que a partir do momento que saímos daqui não tem volta, irá perder ela para sempre.

- O senhor acredita em mim?

- Sim, filho.

- Pai...

- Fala Rui.

- Estranho a mamãe pedir dinheiro para o taxi né?

- Nunca ninguém vai entender sua mãe meu filho... porque a pergunta?

- É que eu acho que fiz uma merda.

- Mais uma? Que foi dessa vez?

- Emprestei uma grana para ela.

- Ela?

- Minha mãe.

- Que grana?

- Minha pai, da poupança.

Cheguei a errar a marcha da caminhonete quando ele fala;

- Como assim? É para sua faculdade Rui.

- Mas ela disse que pagaria quando vendesse a casa.

- Quanto foi?

- Muito.

- Muito quanto?

- Metade.

- O que sua mãe queria com cem mil reais Rui?

- Ela disse que tinha umas dividas.

Peguei o celular tentando ligar para aquela megera e nada de atender, eu ainda passei na casa dela, mas não estava;

- Amanhã eu pego sua mãe.... Vamos comer?

- Sim, mas la em casa não tem nada, temos que comprar.

- Vamos naquele restaurante aqui perto. – Falo procurando no GPS.

Que dia, eu estava levando tanta porrada ultimamente que você vai meio que acostumando.

Parei no estacionamento e deixei minhas coisas, entrando somente de farda.

O Rui foi ao banheiro enquanto eu estava no balcão pedindo a mesa, isso de costas para o salão;

- Pai, acho que não vai querer comer aqui não. – Ele fala me cutucando.

- Porque não?

- Meu tio Tom está aqui.

- Serio? – Pergunto procurando.

E sim, sentado ao fundo, a uma distância de uns quatro metros, estava o Tomas irmão da Katia sentado, as risadas e gargalhadas, jantando com o Gustavo.

- É eu não quero mesmo comer aqui.... Vamos.


#Gustavo


Pensei que Renato chegaria na mesa e iria me matar com aquela faca do restaurante.

Ele ficou por segundos parado olhando, e sai junto com o Rui;

- Aí que susto. – Tom fala.

- Aconteceu algo?

- Aquele que acaba de sair é meu ex cunhado, um louco sabe.

- É ele estava olhando estranho para mesa. – Comento como se não conhece–se.

- Que sorte ele não vir aqui.... Acho que é apaixonado por mim sabe. – Tom dia me fazendo engasgar.

Cheguei a sujar minha roupa quando ele fala;

- Ele é apaixonado por você? – Pergunto me limpando.

- Sim, não pode me ver que fica alterado. Entende?

- SIM, e como entendo.

- Mas voltando na viagem, eu fiquei viajando por muito tempo, voltei a poucas semanas...

- Sim, por Paris você disse!

- Conheci, Paris, Espanha, Portugal, Londres, eu fiz um tour pela Europa (...).

Tom estava se gabando de algo que eu nem prestei atenção, na minha cabeça era Renato, cara que mancada que eu fui fazer.

- (...) me fale um pouco de você Gustavo, você trabalha de que?

- Eu, eu Tomas, sou Promotor de eventos de algumas casas de show aqui de SP.

- Ah que legal.

- E você trabalha?

- Não, sou empresário.

- Ah serio? Que tipo?

- Eu sou investidor, junto a minha irmã.

Que merda ele estava falando meu Deus;

- Legal, ações? Imóveis?

- Na verdade eu não sei ao certo Gustavo, ela quem gerencia todo meu dinheiro e eu só gasto se é que me entende. – Ele fala rindo e bebendo vinho.

- Ah, sim eu entendo. Poxa depois deveria me passar o contato de sua irmã, se for assim, também quero.

- Depois falo com ela. Ai me dê licença, preciso ir ao banheiro.

- Ei você tem o app do banco do Brasil? Meu celular descarregou? – Falo quando ele se levanta.

- Sim, quer acessar sua conta?

- Sim, se não se importar.

- Aqui.

Eu entrei na frente dele, quando abriu a página inicial ele saiu, eu enrolei até ele entrar no banheiro e então olho na conversa do whatsapp com a Katia.

E para minha sorte ele não apagava os arquivos e ainda mandava só áudio, era bom demais. Eu ouvi o ultimo áudio que ela havia enviado;

“- Temos que pressionar o advogado do papai, não aquento mais aguardar essa herança Tom, acredita que meus cartões...”

Voltei a tela e deixei o app do banco aberto, até ele vir, e eu pedir para fechar.

E estava aí, tudo que eu precisava era bolar um jeito de ter aquele celular, de forma certa ou não. Mas agora eu tinha um problema de patente alta para resolver.

Nessa noite não aconteceu nada, pois fiz o Roger criar uma situação para nós nos conhecermos, e eu marquei um jantar, com aquela história de estar atrás de alguém, essas coisas.

No dia seguinte, para me ajudar cheguei atrasado na corporação, já esperava esporro da noite passada, dá para imaginarem o que iria acontecer né?

Logo que entrei, fui até minha mesa ligando o computador e deixando minha mochila;

- Foi atrasar logo no dia que o Capitão está com a macaca. – Fala Vitor passando pela minha mesa.

Eu sento de costas para o Renato, e quando me sento, escuto ele abrir a porta;

- Gustavo, na minha sala. – Ele fala alto.

Já levantei com todo mundo me olhando de rabo de olho, nossa como eu queria desaparecer nesse momento.

Entrei na sala já fechando a porta, eu sabia o que me esperava, não me sentei, e sim fiquei de pé entre as cadeiras;

- Quem autorizou você e Vitor a fazer acordo de limpar a ficha de alguém?

- Vitor não tem nada a ver com isso, foi ideia minha.

- Estou perguntando quem autorizou?

- Ninguém.

- Talvez você não saiba, mas o seu primeiro ano como Policial da COE, é totalmente supervisionado, com uma ligação faço você voltar a PF Gustavo.

- Está me ameaçando ou me repreendendo?

- Estou te avisando, e pode ir para casa, seu atraso será descontado no seu dia.

- Eu vou ficar, mais alguma coisa Capitão?

Ele fica me encarando por segundos e diz;

- Pode sair.

Voltei para a minha mesa já de cabeça quente no começo do dia.

O Vitor se aproxima;

- Vamos, Roger vai cumpri a parte dele no trato.

- Vamos. – Falo pegando minhas coisas e saindo.

Eu fiquei calado no caminho, e ele questiona quando saímos;

- Que ele disse?

- Descobriu do acordo com o Roger.

- Falei que não podemos fazer as coisas escondidas do Capitão Gustavo.

- Tem mais... Ele me viu com o Tomas ontem.

- Está zoando Gustavo?

- Sim.

- Tem certeza que quer continuar isso por baixo dos panos?

- Vou conseguir desmascarar esses dois, escreve o que estou falando... Ali o Roger já está aguardando. – Falo apontando para a casa do garoto.

Pausa para esse cara, gente nunca vi uma profissão cair tão bem, ele era quase careca de cavanhaque, uma cara de garoto piranha, com traços portugueses, uma boca grande, uns braços e um peitoral grande, com pernas lisas, ai Jesus.

Quando paramos eu desço abrindo a porta e ele fala;

- Não vai subir o morro vestido assim né?

- Porque não?

- Está maluco, vem, acho que tenho uma bermuda e uma camiseta que te serve. – Ele fala entrando.

Entrei na sua casa e tinha dois quartos bem organizados e arrumados;

- Mora com quem? – Pergunto apontando para a outra porta aberta.

- Sozinho.

- Ué, parece até que alguém vive aqui.

- Não traço meus clientes na minha cama que durmo. Ali faço os programas, aqui é meu cantinho.

- Ah eu mereço, isso até soa bonito sabia.

- Aqui, experimenta. – Ele fala me entregando as peças.

Roger pega seu carregador atrás e eu me trocando, fico de cueca, e coloco a bermuda primeiro;

- É acho que vai ter que ser uma pouco maior, essa não rola. – Falo olhando no espelho.

- Nossa meu irmão, que bunda gostosa essa sua.

- Cala a boca, pega outra vai.

Ele me entrega e fica encostado na porta;

- Qual é Roger? Vai ficar assistindo ai é?

- Sabia que posso usar minha cama pela primeira vez com você, dou esse privilégio.

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