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©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia

  • Richardson Garcia

SENTENCIADOS - Episodio 37

Eu olhei ele e já fui correndo atrás;

- Renato! Pai me ajuda. – Katia grita me seguindo.

Ele entra para dentro de um dos quartos se trancando;

- Tomas abre isso aqui! – Falo batendo na porta.

- NÃO.

- Vou chamar a polícia agora Renato, vai embora.

- Se não abrir vou derrubar essa porta.

- Você vai me bater.

- Vou quebrar sua cara. ABRE ESSA PORTA.

- Renato para antes que isso fique pior.

- Vai ficar e muito, deixa só eu entrar aqui dentro.

Falo empurrando com força, mas nada. A cena vendo assim era engraçada, a Katia no telefone, os pais dela idosos gritando e o irmão ao lado de dentro segurando a porta;

- Afasta que eu vou arrombar. – Grito afastando.

Mano elas gritaram alto, e eu chutei a porta fazendo o idiota cair a metros no chão, a porta se arrebentou toda.

Katia e seu pai tentando me segurar eu peguei pela gola da camisa do Tom com tanta raiva;

- Vou denunciar você por homofobia e agressão Renato. – Ele diz.

- Deixa eu te mostrar a homofobia. – Falo jogando ele contra uma cômoda no canto.

- Renato, larga ele.

- Fala para sua irmã... fala infeliz, o que aconteceu aquela noite. – Falo segurando ele.

- Nada, aconteceu, nada.

Até eu fico surpreso em ouvir isso;

- Renato para minha mãe está passando mal. – Katia fala até vermelha.

- Se eu pegar você eu mato você, se eu te ver na rua, passo em cima de você. Fica esperto, Tomas, que a gente vai se ver de novo. – Falo soltando ele no chão. – Katia isso aqui não terminou, ainda temos que conversar. – Falo saindo.

Acho que eu estava precisando extravasar um pouco, as vezes faz bem sabe.



#Gustavo



Nossa essa mudança de horários, estava me matando, eu cheguei de manhã em casa, dormi até por volta do meio dia, acordei com mensagem da Patrícia, chamando para almoçar.

Eu me arrumei, pois iria entrar no trabalho mais cedo, e voltar a rotina normal, viver como morcego não é comigo.

Marcamos em um shopping que costumávamos comer, antes da nossa vida virar do avesso.

Sabem quando você está saindo com a pessoa, ou ficando, e espera uma mensagem dela, sempre fica olhando o celular aguardando algo, qualquer notificação você vai correndo olhar, pois é, eu estava assim com o Renato.

Eu cheguei primeiro que ela, escolhi uma mesa e fui ao balcão do “Detroit Stakeout” pegar o cardápio. Ela chega se sentando e fizemos nosso pedido;

- Gustavo, estamos perto.

- Que foi?

- Vamos conseguir a prisão do Governador.

- Amiga, vim até de farda, pois vou investigar aquela família hoje, só saio com provas.

- Ano passado estávamos comendo aqui e sonhando como seria nossa carreira, agora estamos nós, em grandes missões.

- Como as coisas mudam né.

- Sim.

- Vou ter que pedir para o Douglas sair de casa acredita amiga. – Falo fechando o cardápio.

- Porque? Você mesmo não disse que agora ele estava ótimo?

- Sim, Patrícia, mas escuta, segredo de estado. – Falo abaixando próximo a ela. – Vander disse que sou o próximo da lista deles.

- Ai meu Deus, vamos dar um jeito nisso Gustavo, ninguém mexe com amigo meu, rsrs.

- Haha, que isso em, de onde vem toda essa animação?

- Ótima noite com o Leandro.

- Haha dá para ver na sua cara.

- Gustavo vou te contar, mas fica entre a gente viu.

- Que foi amiga?

- Acho que o Matheus está gostando de você, eu desconfiava, mas o Leandro disse que ele ficou todo feliz por você ter ido visitar ele.

Mano fico sem graça demais, coloco a mão na cabeça, mudando totalmente a feição, Patrícia já olha de rabo de olho;

- Eu conheço essa cara, onde está se metendo Gustavo?

- Amiga não fica brava comigo. – Falo pegando em suas mãos.

- Tenho até medo quando fala isso.

Foi por segundos pensei em mentir, mas falei;

- Estou ficando com o Renato.

- Renato Andrade?

- Sim.

Ela fica olhando, solta um sorriso e questiona;

- Está falando sério? Gustavo isso pode acabar com sua carreira.

- Eu sei amiga.

- E ele?

- O que tem?

- Sei lá, o Renato é o tipo de cara de poucos amigos, dá medo ficar perto dele, é bonito confesso, mas dá medo.

- Ele é perfeito.

Ela fica fazendo cara de paisagem, meio que fugindo do assunto;

- Amiga, sei que quer falar.... Que foi?

- Amigo, você vê futuro nessa relação? Já imaginou ser só sexo para ele? É hétero não? Para ele pode ser só diversão, e tem a profissão.

Fico calado, meio que pensando no que ela disse, só verdades;

- Desculpa Gustavo, eu só não quero que sofra de novo.

- Você está certa, nem falamos de relacionamento.

- Então, fala com ele, tira essa duvida da sua cabeça, antes de começar a gostar dele.

- Acho que já é tarde.

- Ai amigo, está gostando dele né?

- Sim.

- Me desculpe.

- Você está certa Patrícia, porque eu iria investir em algo que não vai para a frente, não tenho mais idade para ficar brincando de sexo casual. Por mais que seja bom, eu quero algo fixo. Vou falar com ele.

- Qualquer coisa estou aqui.

- Obrigado por me ouvir.

Odeio esse tipo de coisa, afinal acabou com meu dia. Fui para a PF, continuar investigando contas, e passando um pente fino em tudo que poderia ter algo de errado.

Passei o dia imaginando o que falar com o Renato, e como falar. Até enviei mensagem, mas ele estava resolvendo algo com seu filho, resolvi não me meter.

Ao chegar em casa, o Douglas estava estudando na sala;

- E ai, bem?

- Sim, e você?

- Estudando.

Fui ao meu quarto e lembrei, tinha que falar com ele, voltei a sala, me sentei ao seu lado;

- Quer pedir uma pizza Gusta? Parece cansado.

- Estou, mas assim não vou passar no exame físico, rsrs.

- Pedimos de Rúcula, haha.

- Nossa, Deus me livre. – Falo ainda ali ao lado dele.

Douglas olha e questiona;

- Tudo bem?

- Sabe usar uma dessas? – Falo entregando minha pistola para ele.

- Porque precisaria?

- As coisas no trabalho estão perigosas, não quero que nada aconteça com você.

- Sei me cuidar Gusta, relaxa.

Abracei ele com força;

- Você é a única pessoa que me importo.

- Você também mano... Te amo, sabe disso.

- Eu, também muito.

Nos pedimos comida fora, e pouco tempo antes de eu deitar, recebo ligação de Patrícia;

- Alô.

- Gustavo?

- Oi, tudo bem?

- Amigo, o Juiz emitiu a ordem de prisão, iremos executar amanhã as seis.

- Meu Deus.

- Posso contar com você?

- Sim, estarei lá.

Eu esperei minha vida para uma missão como essa, eu estudava para as provas do concurso imaginando uma prisão como seria essa. É você realizando um sonho que não quer, pois descobriu que ele era um pesadelo.

Não preguei os olhos essa noite, estava virando rotina para mim.

Levantei as quatro, tomei um banho, comprei o café da manhã, comi tranquilamente e fui ao meu quarto me arrumar.

Farda, cinto e acessórios, luvas, peguei mascara, colete e arma, e fui para a Divisão da PF aqui de São Paulo.

Fui um dos primeiros a chegar, pessoal foi abastecer os carros, e até o Daniel estava por lá;

- Como você está? – Ele pergunta se aproximando.

- Tenso.

- Gustavo, é uma prisão como qualquer outra. Ficarei aqui para o que precisarem. Aqui está. – Daniel fala entregando o mandato.

Patrícia se vestiu lá dentro e veio pronta. O resto da equipe não sabia que iriamos fazer, mas eles percebiam o clima, e entendiam que era coisa grande.

- Todos aqui, vamos estar sob o comando do Gustavo nesta missão, iremos cumprir um mandato de busca e apreensão, quero todos atentos, e sem nenhum descuido. – Ela fala na roda.

- Vamos orar, por favor. – Falo estendendo as mãos aos meninos.

Entramos no carro arrumando os fones de comunicação, e no caminho Diego que estava dirigindo a viatura pergunta;

- Estamos indo buscar o Governador, não é?

Todos ficam calados e eu falo a ele;

- Sim, é o nome dele que está aqui. – Falo levantando o mandado.

Ele morava estava em um condomínio de luxo aqui de São Paulo, tínhamos essa informação, é onde se localiza a casa da família.

Quando chegamos na portaria, nos identificamos entrando no local.

Quando mais se aproximava mais o coração acelerava, as mãos soando pra porra.

Diego parou o carro, e descemos;

- Vamos pegar esse rato agora. – Falo seguindo.

Para vocês entenderem estávamos em dois carros, Patrícia no de trás e eu na frente, oito policiais, descemos tranquilamente, afinal é um condomínio de alto padrão, não havia risco lá dentro.

Mas a equipe estava superpreparada, fuzis, e pistolas em punho.

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