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©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia

  • Richardson Garcia

SENTENCIADOS - Episodio 11

#Gustavo



Pessoal eu cheguei do trabalho de cabeça doendo com o pau no cu do Cleiton no meu pé.

Eu subi no elevador, ainda imaginando ter que arrumar a casa, e fazer janta para a gente. Quando abro a porta chego a me assustar.

Meu apartamento estava até cheirando, o Douglas no sofá, eu deixo minhas chaves e ele olha de lado;

- Só não fiz o jantar, sabe que não me dou muito bem com a cozinha.

- Relaxa, eu vou preparar algo para a gente... Mano tu arrumou tudo? – Falo sentando no sofá e tirando o tênis.

- Na verdade eu lavei... E você parece a mamãe limpando casa, não tira os moveis, Gusta estava uma poeira pra todo lado.

- Haha, cala a boca. – Falo socando ele. – Vou tomar um banho e preparar algo para a gente.

Vou para meu quarto, e gente até minha cama o coitado arrumou. Guardei a arma no cofre, e entrei no banho.

Com a toalha me secando o Robson envia mensagem, eu respondo, ele dizendo estar com saudades e tals.

Bem eu preparei o jantar e o Douglas estava no banho, e então Robson liga;

- Alo.

- Oi, está em casa?

- Sim. – Falo protegendo o microfone e dizendo a Douglas que saia do banho. – “A comida está pronta”. – Digo seguindo para o corredor do prédio.

- Estou aqui embaixo.

- Do meu prédio Robson?

- Sim.

- Já vou. – Digo chamando o elevador, volto na porta e abro gritando. – DOUGLAS vou ali embaixo e já volto.

- Beleza.

Galera o louco estava fardado e na viatura do COE, Robson folgado estacionou na calçada do prédio;

- Sabe que não pode ficar aqui né. – Digo entrando.

- Já vai começar? – Ele fala me segurando para um beijo.

De língua e todo molhado, Robson leva minha mão até sob seu volume, o cara estava excitado;

- Ei, está de plantão? – Pergunto me afastando.

- Sim, o Barão tem o primeiro depoimento com o juiz amanhã, e Renato reforçou a guarda.

- E porque está aqui?

- Meu intervalo, resolve vir te ver..... Podemos subir?

- Quer transar no seu intervalo de trabalho Robson?

- Sim, uma rapidinha, vamos. – Ele fala tirando a chave.

- Ei. - Digo segurando seu braço. – Calma aí.

- Que foi?

- Não rola aqui em casa.

- Está com alguém?

- Sim.

- Homem?

- Não estou ficando com ninguém se é isso que está insinuando Robson.

Ele abre um sorriso tipo de alivio, e diz;

- Então quem... – Robson fica todo sério e conclui a pergunta. – É o Douglas, Gustavo? – Ele já muda sua feição.

- Sim.

- Ta zoando comigo, de novo?

Mano eu fiquei sem acreditar, abro a porta do carro;

- Ele é meu irmão Robson, ontem, hoje, amanhã, e de novo, de novo, quando ele precisar, eu vou estar aqui. Serio, acreditei que você tinha mudado. Boa noite. – Falo saindo do carro.

- Gustavo espera, me desculpa.

- Vai se foder. – Falo fechando o portão. – Ei, novato, guarda a cara desse otário ai, não deixa ele subir. – Falo batendo na janela do porteiro.

Eu entrei todo puto, fechei a porta, mas sabe quando você a solta e ela bate com força;

- Eita, que isso? – Fala o Douglas na cozinha.

- Ops, foi mal, soltei sem querer. – Falo me desculpando.


#Renato



Eu trabalhei o dia todo em casa, e ainda não tinha deixado do jeito que queria. Para completar o Rui inventou de sair com o Fernando, e a Katia claro que deixou né, que é para me deixar bem mais preocupado.

Pessoal tive uma péssima noite de sono, casa nova, toda hora olhava no celular, para ver se tinha notícias do meu filho.

Mas infelizmente a noite não acabou, quando eu realmente peguei no sono, por volta de duas e cinquenta, três horas da madrugada, o meu celular chamou.

Estava tão vidrado que atendi na primeira chamada;

- Rui?

- Alô, Capitão Andrade?

- Quem fala?

- É o Robson senhor.

- Espero que alguém morreu para me ligar essas horas.

- É pior senhor... O Barão fugiu.

Eu deixei o celular na cama com a cabeça explodindo, de imaginar esse bandido na rua.

Os telefones dos agentes, tinha um dispositivo de segurança, para quando houver um chamado do Planalto, ou algo importante, eu e mais 3 pessoas tinham esse acesso, então o alerta foi dado para toda a minha corporação.

Puxei meu cobertor, pegando o celular ligando para a Katia, e levantando pegando minha roupa;

- Alo.

- Oi Katia.

- Que merda está me ligando essas horas Renato?

- Precisa achar o Rui, imediatamente, estou enviando uma viatura para casa.

- Que aconteceu?

- Não posso falar agora. Faz o que estou mandando, ache o Rui agora.

Eu terminei de falar com ela já dentro da roupa, peguei minhas armas, e chaves saindo de casa atordoado.

Pessoal o problema era de tamanha proporção que isso poderia colocar em risco toda minha carreira.

Morando perto da corporação, eu tinha o quesito de tempo, não fui o primeiro a chegar, mas estava presente. Nesse tempo todo ligando para o Rui, olha se eu pego esse menino hoje, eu mato.

A guarda era de nove homens, nós tínhamos um risco de vida para ele na prisão, mas de fuga era quase de 1%.

Quando entro no elevador, olho no celular, para ver se tinha mensagens da Katia e nada. O Vander entra correndo segurando a porta e com o seu cinto na mão;

- Que aconteceu? – Ele pergunta.

- Uma merda, daquelas. – Digo ligando de novo para Rui.

A porta se abriu e todo mundo na correria dentro do andar, em telefones, discutindo.

Eu andei até a porta da minha sala, e olhei procurando o Robson, estava um barulho, isso na madrugada. Eu então bate forte com a mão na mesa, fazendo um barulho bem alto;

- Escutem aqui Porra! Larguem esses telefones, e rádios, todos aqui no meio. AGORA.

Todo mundo se calou, deixando as coisas, e ficando de pé no corredor, eu segui entre eles e elas, até o Robson, ele estava pálido, soado, e tremendo;

- Você sabia que colocou a minha família em perigo Agente?

- Me Desculpe senhor.

- Você sabia que colocou a família do Tenente Vander, e de todos nessa sala, inclusive a sua família em risco Robson?

- Me desculpe senhor.

- Torça para encontrarmos ele antes das seis da manhã, porque caso contrário, o seu está na reta agente.

- Sim, senhor.

- Quero equipe de busca em toda São Paulo, um pente fino. Aeroportos, e portos, quero fronteiras nas principais entradas da cidade, e quero atualização de todos a cada dez minutos. VAMOS, VAMOS, VAMOS. Vocês três, na minha sala. – Eu Falo apontando o dedo para Vander, Robson e Gustavo.

- Que quer que eu faça Capitão? – Vander pergunta.

Entramos e fechamos a porta da minha sala;

- Você vai montar uma equipe e voltar a favela, Vander se precisar acorda toda a comunidade, mas vasculhe tudo... Gustavo preciso de um trabalho pessoal seu. Meu filho Rui saiu ontem, e pode parecer besteira, mas preciso que ele esteja em segurança para eu conseguir trabalhar aqui.

- Deixe comigo senhor.

- Vander irá te passar o meu antigo endereço.

- Certo.

- Robson o que a Perícia disse?

- Pericia senhor?

Mano passei, a mão no rosto, respirando fundo, me controlando para não acertar aquele cara;

- Você estava batendo punheta por acaso Robson? Um bandido nível 5 foge de uma prisão de segurança máxima e você me pergunta se precisa de perícia, no local?

- Me desculpe senhor.

- Cale a boca. Agora volta para aquela prisão e eu quero saber até quantos passo ele deu até fora daquele lugar, quem ajudou, como ele fez. Some daqui.


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