• @rgpatrickoficial

SENTENCIADOS - Episodio 19

Quando cheguei na Katia, entrei com o Rui, e coloquei ele na cama, voltei ao carro e o Gustavo não quis ir para o banco da frente de jeito nenhum. E pelo caminho até sua casa com perguntas estranhas, sob profissão.

Quando chegamos, acompanhei ele para passar pelo porteiro, e subir, entramos no seu apartamento.

Levo ele deixando na sua cama;

- Fica ai, que já volto.

- Onde você vai Capitão? – Ele fala segurando minha bermuda.

- Preparar algo para você não passar mal amanhã de manhã.

Fui até a cozinha, e pego um copo com agua e bastante açúcar, e dois limões, é uma limonada bem doce, o difícil foi achar tudo na cozinha dele.

Quando volto ao quarto, levei um baita susto;

- Eita Porra, você está pelado.

Gustavo estava de pé tirando a cueca;

- Preciso de um banho.

- Bebe isso, primeiro. – Falo entregando o copo para ele.

- Está muito doce.

- Bebe.

- Você não sabe fazer um suco?

- Bebe.

Ele vira o copo e entra no banheiro, eu deixei o copo na cozinha, bebo uma agua, confiro algumas mensagens no celular e volto ao escutar que o chuveiro havia desligado.

Ele saiu de toalha, colocou uma bermudinha bem curta e deita;

- Acho que vou nessa você está bem.

- NÃO. Renato dorme aqui. – Ele fala entre a coberta e mãos esticadas.

- Preciso ir Gustavo.

- Não é porque eu seja gay, que irei te atacar Renato, só quero companhia. Eu gosto de você.

Eu engoli seco, por não saber o que dizer;

- Nossa, Gustavo eu não tenho medo de você me atacar, eu confio em você.

- Ah, confia? – Ele se aproxima.

- Confio.

Ele de joelhos na cama, me abraça forte;

- Também gosto de você. – Falo envolvendo-o com os braços, do jeito que eu podia, naquela posição. – Agora vou embora.

- Boa noite.

- Boa noite Renato, vai com Deus.

- Amém. – Digo apagando a luz.

- Renato. – Gustavo chama quando fecho a porta.

- Oi Gustavo.

- Obrigado.

- Por nada.



Eu dormi tarde, mas estranhamente acordei tranquilo, fui pro trabalho, pois não poderia me dar o luxo de faltar.

Na corporação quando cheguei, ao entrar na minha sala o Robson vem atrás;

- Bom dia, senhor!

- Bom dia. - Falo ligando meu computador e me sentando.

- Chegou o parecer do seu processo conta o PF, o Cleiton. - Eu pego os papéis e ele continua. - A investigação foi aberta, e ele recebeu a intimação hoje de afastamento.

- Pelo menos uma notícia boa.

Enquanto eu falava percebi que o uniforme do Robson estava sujo;

- Que isso?

- Ah desculpe, era o que iria falar em seguida...

- Desenbucha Robson.

Chamo atenção, pois ele está até soando;

- Encontramos imagens do Barão, nas proximidades do Morumbi eu estava com a viatura e fiz uma breve perseguição.

Nossa ele iria falando e minha cabeça começando a doer;

- Robson, e aí.... Concluí.

- Eu perdi ele rápido, mas peguei a placa do seu veículo. Aqui!

Pego a ficha do veículo;

- Está no nome e no patrimônio do governo, mais precisamente em um dos acessórios do governador.

- Mostrou isso para mais quem?

- Acabei de pegar a ficha.

- Essa informação é ultrassecreta, e você não sabe de nada, vá tomar um banho, e deixe a sua viatura como a pegou.

- Sim, senhor.

- Não quero registro da perseguição.

- Ok.

Quando ele sai da frente, vejo o Gustavo andando nos corredores, das mesas;

- Que ele faz aqui? - Pergunto a Robson.

- Gustavo veio pegar suas coisas que havia deixado aqui.

- Gustavo! - Grito chamando ele.

Gustavo olha diferente, e vem de cabeça baixa;

- Sim.

- Fecha a porta. - Falo fechando todas as cortinas da sala.

- Que está fazendo aqui? Não combinamos de ficar por baixo dos panos?

- Vim pegar algumas coisas que havia deixado.

- Tudo bem? Essa noite você... - Eu digo colocando a mão em seu ombro.

- Não sei onde enfiar minha cara! Estou com vergonha de olhar na sua cara Renato.

Eu abro um sorriso e digo;

- Não fica assim, acontece.

- Eu falei muita merda?

- Ahh não, porque não se lembra?

- Ontem eu exagerei Renato, sério não sei como devolver o favor.

- Gustavo, o Barão foi visto essa manhã, Robson viu ele nesse carro.

- Vou essa tarde em uma transportadora com a Patrícia, aproveitar e fazer uma ronda por lá.

- Temos que chegar nesse político antes de ele passar o Barão, se o Rafael morrer perdemos tudo.

- Eu te ligo assim que ter algo.

- Beleza, e... - Eu estava falando e o Vander abre a porta.

- Senhor tem...

- Não sabe bater Vander?

- Me desculpe, não sabia que estava com visita.

- Ele não está, só vim pegar umas coisas. - Gustavo fala saindo.

- Tem visita Renato.

Vander sai e entra a Kátia com o Rui;

- Que ótimo! Queria mesmo falar com vocês dois! Vander não estou aqui para ninguém.

- ok.

- Para de cena Renato, olha vou para Paris com meu irmão, e preciso que fique com o Rui nesse tempo.

- Vai gastar meu dinheiro?

- Não, o meu.

- Pra que precisa de mim?

- A justiça ainda não liberou a conta, sua advogada a Flávia é uma lesma, preciso dos acessos.

- Não.

- Como não?

- Espera, depois que o juiz liberar você vai.

- Renato, não posso esperar.

- Ah pode. Aproveitar que está aqui, já que não se preocupa com seu filho, sabe que o Rui foi encontrado na rua bêbado, pela segunda vez em um mês! - Falo gritando com ele.

- Ele passou mais de ano no Canadá e só trabalhava, o que tem ele sair um pouco?

- Está ouvindo que está falando. Se não der um jeito, ele vem morar comigo.

- Onde Renato? Nem lugar para morar você tem.

- Cala a boca! Cala a boca Kátia. Antes que eu dou na sua cara.

- Cala a boca vocês dois! A senhora não fica em casa, passa dias fora, e o senhor, coloca policiais atrás de mim com preguiça de deixar o trabalho, sempre foi o trabalho, perdeu a casa, dinheiro e esposa por causa desse trabalho de merda.

Cheguei a respirar para responder esse moleque;

- Está vendo essa roupa que está vestindo? É desse trabalho de merda, esse iPhone do ano, é desse trabalho de merda. Sua temporada no Canadá, é desse trabalho de merda. Fala comigo assim de novo que vou te mostrar o porquê que eu não te busco na rua, acabo com sua raça garoto mal educado. Esta vendo isso? É culpa sua. - Falo a Kátia.

- Vai liberar a conta?

- Meu Deus você não tem jeito mesmo, não sei como me casei com você ainda.

Rui se levanta;

- Vou esperar lá de fora.

- Não, vem aqui. - Falo gesticulando para seu lado.

- Que foi?

- O celular!

- Pai!

- Rápido Rui, me dá esse seu celular "de merda"... Quando voltar a ser educado com seus pais penso em te devolver ele. - Falo colocando na gaveta.

Bem ambos saíram reclamando do escritório, cara minha cabeça estava doendo só com a visita deles.

Fui na copa tomar um remédio, ao voltar a Flávia estava de pé na porta da minha sala me procurando, eu fui aproximando e ao passar ao lado das janela vejo o estacionamento. Vander conversando com a Kátia, e Rui no carro, cheguei a parar com a cena.

Deixei o copo de água em uma mesa qualquer e desci no elevador. Quando sai eles ainda estavam conversando, eu não disse nada, fiquei na porta olhando eles. Vander se despediu com um carinho no braço de Kátia e veio para entrar. Quando ele me viu parado chegou a ficar branco, arregalou os olhos e mudou a feição;

- Senhor... Eu estava somente dando umas informações para ela.

- Eu vi. - Falo sério.

Voltei entrando no elevador e o Vander vem todo desconfiado.

- A reunião é daqui a pouco...

- Sobe de escadas. - Falo fechando as portas.

Quando cheguei fui encontrar com Flávia;

- Oi amigo... Que cara é essa?

- Flávia se for notícia ruim vem outra hora.

- Não vim a trabalho, que aconteceu? - Ela diz trancando a porta.

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