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©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia

  • Richardson Garcia

SENTENCIADOS - Episodio 38

Toquei a campainha e em três segundos uma empregada abre a gigantesca porta;

- Bom dia, Policia Federal. – Falo entrando. – Onde está seu patrão?

- No quarto. – Ela responde encostada na parede, toda assustada.

Subimos as escadas de vidro, e havia conversa no fim do corredor;

- Dá Licença, Policia Federal. – Falo entrando no quarto.

- Quem autorizou vocês a entrarem na minha casa? – Ele pergunta se levantando. – Isso é Propriedade Particular.

Na cama duas gigantescas malas, com algumas peças de roupas, sua esposa estava do outro lado da cama;

- Estavam indo viajar? – Pergunto olhando.

- Para fazenda, algum problema. – A mulher fala atrás dele. – Tem problema? Sempre passamos os feriados lá.

Os passaportes estavam na cama, eu peguei, conferindo ser deles;

- Essa fazenda é em qual pais?

- É o seguinte, estamos saindo de viagem. Uma viagem já programada em família (...). – Diz o Governador.

Para terem ideia, ele ainda estava de pijamas.

- (...) Vamos para os Estados Unidos, tem algum problema?

- Não, não, vocês não vão a aluar nenhum...

- Como assim? Não vamos porque? – Fala a mulher dele já alterada.

- Tenho um mandado de prisão preventiva contra o senhor, expedido pela 14ª. Vara de São Paulo.

- Prisão? – Ela esboça. – Prisão do Pedro Barbosa Gurgel? – Ela então começa a debochar de nós. – Governador do Estado de São Paulo. O senhor por acaso sabe que...

- A senhora baixa o tom para falar comigo. E pode ficar em silencio também. – Falo apontando o dedo para ela.

- E qual é a alegação? – Ela diz.

- Por enquanto? Ocultação de provas.

No radio a Patrícia chama;

- Gustavo.

- Oi Patrícia. – Falo colocando a mão no ouvido no ponto.

- Achei algo.

- Beleza estou descendo.... Parece que tem surpresas lá embaixo, né? – Falo olhando para eles. – Vocês podem me acompanhar.

Eu falo saindo e os policiais comigo acompanham o casal.

Na sala de jantar havia uma estátua de uma mulher sensual deitada, não sei do que se trata na verdade.

A gente se aproximou e a Patrícia estava com uma marreta em mãos;

- Isso é uma obra Greco-romana, o que vai fazer? – A mulher fala.

Galera Patrícia acertou a estátua quebrando ela, ela foi rachando e destruindo toda a estrutura que era oca.

E então, um... dois... três... quatro... foram seis sacos de dinheiro jogados nos chão, eu não esperava por isso.

Ela abaixa, abre e joga todos aqueles pacotinhos no chão, espalhando até chegar em nossos pés. A mulher do governador tremia.

- Conta, Diego. – Falo para ele.

Que de cara estava assustado, ele até sem entender, mas abaixa e começa a separar e contar os pacotes.

Peguei meu celular e ligo para central;

- Oi, Daniel.

- Sim, Gustavo.

- Preciso de reforço, e pede também uns batedores.

- Ok, batedores, deixa comigo.

- Como vamos transportar isso? – Patrícia pergunta.

- E creio que um carro forte Daniel.

Ele respira no celular e diz;

- Tudo bem, estão a caminho.

Deliguei o telefone com os meninos ainda contando;

- Que dinheiro é esse? – Pergunto a ela.

- É meu. Porque?

- Qual é a origem dele?

- Trabalhei 15 anos na transportadora do meu marido, ele tem 30 anos de política.

- E porque vocês guardam esse dinheiro dentro de casa?

- É pecado? – Ela fala com a voz tremula.

- Não, se não for declarado, não é pecado não, é crime mesmo.

- E o senhor conhece a minha declaração de imposto?

- Ela ainda não, mas vou passar a conhecer.

- Eu guardo, eu faço com meu dinheiro o que eu quiser.

- Sim, uma quantia dessa eu te aconselharia a colocar um banco. É mais seguro.

- Qualquer família em uma reserva em casa.

Eu tive que rir;

- A senhora está chamando isso aqui de reserva? A senhora tem coragem de falar na frente dos meus colegas, que se trata de uma reserva?

- E se acontece uma emergência?

- Chefe, tem mais de quatro milhões de reais aqui. – Diego fala ainda contando.

- Então a senhora está me dizendo que quatro milhões de reais é uma quantia normal para família?

- Absolutamente normal.

- Normal?

- Absolutamente. – Ela grita.

- A SENHORA CALA A BOCA, Fala baixo comigo. CALA A BOCA. Respeita a polícia, PORRA! – Grito apontando o dedo na cara dela. – Está Maluca? Junta essa porra aí e vamos embora daqui. – Falo para os meninos.

Sem algemas, o Governador, Pedro Barbosa foi levado ao carro. Com sua mulher chorando de pé na porta.

- Vira para mim senhor. – Patrícia fala. – Estenda suas mãos.

Ela tira as algemas e coloca nele;

- Isso é necessário? – Ele pergunta.

- É para a sua própria segurança. – Ela responde. – Se quiser se despedir, a hora é essa.

Ela se aproxima, eles se beijam e Patrícia coloca ele dentro do carro. E fazemos a questão de ligar as sirenes dentro do condomínio.

Quarenta e cinco minutos, foi o tempo de sair e seguir para a PF, a porta estava lotada de jornalistas, o Daniel tentou montar um aparato para a gente entrar, mas, eu preferi não;

- Diego para. Vamos descer aqui. Todo mundo em alerta, vamos desde ele. – Confirmo no rádio.

Estávamos com o governador do estado algemado frente a centenas de câmeras, era como um mar de flash, foi difícil andar, foi difícil proteger ele, mas a sensação foi a melhor possível.

Nós passamos pelo Daniel no corredor, ele foi o responsável por falar com a imprensa, pelo grau de importância da missão.

A nossa sala com as provas colhidas ficaram abarrotadas, na televisão, jornais, redes sociais só se falava nisso.


#Renato


Por volta de meio dia, eu estava com a Flavia, ela estava no seu escritório, e o Gustavo me ligou;

- Oi, Joia?

- Sim, e vi na televisão que você também né.

- Sim. – Ele responde rindo.

- Ei já almoçou?

- Não, porque?

- Vem aqui no escritório, vou almoçar com a Flavia e seu irmão.

- Tudo bem, estou indo.

Lá tinha um cantinho, uma copa bem organizada, que sempre que eu podia estava comendo com eles, e para Gustavo era ótimo, pois não havia jornalistas e tals, até porque o dia dele eu sabia que estava normal.

Bem ele demorou uns trinta minutos para chegar, nos quatro estávamos comendo e ele falando e contando os detalhes da missão.

Gustavo estava todo feliz, e seu irmão junto a mim orgulhoso.

Quando terminamos de comer, a Flavia atende o telefone falando de uma audiência e saiu junto a Douglas correndo.

Me levantei para lavar os pratos, e o Gustavo terminando de comer;

- Não se importa né? – Pergunto retirando a louça.

- Não, de boa.

Comecei a lavar, e comentando;

- Me lembro da minha primeira prisão importante....

- Que bom que estamos aqui, queria falar com você.

Ele diz.

- De boa, que foi?

Gustavo se aproxima deixando o prato, e pega um copo colocando agua;

- Estive pensando Renato, e quero saber o que você quer...

Eu olho para Gustavo, sem entender, desligo a torneira;

- Não entendi.

- O que quer comigo? Digo, o que espera ou imagina que terá entre a gente?

Eu gaguejo, e fico totalmente perdido;

- Olha... Gustavo, eu não sei o que dizer.

- Eu gosto de você, gosto de ficar com você...

- Eu também, você é um cara massa, e me faz me sentir diferente sei lá. – Falo interrompendo ele.

- Mas não quero continuar assim... tenho que saber se quer algo a mais?

- Gustavo, eu sai de um casamento, e não quero algo sério tão cedo.

- Foi o que eu imaginei.

Ele ficou em silencio, e eu também, por alguns longos segundos;

- Isso quer dizer que não vamos mais... – Falo subjugando o que ele estava falando.

- Eu prefiro que não Renato.

- Tudo bem! Você que sabe.

Eu falei, e tentei deixar da melhor forma possível, eu não sou bom com palavras, não é meu forte, me expressar. Ele passou as mãos em minha cintura e me abraçou, fiquei com as mãos longe por estarem molhadas, mas retribui.

Foi algo complicado, e beeeem chato.

Era inevitável nosso afastamento depois dessa conversa. E por tudo que estávamos passando influenciou também.

A prisão preventiva do governador, deixou a imprensa no pé da PF por algumas semanas.

E no meu pé estava o Major Resende, estava trabalhando como nunca nestes dias, e eu na cola da Flavia, para resolver as questões do Rui.

Estava terminando minhas coisas para ir embora do trabalho, quando a Flavia entra na corporação.

- Oi amigo que bom te encontrei aqui. – Ela diz deixando a bolsa na cadeira, e se sentando.

- Rápido estou acabando aqui. – Estava digitando e falando com ela.

- É sobre o processo.

Parei dando toda a atenção a ela, rsrs;

- Ótimo, que foi?

Ela pega uns papeis na pasta colocando na mesa;

- Assine isso... aqui essas três.... e mais uma, duas, cinco.

- Ok, porque estou assinando isso.

- Porque precisa me pagar uma cerveja.

- Que aprontou dessa vez?

- Estramos com uma Tutela Antecipada de Urgência, isso irá dar andamento no processo de guarda, o Juiz terá que decidir logo na primeira audiência, sobre com quem o Rui ficará.

- Que ótimo.... Quero te pedir outra coisa.

- Renato vou começar a te cobrar esses serviços.

- Pode parar, eu não tenho dinheiro, meu salário vai 60 por cento para meu apartamento e tem a pensão do Rui, estou trabalhando para comer Flavia.

- Nossa não estou entendendo o drama. Que foi?

- Preciso de um investigador particular, quero saber onde a Katia está enfiando tanto dinheiro.

- Porque não fala com seu amigo, o Gustavo? Na Tv só fala do quão o investigador da PF faz bem o trabalho e...

- Não dá, não nos falamos a semanas.

- Porque, o que houve?

- Nada.

- Renato, olha para mim... Amigo não temos segredos, um com o outro, somos melhores amigos, se lembra? – Flavia diz com a mão em meu queixo, e olhando nos meus olhos.

- Beleza.

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