• @rgpatrickoficial

SENTENCIADOS - Episodio 41

Eu estava orgulhoso, mas fiquei na minha;

- Vê se esfria essa cabeça, e fica bravo depois da prova.

- Beleza.

Levei ele até a universidade, entramos juntos, mesmo o Rui não gostando, quando achamos a sala onde ele iria fazer a prova;

- Vou levar sua avó para fazer comprar, o vovô tem uma consulta, quando sair de lá, passo aqui.

- Tudo bem.

- Boa prova, te amo viu.

- Também.

Liguei para a minha mãe, que estava me esperando na porta de casa já a ansiosa, rsrsrs.

Parei o carro, abrindo a porta para ela;

- Benção.

- Deus te abençoe meu filho...

- Coloca o sinto mãe.... Deixa eu te ajudar.

- Não gosto que anda com essas armas comigo, filho.

- Mãe, estou de farda, não tive tempo de me trocar. Acabei de deixar o Rui para fazer a prova, e tenho que estar com elas, é minha segurança.

- Mas eu não gosto.

- Rsrs. E meu pai?

- Está de mau humor, ele odeia médico...

- Puxei ele.

- E o Rui?

- Está bem, e menos ansioso que eu.

- Ele vai passar Renato, eu fiz uma promessa para ele.

- É ele vai precisar... Aqui no Pão de açúcar mesmo?

- Sim.

Eu estacionei, peguei o carrinho e entramos, acabou que eu peguei algumas coisas para mim também.

Pessoal em um dos momentos, eu me afastei da minha mãe, eu estava no açougue e ela tinha ido pegar um café eu acho, não me lembro bem.

Então escutei umas conversas altas, as pessoas começaram a olhar, e tipo, quando tem um policial, eles te encaram, para você tomar uma atitude.

Eu passei por dois corredores, e lá estava a dona Maria das Dores gritando com umas mulheres, meu Deus.

Eu me aproximei daquela bagunça;

- (...) elas têm direito igual a você, porque elas pagam os mesmos impostos que você, que vergonha uma mulher da sua idade. – Gritava minha mãe.

- Mãe pelo amor de Deus, que está acontecendo. – Falo segurando no braço dela.

Ela estava gritando com uma senhora, e tinha mais duas garotas, fora as pessoas passando e olhando;

- Renato, que bom que chegou, essa mulher está sendo preconceituosa e má educada...

Gente quando viram que eu era policial, e começaram todo mundo a falar ao mesmo tempo, nossa quando junta mulheres;

- GENTE, Uma de cada vez. – Falo alto.

- Olha seu policial, estava com minha namorada, cuidando da minha vida, quando essa senhora chegou falando um monte de merda. – Fala uma das garotas.

- Elas estavam se pegando aqui dentro, na frente de todo mundo. – A senhora fala.

- E o que a senhora tem a ver com isso? A vida é delas...

- Mãe, por favor. – Falo segurando o braço dela.

- Cadê o gerente, quero falar com ele.... Isso é um absurdo. – A velha começou um escândalo.

Gente, ela estava sendo preconceituosa com as garotas, e para piorar, quando o gerente se aproximou, quase saíram nos tapas.

- Podemos fazer um boletim e ocorrência, moço? – Pergunta uma das garotas.

A senhora estava se afastando quando ouviu isso;

- Sim, podem, sim. É só acessar online. Mas precisam de alguns dados dela.

- Pode fazer, pode fazer... Sou Rosa Medeiros Patrício, e quero ver onde....

Mano, mano do céu! Ela é mãe do Gustavo e do Douglas. Fiquei até branco na hora;

- Mãe, vamos afastar, por favor. – Falo puxando ela.

Gente mal acreditei no que tinha acabado de ver;

- É um absurdo, naquela idade... eu já falei e digo de novo, meu filho pode ser gay, lésbica, o que for, não robando e usando drogas...

- Mãe já passou...

- E eu ainda brigando com você, essa farda ajudou.

Terminei a minha tarde sem acreditar no que tinha visto, serio mesmo.



#Gustavo


Bem, foi uma luta conseguir a transferência do Vander, eu passei o dia andando, atrás de juiz, de delegado, ainda voltei ao COE, mas não vi o Renato.

Sobre o que ele tinha me dito, eu fiquei muito emocionado, muito mesmo. Não vi a Patrícia para contar a ela, fui embora com a melhor novidade que ela poderia receber do ano.

Quando cheguei em casa o Douglas estava se arrumando no quarto;

- Eita, para que esse perfume menino? – Pergunto na porta do quarto.

- Vou sair com uma garota que conheci.

Mano do céu, fiquei olhando aquilo;

- Está falando sério?

- Sim.... Me empresta aquele seu tênis branco?

- Sim, claro. – Falo indo pegar.

Para vocês entenderem melhor minha felicidade, é que nunca vi ele com ninguém, eu não tenho imagens e lembranças boas do meu irmão, depois que eu fui colocado para fora de casa, com quinze anos, ele passou pelo mesmo, anos depois.

Ver ele feliz, com planos, e um trabalho, é como ter um filho se dando bem na vida.

O Douglas saiu, e eu fui tomar um banho, demorado e bem quente.

Quando sai havia mensagem do Matheus, ele queria vir dormir aqui em casa. Não tem como, me senti mega culpado pelo Renato no outro dia, inventei uma desculpa a ele, não estava afim.

Com o computador fui escutar os locais para a missão de transferência do dia seguinte, como fazer rápido e assertivo, fiquei meio que montando e organizando ela.

Eu dormi até cedo, pois tinha que estar zero no dia seguinte.

Mandei mensagem para a minha amiga, que iriamos tomar café lá no trabalho.

Cheguei logo cedo, e aproveitei que o Daniel estava na sala dele, entrei mostrando o percurso, pedindo ideias, mas ele olhou, e aprovou logo de cara.

A Patrícia estava em nossa sala;

- Bom dia amiga.

- Ih alguém transou ontem.

- Não, eu não.... Meu Deus, que é isso? – Falo pegando em sua mão.

- To noiva!

- Não acredito.

- Nem eu.

- Menina que anel enorme, kkkkk.

- Ai amigo, foi tão fofo.

- Começa agora quero detalhes.

Falo puxando a cadeira para perto dela. Ai gente Leandro foi muito fofo, eu amei receber essa notícia boa vindo dela, e falar a novidade que tinha;

- Olha tenho uma coisa para te falar.

- Boa ou ruim.

- Não sei se você ser aprovada na entrevista da COE é uma boa notícia? É? – Falo zoando ela.

- Amigo não brinca comigo.

- Nós passamos Patrícia.

Ela abaixa e grita protegendo a boca, por causa dos outros;

- Temos que comemorar hoje, vamos sair para beber.

- Adoro.

- Ei, os carros estão prontos.... Gustavo, estou colocando meus melhores homens com você. – Daniel fala na porta.

Nós olhamos assustados e comento;

- Estranho, ele arrumar as pessoas.

- Né.... Vamos, no caminho tu me conta como faremos isso.

- Ok.

Peguei minhas coisas e seguimos para o COE, minha vontade era de nem ver o Renato, mas eu tinha que falar com ele.

Estávamos em dois carros caracterizados da PF, porem com armamento pesado. Estacionaram na garagem, e descemos;

- Com medo? – Pergunta a Patrícia?

- Não, ansioso.

Entramos no elevador, eu abro um pouco meu colete, e ela ajuda a apertar direito.

O elevador abriu e ela me acompanhou até a sala do Renato, eu bato na porta e ele que estava assinando algo olha, nós entramos e nos questiona;

- Me diga que não é a transferência. – Ele fala deixando a caneta.

- Sim. – Falo entregando a ele.

- Quero ver o plano do comboio.

Patrícia entrega, e ele leva até uma mesa a sua esquerda, tipo uma mesa de planejamento;

- Você quem fez? – Ele me pergunta.

- Sim.

- Aqui, e aqui, não concordo, são vias pequenas e fechadas, um comboio pode ser facilmente parado, vocês não podem parar. – Ele diz fazendo uns rabiscos.

- Renato sobra passar por trás do Capão Redondo, que não estamos doidos de ir com um comboio da polícia.

- Você está certo.

- E aqui, no viaduto, seguimos por aqui, é uma via de velocidade, podemos usar isso ao nosso favor. – Patrícia fala.

- Gostei, aprovo esse percurso. – Ele diz.

- É amiga, bem melhor mesmo.

- O que vocês têm?

- Um atirador de elite, e cinco especiais. – Patrícia responde.

- Vou colocar o Vitor e Robson para irem com vocês em um blindado.

- Não precisa Renato. – Falo rebatendo.

- Precisa sim, vão estar com uma bomba relógio com vocês. – Ele vai até sua mesa, e pega algo. – E Gustavo, pegue, quero acompanhar tudo, não desliga isso, está me ouvindo.

Renato me entrega um rádio, e outro para ela. E eu vou colocando ele na roupa, enquanto saímos;

- Vocês dois, comigo. – Renato fala aos meninos.

Entramos todos no elevador, enquanto ele fala com os garotos;

- Patrícia comanda essa missão de transferência, vamos colocar o Vander e o Gustavo no blindado, me escuta os dois, não quero que aquele carro pare de forma alguma, estão me entendendo?

- Sim, senhor.

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