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SENTENCIADOS - Episodio 47

Bem iriamos limpar a ficha dele e não prender o garoto, simples. Ele teria que me colocar dentro da favela, até então não sabia como, mas era o trato.

Grampeamos o seu celular, sua casa, e carro, ele estava usando um tipo de pulseira para rastrearmos ele também, afinal de contas, liberamos um bandido na rua.

A primeira missão foi nesse mesmo dia, que ele iria entregar a droga que havia recebido.

Eu acompanhei ele até o hotel marcado, estávamos no seu carro, o Vitor do outro lado da rua;

- Que eu tenho que fazer?

- Roger, aja normalmente, se disser alguma coisa, já sabe!

- Beleza... Ei isso não sai não? – Ele pergunta da pulseira.

- Não, se tentar fazer alguma gracinha te pegamos.

- Então eu tiro foto do documento do cliente e mando para você?

- Sim, precisamos identificar ele, vamos pegar a droga assim que ele descer.

- Calma, eu vou entregar e vocês vão prender ele?

- Isso.

- Mas não querem o DUDU?

- Vai logo e para de perguntar.

- Posso fazer uma pergunta?

- Que é.

- Você curte né?

- Curto?

- Sim, você é gay.

- Porque está falando isso?

- Porque fica me olhando diferente, saquei a sua... Se quiser eu tenho preço diferenciado para militares.

- Sai daqui, vai logo. – Falo puto, pois o Vitor estava rachando de rir no rádio.

Bem o Roger entra no prédio e ficamos no carro, depois de vinte minutos ele envia mensagem com a foto do documento, dizendo que o cara estava no banheiro e que iria fazer o programa;

- Que eu falo Vitor?

- Ué, mandou ele agir normalmente, fala para continuar.

Demos o ok, enquanto averiguava o documento, o que eu não contava era aquele documento.

Tomas Alves Beltrão.

Eu estava investigando a Katia por baixo dos panos, e o nome de casada dela era Katia Andrade Beltrão. O sobrenome “Beltrão” era da família dela.

Quem estava no quarto com o Roger era o tal Tom, irmão dela.

- Puta merda.

- Que foi Gustavo?

- Quem está no quarto é o ex cunhado do Renato.

- Olha ai, o que estou falando, você só me coloca em confusão... E agora que a gente faz?

- E eu lá vou saber Vitor.

- Caralho mano, caralho.

- Não podemos prender ele com as drogas, se não Renato vai saber e pega a gente. E não podemos deixar ele ir embora com a droga.

- No que fomos nos meter Gustavo, olha o tamanho da merda.



#Renato

Cheguei tarde da noite em casa, ajudei o Douglas pela manhã, trabalhei a tarde e à noite sai com Ana para jantar.

No dia seguinte na corporação, percebi que o Gustavo estava me evitando, bem até ai ok.

Porem Vitor também estava, falei com ele duas vezes e se dispersou rapidamente.

Os dois estavam se arrumando para saírem, eu me aproximo da mesa de Vitor, onde Gustavo estava de pé ao seu lado esquerdo;

- Bom dia.

- Bom dia capitão.

- Não recebi atualização do caso de vocês ontem.

- É que foi uma correria e não tive tempo de...

- Sem desculpas Vitor, lembra que está sob supervisão, qualquer deslize se recorda?

- Vamos entregar...

- Não me faça cobrar novamente.

- Sim, senhor.

Me virei para sair, mas percebo um papel na mão de Gustavo, olhei para ele;

- Que tem em mãos Gustavo?

Ele olha para o Vitor, que tenta entrar no meio;

- É o resumo de...

Estendo minha mão, e ele entrega. Era uma ordem judicial para quebra de sigilo bancário;

- Iria solicitar em nome de? – Pergunto.

- De um cara do nosso caso.

- Cara? Gustavo?

- Sim, é que ainda não recebeu o relatório da investigação.

- Ok, vocês só terão autorização para sair a campo depois de entregarem o relatório. – Falo devolvendo o papel.

- Mas capitão temos um suspeito para seguir agora.

Eu nem falo nada, só olho para os dois, Gustavo me encarando, sobrancelhas cerradas e cara de mal, o Vitor pela sua situação, quase tremendo.

Eu até tinha o intuito de ficar no pé dos meninos e queria fazer isso.

Mas minha maré de azar não havia terminado ainda, quando volto para minha sala meu celular chama, um numero desconhecido;

- Alô.

- Renato?

- Sim, quem fala.

- É Luiz, pai da Joice, tudo bem?

- Sim, quando tempo Luiz, como vai?

- Queria estar melhor.

- Aconteceu algo?

- Poderia vir aqui em casa?

- Luiz está me assustando.

- Estão todos bem, mas queria conversar com você pessoalmente.

- Estou indo, chego em minutos.

Comparem essa ligação como a do meu Coronel, nunca aconteceria, pois, o Luiz é a pessoa mais serena que conheci na vida. E sabia que o Rui tinha aprontado, estava aguardando para matar ele depois.

Peguei minhas coisas saindo, o Luiz morava perto do meu novo apartamento, por isso Joice sempre estava em casa.

Eu cheguei e logo que toquei a campainha ele abriu o portão, entrei cumprimentando ele;

- Estamos sim, e lá na corporação?

- Na correria de sempre.

Iriamos conversando enquanto ele me acompanhava para dentro.

Galera, quando entro na sala, estava Joice em uma poltrona, Rui sentado no sofá, acompanhado de Katia.

Pensei, pronto, estão com Aids e vão morrer. Isso foi a coisa mais light que passou pela minha cabeça, porque se isso não matasse o Rui eu iria;

- Senta Renato, fica a vontade.

- Luiz a vontade não estou desde a sua ligação, por favor, comecem a falar.

Eu olhava para o Rui, que estava olhando para baixo, queria pegar ele ali mesmo, e sem saber o que aconteceu;

- Bem, vamos direto ao assunto. – Luiz começa. – Eu peguei um teste de gravidez no banheiro do quarto da Joice, e estava positivo... Antes de alarmar vocês, nós sentamos e conversamos, e fizemos o exame de sangue, e deu positivo. – Ele fala entregando o papel.

Mano minha cabeça explodiu naquela hora. Olhei o papel que não tinha dúvidas do resultado, mas aquela reunião não fazia sentido para mim;

- Ok, ela está gravida, mas eu não entendo o porquê disso tudo.

- O filho não é meu. – Rui fala me encarando.

Sinceramente? Comecei a rir, porque tipo, OI?

- Cala a boca garoto.

- Por isso estamos reunidos. – Luiz fala apontando para ele.

- É sério isso? Vocês namoram faz uns quatro anos, Joice engravida e você me diz que não é seu?

- Pai, depois que voltamos só transamos de camisinha, por ela não confiar em mim.

- Como confia Rui, falando na cara dela que não é o pai. Joice, Luiz, com licença. Camisinha não funciona 100% das vezes.

Ele fica em silencio, e eu ainda sem acreditar;

- Estamos sem ficar tem um bom tempo.

- Porque?

- Não quero falar sobre.

- Dá um tempo para ele Renato.

- Katia não abre a boca, por favor. Garoto não brinca comigo. Rui olha para mim, se não disser, não tem como a gente resolver isso, é um filho, uma criança, tem ideia disso?

- Eu não trai você. – Joice fala baixo.

Ele sem me olhar, com as mãos soadas e estralando os dedos, Rui diz;

- Antes da prova, estava estudando dia e noite, e muito cansado, e eu broxei com a Joice, foi a minha primeira vez, eu fiquei assustado, e ficamos um bom tempo sem transar, voltamos a pouco tempo, estou falando, eu não sou o pai. – Somente na última frase, de afirmação ele me olha.

- Afirmando isso, você mancha a imagem da minha filha Rui. – Luiz fala para ele.

- Vamos fazer um exame de DNA. – Katia abre a boca.

- Eu não acho certo. – Falo para ela.

- Eu também não, como esses dois vão criar uma criança que veio com tanta desconfiança? – Luiz diz.

- Temos que chegar em um consenso, caso contrário vamos ficar aqui brigando a noite toda, e eu tenho compromissos.

- Katia seu filho está com problemas, pode pelo menos ficar quieta?

- Eu voto sim para o DNA. – Rui diz para gente.

- Não é simples assim meu filho.

- Eu também voto a favor do exame. – Katia diz.

- Não, prefiro que não seja feito. – Luiz fala.

- Também não quero fazer. – Joice diz.

Sobrou para quem? Já sabem né;

- Escutem, todos vocês eu não acho certo a execução desse exame, não mesmo. Mas Luiz e Joice, entendam o meu lado. – Falo gesticulando a Rui. – Preciso desse exame para tirar essa dúvida. E quero dizer que tudo, tudo que essa criança e você precisar nós iremos fazer, mas vamos fazer esse exame de DNA.

- Isso é uma falta de educação comigo e com minha filha Rui. Eu não esperaria isso de você. Eu irei pagar esse teste para calar vocês.

- Então ficamos assim. – Falo levantando e pegando na mão dele.

Eu tive que esperar sair, para poder falar a vocês e ao Rui;

- Renato pode me emprestar trinta reais para o taxi? – Katia fala ao lado de fora.

Parei olhando para ela, serio muita coisa em menos de uma hora;

- Como assim?

- Estou sem cartão de credito, essa não é minha bolsa. – Ela fala toda sem graça, e tentando distrair.

- Sim, eu tenho. – Falo entregando a Katia o valor.

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