• @richardsongaarcia

SENTENCIADOS - Episodio 1

Tarde de quarta-feira, São Paulo, jogo do Flamengo e Palmeiras no Allianz Parque, estava com meus amigos o Vander, e a Flavia.

Mas me apresentando para vocês, me chamo Renato Andrade, moro a um ano e meio em São Paulo, tenho um filho do meu antigo casamento e trabalho como policial.

No final da partida que terminou empatada, nós seguimos para o estacionamento, pois eu e Vander iriamos direto para a corporação.

Quando ele estava pagando o estacionamento a Joice, namorada do Rui, meu filho. Me envia mensagens questionando se eu estava trabalhando, expliquei que estava a caminho e a garota sumiu do nada;

- Que foi? – Flavia questiona.

- Joice, enviou mensagem e desapareceu.

- Não deve ser importante se não, ela ligaria.

- Está certo... Rui também sumiu o dia todo.

- Aconteceu algo?

- Ele disse que iria enviar o celular para o concerto, que ficaria sem comunicação.

- Saudades dele? – Vander pergunta sorrindo.

- Que acha? São um ano e meio fora do pais, aquela visita que eu fiz não foi o suficiente.

- Aquele corintiano chato faz falta.

- Eu que o diga Vander. Você dirige?

- Pode ser. – Ele fala entrando no carro.

Pessoal no caminho eu liguei umas duas vezes para a Joice e nada, chama até cair, eu já estava ficando preocupado.

- Vander me deixa aqui, mesmo, vou no shopping e depois para casa. – Flavia diz cutucando ele.

- Até mais Flavia.

- Até Renato, bom trabalho para vocês hoje.

- Valeu.

Chegamos na corporação, o Vander me deixou na porta, e entrou para estacionar o carro, como estávamos meio que em cima da hora, entrei para me vestir, pois tinha que passar a missão ainda.

Quando entro no vestiário os companheiros batem continência;

- A vontade pessoal. – Digo cumprimentando alguns.

Eu coloquei minha farda, e o Vander entra todo “excitado”;

- Capitão vem comigo. – Ele diz meio que ofegante.

- Estou conferindo minha pistola Tenente.

- Renato, vem comigo.

Dentro da corporação nossa amizade ficava por baixo da hierarquia, por questão de respeito, para o Vander me chamar pelo nome, era algo sério.

Segui ele para fora, e no estacionamento eu vejo uma garota de pé, era a Joice;

- Que aconteceu? – Pergunto a Vander, que estava ao meu lado.

- Vai lá cara. – Ele diz.

Eu me aproximo e ela estava toda feliz;

- Joice, o que aconteceu? Porque não atendeu minhas ligações?

Ela não responde, e quando estou perto, de trás de uma das viaturas sai o Rui.

Eu olhei para ele meio que assustado;

- SURPRESA! – Ele grita vindo me abraçar.

- Ah não brinca. – Digo abraçando meu filho.

Mano estava a dez meses sem abraçar ele. Rui estava fazendo intercambio fora do pais;

- Porque não avisou que estava chegando? – Falo apertando ele.

- Queria fazer surpresa.

- Quase me mata do coração garoto.

Atrás a minha equipe batendo palmas, assoviando, todo mundo me zoando, por estar chorando.

Eu cumprimento a Joice e o Rui falando com os meninos;

- E aí, palmeirense... – Diz Rui abraçando o Vander.

- Vai ficar onde hoje? – Pergunto.

- Vou jantar na casa da mamãe, Joice disse que o senhor tem missão hoje.

- Galera preparam os carros que já estou indo... – Falo para os meninos saírem de perto. – Sim, Rui, e uma importante, quando eu sair te aviso, que fazemos algo, pode ser.

- Sim.... Estava com saudades. – Ele diz abraçando novamente.

- Eu também safado, te amo demais.

- Eu também pai.

- Depois temos que conversar.

- Beleza.

Não tive escolha a não ser despedir novamente do meu filho, pois tinha um trabalho importante a caminho.

Voltei para perto dos carros e a equipe faz um círculo com o Vander falando com eles;

- Atenção Pelotão... a investida será pelo Bravo I, e logo após Alfa e então o comando, a área está sendo vigiada a dias... Nosso alvo se encontra lá dentro... Queremos ele vivo.

- Isso mesmo Tenente, escutem, quero algo rápido, assertivo e sem surpresas, a ação será de frente a uma escola, estão me ouvindo?

- Sim, senhor!

- Deus nos abençoe. Aos seus carros.

Eu pegava a minha máscara e o Vander colocando os fones de ouvido comenta;

- Que acha?

- Vamos conseguir... Daqui a quarenta minutos, vamos estar levando o Barão para prisão, que é o lugar dele. E eu vou poder curtir meu filho.

- Vamos com Deus. – Diz ele pegando em minha mão... – Vou no carro atrás, você guia.

- Beleza.

Entramos nos carros e saímos, na hora os carros estavam em posição, eu acompanhando no relógio digo no rádio;

- Vão pegá-lo.

Ele estava na Favela Jardim Paraná, nossa equipe iria fazer uma coisa que não era recomendada e nem muito praticada pela polícia. Entramos com carros descaracterizados, a missão era efetuar a prisão e sair em segurança.

Nossos problemas era os comandos dentro da favela, uma escola próxima, e de se tratar de um bandido de nível elevado.

- Entendido. – Diz Vander no rádio.

A equipe dele fez uma cobertura nas vielas ao redor e eu entrei pela frente, já com os oficiais colocando todos moradores próximos para dentro.

- Operações especiais, todos parados. – Diz Robson entrando no barracão.

Eu vejo ele pular a janela, e vou com tudo adentrando a favela;

- Viela a esquerda. – Falo perdendo ele de vista.

Entrei em outro corredor, com moradores, pedestres, bicicletas, moto, crianças, eu fiquei receoso por perder ele de vista;

- Preciso de direção. – Digo no rádio.

- Indo para rua, Equipe Bravo na sua direção. – Grita o Vander.

Entrei dentro de um barraco fazendo sinal de silencio para os moradores, pois eu escutava passos rápidos, como se alguém estivesse correndo, me protejo em uma parede, ouvindo-os mais e mais próximos.

Me viro acertando ele com um braço e derrubando ele no chão;

- Policia Federal! – Escuto atrás de mim.

Segurando o cara olho para trás;

- Comando de Operações Especiais. – Falo algemando o “Barão”. – Chegamos primeiro.

O policial estava parado me olhando, e com uma arma apontando para minha cabeça;

- Pode apontar essa coisa para outro lugar? – Digo levantando ele.

O garoto devia ter uns 26, 28 anos pouco mais baixo que eu. Tinha o cabelo grande, amarrado atrás, era forte e tinha olhos bem negros, e nariz pequeno, com uma barba por fazer, suas sobrancelhas também eram bem grosas, ele tinha o rosto fino.

Vander chega coloca o colete no Barão e prepara a escolta, para sairmos;

- O que? São seis meses de trabalho que vocês estão levando. – Diz o Policial da Federal.

- Qual o seu nome? – Pergunto colocando a arma no coldre.

- Cara vocês das Operações Especiais são inacreditáveis, deixem-no falar primeiro. – Ele continua reclamando para mim.

- Então você ligou para o Centro de Fusão do Estado de São Paulo, planejaram a operação na mesa de guerra, para que nenhuma outra agencia atrapalhasse? – Digo pegando o celular e ligando para minha central.

O cara já mudou a face, e ficou meio bravo;

- Capitão Renato Andrade do Comando de Operações Especiais, ponha o administrador na linha, problemas de jurisdição. – Falo ao telefone.

- Ei, ei, ei, ei.... Espere, não tive tempo. Mesmo assim ele é minha posse. Me diga porque o pegou?

- Porque você o quer?

- Ele disse ter informações importantes.

- Sobre o que?

- Barão tem um negócio de importação ilegal. Quer saber? Pensei em algo inovador. Porque não trabalhamos juntos, sabe? Policia Federal, Operações Especiais? Estamos todos do mesmo lado, não?

- Não, oficial! Deixe-me ver seu distintivo. – Cara ele estava com sangue nos olhos quando me entregou. – Gustavo Medeiros. Então entrou sozinho em na favela, atrás de um dos chefes de facções mais perigosas do País por importação ilegal? Você achou que era algo maior?

- Acho que eu acertei, já que vocês o querem. Vai me dizer o porquê, Capitão Andrade?

- Não. Prazer em conhece-lo Oficial Gustavo.

- Estamos prontos Capitão. – Vander diz no rádio.

- Vamos sair daqui logo. – Falo entregando o distintivo e saindo.

0 visualização
Assine para ser o primeiro a receber os capítulos 

Siga a gente:

©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia