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©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia

  • Richardson Garcia

SENTENCIADOS - Episodio 14

#Renato



Dia de folga, e almoço na casa da minha mãe. Como ela havia acabado de chegar de viagem mais o meu pai, iria passar o dia com eles.

Eu cheguei por volta de dez da manhã, depois de eles me contarem tudo da viagem, e minha mãe louca atrás do Rui;

- Mãe já liguei, mas ele não atende, mas fica tranquila, ele vai vir sim, só ficou acordado até tarde ontem, jogando Free Fire. – Falo bloqueando a tela do celular.

- Esses jogos violentos hoje em dia, essa geração está perdida, eu já falei e repito.... – Ela diz levantando da mesa.

- Mãe prefiro ele em casa jogando do que na rua, com aquelas amizades. – Falo colocando pouco mais de café para mim.

- Na minha época de oficial nós mudamos só duas vezes... – Meu pai diz.

- Mas era mais fácil é, o senhor ia e matava o bandido, hoje não, você o prende e ele é solto e você nem preencheu a papelada ainda.

- Isso é verdade.

- Filho estive conversando com seu pai, nós temos uma reserva boa da aposentadoria, porque não usa ela para comprar o apartamento para você.

- Mãe, eu já falei, que não quero falar sobre isso. Não vou aceitar dinheiro de vocês. Eu agradeço muito, mas não.

- Te falei Maria, que é cabeça dura igual a você.

- Então pega uma parte, para emergência filho.

- Não mãe. E por favor, vamos mudar de assunto?

- Olha para mim... Me promete que se precisar vai falar conosco?

- Prometo.

- Gilberto preciso que compre arroz, alho e cebola, você se esqueceu?

- Ai, já vou Maria, já vou. – Ele diz se levantando.

Acabo indo com meu pai até o mercado na esquina, e dentre os assuntos ele fala da Katia;

- Sua mãe está uma fera, com essa mulher, Renato e eu também, ela fez para te extorquir.

- Sim, pai, mas agora não posso focar nisso, tenho problemas maiores para me preocupar.

- Sua mãe está certa, se precisar filho, fale conosco.

- Tudo bem pai.

- E escute. – Ele fala parando na calçada. – Sobre o que aconteceu, com o Tom...

- Pai, não, já falei que não aconteceu nada, te expliquei tudo.

- Eu sei, mas me escuta. – Ele fala gesticulando com as mãos. – Você é a coisa mais maravilhosa que já fiz, e Renato você nos enche de orgulho a cada dia, eu e sua mãe.

- Pai.

- Escuta. Se quiser falar disso, eu vou te ouvir, sempre, quando estiver pronto.

- Todo mundo acha que sou gay. Até o Rui veio falar comigo estes dias. Não que isso problema para mim pai. Mas escuta o senhor com atenção, eu não sou gay.

Ele me abraça todo sentido, não sei o porquê mas tive a sensação que aquela não seria nossa última conversa sobre o assunto.

Bem eu ajudei minha mãe com o almoço, e meu pai buscou o Rui.

Após o almoço em família, o meu filho pegou no sono na cama da minha mãe, e eu fiquei bebendo cerveja na varanda com o meu pai, ele estava querendo saber do Barão;

- Impossível não ter pistas Renato.

- Também acho, creio que tem um dos meus envolvido.

- Quando aconteceu comigo, coloquei meu oficial cara a cara com o bandido, peguei ele. Mas você não tem o bandido certo.

- Pois é.

- E aquele PF? – Ele pergunta deixando a garrafa.

- O Gustavo?

- Sim, disse que ele teve contato direto correto?

- Gustavo, caiu de paraquedas pai nessa investigação, ele me deu informações importantes, e está ajudando.

- Estou dizendo Renato, que não acha um federal aparecer do nada com caso tão sigiloso, e com tantas informações?

- Está falando para eu ficar de olho nele.

- Fez a busca na ficha?

- Sim, cara limpíssimo, ele teve uma ocorrência, mas nada demais.

- É o que acha filho. Posso falar?

- Sim.

- Às vezes o que está procurando está debaixo do seu nariz, ou seu investigador, ou um investigador da PF.

Não respondi ele, fiquei somente e pensando o que estava ouvindo. E claro, meu pai plantou uma pulga atrás da minha orelha.

Na segunda-feira, pela manhã nós tivemos na corporação uma reunião para atualizar as informações e tudo mais, eu fiquei desde a hora que cheguei de olho em Gustavo.

Mas até ai tudo bem, por volta das nove e meia da manhã, eu estava na minha sala, ao telefone quando o Vander entra. Eu ainda conversando, ele fecha as janelas, e tranca a porta.

Eu então desligo o telefone, olhando para ele que estava diferente;

- Que foi?

- Eu descobri algo, e tenho que te mostrar. – Vander fala entregando um pendrive.

- Que tem aqui?

- É Confidencial Renato, assiste.

Coloquei em meu notebook, e abri o arquivo de vídeo;

- É o Gustavo? Vander isso aqui é do prédio do Gustavo?

- Continua assistindo.

Na imagem o Gustavo sai do elevador e entra em casa, na imagem era possível ver parte da porta, então minutos depois alguém sai, e na imagem era visível da cintura para baixo o que nos dava a visão do braço do sujeito, e de uma tatuagem.

- Esse aqui não é o Barão, é?

- Aqui. – Vander mostra fotos do corpo de delito.

- Quando foi isso?

- No dia que bebemos no PUB do João. Mas deixou passar uma coisa Renato, o Gustavo entra armado em casa, e poderia muito bem ter feito a prisão.

- Vander tenho que saber o que ele foi fazer lá...

O próprio Gustavo bateu na porta nesse momento e eu fechei o computador e o Vander saiu da sala, eu resolvi uma coisa para ele e fiquei de longe, imaginando o que fazer.

A tarde liguei e conversei com meu pai, sobre a possibilidade de ter um espião, ele falou para eu fazer exatamente o que imaginei. Me aproximar, e tentar descobrir mais.

Pensei em chamar ele para beber, mas naquele dia ele nem ficou até o fim, e o que mais fez foi é comer, e eu também tinha que dar um jeito de ir na casa dele.

Conversei com o Vander para deixar comigo, que eu iria resolver isso.

E se passaram dois dias, eu aproveitei para ficar mais próximo, ir trocando ideia com ele, estes dias, entender mais e tals.

Na quinta-feira, eu esperei ele dizer estar indo embora para eu poder sair junto, e assim fiz, Gustavo desceu, saindo e eu passei de carro, ao lado dele na portaria;

- Carona? – Pergunto descendo o vidro do passageiro.

- Não, obrigado, vou de metro.

- Entra aí, sua casa é caminho da minha. – Falo abrindo a porta.

No caminho conversamos sobre o trabalho, e pouca coisa pessoal, como era perto, mas tinha um transito meu proporcionou o tempo que precisava.

- (...) você cozinha então?

- Claro Gustavo, mas ainda não estou cozinhando nesse apartamento, preciso achar um definitivo para mim.

- E está comendo o que Renato?

- IFood já ouviu falar? – Digo rindo.

- Sim, mas não enjoa não?

- Às vezes. Tem variedades.

Eu paro na porta do seu prédio, olhando para cima, e ao redor e ele questiona;

- Que foi?

- Costume, pensando que estou de viatura.

- Relaxa... Escuta Renato, se quiser, vem jantar aqui essa noite.

Gustavo fala descendo do carro. Na hora veio um estalo na minha cabeça, e então confirmo;

- Pode ser.

- As oito, tudo bem?

- Por mim fechado.

- Te espero.

- Falou.

Quando eu sai com o carro, imaginando a oportunidade.

Cheguei em casa tomei aquele banho, o mercado próximo ao meu prédio fechava cedo, desci e comprei algumas cervejas para levar, e também procurei no meu apartamento um microfone, para poder esconder no apartamento dele.

Marcamos as oito, mas eu estava uma hora antes vigiando o prédio de Gustavo, para quem sabe dar uma sorte, olhei também câmeras, e tudo ao redor e próximo, que poderiam ser usados contra ele.

E então chegou a hora. Eu estava de bermuda de moletom, tênis de cano curto, e uma camiseta normal de algodão.

Quando ele abre a porta, escutei o barulho de uma música e o cheiro invadiu o corredor;

- Caramba, o cheiro está bom em.

- Fecha para mim, estou com panela no fogo. – Ele fala voltando.

- Ok.

Entro olhando tudo ao redor, ele estava de bermuda bem folgada, e uma camisa de botões e chinela de dedos;

- Onde posso por isso? – Falo mostrando a cerveja.

- Na geladeira, fica a vontade.

- Vai querer uma?

- Pode ser.

Abri duas cervejas e fiquei sentado na bancada, ele dentro da cozinha.

Pessoal entramos em diversos assuntos, eu liguei a TV e assisti meio que de relance a jogo de um time adversário ao meu. O máximo que aconteceu foi ele receber uma ligação diferente enquanto estava por lá.

Nos jantamos na bancada mesmo, o Gustavo disse que na mesa ficaria muito romântico, eu ri com a piada. E ele cozinha muito bem, depois do jantar eu fui ao banheiro.

Procurei um lugar para colocar o microfone e nada, quando voltei ele estava no sofá, assistindo o resto do futebol, e percebo uma pequena estatueta da Estátua da Liberdade, de uns quinze centímetros, e a base tinha uns furos do tamanho do microfone, era o melhor lugar para esconder, no meio da casa e escondido.

A questão era que ele estava sentado do lado, eu então fiz uma loucura, com dois sofás na casa me sentei ao lado de Gustavo.

Foi tão na cara que ele me olhou, mas eu relevei e fiquei assistindo o futebol.

Com o jogo no final e eu soando sem saber o que fazer, e perder essa oportunidade. Gustavo se levanta para pegar mais cerveja, esperei ele voltar.

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