• @rgpatrickoficial

SENTENCIADOS - Episodio 4

- Nem fodendo. – Ele responde.

- Então me leva de volta para a cela que estão vindo me buscar doutor. – Ele fala encarando o Renato.

O foda do Barão é que ele desafiava o Renato, e não é o tipo de cara para você fazer esse tipo de coisa;

- Todo mundo para fora! – Ele fala levantando.

- Não vou deixar meu cliente com um policial ainda mais da PF.

- Vaza daqui logo irmão.... Quem manda em você? Evapora tá ligado. – Barão diz com o cara.

- Abre essas algemas. – Falo para o Renato.

Ele calado pega as chaves e abre as algemas das mãos do Barão;

- Não se acostume. – Ele fala me olhando.

Todos sairão e ficamos sozinho, ele não era idiota, e sabia que tinha as câmeras, e áudio da sala.

- Que isso, chegou botando moral no COE seu polícia. – Rafael comenta.

- Me deram alguns minutos com você. tem algo para dizer Rafael

Ele fica calado, eu pego um papel e escrevo uma pergunta mostrando para ele: “Político envolvido? ”. Estava escrito.

Ele faz que sim com a cabeça, dizendo;

- Você é inteligente.

- Já ouvi isso antes... Seguinte Barão vou falar com meu cunhado então.

Eu tentei jogar verde, para colher maduro, e ele pegou, abriu um sorriso.

Eu pego o papel amassando disfarçadamente e coloco na roupa.

- Vou cumprir minha palavra com você. – Falo olhando em seus olhos.

O Renato entra na sala;

- Chega por hoje. – Ele diz entrando com agentes.

O Rafael se levanta pega na minha mão, cumprimentando e aproxima o corpo como um “abraço”;

- Vão me passar no presidio. – Ele diz.

Os agentes afastam ele e algemam novamente, para saírem.

- Me espera na minha sala. – Renato me fala saindo.

Eles fizeram todo um aparato para tirar ele do andar, maior frescura, mas necessário.

Entrei na sala e me sento respondendo as mensagens no celular. Ao olhar ao redor, pessoal vejo um pode de “Nutella”, e algumas colheres, só comentei por achar muito peculiar.

Logo retornaram, o Renato senta na sua cadeira, e puxa a pasta com o nome e a foto do Rafael ao lado de fora, o Vander se senta a cadeira do meu lado. Pego meu celular guardando no bolso;

- Sei que tem algo para mim. – Renato diz com os braços sobre a mesa e com o corpo apoiado.

- Não pode deixar ele ir para o presidio.

- Não posso fazer nada, é decisão do Juiz, Gustavo.

- Se ele for, vai ser morto Renato.

Renato olha para o Vander, que me pergunta;

- Ele te falou?

- O Rafael tem mais contatos que todas nossas corporações juntas. Ele sabe de tudo. – Repondo olhando para Vander e Renato. – Ele quer que eu fale com um tal de Cunhado. Ele está no material...

- Que eu te mandei, sei disso, tem um problema só... – Renato estava falando e eu interrompo ele.

- Só mais uma coisa, acho que deixamos passar.... Eu estava investigando o Barão do PCC, vocês do COE, estavam atrás do Barão do Comando Vermelho. Se ele é dos dois lados, era obvio que iriam pegá-lo.

- Por isso preciso dele, Rafael tem cabeças dos dois lados, tanto PCC quanto Comando Vermelho.

- Renato eu sei que vocês sabem quem é esse Cunhado, ele pode nos ajudar.

Renato afasta a cadeira, respira fundo, olhando para Vander se levanta e pega outra pasta, pouco maior na sua estante;

- Cunhado. Número 1 ou também conhecido como Cassio. Ele fazia os trabalhos juntos com o Barão, tenho fotos, registros, mas nada, o cara é um fantasma;

- Posso tirar uma xerox disso?

- Não, é Confidencial.

- Desculpem... Capitão.

- Fala Robson.

- Vim avisar que o Barão está em cela novamente.... Sua transferência será amanhã, o horário não foi divulgado.

Eu fico olhando ele, que fica meio sem graça ao me ver ali;

- Tudo bem, obrigado.

Robson sai da sala, e Renato diz;

- Precisamos saber o porquê Barão deixou ser preso, e também... – Ele me olha, fixa o olhar. – Você sabe né!

- Sua família, tenho quase certeza que ele está tentando proteger sua família.

- E onde estão?

- Ele não me disse, uma informação dessa conosco não seria seguro para ele.

Renato recebe uma ligação, e quando desliga o telefone ele diz;

- Continuamos depois. – Fala se levantando.

Saindo da sala, o Robson novamente;

- Oi Gustavo, quanto tempo.... Como está? – Ele diz pegando em minha mão.

- Bem, e você?

- Estou ótimo.

- Se conhecem? – Renato fala fechando a sala.

- Sim, ele é meu ex. – Robson responde.

Eu de olhos arregalados, de ele comentar de boa assim com o Renato, porque até então, terminamos porque o Robson não queria me assumir, ele era o todo discreto/Fora do meio.

O Renato me dá uma olhada diferente, abre um sorriso enquanto seguimos no corredor e diz;

- Olha o Robson até tem uns trejeitos, mas você não me parece...

- Gay?

- Sim.

- E como um gay se parece? – Eu pergunto quando ele chama o elevador.

Renato se cala, desvia o olhar, e percebo Robson suar frio quando eu “solto essa”;

- Você está certo, foi um comentário inconveniente, me desculpe.

- Tudo bem. – Falo pegando em sua mão. – Foi um prazer Capitão. – Respondo entrando no elevador.

- Todo meu Oficial. Acompanhe o Gustavo por favor Robson.

- Sim, senhor.

O elevador fechou e o Robson quase me agride;

- Ta maluco Gustavo, dar uma resposta daquela no Renato?

- Ele que foi pau no cu Robson não eu.

- Ele pode ser quem quiser... Gente... como você gosta de uma treta.


#Renato


Estava a noite em casa, havia acabado de sair do banho, coloquei uma cueca, bermuda folgada e uma camiseta do flamengo. Cheguei na cozinha conferindo se tinha os ingredientes para eu preparar o jantar e o celular chama;

- Oi... Mãe, benção.

- Deus te abençoe querido.

- Como está?

- Ótimo, seu pai que pegou um resfriado, mas estamos bem.

- Como está ai em Natal?

Eu estava falando com ela, e preparando as panelas na cozinha;

- Isso aqui é um sonho Renato, serio tem que trazer o Rui aqui.

- Mãe quando chegarem a primeira coisa vai ser ver ele em.

- Claro né Renato... Ele que não avisou ninguém que estava chegando. Ah filho, porque não me contou sobre aquela missão em? Descobri na televisão.

- Foi mal mãe, mas sabe que é confidencial.

- Confidencial uma ova, seu pai já sabia.

- Não acredito que o papai está dando com a língua nos dentes.

- Eu deveria saber, e não ele Renato.

- Mãe calma ai... Acho que o Rui chegou.

- Ta.

Cheguei no interfone e libero sua entrada no prédio;

- Vou fazer um jantar para ele, depois a gente conversa.

- Não desliga Renato.

- Mãe, preciso cozinhar.

- Quero falar com meu neto.

- Ai, gente. Calma ai... Ele chegou.

Abro a porta e ele de mochila nas costas, olhando o apartamento;

- Mano que animal.

- Ei telefone para você. – Falo entregando o celular e fechando a porta;

- Oi... Benção vó. – Rui fala me entregando a mochila.

Ele começa a andar no apartamento, cheio de caras e bocas, enquanto fala com sua avó. Eu vou para a cozinha tentar adiantar o jantar e depois Rui chega na cozinha;

- Esse lugar é mostro pai. – Rui fala olhando a cozinha.

- Eu te falei.

- Dá para fazer várias sociais muito loucas naquela sala.

- Aham, sei Rui. Vou nem comentar.

- Estou zoando, pai ficou muito massa, serio mesmo, obrigado.

- Que isso... Ei a Joice vai demorar? Porque não trouce ela logo?

- Aff a Joice está no meu pé pai, não posso fazer nada. – Ele fala com outro tom de voz.

Deixo o pano de prato, e me viro, já bravo com ele;

- Que está acontecendo?

- Acho que vamos terminar.

- Como assim Rui?

- Estamos dando um tempo, ela ficou uma fera só porque eu fui em uma social na casa do Fernando. – Só de ele falar esse nome, eu passo a mão na cabeça.

- Está andando com esse menino de novo Rui?

- Pai, ele é meu amigo.

- E Joice?

- Não quis falar comigo hoje.

- Depois eu falo com ela.

- Não pai! Fica fora dessa...

- Rui você solteiro, eu nem durmo a noite! Só de imaginar você saindo com o Fernando... E como é o nome daquela menina?

- Ayla.

Eu olho para ele e aponto a mochila no sofá;

- Leva para o quarto.

- Beleza.... Vai cozinhar?

- Sim, ué, o que quer jantar?

- Pensei que iriamos pedir, pizza ou comer fora. – Ele fala gritando seguindo o corredor.

- Você fica um ano e meio comendo Fast-Food e não quer a comida do seu pai?

- Não. O senhor entendeu.

- Beleza, tem alface na geladeira, pega e senta no sofá, menos trabalho para mim.

Ele vem rindo, com o celular e carregador na mão;

- Só estou te enchendo pai. Pode continuar aí... Precisa de ajuda?

- Não, estou de boa, você na cozinha é pior que sua mãe.

- E, eu sei fazer café e cozinhar ovo (...).

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