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Preso em Você - Capitulo 5

Lucas Marques

Domingo, 24 de Março de 2019, 05:47h.

Eu estava atordoado de medo e preocupação, isso era uma situação que nunca imaginei passar;

- Mano não posso perder minha bolsa da faculdade, JP, eu vim embora para mudar de vida, não isso. – Minhas mãos estavam apoiadas nas grades.

- Calma, vai ficar tudo bem, Naty viu a gente ser levado, ela vai avisar nossos pais. – Ele olhava aqueles corredores escuros.

- E os meninos?

- Não sei. – Diz preocupado.

- Que isso em, todo branquinho. – Escutamos uma das vozes atrás.

Tinha quatro caras, três estavam deitados, e um deles se levantou, chegou perto e ficou olhando para mim.

Eu sou mais baixo que JP, tenho um porte físico legal, por causa da academia, o futebol, isso ajuda, mas de toda forma, sou de certa forma delicado, acho que foi o que chamou a atenção dos caras.

- Sai fora. – Encaro ele.

- E qual é. – Ele segura em meu braço.

Meu coração esfriou nesse momento;

- Está tirando cara. – JP aproxima encarando ele e me defendendo.

- Novato aqui faz o que a gente manda, ou cai na porrada playboy. – Ele vem me encarando, apontando o dedo no peito do JP. – E esse aqui vai ser a mulher da noite. – Ele pega na minha bunda Lucas.

Foi algo rápido, eu empurrei ele, e os outros levantaram, pensei, pronto a merda está feita.

Que inacreditável!

O empurrão que dei, foi revidado com um tapa na cara, que chegou a me fazer e cair no chão. João Paulo deu um murro no cara, foi tão forte que escutei o golpe.

Ele caiu em um dos caras, e todos vieram para cima de nós. Seguraram os braços de JP, ele conseguiu chutar um deles, próximo ao peito, derrubando o mais baixo no chão, mas o acertaram nas costelas, depois estomago, acho que uns dois murros no rosto, quando os policiais voltaram no meio daquela bagunça e tirou a gente lá de dentro, puxando, meio que me arrastando pelo chão, batendo com cassetete nos caras, que loucura.

Colocaram eu e ele em uma sala que não tinha nada dentro, ficamos deitados no chão frio. Ele com muita dor no abdômen, e com a cabeça zonza. Eu preocupado pois seus olhos estavam inchando.

- Acho que precisa de um médico. – Me aproximo.

- Estou de boa. – Ele olhava aquela luz no alto.

Tirei minha camiseta, colocando no seu rosto de lado, onde saia pouco de sangue, puxei e ajudei ele a sentar.

Com cuidado por causa do inchaço, iria tocando sua pele que esta roxa, ao redor do olho.

Seu olho castanho com fios de cabelo atrapalhando, João Paulo leva a mão tirando-os e seus olhos fixados em mim, assim como os meus nos dele;

- Valeu por me defender lá dentro. – Seguro sua outra mão.

- Você teria feito o mesmo. – Ele Aperta, ensaiando um sorriso. – Foi mal mano, estragamos tudo.

- Como assim?

- Era só para conhecer a turma e beber, sabe, aproveitar.... Agora estamos sozinhos.

- De acordo Com o delegado somos namorados, rsrs. – Abro um sorriso.

E ele faz o mesmo, mas geme em seguida de dor, por forçar pouco o abdômen. Levantei sua camiseta com cuidado e estava com vários hematomas pelo corpo.

Depois de um tempo, o policial abre a porta;

- Levantem os dois. Me sigam. – Diz sem algemar a gente, e uma forma bem mais informal.

Ajudei ele a levantar e amparar enquanto andávamos.

Tiramos umas fotos, e assinamos algumas coisas, e ele abre a porta do corredor dizendo;

- Pagaram a fiança de vocês, podem ir.

Ao sair pela porta, estavam Vitor e seus pais, Roger, Naty, Carla, a minha avó e os pais de JP;

- Meu Deus. – Sua mãe fala vindo abraçar ele.

- Aí, mãe cuidado. – Ela o aperta.

- Meu filho... – Ela diz desesperada olhando o roxo nos olhos.

Corri abraçando minha avó, que nem falava de nervosa. O Pai de Vitor se aproxima, e por ser médico, já diz;

- Está sentindo tontura filho?

- Não senhor. – Ele ajuda JP a sentar em uma das cadeiras.

- Precisa fazer alguns exames. Vamos para o hospital aqui de emergências. – Ele diz para a mãe dele.

Seu pai, estava de braços cruzados olhando de longe, próximo da entrada, sem expressão alguma.

As meninas seguraram minha mão, Naty foi bem carinhosa e preocupada.

Vitor ajudou ele a entrar no carro, e saímos, ele estava muito apavorado, por causa de toda a situação.

Eu estava muito mal e não me recordava de muita coisa, até o hospital, de mãos dadas com minha avó por todo o percurso.

Ao chegar, fizemos alguns exames, respondemos algumas perguntas, ele falou com seu advogado sobre o que tinha acontecido. E depois de me medicar, eu fiquei no soro, em uma das alas de emergências.

João Paulo estava deitado em uma daquelas camas, sendo medicado, e todos se juntaram, eu fui rápido, fiz exames, mas quando contei todo o ocorrido me liberaram.

Depois de perceber que estávamos “bem”, Pai de Vitor falou para todos;


- A brincadeira de vocês passou de todos os limites. Olhem o João Paulo... Graças a Deus estão bem... mas invasão de propriedade privada é crime, e pior, o local e declarado como Patrimônio Histórico da cidade. A fiança foi paga, e agora é esperar o Juiz, pois os dois serão processados e terão que pagar uma pena.... Pode ser cestas básicas, Serviço Comunitário, não sei explicar bem, mas o pior de tudo! – Ele sobe um dos dedos gesticulando e dando mais importância a seu sermão. - Com dezenove anos os dois estão com a ficha suja na justiça por uma besteira de adolescentes irresponsáveis. – Ele olha Vitor dizendo isso.

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