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©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia

  • Richardson Garcia

SENTENCIADOS - Episodio 42

Bem, saímos e o Renato que chega abrindo a cela do Vander;

- Que foi agora? – Ele pergunta deitado.

- Se levanta, vamos te transferir. – Falo pegando as algemas.

- Para onde?

- Você vai gostar.

- É vocês são corajosos mesmo em fazer isso. – Ele fala olhando para mim.

Patrícia coloca o colete nele, e saímos, com Vander algemado os pés e as mãos.

O carro que Renato disponibilizou foi o que ele faz missões. Decidimos colocar o Vander comigo no banco atrás, algemamos ele lá por segurança. Patrícia estava no carro da frente e tinha outro atrás de nós.

Eu nem havia saído do COE e o Renato no rádio;

- Está me ouvindo?

- Infelizmente sim.

- Ok Gustavo, tem uma equipe de três pessoas lhe ouvindo, estamos seguindo vocês pelo satélite... Boa missão.

Não responde, pois estava tenso;

- Diz ai Gustavo, percebi aquele dia uma tensão no ar.... Fiquei com uma pulga atrás da orelha, está pegando o capitão? – Vander fala rindo.

Ele parecia um psicopata. Eu olhei para ele e não responde;

- Haha’ Renato gay, ta ouvindo essa Vitor. – Robson fala rindo. – Nada contra viu Gustavo.

- Relaxa, pois você também gay.

Os meninos riem e Vitor comenta;

- Começou a chuviscar.

- Pegamos uma chuva leve a quinze quilômetros do destino. – Falo no rádio.

- Ok, Gustavo, me mantenha atualizado.

Coloco o radio no mudo e falo;

- Acho que ele ouviu a conversa de vocês. – Falo a Vitor.

- Rsrs, aqui Gustavo fica com essa automática ai. – Robson me entrega uma metralhadora.

- Mano que isso.... Estou com minhas pistolas, relaxa.

- Quanto é sua pontuação Gustavo? – Pergunta Vitor.

- Mano, 96 pontos.

- Ah, mentira. – Os dois na frente falaram ao mesmo tempo.

- “As meninas podem focar no trabalho? ” – Patrícia fala no rádio.

Ficamos sem graça, ninguém disse nada;

- Atualizações? – Fala Renato.

- Estamos vendo a via expressa, em duzentos metros, depois que entrar nela, iremos aumentar a velocidade. – Robson responde.

- Com cuidado. – Ele responde

Entramos em uma avenida de pista dupla, ao nosso lado esquerdo tinha um lote grande baldio, com uma cerca de madeira em um arame bem frágil, passando a direita, um estacionamento velho, três mercados fechados, e uma oficina de carro, de fachada azul. A esquerda mais a frente dentro do tal lote, havia uma construção abandonada, pintada de branca e algumas pichações. E no fim da pista, uns 200 metros a via principal que o Robson falou.

Ok.

O Renato manda a gente ter cuidado, assim que ele fecha a boca uma pequena explosão ao lado do carro da frente, onde estava a Patrícia. Levantou uma fumaça ao lado, que fez o comboio parar.

O Vitor freou bruscamente, nós assustamos;

- Porque pararam? Gustavo? – Renato chama no rádio.

Gente começamos a ser atacados pela esquerda, uma rajada de tiros nos carros, e a adrenalina explodindo dentro do corpo, Patrícia imediatamente sai junto os meninos do carro da frente desceram e se protegeram, abaixados a direita e os tiros continuavam.

Na rua foi em instantes todo mundo sumiu, as pessoas correndo;

- COBERTURA. – Ela grita no rádio.

- Cobrindo. – Vitor fala descendo do carro.

- Temos ordens para levar ele. – Robson fala descendo puto com Vitor.

Galera eram muito tiros, no carro parecia chuva acertando o vidro.

Vitor estava com uma 12, muito potente, os tiros dela ecoavam no ouvido, era uma quase insuportável, não mais que a situação.

Eu pulei para o banco da frente procurando um jeito de sair, foi quando ao lado direito do carro o Robson se levanta para disparar e é atingido caindo no chão;

- Me solta Gustavo, rápido. – Vander grita.

Voltei ao meu lugar, abrindo a porta do carro, e descendo para ver ele.

Robson estava no chão, ele com a arma do lado e conferindo o tiro;

- Mano. – Falo Aproximando.

- Tem que tirar ele daqui agora. VAI. – Robson grita.

Nesse momento, os pneus do carro meio que furam e ele abaixa, eu olho para frente a Patrícia ajoelhada disparando sem parar junto com um policial, o outro caído no chão. Os gritos dos “meus homens” no carro de trás.

Peguei minha pistola, efetuo alguns disparos, e escuto o Vitor, que estava atrás do carro;

- Gustavo, vamos te dar cobertura, sai daqui com ele.

Volto a abrir a porta, e solto o Vander, ele ficava repetindo;

- Eu avisei que daria merda, eu avisei.

Soltei ele, e o puxei pela camisa, protegendo, ao sair do carro, ficamos abaixados, até todos se posicionarem, ainda sob o barulho de tiros eu grito;

- COBERTURA.

- Cobrindo. – Vitor responde.

Ele vem pega o Robson, o apoia nos braços e a Patrícia aproxima com mais dois policiais do carro de trás.

- Em 3... 2... 1... EVASÃO. – Grita o Vitor.

Eu segui com o Vander correndo para a oficina, o Vitor segurando o Robson que juntos a Patrícia e os meninos estavam dando cobertura. Mas um deles cai na corrida.

Eu ousei olhar para trás quando entramos, eles estavam em meio ao mato, e atirando também da tal construção, com armamento pesado;

- Precisamos de reforço, rápido. – Robson fala no rádio.

Um dos carros começam a pegar fogo, e os tiros não param, com eles avançando e fazendo a gente a se proteger dentro do lugar.

Foi então que a Patrícia a um passo de entrar é atingida por vários tiros. Eu assisti isso em menos de dois metros de mim. Ela cair e já fica imóvel, sua mão cheia de sangue e seus olhos abertos.

Nesse momento os barulhos das armas ficaram muito altas, como se estivessem dentro da nossa cabeça.

Eu fiquei imóvel, encostado na parede, o que me acordou foi um tiro que quase acertou em mim, explodindo até os tijolos ao meu lado, me protegi, e o Vander pega uma arma.

Ele atira em um dos caras que estavam próximos demais derrubando ele, eu olhei aquilo, e a única coisa que imaginei, era proteger eu, e ele.

O Robson ferido, estava disparando como podia, o Vitor suava muito, e me olhava muito preocupado do outro lado.

A cena era de guerra, com a gente protegidos dentro das paredes fortes da garagem e eles já estavam nos carros, eram uns dez bandidos que haviam sobrado. Eu, Vitor, Vander, Robson e um dos meus atirando.

Então escutamos a aproximação do helicóptero, era nossa última esperança.

Logo os disparos e o barulho ficando extremamente alto, com mais e mais tiros. Com voos rasantes, podemos avançar para fora para cima, então pude ver que era o helicóptero do COE.

Eles estavam voando tão baixo, que atrapalhavam a visão dos bandidos, que já tinham a morte certa.

E sim, com a ajuda de reforços que foram chegando de todos os lados nós vencemos. Quando o helicóptero pousou no chão, o Vitor voltou e pegou o Vander, o policial ajudou a escoltar ele para dentro do helicóptero e tirar ele rapidamente do local.

Com o vento, aquele barulho alto, aquelas cenas, aquele lugar, eu me virei e voltei até a Patrícia. Mas eu não podia fazer mais nada, era tarde demais.

Me ajoelhei ao seu lado e comecei a chorar, minha garganta estava pegando fogo, e tinha um vazio tão grande dentro de mim. Eu não estava acreditando naquilo que estava vendo, minhas mãos tremulas, mas tanto, minhas pernas, eu não sentia mais.

- Gustavo? Gustavo. – Renato fala se aproximando correndo.

Ele olha ela caída e respira questionando;

- Você está bem?

Eu meio que ignoro ele, dois paramédicos se aproximando correndo e Renato segura em meus braços, me levantando, para deixar eles fazerem o trabalho deles.

Renato estava com um fuzil, a faixa de apoio atravessada no corpo o que deixava ele atrás.

Ele deu uns passos fazendo eu afastar da Patrícia, e então o paramédico olha para gente fazendo sinal negativo com a cabeça.

Mano que dor insuportável dentro de mim.


#Renato


O que eu tenho de carreira você que está lendo isso, não tem de vida! E em todos esses anos, eu nunca vi algo como aquilo, era muito pesado, nem em treinamentos passamos por aquilo.

O Gustavo estava em choque, ele ficou desnorteado. Eu afastei com ele, e depois que o paramédico gesticulou, eu abracei ele com força, colocando contra a parede.

Ele gritava, como se estivesse lutando por dentro. Ver ele daquele jeito nem eu me segurei, desceram sim algumas lagrimas, tentando acalmar ele.

Acho que sua pressão caiu de uma vez, ele desmaiou em meus braços;

- Aqui, ajuda. – Alo aos médicos, colocando ele no chão.

- Se afaste capitão, deixe conosco.

Eu dei uns três passos para trás e a cada vez que meu pé tocava o chão, era sob cápsulas de balas.

Eles imobilizaram o Gustavo, e pediram uma maca para levar ele.

Eu sai com os médicos colocando um tipo de lençol no corpo da Patrícia. Tinham bombeiros a esquerda apagando o fogo do veículo, um policial PF chorando no corpo do amigo, o Robson sendo tratado em uma ambulância antes de ser transportado. Quase que a corporação da Policia Federal inteira no local, afinal eles tinham perdido seis dos melhores policiais.

Isolamos uma área imensa, pois adentramos o mato ao lado, e tinham estações com balas e armas para eles, tivemos que pedir um camião frigorifico para levar a quantidade de corpos.

A imprensa sobrevoava o local sem interrupção, para vocês terem ideia do que aconteceu no local, o Major Resende veio em pessoa, para ver o grau em que estávamos.

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