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SENTENCIADOS - Episodio 22

#Renato



Fui nas ideias da Flavia, nós saímos, bebemos, e eu voltei para casa com uma garota, a minha “preguiça” de transar, era todo o script que tinha que ser feito na manhã seguinte, junto com suas promessas.

A garota chamava Clara, tinha vinte e nove anos, e uma filha, assim como eu, divorciada.

Logo que acordei vejo que ela não estava na cama, eu até comemorei antes da hora, pensando ela ter ido embora;

- Bom dia, trouxe café na cama para você. – Ela diz entrando no quarto.

Eu olhei estranhamente, e com aquela cara de lua respondo;

- Ah, obrigado. – Falo me sentando.

- Gato tenho que ir, mas acho que podemos sair para jantar hoje! – Clara diz pegando uma torrada.

- Hoje?

- Sim, tem compromisso?

- Bem hoje vou ficar com meu filho, acho que não, rola, mas a gente vai conversando.

- Pode ser, agora deixa eu ir.

Ela me beija e sai saltitando pelo apartamento. Deixei aquela bandeja e fui conferir se a porta do apartamento estava trancada, rsrs.

Me julguem, mas eu odeio como as pessoas se portam após o sexo, ou depois de uma noite com alguém.

Fui ao banheiro ligar o chuveiro e sai para pegar minha toalha, meu telefone chama;

- Oi!

- Bom dia.

- Bom dia, quem fala? – Digo confuso.

- Como não reconhece minha voz Renato? Me fala.

- Cara eu não sei... Vitor? – Falo chutando.

- Ah, bom saber, bom saber! É o Gustavo.

Cheguei a fazer uma careta, do meu erro;

- Ai, me desculpa.

- Não, não desculpo.

- Haha’ foi mal.

- Está de ressaca Renato?

- Ressaca moral.... Como sabe?

- Vou lhe dar um desconto. Deixa eu te falar, minha amiga Patrícia...

- A lésbica?

- Não.

- Quando eu pedi o número dela você me disse que era lésbica.

- Sim, a lésbica. Está no banho?

- Não, só o chuveiro ligado, fala logo Gustavo e para de enrolar. – Digo desligando.

- A Patrícia vai se mudar e o apartamento dela é aqui em Guarulhos, perto do Shopping. Como ela vai vender, lembrei de você.

- Ah legal, me passa o contato dela que depois eu marco de ir ver.

- Não. Vem agora pela manhã, está de folga, e já resolve isso.

- Gustavo eu nem....

- Rápido Renato, para de frescura.

- Você está folgado em.

- Haha’ você me adora, vou te enviar a localização, estamos esperando.

- Certo.

Eu tinha que pegar o Rui logo mais, então, tomei um banho rápido, e me troquei, o Gustavo havia enviado a localização.

Eu cheguei por volta de uma hora depois da ligação, o prédio era bem localizado, e como policial, desço do carro olhando a vizinhança.

Eles haviam liberado minha entrada, decimo terceiro andar, quando cheguei a porta estava aberta e ouvindo umas risadas dentro do apartamento.

E que apartamento, logo na entrada a sala com uma pequena sacada, uma vista muito linda da cidade, a mesa a esquerda com um espaço interessante. A cozinha a direita, com um balcão em vidro, deixando o local bem charmoso, a bancada de mármore branco, fiquei parado olhando aquela beleza;

- Renato! – Gustavo vem do corredor.

- Que roupa é essa... Ou melhor cadê a roupa?

Assustei, pois, ele estava de tênis, e uma bermuda curta, onde deixava a mostra os pelos de sua perna, sem camisa e de cabelo pouco bagunçado;

- Estava na academia, é aqui perto, vim assim mesmo... Amiga já conhece o Renato.

Ela se aproxima pegando em minha mão;

- Sim, da apreensão na transportadora. Prazer Renato.

- Todo meu. – Digo beijando seu rosto. – Então, Patrícia, porque está mudando desse lugar incrível?

- Eu tenho outro, mas só ficou pronto agora, eu iria alugar, mas quero trocar de carro, então resolvi me libertar dele também.

- Posso dar uma olhada?

- Claro fica à vontade.

Eu gostei desde que abre a porta, então vou ser suspeito para descrever aqui a vocês. Dois quartos, a suíte com sacada, tem até espaço para o terceiro, mas ela havia feito um escritório, por ser pouco menor.

- É realmente muito grande, eu gostei, bastante.

- Que bom, fiquei nele somente dois anos.

- Poxa nem parece, novinho em folha.

Nós conversamos sobre valores e tudo mais, organizando essas coisas e vê se entramos em um acordo.

Peguei o contato dela e estava terminando de tomar um suco para poder ir;

- (...) sim, estou preocupado, Barão sumiu, não temos registros dele faz dias, e isso não é bom.

- Sim, mas agora Renato, temos algo para ir atrás do Governador.

- Concordo Gustavo, mas até quando? Investigar alguém como ele é ir totalmente contra o sistema, e sabe o que acontece quando você faz isso.

- Sim.

- Patrícia, obrigado pelo suco, vamos manter contato, na segunda quando for no banco ligo avisando, tenho que ir. – Falo me levantando.

- Eu também, pode me dar uma carona até o parque? – Gustavo pergunta.

- Sim, vamos lá.

Descemos, e eu liguei para o Rui quando estava no carro;

- Estou indo, chego em dez minutos, vou só pegar o vovô e chego aí.

- Te esperando. – Ele diz.

- Vai ficar com ele estes dias? – Gustavo pergunta.

- Sim Katia vai viajar graças a Deus.

Nós seguimos conversando e como a casa dos meus pais era caminho para deixar o Gustavo passei por lá primeiro.

De frente a casa, eu buzino;

- Vou só pegar ele e deixo você beleza. – Falo abrindo o cinto.

- Relaxa Renato, quer que eu vá atrás?

- Não, relaxa. PAI. – Falo chamando no portão.

- Já vou. – Ele responde.

Me aproximo do carro e ele abre o portão;

- Sua mãe odeia que vamos ao Stand, e eu mente falando que o Rui não iria... Olá, bom dia. – Ele diz pegando na mão do Gustavo.

- Bom dia.

- Vamos entrar filho, tomar um café. – Minha mãe sai na porta.

- Desculpa mãe, quando voltar eu passo, tenho que te contar de um apartamento que estou olhando.

- Vem mesmo, não esquece... João pegou sua carteira? – Ela pergunta, com as mãos na cintura.

- Não “bem”, esqueci... Aí a minha cabeça anda muito ruim ultimamente. – Ele fala descendo do carro e entrando de novo. – Calma ai filho.

- Relaxa pai, Rui que espera.

Eles entram novamente e eu volto para o carro;

- Nossa posso ser muito filho da puta, mas me explica isso estou confuso.

- Confuso por eu ser moreno e meus pais brancos, descendentes de alemães?

- Me desculpa.

- Relaxa, eu sou adotado Gustavo.

Ele fica de boca aberta por alguns segundos;

- Está falando sério?

- Sim, sou adotado.

- Poxa que massa Renato. Mas o é Rui...?

- O Rui é meu filho de sangue.

- Você conhece os seus pais?

- Não Gustavo, minha mãe morreu no parto, vivo só meu pai.

- E você conhece ele?

- Eu sei quem ele é, eu sei onde ele está, eu sei onde posso encontrar ele, mas..., mas ele nunca está lá. Eu sempre gostei de família sabe, sempre quis família, no orfanato eu cresci rodeado de crianças, e a gente se apegava um no outro sabe, mas eu sempre busquei uma referência masculina, assim, sabe?

- Poxa Renato, que barra.

- Se teve uma coisa que meu pai biológico me ensinou, foi exatamente o que não ser.

- Me desculpa tocar no assunto.

- Fica tranquilo. Não me importo.

- Muito bonito o que você falou.

- Que isso.

- Pronto, nunca iria achar, estava no meu bolso, rsrs. Podemos ir.

- Ai, pai, só o senhor mesmo...

- E você em, tem pinta de ser policial. – Meu pai comenta, tocando em Gustavo.

- PF, senhor.

- A melhor divisão desse pais, meus parabéns filho.

- Concordo com o senhor, seu João.

- Ah, eu mereço mesmo, falo nada para vocês dois.

- Ele sempre teve ciúmes. – Ele novamente cutucando Gustavo.

- Chegou, vou deixar ele aqui, antes que comecem a falar mal de mim. Até mais Gustavo.

- Valeu pela carona Renato, e Seu João, um prazer em.

- Com Deus filho.

Bem pessoal hoje iria levar o Rui no Stand de Tiros, ele sempre nos acompanha, e é uma forma de passar um tempo com meu pai, tirar ele um pouco de casa, e era um lugar que o Rui gostava.

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