• @richardsongaarcia

SENTENCIADOS - Episodio 35

#Renato



Eu tentei tirar o dia de folga, até porque a noite passada vou bem pesada, e nem tive tempo de ficar pouco com o Rui, que ainda estava bravo comigo, minha ex mulher vendendo a nossa casa, meu melhor amigo preso e minha “comadre” morta, e me superior na minha cola, é que dia, que semana.

Depois que peguei o que o Major estava fazendo, eu peguei as rédeas durante a noite, chamei a equipe de plantão para sala de reuniões, isso por volta de seis da tarde.

Todo mundo entrando, e eu olhando no celular, se Rui tinha respondido minhas mensagens;

- Todos aqui capitão. – Fala o Vitor fechando a porta.

- Está no plantão dessa noite Vitor? – Pergunto enquanto todos se sentavam.

- Sim.

- Ótimo... Ótimo, pessoal, olhem para mim, eu estou exausto, e consigo ver e perceber que vocês também. Por culpa minha temos um tenente nosso preso, e agora estamos sendo investigados, eu na verdade estou! Mas todos sabem que cada um irá passar por uma averiguação da corregedoria. Pois bem... – A porta se abre e o cara de pau do Gustavo entra, pedindo licença.

A reunião era para o COE, mas relevei sua presença;

- Como estava dizendo.... Temos muito trabalho ainda, Major deixou algumas missões em campo, temos que fazer usar nossos contatos para saber onde as drogas da distribuidora do governador estão chegando. A equipe que está cuidando do caso da Elisângela, quero vocês no meu telefone pessoal. E o jantar dessa noite será por minha conta, vou pedir aquelas pizzas que havia prometido.... É isso pessoal, ótimo plantão a todos.

Eu fui para a minha sala, com os meninos dizendo as atualizações do assassinato da Elizangela, ao entrar tem um pote de Nutella na minha mesa, eu coloco de lado e converso com os meninos, dando direções a eles.

Com as equipes saindo em missão, eu preparei os rádios, deixando tudo certo, e coloquei meu celular carregar, nas mesas tinha dois investigadores, que ficavam guiando pelos rádios, cada um em sua mesa, com fones de ouvido.

- Gostou do presente? – Gustavo fala entrando na sala.

- Haha, é coisa sua então?

- Sim.

- Gostei, eu sou meio que viciado em Nutella.

Ele entra trancando a porta;

- Percebi, sempre que entro aqui tem um pote por meio.

Enquanto ele ia falando, ia fechando as persianas. Eu parei o que estava fazendo e virei a cadeira, olhando para ele;

- Como foi seu dia?

- Bem estressante, porque?

- Sei lá, vai que precisa relaxar. – Ele diz vindo em minha direção.

- Gustavo, não está pensando em... – Ele coloca o joelho na cadeira, me beijando. – Não podemos transar aqui.

- Que pena, eu vim com essa cueca de algodão sabe, que você gosta tanto. – Ele fala colocando minha mão dentro da sua calça.

Eu me levanto, segurando sua perna e colocando ele contra a mesa;

- Se fomos pegos aqui eu acabo com você.

- Porque não acaba agora, rsrs?

Somente um sorriso e beijei sua boca abrindo sua camiseta;

- Trancou a porta?

- Sim.

Atrás de mim havia um pequeno sofá velho, que nunca havia desfeito, e confesso imaginar transando nele, quem diria que esse dia iria chegar.

Sabem quando vocês fazem as merdas sem pensar, pois então, lá estava eu, puxando o Gustavo para aquele sofá.

Deitei sobre ele, e me apoio para tirar a farda;

- Fica com ela.

- Desde quando tem tesão em uniforme?

- Desde que te conheci.

- Não brinca com minha imaginação Gustavo. – Falo rindo.

Levanto ele segurando firme em sua cintura, e descendo as mãos apertando sua bunda, beijando ele-o fazendo ficar sem ar.

Ele apertava meu membro, cara que delicia, o virei colocando de quatro, com a calça pelas pernas, e somente lubrifiquei com saliva.

Foi nossa primeira vez sem camisinha, um risco? Multiplicado, pela ocasião.

Mano pude sentir, ele todo, caralho, eu me arrepiei e nem tinha colocado tudo em Gustavo.

Ele empina e fica rebolando de leve para facilitar, eu coloco e tiro, coloco e o tiro novamente, para ele se acostumar, mas acho que já estava, pois naquela posição estava “pedindo”.

Segurei em seus ombros, forçando e indo o mais fundo que eu conseguia, em movimentos lentos, para não fazer barulho, e me delirando com ele. Mas acabamos fazendo pouco de barulho, por causa da parede, rsrs.

Eu me sentei na minha cadeira então, e cara, Gustavo sentou no meu colo, quicando em mim.

Nossa segurar aquela bunda, macia, aquela pele quente, eu gozei muito naquela posição, e claro deixei umas marcas em sua bunda, de tapas, e mordida nas costas.

- Ei, não vai gozar? – Pergunto quando ele se levanta.

- Não, foi só para você mesmo.- Ele diz com uma cara lerda.

- Você é muito safado, sabia?

- Sim, mas é assim que você gosta. – Gustavo fala me dando um leve tapa na cara.

Foi mais para virar o olhar, e sim, ele estava certo.

Esse lado, diferente de Gustavo, me desperta um Renato que eu desconhecia, o tipo que transa dentro do escritório de trabalho.

Esperamos os meninos irem para o intervalo, para ele sair da sala, isso sempre é horrível, quando alguém te olha, parece que sabe o que acabo de fazer.

Mas vamos lá, o intervalo do pessoal era por volta de oito e meia, Gustavo me ajudou a pedir as pizzas que eu havia prometido para os meninos.

Eles não haviam terminado de comer, eu peguei alguns pedaços e entrei no elevador, indo para as celas.

No corredor, o oficial de plantão abre para mim;

- Boa noite Capitão.

- Boa Noite Jimy, as pizzas chegaram, pode descer, eu te espero.

- Tem certeza Capitão?

- Vai lá.

Ele desce no elevador, e eu sigo até a cela do Vander, ele estava deitado na cama.

- Ei. – Falo olhando próximo.

- Pensei que já tinham te afastado. – Ele diz se levantando.

- Acho que vão, depois que souber que trouxe pizza para você. – Falo empurrando a caixa para dentro da cela.

- Não precisa.

- Deixa de frescura, come logo, nós dois sabemos o quanto essa comida daqui é ruim.

Ele sorri e abre a caixa, sentado, encostado na cama;

- Descobriram quem foi?

- Não, Vander, temos pista de que os meliantes foram do PCC.

- Eu sabia, eles que me pagavam.

- Que está esperando em? – Pergunto sério.

- Estou esperando morrer Renato.

- Vai entregar tudo assim do jeito que eles querem?

- E você acha que vai conseguir prender o Governador? Renato se liga, acha que o Major está aqui mostrando serviço?

- Se ele também está envolvido ou não, um testemunho seu não podem fazer nada.

- Rafael também iria testemunha.

- Quanto te pagaram?

- Quinhentos mil antes e quinhentos depois.

- Não passou pela sua cabeça que iriamos te pegar?

- Estava nos planos, ele sabia, eu também. Mas o Gustavo não estava.

- O que quer dizer com isso?

- O Gustavo é o próximo Renato, ele sabe demais. Acha que queria passar o Rafael aquele dia?

- Enviaram homens para pegar o Gustavo?

- Sim.

- Porque?

- Você o Major dá conta, o Rafael eu dei conta, e o Gustavo, eles não têm nada.

- Me ajuda Vander, fala, e acabamos com isso.

- Não, me desculpe velho amigo.

- Não tem o direito de me chamar assim, desde que recebeu dinheiro sujo.

- Você no meu lugar também receberia.

- Essa é a diferença entre a gente, eu não colocaria a minha família em risco.

Jimy chegou e eu desci, no meio dos meninos que já estavam se dispersando, eu chamo o Gustavo;

- Diz, aí que foi?

- Me siga. – Falo seguindo para o cofre das armas.

Entramos e eu fecho a porta e ele idiota como sempre;

- Quer de novo?

- Cala a boca Gustavo.

- Rsrs, você que me trouxe aqui.

- Escuta, em que fase está a investigação?

- Minha e de Patrícia?

- Sim.

- Estou investigando as contas de familiares do prefeito, porque?

- E ela?

- Está junto ao Ministério público para prender o governador o quanto antes.

Eu fico em silencio um pouco e ele questiona;

- Porque Renato?

- Vander me deu um aviso, disse que você é o próximo.

- Tem certeza?

- Sim, tem que proteger seu irmão, ou melhor tirar ele da sua casa.

- Posso falar com ele...

- Me fala, deixa eu ver sua arma.

- Que?

- Rápido.

Pego uma das armas no armário;

- Essa aqui é americana, STI, modelo DVC, calibre 40. Tem mira ajustável e na frente com fibra ótica. Considero a melhor que temos aqui, fique com ela.

- Renato, essa pistola vale umas cinco Glock, não posso.

- Pega logo, é para você.

Escuto me chamarem, então saímos do cofre, e o Vitor vem rápido;

- Capturamos uma ligação vem da Favela São Rafael, é nossos caras.

- Tem certeza?

- 99%.

- Pessoal, arrumam os carros, quero duas equipes, vamos entrar na favela. – Falo alto para todos.

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