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©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia

  • Richardson Garcia

SENTENCIADOS - Episodio 20

Nós conversamos, eu precisava mesmo falar, e confiava em Flávia, depois de eu "desabafar", continuamos com ela comentando;

- Mata o Vander e some com a Kátia, o Rui, a gente educa. Consigo um regime semiaberto pra você.

- Cala a boca idiota... Tenho sorte de você fazer a metade da faculdade de psicologia só depois ir para Direito.

- Sua amiga é muito inteligente Renato, e só acho que precisa sair, beber e pegar umas gatas.

- Não tenho cabeça pra isso agora Flávia.

- Renato que homem não tem tempo pra sexo? Vamos beber, te arrumo uma amiga e você sai dessa seca, pelo menos desse problema tu não sofre.

- Não estou na seca.

- Ah bonito. Quem é a da vez?

- Não tem a da vez!

- Garota de Programa?

- Não tem ninguém Flávia.

- Então ainda está na seca, masturbação não conta.

- Só vai me deixar em paz se eu for né?

- Sim.

- Pode marcar... Agora tenho uma reunião. - Falo pegando uns papéis na Mesa.

- Estou indo, beijo.

- Beijo.

Ela foi saindo, e eu segui para a sala de reuniões, que fica próximo as mesas, entrei com todo mundo brincando, e rindo, felizes da vida, deixo minha pasta, e o Vander entra fechando a porta;

- (...) Vi a sua mulher sendo revistada por um PM Vitor, e ela estava toda feliz. – Ele entra zoando.

- Vou te responder porque você é Tenente...

Eu espero ele se sentar, e fico olhando eles rindo, e conversando e ir parando aos poucos ao ver minha cara;

- Capitão. – Diz Vitor.

Ele gesticula com a cabeça, e todos deixam as coisas e se ajeitam nas cadeiras;

- Tenente confirma para mim as horas. – Falo ao Vander.

- São quase dez da manhã Capitão.

- Me explica porque até agora, não tem um relatório em minha mesa dos plantões de ontem? Vistorias e rondas não efetivadas, e a equipe de investigação da busca do Barão. Atualizações, AGORA. – Falo batendo na mesa.

Todos ficam desconfortáveis na sala, procurando o que dizer;

- Continua desaparecido senhor, nenhuma testemunha, e câmeras, ele desapareceu. – Vander fala.

Gente eu queria guardar essa informação e passar só para o Gustavo, mas tive que me exaltar.

- Tem certeza Tenente?

- Sim, capitão.

Eu abro a porta da sala e grito no meio de todo mundo;

- ROBSON!

Ele vem até tremendo, pois eles estavam ouvindo de fora a merda na sala;

- Chamou senhor?

- Sim, fala ao tenente o que me passou no relatório do seu plantão.

- Senhor?

- Fala Robson.

- Houve uma perseguição em um carro importado, quando passei pelo veículo ele saiu em alta velocidade, ao conseguir visão, era o Barão, seguindo pelo Tietê.

O Robson falando e o pessoal da sala até soando;

- Robson obrigado, você foi muito útil. – Falo colocando ele para fora e fechando a sala.

- Me perdoe senhor eu..

- Cala a Boca Vander, você está fora da investigação, está fora das buscas, quero você aqui dentro do escritório, não irá para rua a menos que eu mande, melhor, colocar você “apar” do que acontecesse nessa Corporação, você irá organizar o Arquivo do COE.

- Renato, comigo as investigações tiveram ótimos resultados, não pode me tirar do comando das buscas do Barão. – O Vander ficou pouco exaltado, ele se levantou da cadeira enquanto falava.

Eu encarando ele, fixo nos seus olhos;

- Levante a voz novamente comigo que te mostro o porquê minha batente é maior que a sua Tenente, Tenha ética, honre a porra da sua farda, faça o seu trabalho como eu mando fazer, você é pago para receber ordens minhas, caso esteja incomodado, FORA, não desrespeito na minha equipe. E vocês, só saem dessa corporação hoje depois que me entregarem todos os relatórios atrasados. Equipe de busca do Rafael o barão, estão sob as ordens do Robson ele assume a partir de agora o comando de inteligência. Algo mais? – Falo muito puto.

Todos calados, eu somente chamo novamente o Robson, para minha sala.



#Gustavo




Fiquei muito no pé da Patrícia para ir com ela na transportadora, por uns documentos sobre declarações.

Pessoal a Patrícia saiu como se fosse em uma operação normal, ela estava no estacionamento quando eu desci;

- Vai aonde preparado assim?

- Seu colete e sua arma reserva estão no carro? – Pergunto abrindo a porta.

- Sim.

- Beleza.

- O que está me escondendo amigo?

- Não posso falar, lá eu te mostro.

Eu estava bem armado, com colete e escuta. Ela ainda não tinha percebido que a transportadora era do Governador.

Pois bem pessoal, quando chegamos, no local, havia uma escolta policial;

- Que merda é essa? Eles têm escolta da PM. O que estão carregando aí? – Patrícia fala manobrando no portão.

- Nem eu sei amiga.

- Boa tarde, temos uma ordem para a administração. – Patrícia fala mostrando o papel.

Pessoal o segurança ficou com esse papel e no telefone uns dez minutos. E então liberou a entrada.

Havia um imenso galpão de caminhões a esquerda, a direita um pequeno prédio, e nos fundos estacionamento junto a um lugar pequeno e vigiado por seguranças.

Patrícia parou o carro de frente a administração e logo alguém veio até nós, um senhor gordo de óculos, e uma camisa azul claro.

- Boa tarde policiais, em que posso ajudar?

- Boa tarde, Policia Federal, escuta precisamos destas notas fiscais de cargas que não foram declaradas e... - Patrícia foi falando com ele e eu aproximando do local vigiado.

Eu estava olhando tudo ao redor, e escuto uma buzina de caminhão, quase morri do coração, mas vi que estavam chegando, os contêineres chegavam e entravam dentro do galpão, os seguranças mesmo abriam e fechavam o portão.

Adivinhem quem ligou pra gente enquanto estávamos por lá, o Daniel;

- Oi. Gustavo?

- Sim, senhor?

- Onde estão?

- Em uma transportadora, vim com a Patrícia fazer um trabalho aqui.

- Certo, Gustavo fazem o que tem que fazer e saiam daí.

- Porque senhor?

- Só me escuta filho, não faz merda.

- Sim, senhor.

Sim, eu iria embora tranquilamente, mas quando o Daniel ligou, sabia.

Eles avisaram que a PF estava no local, e o Governador já deu seu jeito com sua rede de contatos.

- Ótimo então, posso só ver esse número de série no container? Tenho que ter foto para o arquivo. – Fala a Patrícia voltando.

- Sim, vamos lá... 0017092019 acho que o lote 17 está por aqui. – Ele fala apontando para o galpão.

Nós andamos um pouco, até ele encontrar o que ela pediu, e eu olhando até o teto dos lugares.

- Que tem dentro desse? – Pergunto enquanto a Patrícia tira fotos do lado.

- Esse carregamento deve ser privadas.

- Ah sei, posso ver?

Ele faz uma cara indiferente e confirma;

- Sim, claro.

Pessoal o cara abriu o contêiner eu olhei, pois não tinha como entrar e adivinhem o que estava escrito em uma das louças: “Carlos”.

Eu apostei, alto, muito alto, olhei atrás e tinha um pedaço de madeira;

- Afaste-se por favor. – Falo para ele.

- Que vai fazer?

- Gustavo pelo amor de Deus que vai fazer? – Patrícia repete.

Pessoal eu peguei e acertei com força uma das privadas, ela quebrou, e duas acima caiu em nosso rumo, as três estavam com pacotes fechados dentro de suas louças.

O cara passava a mão no rosto soando, eu abaixei, peguei uma faca e confirmei. Olhei para a Patrícia que estava pálida.

Me vi em uma cena de filme, peguei o rádio ali, agachado mesmo;

- Central, aqui é o oficial Gustavo Medeiros, solicito reforços na Transportadora Babosa e Cia. Encontramos um possível carregamento de Cocaína, solicito peritos no local.

- Ok, Oficial, deslocando equipes próximas.

- Tem certeza do que está fazendo policial? – O senhor pergunta.

- Estou fazendo meu trabalho.

- Sabe de quem é essa transportadora?

- Governador Pedro Barbosa, espero que assim chame a atenção dele.

- Estenda suas mãos, é suspeito agora senhor, preciso lhe algemar. – Patrícia fala.

Como estávamos dentro de um galpão, ninguém viu o que aconteceu;

- Que fazemos agora?

- Esperamos o reforço, sozinhos não conseguimos prende todo mundo desse lugar.

- Gustavo, se só esse contêiner estiver cheio de cocaína, é a maior prisão do ano. Agora se esse galpão estiver cheio dela, estamos falando de um recorde. Amigo estou com medo.

- Vamos precisar de reforço. – Falo mostrando o número do Renato no telefone.

Chamou até cair e nada, quando eu iria discar novamente ele liga;

- Alô.

- Gustavo?

- Sim.

- Você está bem?

- Estou Renato, porque a pergunta?

- Não saia de onde está, tenho viaturas perto e estão a um minuto da transportadora.

- Fica tranquilo Renato, chamei reforços.

- Esse é o problema, ele tem vocês na mão, estão indo encobrir tudo aí, tenho um helicóptero vindo me pegar, desloquei tudo que tenho, chegamos em dez minutos, Gustavo, não receba nenhum oficial que não seja do COE.

Ele desliga o telefone e eu vejo o tamanho da merda;

- Que ele falou? – Patrícia fala assustada.

- Eu fiz merda. – Digo olhando o portão.

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