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©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia

  • Richardson Garcia

SENTENCIADOS - Episodio 25

Renato pega uma pasta em uma mochila atrás na poltrona e puxa a cadeira ao meu lado;

- Vamos lá. Rafael está preso, está sem em uma base do exército, protegido vinte e quatro horas. Todos estão aqui, e você está sob escolta também por esse tempo, seus médicos estão sendo acompanhados, porque eu dei os créditos da prisão do Barão a você. Ainda não pode ver, mas tem jornalistas ai de fora querendo ouvir você. O mais importante, ele está disposto a falar.

- Está falando sério Renato?

- Sim, o Rafael vai opinar por uma Delação.

- Que prometeram?

- Diminuição de Pena e asilo político.

- Não brinca comigo Renato, olha minha situação. Não trate ele como qualquer um...

- Está defendendo ele Gustavo? Você está aqui graças a ele.

- Renato não estou dizendo isso, estou sim defendendo ele. Não podemos prometer o que não vai ser cumprido. Ele tem uma filha, eu não sei como é, mas você sabe. Ele é tudo que ela tem.

- O que sugere?

- Cumprir a palavra né? Ele é o meu maior caso, minha carreira inteira. Não posso vacilar. Renato o Rafael vai te entregar de bandeja o governador do maior estado democrático do pais, tem ideia disso. E sabe lá o que más.

- Vou ver o que posso fazer.

- Não, você vai fazer Renato.

- Gustavo as coisas não são assim.

- São Renato, as coisas são como a gente quer, basta correr atrás. Se você quer prender o governador, ajude o Rafael.

Ele fica sério, calado, não fala mais nada por segundos. E muda totalmente de assunto;

- Consegui um passe para você, quando sair do hospital, e estiver totalmente recuperado poderá se submeter ao exame físico para o oficial do COE.

- E a prova?

- A prova é o passe, cinquenta por cento do caminho.

Poxa fiquei muito emocionado, com ele;

- Porque está fazendo isso?

- Oi?

- Porque está me ajudando?

- Porque você tem o coração bom. Porque quando você quer alguma coisa você vai atrás sem passar ninguém para trás.

- Mas tenho a ficha suja, para ser um oficial do Comando preciso estar 100% limpo.

- “Liberar o seu irmão da cadeia Gustavo, não é exatamente um crime, as vezes você tem que burlar a lei para ajudar quem ama. ”

- O Douglas é tudo que eu tenho, é minha família, é meu sangue, é a pessoa que eu mais amo nessa vida. Ele roubou para comer, estava passando fome, eu não sabia que seria pego, então liberei ele.

- Eu também já fiz coisas do tipo, isso não vai te atrapalhar.

- Lhe devo minha vida.

- Rsrs, se preocupe agora só em se recuperar.

- Obrigado.

- Vou trabalhar agora. Como disse, tem duas equipes com você, são de confiança, fique tranquilo.

- Tudo bem.



#Renato



Bem foram mais quinze dias até o Gustavo receber alta, eu e Patrícia ajudando como podíamos o Douglas a cuidar do irmão durante dois meses, quando pode voltar ao trabalho.

O magistrado estava em recesso nesse período, o que atrasou o andamento da investigação, parece até combinado viu pessoal, complicado.

Vamos voltar aqui ao jogo do Flamengo, estava Flavia, o Rui e Douglas comigo.

No intervalo do jogo Flavia e Rui forma comprar bebidas e eu conversando com o Douglas;

- (...) Mas achou difícil?

- Não difícil Renato, mas são muitas leis, eu consegui ajudar ela de boa, mas fiquei confuso.

- Entendi, a Flavia te explicou?

- Sim, ela disse que vai me explicando todo dia, peguei também um exemplar com essas leis para poder conversar melhor, é que são muitas coisas.

- Sim, também tenho que me atualizar semanalmente, para não fazer merda.

- Sim, muitos detalhes.

- E já combinaram o salário?

- Sim, nossa é bem melhor do que imaginei, e ela disse que pode aumentar com o tempo.

- Haha’ bom demais saber que estão se dando bem.

- Agradeço pela indicação.

- Que isso flamenguistas tem que se ajudar, rsrs.

- Haha’ tipo isso.

Depois do jogo que o meu time ganhou é claro, rsrs. Nós prometemos a Rui ir ao shopping, comer e depois para casa.

Finalmente eu já estava com meu apartamento pronto e fechado.

Chegamos tarde, e fiquei bebendo com a Flavia na sacada, e meu filho no quarto;

- Quando a Katia volta?

- Não sei Flávia, disse duas semanas, mas vai inteirar a quarta e ligou só três vezes para o filho, ela é inacreditável.

- Como pode ser assim... E o Rui?

- O vestibular é na próxima semana, ele está pilhado, pelo menos isso.

Estávamos sentados bebendo, com uma música na sala e com as pernas postas na proteção da sacada. Quando escuto barulho da porta se abrindo, era o Rui;

- Ei, vai onde essas horas? – Falo bravo.

- Vou lá em baixo.

- Fazer?

- A Joice Pai, está lá, vou conversar com ela.

- Não, sobe com ela.

- Tudo bem.

- E filho.... Pelo amor de Deus, vê se dessa vez sai alguma coisa.

Ele sai rindo, até a Flavia ri do jeito que eu falo;

- Você precisa namorar, e deixar seu filho em paz.

- Mano também não é assim.

- O menino tem que experimentar a vida Renato, deixa ele.

- Ele tem que experimentar com a Joice, pode experimentar tudo, mas tem que ser com ela, eu gosto dessa garota viu.

- É precisa e muito de um relacionamento.

- Não sinto falta não. De sexo sim, agora aquela dor de cabeça, não mesmo.

- Aham, tá. E o policial, o Gustavo?

- Que tem ele?

- Está melhor?

- Sim, bem melhor.

- Não sei não viu amigo.

- Se liga Flavia?

- Ajudou ele no hospital, ajudando o irmão dele.

- Que papo é esse?

- Sempre quis te falar, mas como melhor amiga e lésbica eu posso falar.

- Flavia se liga, essas ideias erradas ai.

- Acho que está interessado pelo Gustavo.

- Hahahaha’ se liga mano, está louca de cerveja?

- Sei lá, é que você está diferente esses dias, e quando fica perto dele, é outra pessoa.

- Mano injusto você dizer isso. Quando você precisou eu não medi forças para ajudar, e não por isso estava afim de você.

- É verdade me desculpa..., Mas Renato me fala, você gosta dele?

- Sim, claro que gosto.

- Já imaginou ficando com ele?

- Que?

- Sexo.

- Não.

- Verdade?

- Palavra.

- Acredito em você.... É que ele é muito lindo, e vocês dariam um belo casal.

- Mano está viajando?

- Se rolar amigo eu aprovo.

- Haha’ está bêbada já.

- Cala a boca.... Olha lá.

- OI JOICE.

- Olá Renato, oi Flavia.

- Oi linda.

- Viu, educada, linda, eu não tive a sorte que ele teve, e fica pisando na bola.

- Sua sorte mora a quatro quilômetros daqui, só ligar para ele.

- Chega de cerveja para você.


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