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Preso em Você - Capitulo 9

Lucas Marques

Sexta feira, 31 de Maio de 2019, 20:20h.

A noite no meu intervalo fui ao abrigo buscar os meninos. Quando cheguei no Abrigo os meninos ainda estavam se arrumando, fui entrando no quarto deles, no segundo andar, e Joao Paulo tinha acabado de chegar;

- Vamos, vamos gente, quero comida fria hoje não. – Entro e ele gritando com os meninos.

- Nossa que perfume fedido. – Giovani grita. – Veio assim por causa da tia Isa? – Ele começa a tirar com a cara do JP.

- Não, vim assim para você sabia. – Ele vai em direção ao pequeno.

Giovani ficou vermelho, e por ele ter seus 10 anos, os meninos começaram a rir, ele o empurrou e JP tentando abraçar ele;

- Não gostou do meu perfume, mas eu passei só para você. – Eles caem na cama.

Todo mundo gritando, que bagunça, fazendo cócegas nele que estava se contorcendo todo;

- MAS QUE BAGUNÇA É ESSA AQUI. – Margarida entra gritando.

Eu levei um baita susto, os meninos pularam da cama já de pé, pois também se assustaram, Ele já vai arrumando a sua roupa;

- Estava ajudando eles a se vestirem. – JP tenta ser sério.

Uns soltam uns sorrisos, outros querendo rir;

- Vamos descer, a van está esperando. – Ela vira as costas.

- Não tinha te visto aí. – Ele diz chegando em mim.

Mandando beijinhos para o Giovani saímos. Desci com os meninos, e Isabela com as meninas, eles entraram na van, e seguimos de lá, o João foi atrás no meio da bagunça.

Todo o abrigo ganho uma noite dessa, mas seria cada dia uma turma, que eram separadas por idades.

Quando chegamos, eu desci, no estacionamento dizendo;

- Vou entrar e preparar tudo.

- Certo.

Isa iria organizando todos em fila, e eu cheguei falando com eles;

- Olha, está tudo pronto, já que estão enfileirados, vão entrando e fazendo os pedidos, ok. – Falo com eles.

- Sim, tio! – Amava quando respondia em coro.

- Escutem o tio JP. – Ele grita. – Podem pedir o maior, e o mais caro, tem que aproveitar gente. – Eu gesticulava com eles que riam. - O Tio Lucas vai respeitar tudo ok? VAMOS.

Isabela rindo, mas não disse nada, entramos, e as meninas fizeram seus pedidos primeiro, e seguindo se sentando, eu esperando com os meninos, eles estavam seguindo a fila na frente de JP, e eu no computador passando os pedidos.

Vitor chega com a Natalia, todos os dois bem arrumados;

- O tio pode entrar nessa fila pode? – Ele diz aos meninos, brincando.

Cumprimentamos eles, que também pegam na mão do JP, e Nathalia beija Vitor;

- Hey, ta olhando o que – João Paulo empurra o Giovani.

Natalia olha para ele, que ficou sem graça na hora;

- Ela é minha namorada, e você fica olhando a saia dela, qual é a sua meu irmão? – Ele encara Giovani.

Os meninos de olhos arregalados, e o garoto daquela idade fala o seguinte, em alto e bom tom;

- Pensei que estava de olho da Tia Isabela.

Todo mundo começa a rir, Isabela que estava na mesa com as meninas vermelha de vergonha, e Nathalia fala com ele;

- Não somos namorados, lindinho, qual seu nome? – Ela pega na mão dele.

- Giovani.

- Você é muito bonito Giovani, sou a Nathalia.

Ele beija na mão dela e Vitor tira com a cara de JP;

- Que isso, o moleque tem mais atitude que você mano.

- Cala a boca.

Continuamos os pedidos, até finalizar, para organizar um pouco eles se sentaram, eu, Nathalia, João Paulo e Vitor pegávamos os pedidos, e iria entregando para todo mundo.

Para comer, se sentaram João Paulo, Isabela, Vitor e Nathalia, estavam comendo e conversando, quando cheguei na mesa;

- Isa, aqui está o comprovativo, Margarida mandou eu e você assinar atrás.... Mas pode ser depois que comer.

Ela pega o papel, e comento;

- Estranho, todo mundo pediu o mais caro, rsrs, um ou dois que pediram o do dia sabe. – Faço um comentário sem julgamento.

Eles já sabendo e rindo, o Giovani grita;

- Tio JP que mandou. – Diz da mesa ao lado.

Os meninos comigo começam a rir, e JP diz a ele;

- Qual é a sua em, cai dentro. – Eles se encaram.

Eu estava com uma agenda e acerto a cabeça do João Paulo;

- Olha esse palavreado com o garoto. – O repreendo.

- Nessa idade já fazem coisa pior Lucas. – Responde ele.

- Vamos na boate nova hoje, quando sair, vamos com a gente amigo? – Nathalia fala comigo.

- Amanhã tenho que estar cedo no abrigo amiga, nem dá. E depois aqui no trabalho.

- Eu posso falar com a Margarida, acho que a ideia do JP pode servir. – Isa interrompe.

- Como assim? – Pergunto.

- Posso dizer que Lucas deu todos os lanches mais caros para os meninos, e que queria sair hoje e eu deixei.... Temos créditos com ela amigo. – Ela fala se gabando.

- Então, você vai, dança, você ama dançar, e quando quiser vai para casa, e está de folga pela manhã, vai poder descansar. – Nathalia diz.

- Tudo bem, preciso mesmo sair um pouco.

- Também quero. – Giovani entra na conversa.

- Não tem ninguém aqui falando de Danoninho. – JP diz a ele.

Os meninos voltam a rir dele, que fica bravo comigo.

Vamos lá, ficamos um bom tempo com os meninos, todo e qualquer passeio que eles precisam sair, sempre é rápido e muito vigiado.

Então aproveitamos ao máximo possível, o Vitor até se comprometeu pagando sorvete para todo mundo.

Na hora de ir embora, era também hora de eu sair do trabalho. Despedimos dos garotos, que Isa os levou embora.

E Vitor levou a gente para minha casa, afinal tinha que me arrumar ainda;

- Amigo não demora, caso contrário minha tequila grátis vai por agua abaixo.

- Tá amiga. – Digo entrando.

Por educação todos entraram. Nathalia me acompanhou até o quarto, e eles ficavam sala, onde a minha avó estava assistindo novela.

Que cena.

Quando chegamos, ela fala sem pudor e medo algum, na cara dos meninos

- Não gosto de vocês.

Eles arregalaram os olhos, e eu digo;

- Ela está se fazendo de difícil. – Bato nos seus ombros.

Ela me olha de lado, por estar atrapalhando sua novela.

Mas fiz questão de deixar eles lá um pouco, sem falar, parados, duas estatuas, a única coisa que quebrava o silencio da sala era a novela. Eu só recebia mensagem deles, perguntando se estava me arrumando para um casamento.

Sexta feira, 31 de Maio de 2019, 23:25h.

Foi sair da minha casa, e entramos no carro e o céu desaba em agua.

Muito, muito forte mesmo, coisa de ter que dirigir devagar por perigo na estrada.

Quando chegamos na boate, ficamos no carro esperando a chuva apaziguar um pouco.

Vitor pega uma jaqueta lá dentro, para Nathalia proteger o cabelo.

Na portaria, praticamente vazia, estávamos pagando e a Nathalia curiosa;

- Moça eu ainda estou na promoção né?

- Sim. – A recepcionista responde.

Pagamos e entramos, e ela tinha razão, não tinha cinquenta pessoas lá dentro, tinha a metade, acho que nem isso.

- Vamos ficar aqui mesmo? – Pergunto olhando aquele lugar vazio.

- Vamos. – Vitor diz.

Peguei uma bebida para mim e Nathalia, Vitor, pegou para ele e JP.

A música eletrônica alta, não conhecíamos ninguém no lugar, digo as dez pessoas além de nós, mas já havíamos pagado para entrar né.

Ficamos bebendo e conversando os quatro, dançando juntos mesmo.

O que eu aproveitei foi bebida, já que não tinha pessoas que me interessavam ali dentro, então enfiei a cara no álcool.

Dá-lhe vodka com suco, cerveja, o que tinha eu estava tomando.

Chamaram as meninas no palco, que iram ganhar as tequilas, subiram umas dez, rsrs.

Nathalia foi uma das primeiras. JP e Vitor gritando frente ao palco com ela bebendo.

Então o cara que estava com o microfone diz;

- Como não temos mais garotas, o primeiro que... – Antes de ele falar JP coloca o pé para subir.

Mas Vitor faz o mesmo, e sem querer ele se apoia no amigo, o que o derruba, João Paulo chegou antes do cara terminar a frase.

Ganhou seu SHOT de tequila e desceu do palco o Vitor não tinha levantado ainda. Por causa do tombo ele também ganhou.

Muito tempo eu não curtia uns roles desse, serio mesmo, estava com saudades já. Digo de rir e aproveitar tanto, pagando mico no caso.

Em um dos momentos, o DJ tocava música de arroxa para os casais, que estavam fazendo pedidos, foi muito aleatório, pois todo mundo achou uma garota, um par rapidamente, eu virei de costas, Vitor e Nathalia juntos, e já rindo de nós.

Olhei para o João Paulo, e já virei as costas, ia ao bar, pegar outra bebida, e sinto um puxão no braço;

- Dança comigo ué.

Não disse nada, somente uma troca de olhares, eu sim, sabia muito bem onde estava me enfiando.

Para me ajudar ele chegou junto, passando a mão na cintura e ficando corpo a corpo. E quando demos o primeiro passo, ele faz igual, ambos estávamos conduzindo;

- Assim não dá. – Ele fala.

- Não, eu vou conduzir. – Falo sério.

- Porque você tem que conduzir? Quer discutir agora namorado?

Começo a rir e então deixo ele conduzir a dança;

- Parece minha mãe, sabia. – Seu rosto aproxima falando em meu ouvido.

- Ela gosta de você eu não. – Respondo.

Ele me afasta, rodando, segurando minha mão, eu olho Nathalia rindo de lado fazendo o mesmo, e volto para seus braços;

- Você não gosta de mim? Ou finge que não gosta? – João tinha um ar de ser convencido, que era chato.

Não responde, e sim fiz uma cara sem graça.

Último passo da dança, Vitor roda a Nathalia, mas ela vai longe e forte demais, caindo de quatro no chão.

Ah me desculpem, mas eu ri de gritar e apontar o dedo para ela.

A pobre coitada se levanta e vem toda torta e sem graça ao meu lado;

- Amigo, está vendo aquela coisa preta no chão? – Ela aponta.

- Sim.

- Pega para mim, é meu sutiã.

Na hora eu nem liguei, hoje contando isso, acho estranho. Fui abaixei e peguei o que ela disse, colocando no bolso, todo disfarçado, como se estivesse fazendo algo errado.

Mais bêbado de todos, eu, exagerei na dose, na boa.

O DJ mudou para umas músicas dos anos 90, e eu mais perdido que cego em tiroteio, e João tentando me ensinar;

- Joga! Joga as pernas assim, e vem para esse lado... – Ele fazia os passos.

- Porra você conhece tudo. – Falo bravo.

Dancei músicas dos anos 90, forro, samba, funk, desci até o chão rebolando com o JP. O DJ estava mais inspirado que nós nessa noite.

Eu como sempre não deixo passar, paguei o meu do dia. Fizeram uma roda de dança, e eu fui entrar para dançar.

Na minha vez, eu pisei e cai, fui para o chão, como não sou um bêbado que presta, derrubei minha bebida, o que jogou João Paulo do meu lado, caiu todo estabanado quando foi me ajudar.

Nos riamos de tudo, era um olhar para o outro que encontrávamos alguma graça, graça em nada, rsrs.

Com o passar das horas, pouco mais de pessoas chegaram na boate.

Entre as novas pessoas uma chata do caralho. Gente o João Paulo é uma perdição.

O garoto estava de calça, tênis, e uma camisa social, com praticamente todos os botões abertos na boate. Ele é uma pessoa que chama atenção onde passa, é bonito e um cara excepcional para ser amigo de balada, rsrs.

Essa garota desde que chegou, estava dando mole para ele, de mandar beijo, olhar, piscar e tals.

Em um canto com os meninos, então uma música preferida de Nathalia, faz ela correr puxando o Vitor. Eu fiquei com o João Paulo, estávamos um ao lado do outro de pé apoiados nestas mesas de meio de boate.

Essa garota, viu que estava só nos dois, e que Natalia não era nada e ninguém, e chegou, tipo chegando mesmo na mesa. Já falando no ouvido do JP e pegando em seu corpo.

Eu pensei, pronto vou ter que assistir de camarote e segurar vela agora.

Mas ele não estava afim dela, meio que desviando e cortando assuntos que ela puxava. Dando um fora mesmo.

Ela era do meu tamanho, mais gorda um pouco que Nathalia, não muito feia sabe! Em um dos momentos que ela foi buscar outra bebida, ele se virou e disse;

- Já ficou com o Roger, e eu estou correndo, não quero ficar com ninguém, estou de boa. – Ele meio que me vem com “satisfações”.

E lá vem de volta a garota;

- Valeu, estou de boa, não estou afim. – Ele ficava repetindo.

E desviando suas mãos;

- Só uns beijos, gostei de mais de você amor, é todo gostosinho... – Ela passava a mão nele. – Nossa que barriga em durinha!

- Escuta não estou afim, beleza.

Ele repetindo, e eu do lado vendo e ouvindo isso;

- Porque gatinho.

- Eu sou gay. – João Paulo tenta escapar.

Nem isso afastou a menina;

- Hum, melhor ainda.

- Estou com meu namorado. – Ele me olha.

Entendi a deixa, e me aproximei dele, para ver se ela acorda para a vida;

- Ele foi educado, então se liga amiga, procura outro. – Encaro ela.

- Nossa que casal em desperdício vocês dois sabia? – Ela pisca para ele.

E então o improvável do improvável. Não o culpo e credito essa primeira investida a ele.

Ambos bêbados, e nem por isso colocamos a culpa no álcool.

Olhei para o João Paulo não sei se dei algum sinal, ou algo do tipo, sua mão segura meu bíceps, e seu rosto vem próximo ao meu.

Nos beijamos na frente da garota. Apertei meu braço, sua língua na minha boca, seus labios carnudos, e volumosos, sendo mordidos por mim, era uma boca macia, gostosa, molhada. Ele tinha uma pegada tão forte que eu fiquei sem ar, João Paulo tinha um beijo tenso, e forte, muito complexo.

Ao afastar dele, não vi mais ela, mas eu fiquei muito, muito, assustado! Você olhar o cara e achar bonito é uma coisa, outra extremamente diferente é chegar a esse ponto;

- Que você fez? – Limpo minha boca, com as costas da mão.

- O que? – Ele diz preocupado.

- Eu iria te abraçar João Paulo. Não beijar, ficou maluco?

Eu estava bêbado, mas parece que a ficha dele caiu em segundos, João Paulo se tocou do que tinha feito.

Seu rosto, sua feição, com uma espécie de preocupação.

Para disfarçar minha excitação eu tive que sair dali. Fui correndo para o banheiro.

O QUE EU FIZ?

Acabei com nossa noite. Fiquei um pouco no banheiro, lavei o rosto, e quando voltei, pensei em agir normalmente.

Natalia e Vitor estavam de volta na mesa, e nada do JP, sentei pegando uma cerveja, e eles perguntam;

- João Paulo está no banheiro? – Vitor questiona.

- Não vi ele lá não, estava aqui a pouco.

- Estranho.

- Deve estar com aquela garota que estava de papo com ele. – Natalia comenta.

E então, Vitor pega o celular, e mostra a tela para nós. Notificações do Whatsapp de João Paulo, dizia: “Sai com uma garota”.

- Viu eu disse. – Natalia sorri.


Eu olho ao redor, e vejo a menina que estava dando mole para ele, fiquei confuso nesse momento, não mais do que havia acabado de acontecer.

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