• @rgpatrickoficial

SENTENCIADOS - Episodio 34

Eu falo com os meninos atrás de mais informações e vejo o Gustavo entrar no banheiro.

Logo vou ao seu encontro, entro encostando a porta e ele estava secando as mãos;

- Não fica assim.

- Ele não pega no teu pé né Renato.

- Vai pra casa?

- Sim, preciso dormir um pouco.

Puxo ele, o abraçando e ele comenta;

- Que acontece agora?

- Ele está aqui por causa da traição de Vander, possivelmente serei investigado também. A imagem do COE, se mancha a partir de agora.

- Se precisar de algo, estou aqui.

- Obrigado.

Beijei ele lentamente, e saímos.

Chegou um parecer da autópsia de Elizângela, não definitivo, mas algo para trabalharmos. Entrei na sala e Major, junto a Patrícia saindo;

- Atualização da Elizângela. - Falo entregando a ele.

- Ótimo, Vander chegou. - Ele diz pegando e abrindo a pasta.

Eu sigo em no corredor e vejo o Vander na sala, quando abrem a porta Major diz;

- Você não. - Ele diz me olhando.

- Ele é meu tenente.

- Não é mais.

Major entra junto a Patrícia, eu fico na sala ao lado;

- Liga o microfone. - Falo ao Vitor. - Quero ouvir as mentiras, ele não vai abrir a boca para o Major.

- Vander quero sab...

- Onde está o Renato?

- Seu capitão não corresponde mais nessa investigação, estou no comando.

- Preciso falar com ele, agora.

- Acho que não está em posição de exigir alguma coisa.

- O que quer?

- Você sabe muito bem! Rafael, quem mandou?

- Eu não sei do que está falando.

Major mostra a gravação dele dentro da cela;

- Não vejo nada demais Major.

- Temos o corpo, é prova para te fazer morrer na cadeia. É traição, assassinato, obstrução de justiça, e pisos ficar aqui falando sobre o que posso te processar.

- Quero meu advogado, fale com Elizângela, ela saberá para quem ligar.

Vander diz, olhando para Patrícia, ela cossa a cabeça, e o Major pega a pasta que entreguei, jogando na mesa.

Mano que pesado ver aquilo, somos policiais, treinados, com experiencias, mas nunca acostumados.

Ele abriu, olhou a foto dela no necrotério, e fechou. Vander olhou para a direita no espelho, onde eu estava, as lágrimas desceram lentamente.

- Não vou dizer nada, até meu advogado chegar.



#Gustavo



Cheguei em casa exausto, liguei a TV, tirando a farda ali na sala mesmo, e vendo jornal entrando ao vivo na parte da manhã, e galera eles estavam crucificando Renato, e a corporação. Eu sentei respondendo o Douglas, com esses horários nem estávamos encontrando em casa.

Pessoal tomei um banho e fui deitar, estava bem cansado.

Eu acordei pela tarde liguei para o Renato, mas não atendeu, liguei para Patrícia então;

- Amiga está em casa?

- Oi amigo, não, vou sair agora.

- Está na corporação até agora?

- Sim Gustavo.

- Quer que eu vá, o Major ainda está aí?

- Ele disse que volta amanhã, Renato está vindo para tomar as rédeas, estamos em plantão!

- Vou me arrumar e estou indo. Pra você descansar.

- Vou passar na casa do Leandro, o Matheus está de cama.

- Putz, sério?

- Sim, amigo.

- Vou me arrumar e passar lá rapidinho também.

Quando fiquei de cama em casa, ele veio de duas a três vezes fazer as coisas aqui em casa, não poderia virar as costas agora.

Eu me arrumei rapidamente e quando estava saindo, o Douglas chegando do trabalho, ele estava tão feliz;

- Mano, vou prestar vestibular para a USP.

Ele falou tão animado, que nem comentei a dificuldade de entrar em uma universidade dessa;

- Ah ai sim, gostei de ouvir isso.

- E você como está? Vai onde?

- Com tudo que está acontecendo, vou ficar de plantão essa noite Douglas, se cuida aí viu.

- Renato passou no escritório hoje, pela manhã, e mano, ele está precisando dos amigos viu.

- Que foi Douglas?

Meu irmão, mais fofoqueiro que ela, também, é de sangue né;

- Ele pediu a Flavia que abrisse processo de guarda do Rui.

- Mas já passou da hora, aquela louca, deixa o garoto sozinho.

- Gustavo, ela está vendendo a casa deles.

- Não brinca!

- Sim, ele estava furioso essa manhã.

- Nossa que barra em.

- Nem me fala.

- Douglas, eu tenho que ir, vou passar na casa do Matheus e depois ir para o trabalho, se precisar de algo.

- Tudo bem, obrigado, manda um abraço para o Matheus e Leandro.

- Pode deixar... meu UBER está esperando. – Falo correndo.

Depois de minutos cheguei na casa do Matheus, e caia uma chuvinha muito fina em São Paulo, na hora, toquei a campainha, e abriram o portão, a frente estava aquela merda de perdição, de bermuda e sem camisa, o Matheus de pé na porta olhando;

- Oi. – Falo entrando correndo, para não molhar.

- Oi, você veio. – Ele diz pegando minha mochila.

- Sim, estava falando com a Patrícia, ela comentou que você não estava bem.

- Fui premiado com a Dengue, mas estou melhor agora, e você?

- Trabalhando igual gente grande.

- Imagino, estou acompanhando na TV, e cara devem estar muito putos.

- Sim, demais.

Nos sentamos no sofá, onde tinha um cobertor, e uns travesseiros, a tv, ligada em “Riverdale”;

- Quer me fazer companhia? – Matheus pergunta mostrando o cobertor.

- Não, posso, estou indo para o trabalho, passei para dar uma olhada em você.

- Trabalhar agora?

- Plantão.

- Estou bem, meu irmão está trabalhando até tarde, e estou me virando.

- Esses sãos os remédios? – Falo olhando na cestinha sob a mesa de centro.

- Sim.

Me levantei e olhei a geladeira deles;

- Matheus aqui só tem besteira. – Falo meio que investigando.

- Haha’, faz parte, casa de homens solteiros.

- Patrícia está vindo aqui, vou pedir para ela trazer umas coisas.

- Não precisa se preocupar.

- Relaxa, tenho amigos que não fizeram o que você fez quando eu precisei.

Ele veio até a cozinha e já percebia o volume na sua bermuda, o que me deixou meio sem graça;

- Ah isso eu concordo. – Matheus diz me abraçando. – Fez coisas que muita gente não fez. – Ele fala beijando minha bochecha.

Antes de empurrar ele ao se encostar sinto sua pele quente;

- Calma ai. – Falo segurando seu rosto.

Encosto em sua testa e ele estava bem quente;

- Está com febre Matheus.

- Só um pouco.

- Não, vai tomar um banho, que vou pedir Patrícia para trazer uma sopa.

- Relaxa.

- Vai logo. – Falo meio que empurrando ele.

- Beleza, se quiser me acompanhar.

Matheus fala descendo a bermuda e seguindo aquela bundinha maravilhosa para o banheiro, tive que me concentrar para pegar o telefone.

Sinceramente? Queria, mas não podia.

Não curto isso, e na minha cabeça, estava rolando com o Renato, não era justo, com ele, muito menos com o Matheus.

Falei com a Patrícia, e depois me despedi dele, falando que ela estava vindo.

Mas também, logo que sai o seu irmão chegou.


A

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