• @rgpatrickoficial

SENTENCIADOS - Episodio 23

Quando cheguei para pegar ele, Rui entra pedindo benção, para nos, eu olho atrás do carro;

- Que isso garoto?

- Que foi pai?

- Esses óculos?

- É Juliet, massa né?

- Massa? Tira isso Rui, pelo amor de Deus, além de ser muito feio, parece que vai distribuir drogas por ai.

- Ah pai, corta essa. Vô fala com ele ai.

- Desculpa filho, mas esse óculos não dá.

Ficamos o caminho todo enchendo a cabeça dele, que coisa horrível.

Então, chegamos e estava pegando as armas, e eu junto o Rui pegando umas balas para a .40, e meu pai vem com um Fuzil;

- Que isso vô, quer humilhar é?

- Tem muito tempo que não venho, quero matar a saudade.

- Mas gente, até eu achei estranho pai, tem certeza?

- Vão ficar me controlando agora.

- Haha’ nunca, vai lá. Rui pega o alvo e os protetores ai.

Falo seguindo para o elevador. Nos descemos e meu pai ficou mais afastado, pois mesmo com os protetores a pressão do tiro é muito grande, e o Rui não estava acostumado;

- Lembra como segura? – Falo entregando a arma para ele.

- Não.

- Tira o pente.... Assim, nessa posição, pode colocar e destrava.

Ele então efetua alguns disparos, mas demoramos, pois eu não deixei ele atirar junto ao meu pai, porque poderia assustar.

Ficamos um pouco ali, e o Rui enchendo o saco para pegar o Fuzil, mas não deixamos, é uma puta arma para um garoto como ele.

Depois nós almoçamos no shopping próximo. Estamos sentados na praça de alimentação que tinha pouco movimento, pois chegamos tarde.

Do lado tinha o cinema. Eu estava sentado ao lado do meu pai, e de frente o Rui, conversando e rindo com eles quando vejo passar atrás um cara de lenço na cabeça, camiseta preta sem mangas e tatuagens;

- Pai, não sai daqui. – Falo me levantando.

Me aproximo e ele acelera, vou chegando perto e ele se vira;

- Ei, calma aí Capitão. – Fala o Rafael colocando a mão em mim.

O reflexo foi rápido, segurei sua mão, virando e pressionando ele contra a parede, como estávamos meio que atrás de um banner a maioria das pessoas não nos viu;

- Estava passeando? – Falo segurando ele.

- Vim com um amigo, ver o movimento.

Ele estava com a cara na parede, quando disse isso, olhei para ver se meu filho e pai estavam seguros, os dois do jeito que eu havia deixado;

- Olha direito Capitão. – Ele insiste.

Havia uma mira atrás da cabeça do Rui, somente o fleche de luz. Soltei ele imediatamente, olhando ao redor;

- Está fora do prédio, é só para garantir que não irá me prender.

- O que quer?

- Quero que prendem o Pedro Barbosa, o mais rápido possível.

- Acha que é único que quer isso?

- Não tenho mais lugares para esconder.

- Deixa eu te prender, resolvemos isso, você fala e....

- Minha filha, tira ela do pais, que eu falo, conto tudo.

- Onde ela está?

- Você não idiota, Gustavo vai fazer isso. Quando ela entrar no avião, eu me entrego.

- Como vou confiar?

- Não vai, assim como eu não confio. – Ele diz apontando para a mesa. – Agora vai terminar seu almoço, não queria atrapalhar.


#Gustavo


Na segunda-feira, seria o primeiro dia com todo o material de investigação, eu estava com a Patrícia na sala, cada um em uma mesa, olhando de papel em papel;

- E ai, alguma coisa?

- Nada.

- Aqui também não amiga.

- Como foi o fim de semana Gustavo?

- Matheus só foi embora ontem, rsrs.

- Ah, então rendeu.

- Sim.

- Está gostando dele?

- Não sei, gostando não, ele é legal, engraçado, safado, mas ainda não.

- E ele em?

- Não sei Patrícia, não tocamos no assunto ainda.

Ficamos conversando, e até contei para ela, de Renato, do sábado, pois ele me encontrou contando do Barão. Na verdade, ele pediu para eu tentar encontrar ele.

Eu nem dorme direito no domingo com isso na cabeça, e como faria eu não tinha ideia.

Bem ficamos a manhã toda pesquisando, e lendo, investigando e nada. Eu almocei com a Patrícia, pois tínhamos muita coisa pra resolver, e depois de selecionar as pessoas envolvidas com os documentos, tínhamos que fazer os relatórios para o Daniel, e ouvir quase cem pessoas, que trabalhavam na transportadora.

Por volta de uma e meia da tarde, nós voltamos, e estávamos tomando um café, antes de voltar ao trabalho.

Estávamos trabalhando em uma sala fechada, e mais reservada, ao lado de Daniel. Eu sentado ao lado de Patrícia, vejo na escada o Renato chegando.

Pensei e falem o que quiserem, aquele homem de farda mexe com a imaginação de geral. Calça camuflada, seu colete irreconhecível da COE, corrente com distintivo, e armas na cintura, para ajudar a fantasia ele estava de luvas.

Ele entra cumprimentando algumas pessoas, e vem em nossa direção, entrando na sala;

- Boa tarde. – Ele fala batendo no vidro.

- Boa tarde. – Respondemos juntos.

- Senta ai. – Falo pegando uma pasta da cadeira a minha frente.

- Aiaiai, ele é sempre convencido assim? – Renato diz apontando para mim. - Vim falar com ela, posso?

- Ah, é assim? Quer que eu saia? – Falo sendo irônico.

- Haha’ fica de boa ai. Patrícia, então, tem um tempo para mim?

- Até dois.

- Patrícia, nhe, nhe, nhe, nhe (...). – Falo imitando eles.

Os dois caem na risada, e continuam. Renato veio falar do apartamento, e pelo que eu escutei, eles fecharam negócio;

- (...) muito bom fazer isso com alguém de confiança. – Renato diz pegando na mão dela.

- Quero minha comissão em, não foi fácil juntar vocês dois. – Falo interrompendo eles.

- Você disse para o Renato que eu era lésbica Gustavo? Não acredito, estava com ciúmes de nós? – Patrícia fala me deixando vermelho.

- Não é ciúmes, você é uai.

- Não, eu gosto de homem.

- Mas e aquela vez...

- Cala a boca. – Patrícia fala me jogado algo.

- Ciúmes de mim é? Hum bom saber. Depois eu te pago minha comissão Gustavo. – Renato fala com uma cara lerda.

- Ai assim até eu vou querer, rsrs. – Patrícia fala zoando.

- Fica na sua garota, para de ser gulosa. – Falo bravo.

- Boa tarde... Desculpem, Capitão. – Daniel fala entrando na sala.

Ele fecha a porta, e estava com uma folha nas mãos;

- Temos confirmação de transações na conta da transportadora, vocês estavam certos, existe um esquema. – Ele fala me entregando o papel.

Cara eu gelei na hora, estava tremendo com aquilo nas mãos;

- Isso significa que podemos pedir um mandato contra do governador? – Patrícia pergunta.

- Sim, podem solicitar um mandato de busca, e um de Condução Coercitiva, assim como do ex presidente.

Quando o Daniel fala isso, chegamos a colocar as mãos no rosto, eu soava, respirei fundo;

- Precisam de ajuda? – Renato pergunta a Daniel.

- A operação é deles, eles quem decidem.... Escutem, por favor, da forma correta dessa vez.

- Pode deixar Daniel, vou avisar o Ministério Público, e falar com o Juiz.

Tínhamos provas, a Patrícia foi falar com o Ministério Público, para se preparar, e eu fui falar com o Juiz, mostrei tudo que tinha, ele agiu como nós. Imprimiu o documento e assinou.

Nós saímos nos carros da Policia Federal mesmo, porem escoltados pelo Renato, ele ajudou em alguns bloqueios, pois quando souberem do que estava acontecendo, seria uma bagunça geral.

A Patrícia foi para a casa do Governador, recolher tudo que poderia ajudar na investigação. Eu segui com o Renato para o Palácio dos Bandeirantes aqui em São Paulo, sede do governo do estado.

Mesmo sendo “subordinados” do governo, nós estávamos sob ordens de um Juiz Federal, quando chegamos a segurança do local já impediu de subirmos;

- Estão na sede do Governo do estado, não tem jurisdição nesse prédio. – Fala um dos seguranças logo na entrada.

- E você está olhando para uma ordem judicial de um Juiz Federal, que pode prender você por obstrução da justiça.

Renato desce do carro se aproximando;

- Algum problema?

- O engomadinho aqui não quer liberar a nossa entrada. – Falo coçando a cabeça.

Quando o Renato se aproxima aglomera vários homens no corredor, eles estavam esperando o pior;

- Me reconhece oficial? – Renato diz encarando ele.

- Sim, senhor, Capitão do Comando do Exército.

- Correto, estou ordenando que libere a entrada da Policia no prédio.

- Eles não têm jurisdição neste prédio senhor. – Gente o cara não estava respirando quando falava.

- Está ciente que acaba de ir contra uma ordem direta de um Capitão do Comando do Exército.

- Senhor...

- Eu estou falando oficial. É uma ordem direta, da única divisão abaixo do Planalto.

Gente o cara ainda respirou, tremeu os olhos e leva a mão ao ouvido;

- Estou liberando a entrada e ação das forças policiais dentro do palácio. Avisem o governador.

Assim que ele fala eu entro com mais três policiais, o restante veio em seguida, mano do céu, isso estava difícil desde o início.

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