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©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia

  • Richardson Garcia

SENTENCIADOS - Episodio 15

Eu estava bebendo, e inventei uma conversa;

- E mora aqui a quanto tempo?

- Uns três anos nesse apartamento.

- Não sabe se tem algum para alugar no prédio? Gostei daqui.

- Posso olhar e te falo depois.

- Fechado... Ei onde comprou isso?

Eu falei esticando o corpo por cima de Gustavo e pegando a estatueta. Eu fui tão inconveniente que ele ficou sem graça.

- Ganhei de presente. – Ele responde indiferente.

Nos ajeitamos juntos no sofá e eu então fui para devolver ela na mesa, eu arrisquei colocar o microfone com ela naquele momento, mas quando havíamos nos ajeitado eu me aproximei demais de Gustavo.

Foi tanto que senti sua respiração em meu pescoço, eu retornei devagar, e ele ainda me encarando.

Pensei comigo, se fiz isso com meu cunhado, mais um não seria problema, mal sabia eu a burrice tamanha que fiz.

Com o Gustavo me olhando, muito desconfortável por minha atitude, eu ainda encarando ele, avancei devagar para apostar as minhas últimas chances, de beijar ele.

Isso me deu o espaço que eu precisava, consegui plantar o microfone.

Era só isso e parar, mas não, senti sua mão em meu pescoço, e eu apertando sua cintura, até perder o folego.

A sensação foi a mesma de puxar o gatinho de uma “SCAR”. São 625 disparos por minuto, é extremamente prazerosa confesso, mas não tem volta, o estrago é inevitável e irreversível.

Gustavo afastou meu corpo, se levantou respirando fundo e limpando a boca;

- Porque fez isso? – Ele pergunta.

Mano eu estava tão assustado, e confuso;

- Não sei.

Ele limpa a boca de novo;

- Eu sei o porquê está aqui Renato. – Ele fala.

- Porque?

- O Rafael, esteve aqui, e você sabe. Por isso veio...

- Porque não me disse?

- Porque me beijou?

- O quanto está envolvido Gustavo?

- Mesmo que você Renato.

- Estou falando sério.

- Eu também.

Me levantei pegando meu celular, e carteira;

- Não vai me levar? O que eu fiz é crime. – Gustavo fala me afrontando.

- Está afastado de todas as atividades do Comando, se souber que está interferindo na missão, eu prendo você. O Comando de Operações Especiais agradece sua ajuda oficial.

- É covardia o que está fazendo Renato. – Ele fala enquanto eu saio do seu apartamento.

Quando eu saio escuto ele xingar: “- MERDA”.


#Gustavo


No dia seguinte lá iria eu de volta a PF de cabeça baixa e quieto na minha.

Claro que houve especulação, da Patrícia, Daniel e até Cleiton sob meu retorno.

Eu cheguei liguei meu computador e o Daniel passa na mesa;

- Vocês dois comigo, homicídio, e está na sua área. – Ele fala apontando para mim.

Peguei minhas coisas e Patrícia veio, por estar por dentro dos meus casos, neste tempo.

Eu segui junto com ela no carro;

- Pronto já estamos sozinhos, ninguém nos ouvindo, vai pode falar, que aconteceu. – Ela estava dirigindo e questionando ao mesmo tempo.

Eu de cabeça encostada no banco olhando para fora, respondo;

- Essa investigação, do Comando Vermelho e do PCC, ultrapassou as barreiras, Amiga.

- Está dizendo que afetou a vida pessoal? Gustavo de novo não amigo, que houve.

Eu ajeito a arma e digo;

- Ontem o Renato foi na minha casa.

- O Capitão Renato?

- O próprio.

- Que foi fazer lá?

- Eu fiz uma merda que põe em risco meu trabalho.

- Está me assustando.

- Isso é muito confidencial Patrícia.

- Sabe que pode confiar.

- Eu tive um encontro com o Barão, ele foi na minha casa, e o Renato descobriu...

Ela ficou de boca aberta, sem nenhum comentário;

- Amigo, você pode ser preso, Gustavo pode nunca mais sair da cadeia.

- Patrícia, eu beijei o Renato.

Quando eu falo, ela até erra a marcha do carro na hora, fazendo uma arrancada sem querer;

- Que isso garota?

- Beijou na boca?

- Sim.

- Calma, você beijou o Renato na boca, teve língua?

- Teve pegada amiga.

- To passada amigo, você é muito corajoso.

- Na verdade a atitude foi dele.

- Meu Deus é muita informação, eu não acredito Gustavo. Por isso você não está encrencado, ele sente alguma coisa por você.

- Hahaha’ só você para fazer eu rir em uma situação dessa.

- Serio amigo.

- Patrícia, o Renato é Hétero, daqueles burros e chatos, e sem graça. O típico. E sinceramente amiga, tenho problemas bem maiores para resolver.... Olha. – Falo apontando a nossa frente.

Havia alguns carros, e curiosos, o IML chegou logo atrás, e tinha peritos no local, o corpo estava mais afastado em uma estrada abandonada.

Quando descemos o Daniel fala tirando os óculos;

- Pensei que tinham mais respeito com ele. – Diz apontando.

- Identificação? – Patrícia pergunta.

- Carlos, vulgo, Cunhado, ou Número 1, não é assim que o conhecia Gustavo? – Ele me pergunta.

- Sim.

Eu me aproximo, acompanhando o trabalho da Perícia;

- Quantos tiros? – Pergunto ao legista.

- Aparentemente 1, na cabeça.

- Quantos centímetros acima das sobrancelhas?

Ele se aproxima medindo;

- Uns 3. Não foi a queima roupa.

- Isso aí é serviço de profissional. – Falo agachado olhando.

Eu estava próximo, o perito começou a vasculhas os bolsos e pegou uma carteira de documentos. Ele me joga uma luva e estende a mão com a carteira;

- Afaste Gustavo... O caso não está mais sob sua jurisdição! – Fala o Renato pegando a carteira da mão do perito.

Cara que difícil, levantar, olhar no olho dele, bater continência e sair.

Eu me viro e o Renato segura em meu braço;

- Estamos de olho em você.

Eu somente me soltei e segui em direção ao Daniel;

- Eles sempre ficam com a melhor parte. – Daniel comenta.

- Tanto faz. – Digo entrando no carro.

A Patrícia assistiu à cena como fim de novela, olhando de olhos arregalados, mas quieta no canto dela.

Eu e Patrícia voltamos para a corporação, tínhamos uma papelada para entregar.

- (...) amiga chega, está bom de falar do Renato.

Eu falo digitando os relatórios, e ela separando os papeis por casos;

- Foi mal, não está mais aqui quem falou.

- Vou pegar um café, vai querer? – Falo levantando.

- Sim, sem açúcar.

Quando eu volto ela estava falando ao celular, toda boba e alegre, me sentei e ela desliga o celular;

- Jorge?

- Não, Jorge é passado.

- Que isso garota, depois fala de mim.

- Gustavo, o Renato dá de 10 a 0 em qualquer homem que fiquei.

Eu faço cara de ironia para ela que muda de assunto;

- Enfim... Ele chama Leandro, e estamos ficando tem alguns dias.

- Hum, deixa eu ver a foto.

Ela mostra o instagram, e enquanto eu estalqueava o Leandro ela tem um surto, ali do meu lado;

- Amigo já sei, como vai tirar o Renato da cabeça.

Eu deixo o celular, olhando pra ela;

- Ele não está na minha cabeça... E pode ir parando, se for homem esquece.

- É o irmão do Leandro.

- Para Patrícia, nem vem, o ultimo ficou no meu pé um mês, até flores para minha casa enviou, lembra? Queria casar depois da primeira transa.

- Para Gustavo. – Ela diz procurando no celular. – Ele é uma graça, novinho...

- Hahaha’ está me achando com cara de Carrossel por acaso?

- Amigo ele tem uns 20 anos, não é tão novinho assim. – Ela fala mostrando a foto.

- Patrícia vindo de você... – Quando eu pego o celular, escorre uma gota, da... – Gente, que isso.

- É lindo né?

- Eu mordia ele todo se pedisse... Amiga pego para criar hoje mesmo.

- Haha, idiota, ele chama Matheus, tem 20 anos... me escuta Gustavo.

- Deixa eu ver ele direito. – Falo vasculhando aquele maravilhoso instagram.

- Acho que faz teatro, não tenho certeza. Gustavo não está prestando atenção em mim... Está dando Zoom?

- Claro, olha isso... Ele é gay?

Ela faz que sim com a cabeça, toda feliz.

- Gente os garotos de hoje são uma perdição... Mas eu não sei, sou muito velho pra ele.

- Amigo, você tem 28, mas tem cara de 22.

- Obrigado, pela sua sinceridade.

- Marquei com o Leandro hoje, é aniversario do Matheus, vamos, você conhece ele, e se rolar pronto, se não, beleza.... Você precisa tirar um pouco da cabeça do trabalho.

- Não sei não amiga.

- Vamos Gustavo, não quero ir sozinha.

- Vou pensar.

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