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©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia

  • Richardson Garcia

SENTENCIADOS - Episodio 45

Renato passou para a turma vários casos que nós chamamos de “subir par ao COE”. São casos que a PM e PF, podem repassar para nós de acordo com o grau de comprometimento, vocês vão entender com o decorrer da história.

Ele termina liberando a turma, e não disse o que eu iria fazer, então o Robson passa por mim, me cutucando e falando com Renato;

- Capitão, o Gustavo pode vir comigo? – Ele diz segurando em meu ombro.

Renato estava pegando uns papeis na mesa e olha bravo;

- Não, com você não. Ele vai com o Vitor! – Renato responde seco.

- Gustavo é melhor com esse tipo de investigação Capitão, melhor do que colocar ele na favela de novo.

- Está discutindo comigo? – Ele fala puto. – Eu vou com você Robson.

- Vaiii! Fica procurando. – Vitor diz saindo da sala.

Até porque trabalhar em missões com o Renato é como você na sua empresa, no seu trabalho, fazendo tudo com seu gerente/supervisor em cima, analisando tudo;

- Não, me desculpe senhor. – Robson fala saindo da sala.

Renato pega suas coisas e eu ainda sentado, ele me olha de lado;

- Já pode sair Gustavo.

Eu abro um sorriso e questiono;

- Você tem ciúmes de mim com o Robson?

- Claro que não Gustavo. – Ele responde rápido.

- Capitão, o carro está pronto. – Robson fala aparecendo na porta.

- Já vou.

Pego minhas coisas e com Renato me encarando, eu digo;

- Robson tem planos para essa noite?

- Não. – Ele responde rápido.

- Que tal um jantar, naquele bistrô que tu curte?

- Fechado.

- Você não pode ir. – Renato fala me olhando.

- E porque não?

- Me esqueci, está de plantão hoje. – Ele fala saindo.

- Ah, Viado. – Falo resmungando.

- O que disse?

- “Ah obrigado”. – Digo rindo.

- Gustavo, vamos mano.... Que demora é essa? – Vitor diz quando saio da sala.

- Que frescura Vitor, querendo mostrar serviço é? – Falo anto.

- Está cheio de graça hoje né.

Pessoal ele pegou o caso e estava estudando, enquanto eu arrumava o carro, subi e ele estava descendo;

- Só nós dois? Na favela?

- Sim Gustavo, vamos ter que investigar por conta própria, isso aqui não serve muito. – Ele fala me entregando a pasta.

Bem entramos no carro saindo e seguindo, ele estava dirigindo enquanto eu lia a papelada;

- Temos dois policiais PM, os suspeitos são, Elias e Alexandre, eles repassam as armas para o DUDU, que é traficante, mas o alvo nosso será o Saulo... Caralho ele é do Exército?

- Sim, é de onde vem as armas.

- Puta merda, e eu pensava que era para prender um traficante só.

- Vai nessa, de agora em diante, se prepare para casos assim.

Esqueci de falar, mas estávamos em um carro normal, e sem caracterização da COE. Tínhamos claro, armas e distintivos, mas nem colete usamos.

Nós entramos tranquilamente na comunidade, e seguimos para um dos endereços de informações. A rua lotada, segunda-feira e tinha um bom movimento na favela.

- Ali, Mercearia São Miguel. – Falo apontando o dedo.

- Aquilo é um bar Gustavo, está certo?

- Sim, para aqui.

Nós descemos e eu entrei no bar, que tinha comente uma mesa de plástico, com quatro cadeiras, várias prateleiras, e uma moto dentro do lugar;

- Bom dia chefia.

- Bom dia meu rei.

- Que vai querer?

- Rapaz, me vê uma dose aí... – Falo encostado no frízer que ele usava de balcão.

Eu pego o copo e viro aquela pinga de engenho, o Vitor me olhando da porta de braços cruzados;

- Mano, você é inacreditável. – Ele fala rindo.

Olhando para ele vejo o carro da PM passar subindo o morro;

- Aqui, valeu. – Falo pagando. – Se liga Vitor.

- Que fazemos?

- Seguimos, mas sem estragar os disfarces. – Falo baixo.

O transito estava complicado, muitos carros e caminhões subindo, o Vitor de um lado da via e eu do outro.

Subindo andando mesmo, para não levantar suspeitas. Depois de uns vinte metros eles estacionam e batem em um portão pequeno e preto.

Um cara armado abre, e eles entram, ficam por volta de quinze minutos e saiam, de volta ao carro deles. Mas o retardado aqui estava perto demais, gente eles me viram e um fez sinal para o outro.

Foi eu olhar e apontaram a arma, eu estava sentado em uma pequena pilha de tijolos;

- Mão para cima, mão para cima. – O gordinho repetia. – Levanta devagar se virando.

Fiz o que ele pediu e o outro veio me revistando;

- Que está fazendo?

- Sentado senhor.

- Vira.

- Estou fazendo algo de errado? – Falo bem perto da cara dele, para perceber.

- Andou bebendo? Essas horas?

- Algum problema?

- Está limpo Alexandre. – Ele diz ao gordinho.

- Vai procurar sua turma viado. – O outro fala para mim.

Eu sai com eles entrando no carro, e gente o Vitor estava mais abaixo perto do carro, ele ria tanto, mas tanto, que estava chorando;

- Qual é? Vai ficar me tirando agora? – Falo aproximando.

- Que eles falaram?

- Que eu bebi essas horas.

- Ah, boa, foi inteligente da sua parte.

- Haha, eu sou inteligente.... Vamos... – Digo entrando no carro.

Bem nós seguimos para o posto do exército para ver os registros de armas, e conferir os “roubos” registrados por eles.

Nosso dia se resumiu a essa investigação.

Almocei com o Vitor na rua, e só voltamos para a corporação por volta de seis da tarde.

Renato me deu um intervalo que eu fui tomar um banho e voltei.

Bem pessoal por volta de oito e quarenta da noite, estava eu trabalhando, junto com mais dois caras.

Quando vejo o Renato chegando com algumas sacolas;

- Trouxe o jantar de vocês. – Ele fala aproximando.

- Já jantamos capitão. – Falo sem encarar ele.

- Mas você vai comer de novo. – Ele fala deixando uma das sacolas na mesa.

Renato passa conversando com os meninos, e aquela merda cheirando demais, os dois então seguem para o refeitório, e ele volta, sentando na minha frente;

- Sanduiche daquele lugar que você gosta, perto da minha casa. – Ele fala se acomodando.

- Não me deixou jantar com o Robson, mas trouxe comida para comermos juntos, que romântico.

- Cala a boca Gustavo.

- Rsrs, diz ai como está?

- Estou bem.

- Mesmo?

- Porque, o que está sabendo?

Eu deixo a caneta e olho ao redor;

- Eu sei sobre a Katia estar te ameaçando.

- Isso é coisa minha.

- Se quiser conversar tudo bem.

- Não quero...

Já iriamos começar a brigar quando o telefone da mesa chama;

- Oi.

- Gustavo?

- Sim.

- É da portaria... Douglas está aqui, dizendo ser seu irmão.

- Pode deixar entrar.

Coloco ele no gancho já com medo;

- Que foi?

- O Douglas, está aqui. – Falo levantando.

Eu desci par encontrar ele lá embaixo, e galera ele estava todo assustado. Nós subimos e o Renato mandou conversarmos na sua sala;

- Beleza, começa a falar.

- Papai foi na sua casa.

- O QUE?

Mano, minhas mãos soaram na hora;

- Ele quer te ver.

- Não, eu não quero... agora que eu consegui superar o que ele me fez passar.

- Disse que mamãe quer um jantar, de nós reunidos.

- Mas porque agora? – Renato pergunta.

- Porque agora, o Douglas está quase casando, e estudando Direito e o filho mais velho com uma carreira na polícia, por isso.

Douglas estava calado, e assim ficou;

- Isso não é bom? – Renato questiona.

- Douglas mudou, muito, mas eu não, eu sou gay, e vou continuar sendo gay. Papai quer Douglas para usar de exemplo na igreja dele. Exibir como um troféu.

Não sou do tipo que fala muito, mas Douglas ouviu naquele dia, serio não achava certo ele vir agora que estamos bem e exibir a gente para família e amigos.

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