• @rgpatrickoficial

Sempre o Melhor Amigo - Capitulo 2

- Tá maluco cara? Que doideira é essa?

- Foi mal Luan. Foi mal.

Ficamos em silêncio por uns segundos. Meu coração estava quase saindo do peito, Ele logo perguntou:

- Mas por que você demorou pra me empurrar? Antes de me empurrar você correspondeu.

Ele ousava ser safado em um momento desses;

- Cara tu é maluco! Não acredito que esta falando isso.

- Desculpa Luan, não sabia que ficaria uma fera.

Fiquei olhando para ele por alguns segundos e pensando no que estava acontecendo. Ele estava ali na minha frente. Cabisbaixo, envergonhado. Ele, tão lindo! Lindo?

- Pode me xingar, eu deixo. Pode parar de falar comigo, pode me enfiar a porrada se quiser, eu deixo

Disse ele ainda cabisbaixo;

- Posso?

Perguntei levantando sua cabeça pelo queixo e o olhando nos olhos bem sério. Quando ele viu minha expressão ficou mais assustado ainda. Ele fez que “sim” com a cabeça e pela fisionomia estava esperando uma porrada no meio da cara.

- Seu filho da puta.

Disse eu com raiva, mas com muito tesão, sim por isso estava na piscina esse tempo todo com ele, estava de pau duro, não poderia sair e deixar ele ver.

Logo eu sai da piscina e subindo até sem jeito pro quarto cheguei fui me secando e deitando sem me dar conta do que tinha acontecido, deitei ao lado da Amanda, me virei pro lado perturbado me veio na mente o beijo quando penso até hoje me sobe um arrepio na coluna, no momento não sei o que me deu, eu fiquei excitado com aquilo? Como? Porque? O Caio? Caralho, foi uma noite em claro.

No domingo bem cedo antes que todos peguei o carro e fui embora, fiz questão de deixar o celular com a Amanda pra ninguém me ligar, chegando em casa tomei um banho e fui deitar pois estava exausto, após o banho deitei e peguei no sono.

Acordei daquele sono de domingo, me espreguicei na cama, ao lado estava meu PC, liguei e olhando o Facebook quando ouço o telefone de casa tocar minha mãe atende e diz “Sim ele está aqui no quarto”, em pouco tempo ela abre a porta, pensei que seria Amanda me xingando;

- É o Caio quer falar com você!

- Diz que estou dormindo e não consegui me acordar, fala que estou de ressaca.

Não queria falar com ele não queria encarar isso de frente não agora, eu ainda nem sabia o que pensar direito.

Os dias se passaram em algumas semanas minha mente sempre teimava em lembrar do acontecido nunca havia sentido o que senti, não dava pra acreditar que o garanhão da cidade o cara que deixava garotas loucas estava afim de mim, na minha cabeça eram um turbilhão de perguntas tantos questionamentos e o pior era o medo de sentir algo! Porque eu amava Amanda não queria isso pra mim. Sei que deveria chegar nele e perguntar saber porque? eu estava sem jeito pois havia rejeitado varias ligações e tentativas dele se aproximar e tentar algo.

Em uma noite e eu estava no mirante (um lugar onde se tem uma vista de toda a cidade) e ouço o ronco de uma moto semelhante a de Caio, era ele, estava encostado na porta do carro de bermuda branca, camisa verde tipo neon e sapa tênis, ele parou a moto ao lado do carro deixou seu capacete e se aproximou eu nem se quer olhei pro lado estava perplexo com a vista.

- Sabia que te encontraria aqui.

Disse ele com uma voz tremula e insegura.

- Eu precisava pensar longe de tudo e todos saka’.

- Então estou atrapalhando?

Ele perguntou passando a mão no cabelo e saindo sem resposta, somente o puxei e beijei sua boca, ouvindo o despertador do celular...

Como? Caralho era um sonho mesmo, eu estava suando com o coração parecendo que tinha disputado uma maratona.

- Porra, Luan.

Resmunguei sem voz e sem folego com isso foi mais algumas semanas pensando no Caio e agora no sonho também.

Finalmente chega outubro mês das minhas férias agora tinha mais tempo para Amanda e resolveria o que me atormentava com o Caio. Era segunda-feira e meu celular chama, era o Jean;

- Maninho está tudo bem?

- Sim e ai Jean?

- É que tu sumiu da galera, não está falando com o Caio e ele disse que brigaram.

- Jean é o trampo a faculdade nada demais, relaxa, ele só pisou na bola comigo.

- Tranquilo então se quiser conversar ok.

- Valeu.

Nem havia desligado o celular Amanda chega no meu quarto me chamando pra sair e comer algo. Tomei um banho e fomos a pé mesmo, o céu estava limpo, ela falando sem parar de assuntos aleatórios e minha mente voando.

Escolhemos uma lanchonete que ficava próximo minha casa da família de um amigo da faculdade. Ouvi o ronco da moto de Caio, estava longe, meu coração disparou, quando ele dobrou a esquina, olhei para Amanda soando frio.

Pensei “agora fodeu”, ele parou a moto atrás de nos, como viu a gente, cumprimentou nosso amigo, e na primeira marcha para ao meu lado com a moto;

- Boa Noite Princesa.

- Boa Caio, e ai sena conosco?

- Bem, mas...

O seu telefone toca era Lucas um amigo nosso, acho que estava o chamando pra sair, nossa eu respirei naquele momento, a fome já havia passado, mesmo assim Amanda me olha e depois volta a Caio, ela percebeu rapidamente;

- Esperai ainda não voltaram a conversar? O que foi?

- Pergunta pro seu namoradinho!

Ele disse seco colocou o capacete e sumiu em sua moto.

Amanda deixa seu lanche de lado e diz.

- Só vamos sair daqui depois que me explicar o que está acontecendo?

Eu estava com uma cara de “Lua”;

- Amor não se preocupe é coisa nossa esquece.

- Luan vocês nunca brigaram antes, ninguém está entendendo nada, você precisa falar com ele, se não for eu vou saber o que está acontecendo.

- NÃO, Amanda me promete que não vai entrar nessa historia?

- Prometo, mas se você não resolver resolvo eu.

Pronto noite de boa com a namorada por água abaixo, no sábado havia futebol todos estavam reunidos mas Caio não apareceu, realmente percebemos a falta dele, sem piadas, sem zoação, sem brincadeiras somente o futebol e depois no vestiário da mesma forma.

No dia do meu aniversário Amanda me acorda beijando minha boca, ao abrir os olhos ela estava debaixo do cobertos, eu não queria acordar;

- Amanda olha a hora, pelo menos hoje me deixa dormir até mais tarde;

- Tudo bem, você que manda.

Falou ela passando minha mão por sua coxa, e descendo. Ela estava de vestido curto, uma calcinha fio dental. Foi tiro e queda, fodemos gostoso aquela manhã, eu já havia acordado excitado e duro, tive que gozar duas vezes até ela ter um orgasmo, isso deixava ela flutuando o resto do dia.

A ideia dela era ir pra Goiânia, andamos, comemos, pegamos um cinema e fizemos algumas compras, já a tarde voltamos pra casa era umas uma hora e meia de viagem, já era a noite minha casa toda escura achei estranho pensei em minha mãe está dormindo, entramos normalmente e ao abrir o portão... SURPRESAAAAAA!!! Caramba estavam todos lá minha mãe e meu irmão segurando o bolo, a galera do condomínio, amigos da faculdade, do futebol, familiares até a Larissa, quando a vi não teve como olhei procurando e disfarçadamente o Caio mas sem sucesso, cumprimentei todos cortei o bolo em meio a farra minha mãe estava aproveitando mais que eu, ela é meio protetora e estava cheio de papo com meus amigos, os da faculdade eram mais ascidiados;

- Olha lá o que vão dizer a ela em;

- Relaxa Luan, só estamos contando o que é Igrejinha.

Senti meu celular chamar, era Caio, Amanda se aproximou dizendo;

- Vai atende.

- Alô.

- Parabéns Luan Felicidades! - Obrigado cara, mas porque não veio dar os parabéns pessoalmente estão todos aqui em casa. - Até vim, só não entrei.

Segui até o portão e ele estava lá em sua moto todo charmoso arrumando o cabelo no espelho de camisa branca e jaqueta de couro, me aproximei sem nenhuma palavra somente dei a volta na moto e abracei ele, “pela amizade”, um abraço apertado seguido de um convite pra entrar, quando todos viram ele do meu lado foi outra comemoração; - Heeeeeeeeh’! REATARAM O NAMORO - PERDEU AMANDA! Olhei pra ela olhei pro Caio; - Espera ai... Mas... - Amanda foi em minha casa e pediu para vir, já que estava na hora de pararmos com isso.  Me aproximei dela segurando seu rosto beijando ela e a noite se decorreu assim, todos foram embora cedo até Caio que levou Larissa pra casa, Amanda dormiu comigo aquela noite, e claro transamos muito apesar de estarmos bem cansados, rsrsrs’ foi outra rapidinha. Na manhã seguinte Caio me liga chamando para ir almoçar na casa dele, eu chamei Amanda saímos em seguida no meio do caminha tive que parar e comprar um biquíni novo pra ela.

Já na casa dos meninos somos recebidos por dona Marta Mãe de Caio e Larissa; - Olá meninos, Luan como você está bonito encorpado. - Não elogia muito porque a Amanda pode ficar com ciúmes mamãe. Disse Caio vindo sem camisa somente com uma bermuda de futebol preta; - Bom dia Tia, Obrigado pelos elogios! Conhecia a Amanda? - Ouhn’ minha filha entrem fica a vontade, logo vou servir o almoço. Amanda foi entrando e ouvimos os gritos de Larissa; - Amandaaa! Me conta quem era aquele carinha de vermelho que estava com a Joyce ontem? As duas saíram foram pra área da piscina e Caio me chama pra dar um mergulho. - Não trouxe sunga. - Luan agora você me fala como veio aqui e não traz uma sunga cara. Vamos vou te emprestar uma.

Subimos até seu quarto me entregou uma sunga branca ficou pouco apertada mas bonita me marcava certinho, foi só eu sair ele estava ao lado da cama próximo a uma tomada com o celular. - Que isso em que saúde, pode ficar é presente de aniversário, mas se você quiser outra coisa a gente conversa.

Pois é, voltamos a ser como antes, “eu acho”. Demos boas risadas em meio a xingamentos e palavrões, ao descer depois do primeiro mergulho Dona Marta anuncia o almoço, vestimos algumas peças de roupas as meninas de toalha, pra sentar a mesa, em meio ao almoço vários elogios pra mim e criticas pro Caio, (Ele era o tipo do cara que não se preocupava com nada, nem estudos nem serviço somente com farra, era bastante conhecido na cidade por festas que promovia e que frequentava, às vezes saia de casa e sumia por uns dias voltava sem dar satisfações entre outras loucuras).

Sr. César pai de Caio não se enturmava muito com a família, estava trabalhando em pleno sábado, ele era bem fechado. Bem Marta termina o almoço e diz que vai a capital, na casa de uma amiga, Larissa logo se levantou e chamou Amanda pra acompanha-las dizendo que iria pra comprar a bolsa que estavam falando. Aqueles assuntos chatos; - Amor não se importa se eu for?

Nem respondi direito e ela me beijou e subiu com Larissa. Caio estava na minha frente estava tomando suco e falando com ele;

- Já acabou com o cartão na minha festa, o pai dela quer me matar, agora isso.

- Dá seu cartão pra ela.

- Caio aacabei de falar que ela acabou com o cartão, o meu cartão.

- Rsrsrs’, mano mulheres gostam é de “sem limites”.

- Sem limite esta minha conta no banco.

Enquanto conversávamos ele foi a geladeira e pegou duas Ice’s, o dia estava com sol, mas dentro da casa estava frio, enquanto elas se trocavam e se arrumavam, voltamos para beira da piscina.  Deitei na espreguiçadeira, depois que terminei a primeira garrafa Caio, foi buscar outra; - Elas já foram acredita? - Poderiam arrumar nessa velocidade pra sair kkkk’.

Ele sentou na cadeira do lado deu alguns goles depois deitou ficamos ali durante uns minutos em silencio, pegando um sol e relaxando até eu quebrar o gelo.  - Posso te fazer uma pergunta mano? - É sobre o que aconteceu no niver do seu irmão? - Porque fez aquilo?

Nesse momento me sentei encarando ele, que olhava para cima com o reflexo do sol em seus óculos espelhado; - Não sei, estava bêbado. - Como não sabe? - Luan, eu só não sei, estávamos na piscina sozinhos de boa quando olhei para sua boca não controlei, tive a curiosidade de experimentar, você mudou, está diferente está...Está...

- O que?

Poxa eu estava com medo da resposta, agindo por impulsos;

- Sinto tesão quando penso em você. Não sei explicar, deve ser sua bunda, ou pernas. - Caralho, pensa em mim como uma mina? - Não, é diferente, Mas você retribuiu, você gostou né?

- Isso esta errado.

Me levantei e fui no rumo da casa. - Onde vai? Não vai me responder?

Caio perguntou já me seguindo; - Me trocar, está tarde preciso ir.

Já estava próximo a porta de seu quarto. - Tarde? Luan de onde tirou isso, fica mais. Não precisamos mais falar sobre isso. Parei virei respirei fundo me virei passando a mão no cabelo olhei bem no fundo de seus olhos;

E o beijei, seu olhar fechando lentamente, senti o gosto da bebida em sua língua, galera eu havia saído do chão, foi um beijo tão excitante, quente, firme, forte na mesma hora e por outro lado suave ele se distanciou e olhou pra baixo minha mão apertava e segurava firme o lado da sua sunga trazendo seu corpo ao meu foi um impulso, libertei ele com um sorriso no canto da boca, ele me deu um selinho, outro, e outro. Segurei em seu braço, e a outra mão aberta no peito como se estivesse mantendo ele longe, quando queria ele perto - Cara isso não tá certo! - Luan... Luan, não diz nada, relaxa.

E mais um beijo esse mais quente agora com uma mãos bobas os corpos mais próximos minhas pernas tremiam as trocas de passos até eu o empurrar para trás e caímos em sua cama estava com tanto tesão que nossos cassetes estavam como pedras, as cuecas iriam estourar, a cabeça não se passava nada, as pegadas estavam tão fortes que se fosse com uma garota eu havia acabado com ela, a força que o beijava, a força que o abraçava, meu peito no dele sentindo o coração saltar de dentro, os pés uns nos outros, aquele cheiro de protetor solar, rsrsrrs, eu tremia meu corpo inteiro, e sentia o mesmo vindo dele,  a respiração descontrolada.

Meu celular chamou, a musica era a minha mãe, eu atendi por impulso, enquanto falava com ela, ele beijava meu pescoço;

- Meu filho esqueceu de mim?

- Ah, não mãe. Para o que mesmo?

- Luan, o trabalho, hoje não tenho carona meu filho.

Me levantei sentindo culpado, ele ficou na cama me olhando, lembro até hoje do reflexo da boca vermelha dele no espelho;

- Estou indo, me espera ai.

Ela desligou, ele me olhou e perguntou enquanto eu me vestia;

- Aconteceu alguma coisa?

- Esqueci de buscar minha mãe no trampo.

- Ah beleza.

Não sei se já aconteceu com vocês, mas quando se esta ficando com a pessoa e esquece o nome, ai fica aquele silencio que acaba com tudo, foi a mesma sensação que tive, me despedi sem jeito dele, que não saiu da cama.

Ao pegar minha mãe, ela me ver do jeito que eu estava ficou apavorada;

- Luan meu filho, que cara é essa?

- Nada mãe.

- Olha pra mim? Aconteceu alguma coisa, você esta pálido.

Ela colocou a mão em minha testa dizendo;

- Meu filho esta soando frio.

- Um motoqueiro mãe tentou me assaltar no semáforo, mas consegui escapar dele, não foi nada demais. Cheguei em casa fui direto para o quarto estava com a cabeça a mil, pensando que não poderia ficar com a Amanda, não estava certo isso, eu tenho um compromisso com ela, não poderia rolar mais nada com o Caio ao mesmo tempo seria falta de consideração minha com os dois, falta de ética e vergonha na cara, existe uma coisa chamada “Bom Senso” e respeito.

Cheguei a cogitar a ideia de encarar o mundo ao lado de Caio, ou continuar com Amanda, e ter que esquecer ele de uma vez por todas, pois só de nos aproximar já fico excitado, coração batendo forte e rápido, mãos suando. Eu não sabia o que pensar, não sabia o que sentir, só queria que nada disso estivesse acontecendo comigo.

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