• @richardsongaarcia

SENTENCIADOS - Episodio 13

Eu terminei minhas coisas e coloquei o computador para desligar e estava indo despedir do Vander quando meu telefone chama;

- COE, Gustavo, Boa Noite! – Atendo colocando as chaves de casa no bolso.

- Gustavo, Renato aqui.

- Tudo bem Capitão?

- Sim, quem está de plantão com você?

- Vander, Vitor e Carlos, e eu.

- Estou aqui PUB do João, se quiserem passar aqui, é por minha conta.

Esse bar pessoal, era tipo o “Point” dos policiais da cidade.

- Tudo bem, vou falar com eles. – Digo desligando o telefone.

Fui até o Vander que estava fechando sua sala;

- Terminou lá Gustavo?

- Sim, escuta, Renato ligou disse que vai pagar rodada para a gente no João.

- Opa, só chamou a gente do plantão?

- Eu não tenho certeza.

- Que foi? – Vitor diz se aproximando.

- Capitão vai pagar uma cerveja para a gente, vamos lá?

Além de buceta o que hétero mais gosta é beber no fim de semana com os amigos.

Eu claro que não iria perder né, ainda mais de graça, rsrs. Peguei carona com o Vander até lá, e os meninos também vieram.

Logo que chegamos, o Vander diz dentro do carro;

- Fica tranquilo, aqui tu pode entrar de boa. – Ele fala colocando a pistola embaixo do banco.

- Ok. – Digo fazendo o mesmo.

A essa altura eu tinha até colete do COE, e não é me gabando, mas gosto de aparecer, ainda mais andando com quem, rsrs.

Entramos e procurando o Renato, eu fui na frente e escuto eles chamarem atrás;

- Vai onde Gustavo? – Vander diz rindo.

- Ué, procurando o Ren... – Eu nem terminei de responder.

Ele estava encostado em um daqueles bancos altos, e pessoal para mim, outra pessoa sem farda;

- Não reconhece seu capitão? – Ele fala estendendo a mão.

- Desculpa. – Digo muito sem graça. – Não precisamos bater continência com você assim né? – Pergunto.

Esquecem tudo que falei anteriormente da descrição de Renato, puta que me pariu, aquele homem sem farda era o que eu sonhei pra me casar, rsrs.

Ele estava de camisa de botões abotoados até na altura do pescoço, de manga curta, uma calça imitando uma sarja escura pouco apertada demais, que os músculos de suas pernas saltavam, com um pirulito na boca, ai que inveja, aquele bigode que deixa ele com cara de safado, sabe aquele tipo de homem que você olha e pensa, “Esse deve dar uns tapas na hora H”, rsrs;

- O que eu te falei aquela noite no carro? – Ele pergunta sério.

Eu então bate a continência e os meninos rindo;

- Que história é essa de carro a noite em? Que ninguém me contou? – Vander fala tentando tirar sarro.

- Está falando o que Renato? Quando vai ser nosso casamento em? – Falo tirando ele.

Galera ele fica serio, e aponta o dedo do meio para mim, com todo mundo rindo do Vander.

- Anda, vamos, João deixou aquela ali para a gente. – Renato aponta para a mesa.

Pessoal os meninos já pediram bebidas e doses, eu estava com fome, então junto com eles pedi uns petiscos que era para eu poder comer, ainda mais de graça, o Renato a todo momento dizendo para a gente ficar à vontade, mal sabia ele com quem estava sentado.

Então eu depois de estar com a barriga cheia resolvi beber com eles, percebi que os meninos estavam pegando leve, porque trabalhavam no dia seguinte, já o Renato acho que estava precisando descansar um pouco sabe galera, ele era bom de copo.

Bem depois da quarta dose eu decidi parar, era meu limite para não ficar bêbado, eles estavam de tequila para a cerveja, e pinga, meu Deus.

As conversas mais aleatórias do mundo;

- Todos aqui nessa mesa Vitor, já matou alguém inocente... – Renato comenta com o copo na mão.

Todos concordam com a cabeça que sim, e ele continua;

- Não temos culpa, na maioria das vezes, mas é tirando bandidos da rua, e combatendo esse tipo de coisa que temos alguns créditos. Mas sim, todo dia quando eu deito, me lembro das mortes, a maioria.

Mano esse papo deixou eles em uma Vibe péssima;

- Não, vamos mudar de assunto, passamos o dia no trabalho e quando saímos vamos falar do trampo. – Digo batendo na mesa.

- Ah meu Deus, fica na sua novato. – Vander diz rindo.

- O novato aqui ajudou a prender o maior bandido do pais. – Falo me gabando.

Ele fica puto de novo, e o Renato que estava ao meu lado diz;

- Ei quem é a ruiva da PF que estava lá aquele dia? Esqueci de te perguntar.

- Patrícia?

- Sim.

- A lésbica?

- Ah sério?

- Sim. – Claro que era mentira, não queria falar de garotas agora, muito menos arrumar a minha amiga para meu chefe.

O Vitor pessoal somente ria de tudo, e ficava calado na dele, eu então tentei mudar de assunto, para algo que eu me interesso;

- Vitor, você já ficou com alguém do mesmo sexo? – Quando eu pergunto, ele afoga no copo.

- Um homem?

- Sim.

- Não. – Ele responde rápido. – Porque?

- Gustavo está afim de você mano. – Vander fala.

- Ele não faz meu tipo. – Digo encarando o Vander.

- E quem faz seu tipo?

- Você!

Ai gente, eu estava mesmo pegando no pé do Vander hoje, e ele putasso comigo, rsrs. Pois sempre queria tirar com a minha cara, mas eu sou mais rápido;

- Sai fora Gustavo.

- Ah qual é, vocês já tiveram experiências com algum cara não? – Mano o Renato pergunta deixando todo mundo sem graça.

O silencio se estabelece e ele então, usa sua persuasão, de olho em olho;

- Vitor?

- Não.

- Vander?

- Não.

- Carlos?

- Não.

Quando o Carlos responde, o Renato fica encarando ele, que logo fala;

- Está mentindo. – Renato fala batendo na mesa.

A gente riu e o Carlos ficou vermelho, mas o Renato o defendeu;

- Deixa ele em paz Vander. Qual é vem me dizer que ninguém aqui nunca recebeu uma mamada no quartel?

Cara eu fiquei assustado com ele falando, e amando na verdade, era assunto para eu bater uma punheta por meses, rsrs;

- Eu nunca fui ao quartel. – Falo rindo.

- Ah isso, sim, mas nunca beijei outro cara não, mas levei uma mamada do meu primo. – Vitor diz.

- Eu fui no quartel, logo no início, naquela época eu fumava maconha, e cara foi a melhor época, nem precisava masturbar, era ficar de guarda com meu colega e “Tame”, rsrs.

- Ai não posso muito ficar ouvindo essas coisas não. – Falo cortando o clima.

Eles riram e eu falei;

- Beleza agora só um tira teima aqui.... Minha pesquisa de campo. Renato sua melhor mamada, homem ou mulher?

- Homem. – Ele diz rindo.

- Vitor? Melhor mamada?

- Mulher.

Quando ele responde Vander rebate;

- É que ele tem o pinto pequeno.

Mano a gente caiu na risada e o Vitor ficou batendo no Vander e tals, e rebate o que ouviu;

- É mentira dele.

- É verdade, já vi no vestiário, dedo mindinho, rsrs. Agora Renato é dotadão, pistola grande a dele. Rsrsrs

- Cala a boca cara, olha os assuntos, onde chegamos. – Renato diz rindo.

Nessas conversas maravilhosas olhei no celular, e estava tarde, eu então comecei a despedir de todo mundo, e o Renato só me deixou ir embora se eu tomasse a última dose, quase que não acho a saída.

Eu estava muito ruim para ir de metro, então chamei um UBER, mesmo.

Cheguei em casa tirando o sapato no elevador, rsrs. Quando abro a porta ainda deixo as chaves cair no chão.

Eu tranco a porta, colocando arma, distintivo, chaves na mesinha na entrada, avanço procurando as luzes da sala.

E sentado no meu sofá estava o Barão.

Eu levei um puta susto, meu olhar foi direto para a arma na sua mão;

- Tínhamos que conversar cara a cara. – Ele fala.

Eu ameacei a andar para trás, mas ele disse;

- Leva dois segundos para você pegar a arma e atirar. Te dou três tiros nesse tempo.

Ele então levanta a arma e eu identifico ser a minha;

- Achei sua arma reserva na cozinha. Não vou te machucar. Preciso da sua ajuda.

- Não é assim que vai conseguir.

- Nada mais está funcionando. Pode se sentar? – Ele fala apontando para a poltrona perto de mim.

Eu me sentei e ainda analisando ao redor, as possibilidades e o que fazer, caso ele vir para cima;

- Carlos, o Cunhado foi assassinado. Vão dizer que foi suicídio, mas não foi.

- Como sabe disso?

- Porque eu achei o corpo dele.

Eu desconfio olhando para baixo e então Barão continua;

- Não fui eu, se é o que está pensando... Cunhado era a minha melhor chance de sair do Brasil. Só vai ficar mais difícil agora.

- Os problemas te seguem Barão, eu acho.

- Não pedi por nada disso. Um velho amigo queria minha ajuda, e eu ajudei. Esse foi o meu erro. O amigo era o governador Pedro Barbosa.

- Essa história fica cada vez melhor. Primeiro, você foge de uma prisão de segurança máxima, até onde sabemos sem ajuda. Segundo, um dos bandidos investigados pelo COE é Morto, e agora o Governador envolvido com Facções?

- Quando assumi o Comando Vermelho conheci ele, e o Cunhado. A rivalidade entre facções era por causa de eu estar maior que ele. Pedro Barbosa nos deu o poder, e deixou a gente crescer, mal sabíamos estar cavando a própria cova. E sempre será assim, vai um, e vem o outro.

- Deixei-me prendê-lo. Se for verdade, vai precisar de proteção.

- Preciso sair do pais Gustavo. Assim que encontra...

- Então o Governador usa chefes de facções para lavagem de dinheiro de sua empresa de importação... para... que?

- Não sei o objetivo, mas ele quem tras as drogas em seus contêineres. Mas foi preciso um esforço coordenado entre eles e algumas pessoas bem poderosas da polícia nacional para isso dar certo. Eu só quero segurança para minha filha Gustavo. Tenho uma família com medo. Estou a uma câmera de segurança de ser morto. Preciso da sua ajuda.

- Se eu achasse que isso era crível, eu te ajudaria da forma que pudesse. Mas, sinceramente, você tem um monte de especulação e nenhuma prova de uma conspiração.

- Você está errado. Sou uma prova viva.

Barão diz se levantando e passando por mim, escuto ele tirar o pente da arma e colocar na bancada ao lado das minhas coisas. Quando escuto ele abrir a porta eu vou rápido até a arma que ele havia deixado, e pessoal, o pente estava vazio.

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